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  • Veja o erro que os brasileiros cometem com camarão no inverno

    Veja o erro que os brasileiros cometem com camarão no inverno

    O camarão é tradicionalmente associado ao verão, às praias e às férias. Mas especialistas alertam: essa mentalidade pode estar fazendo você perder uma oportunidade nutricional valiosa nos meses mais frios do ano. Segundo o Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o camarão é uma excelente fonte de proteína e nutrientes essenciais que deveria fazer parte do cardápio durante todo o ano.

    A preferência sazonal dos brasileiros pelo camarão está diretamente relacionada ao turismo e ao clima quente. Nas regiões litorâneas do sudeste, onde a movimentação nas praias diminui consideravelmente com a chegada do frio, o consumo de frutos do mar despenca. Essa variação no consumo interfere significativamente no comércio do produto, prejudicando toda a cadeia produtiva.

    De acordo com dados da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), em 2024, a área de berçário de camarão no Brasil somou 35 mil hectares e a produção nacional totalizou 210 mil toneladas. A produção de camarão no Brasil atingiu 127,5 mil toneladas em 2023, com o Rio Grande do Norte entre os maiores produtores, figurando em 2º lugar a nível nacional.

    Brasil: uma potência emergente na carcinicultura

    O Brasil tem se consolidado como uma força na carcinicultura mundial. Tomando como referência o ano de 2016 (60.000 toneladas), o ano passado apresentou um incremento de 150% (150.000 toneladas), com um detalhe muito importante: de um total de 382.000 toneladas produzidas entre 2020 a 2022, apenas 618 toneladas (0,16%) foram exportadas.

    A Região Nordeste concentra quase 100% da produção nacional, que em 2020 alcançou 63 mil toneladas, sendo que os estados do Rio Grande do Norte e do Ceará se destacam na criação desse crustáceo, representando cerca de 70% da produção brasileira. Isso significa que praticamente toda a produção nacional está voltada para o mercado interno, criando oportunidades para ampliar o consumo durante todo o ano.

    Por que incluir camarão no cardápio de inverno

    Rico em selênio, vitamina B12, zinco e ômega-3, o camarão contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico. Além de auxiliar na saúde cardiovascular e possui baixo teor de gordura. Para quem deseja manter uma alimentação equilibrada no inverno, é uma excelente alternativa para variar o consumo de proteínas tradicionais, como carnes vermelhas e frango.

    “Os dias frios de fato trazem uma tendência natural de escolhas por proteínas que tragam maior sensação de saciedade, como a suína e a bovina. Mas saúde é algo que devemos cuidar o ano todo. Moqueca e caldo de cabeça de camarão, por exemplo, são opções ricas em ômega-3. E que caem muito bem no período do inverno”, explica o pesquisador científico do IP Fábio Sussel.

    Por sua versatilidade, o camarão pode ser incluído em receitas mais aconchegantes, ideais para os dias frios. Risotos cremosos, moquecas aromáticas, caldos reconfortantes e escondidinhos saborosos são apenas algumas das opções que transformam este fruto do mar em pratos perfeitos para o inverno.

    Apoio à economia nacional

    Incluir o camarão no cardápio de inverno é também uma forma de apoio. Produtores e comerciantes dependem da cadeia do pescado ao longo de todo o ano. Com 3.500 produtores atuaram na carcinicultura, sendo 2.450 microprodutores (70%), o setor representa uma importante fonte de renda para milhares de famílias brasileiras.

    Apostar em pratos com frutos do mar pode trazer novos sabores à mesa e ainda proporcionar benefícios importantes à saúde, enquanto contribui para a estabilidade econômica de um setor em crescimento no país.

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  • Gordura do leite: muito mais do que um vilão

    Gordura do leite: muito mais do que um vilão

    Apesar de ser frequentemente criticado por suas propriedades calóricas e seu potencial de elevar os níveis de colesterol LDL, a gordura do leite possui efeitos benéficos surpreendentes para a saúde, de acordo com pesquisas recentes da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite).  Aquela mesma gordura que muitos consideram um vilão por causa das calorias e do colesterol. Mas, acreditem, ela tem muito mais a oferecer do que você imagina!

    Colesterol: nem tudo é o que parece

    Apesar de poder elevar um pouco o colesterol LDL (o ruim), a gordura do leite tem um efeito positivo geral no perfil lipídico. Ela aumenta os níveis de HDL, o bom colesterol. E o HDL faz um trabalho incrível: remove o excesso de LDL das paredes das artérias, diminuindo o risco de placas de gordura. Então, não é bem um vilão, né?

    Divulgação – Abraleite

    Ácidos graxos: os aliados da saúde

    A gordura do leite contém ácidos graxos muito benéficos, como o ácido linoleico conjugado (CLA) e o ácido vaccênico (VA). Esses compostos têm efeitos positivos na composição corporal: reduzem a gordura e aumentam a massa magra. O CLA ainda fortalece o sistema imunológico, deixando a gente mais protegido.

    Saúde cerebral: um trunfo surpreendente

    Vocês não vão acreditar, mas a gordura do leite também pode proteger a saúde do cérebro e aliviar os efeitos ruins do estresse. Estudos mostram que os ácidos graxos presentes nela têm um papel neuroprotetor, preservando a função cerebral mesmo quando estamos estressados.Então, pessoal, não dá pra dizer que a gordura do leite é só um vilão. Ela pode ser um grande aliado da saúde, desde que consumida com moderação e fazendo parte de uma alimentação equilibrada. Os benefícios vão muito além do colesterol, chegando até no cérebro e no sistema imunológico. Então, não tenha medo da gordura do leite, ela tem muito a oferecer!