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  • Touro mais caro do mundo é brasileiro e vale mais que mansão de luxo

    Touro mais caro do mundo é brasileiro e vale mais que mansão de luxo

    Quase R$ 10 milhões. Esse foi o valor alcançado pelo touro Nelore INDHU FIV HRO, que acaba de entrar para a história como o reprodutor mais valorizado da raça Nelore no Brasil e no mundo.

    O recorde foi registrado durante o HRO Experience 2026, realizado na Fazenda Tapijara, em Arandu (SP). Quando o martelo bateu, porém, não era apenas um touro mudando de mãos. Na prática, um novo capítulo estava sendo escrito na genética de corte nacional.

    Nascido em 27 de setembro de 2024, INDHU FIV HRO pesa 431 quilos e carrega uma linhagem que desperta atenção até entre os criadores mais experientes. O reprodutor é filho de Viatina 19, uma das matrizes mais premiadas e valorizadas da história da raça, e de Astutto FIV Brun, reconhecido por transmitir desempenho e qualidade produtiva.

    Foto de Viatina, a vaca nelore mais cara do mundo
    Viatina 19, mão do touro mais caro do mundo – Foto: Casa Branca

    Mas pedigree, sozinho, não explica um investimento desse tamanho.

    Em pista, INDHU FIV HRO já mostrou atributos que o colocam em outro patamar. Além disso, o animal reúne estrutura corporal imponente, equilíbrio racial, qualidade de carcaça e elevado potencial reprodutivo. Em outras palavras, concentra características que o mercado procura e está disposto a pagar caro para multiplicar.

    Um touro capaz de influenciar gerações

    https://www.instagram.com/reel/DZv_8Tds3lY/?igsh=MXNuYmxwdG5oNDFmYw==

    Na pecuária de elite, um grande reprodutor vale muito mais pelo que pode produzir do que pelo que pesa na balança. Afinal, um único touro pode gerar milhares de descendentes por meio de sêmen, embriões e programas de reprodução assistida.

    Cada filho carrega a possibilidade de ganhar mais peso, converter melhor os alimentos e produzir carcaças de maior qualidade. Por isso, a genética se transformou em um dos ativos mais estratégicos do agronegócio brasileiro.

    Infográfico com detalhes do touro mais caro do mundo.

     

    A valorização de INDHU FIV HRO também ajuda a explicar a transformação do mercado nas últimas décadas. Antes, os leilões de elite movimentavam milhares de reais. Hoje, alcançam cifras milionárias. Nesse cenário, a genética passou a ser vista como tecnologia aplicada ao campo e ferramenta para elevar a produtividade.

    Propriedade compartilhada

    A participação no touro está dividida entre alguns dos principais nomes da pecuária nacional. A Cabaña Santiago, a Casa Branca Agropastoril e a Agropecuária Paranã detêm, juntas, 75% do animal. Os outros 25% permanecem com a Nelore HRO, criadora original do reprodutor.

    Imagem de Asttuto FIV Brun
    Astutto FIV Brun, pai do touro mais caro do mundo – Foto: CRL Agropecuária

    O lote negociado incluiu ainda uma prenhez do touro Brutão ARF. Com isso, os investidores passam a ter acesso imediato a uma combinação genética considerada promissora para programas de seleção.

    Ou seja, em um país onde o Nelore responde por cerca de 80% do rebanho de corte, o recorde de INDHU FIV HRO vai além de uma cifra impressionante. Afinal, ele simboliza a aposta crescente da pecuária brasileira em conhecimento, tecnologia e melhoramento genético. No fim das contas, o touro de quase R$ 10 milhões representa uma ideia simples: no campo de hoje, o futuro também pode nascer dentro de um centro de genética.

  • Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Aos 8 meses de idade, ela já vencia todos os torneios em que entrava. Silvestre Coelho Filho, seu criador original, conta que, logo após o nascimento, já identificava na Viatina-19 um animal diferenciado pelo biotipo e pela beleza racial. O nome completo é Viatina-19 FIV Mara Móveis, e o sobrenome corporativo não surgiu por acaso: desde cedo, o animal indicava que se tornaria um ativo de alto valor, e não apenas gado.

    Em junho de 2023, compradores arremataram a vaca por R$ 21 milhões em Arandu, São Paulo, estabelecendo o recorde de vaca mais cara já vendida em leilão no mundo. Para dimensionar esse valor, o montante em dólares permitiria a compra de uma mansão com vista para o Central Park, em Nova York.

    Mas o dado mais relevante não está no preço. Ele revela a transformação em curso na pecuária de elite brasileira.

    Genética de milhões

    Viatina-19 vai além de uma vaca de aparência marcante. Na prática, ela funciona como um banco genético vivo, e seus proprietários conduzem o negócio com essa lógica. Eles lucram ao comercializar essa genética por meio da venda de prenhezes (embriões fertilizados implantados em receptoras) e de aspirações, que consistem na coleta direta de óvulos.

    Os números mostram a dimensão desse mercado. Em 2023, a genética de Viatina-19 gerou cerca de R$ 11,5 milhões em faturamento. Compradores chegam a pagar mais de R$ 1 milhão por uma filha do animal. Em maio daquele ano, um leilão beneficente vendeu uma prenhez por R$ 3 milhões e destinou toda a arrecadação às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

    A vaca reúne características como adaptabilidade, longevidade reprodutiva e eficiência alimentar, o que a torna uma fonte valiosa para o melhoramento da raça Nelore. Por isso, o mercado mantém forte disposição para investir nesse tipo de genética.

    Por que o Nelore vale tanto?

    O caso da Viatina-19 não surgiu isoladamente. Ele reflete décadas de investimento genético no Brasil. Criadores trouxeram a raça Nelore da Índia no final do século XVIII, e hoje ela representa cerca de 85% do rebanho nacional. Ao longo do tempo, o país aprimorou o animal por meio de seleção criteriosa.

    O Nelore apresenta alta tolerância ao calor, resistência a doenças e excelente adaptação ao pastejo, características que garantem eficiência no clima tropical. Esse avanço resulta de seleção genética contínua, uso de biotecnologia reprodutiva e um mercado de leilões que determina o valor dos animais.

    Eventos como a ExpoZebu, em Uberaba, exibem os melhores exemplares e reforçam o padrão de excelência que o Brasil busca consolidar globalmente. Nesse contexto, a Viatina-19 representa o ápice desse sistema.

    Três donos, uma estratégia

    Três investidores adquiriram a vaca em leilões distintos e hoje compartilham sua propriedade. O animal vive na Fazenda Napemo, em Uberaba, Minas Gerais, onde uma equipe especializada cuida de sua saúde, alimentação e bem-estar.

    A rotina inclui óleo de girassol nas orelhas, espaço privativo, segurança 24 horas e banhos diários com xampu hipoalergênico. Esse nível de cuidado reflete o valor estratégico do animal.

    Para a criadora Paula Coelho, gestora do Nelore Mara Móveis, a vaca representa mais do que retorno financeiro. Segundo ela, o animal elevou o plantel a um patamar nacional e internacional. Silvestre Coelho Filho também destaca o impacto da genética: atualmente, criadores de todo o país buscam descendentes da Viatina-19, o que amplia sua presença nos principais plantéis.

    O avanço não se limita ao animal original. Pesquisadores já desenvolveram um clone da Viatina-19, inaugurando uma nova fase na pecuária de elite com o uso combinado de biotecnologia e seleção genética.

    A filha Dandha conquistou o título de campeã na categoria bezerra na Expozebu 2024. Outras descendentes, como Pietra e Karisma, também alcançaram altos valores de venda, o que confirma a valorização contínua da linhagem.

    Especialistas estimam que a vaca ainda terá entre 8 e 10 anos de vida reprodutiva. Esse horizonte indica que sua influência genética ainda deve crescer significativamente. Com isso, o Brasil consolida um novo padrão de valor na pecuária, no qual a genética se torna o principal ativo.

  • Conheça a vaca mais cara do mundo: ela é brasileira

    Conheça a vaca mais cara do mundo: ela é brasileira

    Avaliada em R$ 21 milhões, Viatina-19 FIV Mara Movéis é a vaca mais cara já vendida em leilão no mundo. Segundo o Guinnes Book, isso é três vezes mais do que o preço do último recordista. Além disso, com 1.100 quilos, ela pesa o dobro de um adulto médio de sua raça.

    Os proprietários de Viatina-19 colocaram dois outdoors, ao longo de uma rodovia pelo interior do Brasil. As placas elogiam a grandeza e convidando as pessoas a fazerem peregrinações para ver a super vaca.

    De acordo com especistas,  é personificação das ambições de gado do Brasil é Viatina-19. Isso é o produto de anos de esforços para criar vacas mais carnudas. Leilões de luxo vendem os mais premiados.

    Além disso, os preços para a produção são tão altos, que os ricos fazendeiros compartilham a propriedade.  Sendo assim, eles extraem os ovos e o sêmen de animais campeões, criam embriões e os implantam em vacas de aluguel que esperam produzir os próximos exemplares magníficos.

    “Ela é a mais próxima da perfeição que foi alcançada até agora,” disse Lorrany Martins, veterinária e filha de um dos proprietários da fazenda.

    Divulgação – Casa Branca

    A vaca mais cara do mundo pertence à raça Nelore, criada para carne. Com isso, atinge o preço de mais de R$ 1 milhão pela coleta dos ovos para inseminação. “Ela é uma vaca completa, tem todas as características que todos os proprietários estão procurando,” disse Martins.

    Origem da raça no Brasil

    A maioria das vacas são Zebus, no Brasil. A raça Nelore é uma subespécie originária da Índia, a qual pertence Viatina-19.

    A cidade de Uberaba (MG), onde a vaca vive, realiza um evento anual chamado ExpoZebu. Especialistas consideram o encontro a maior feira de Zebu do mundo.

    Importância da alimentação

    Enquanto melhorias genéticas podem ajudar a reduzir a idade de abate das vacas, medidas mais simples e eficazes também são importantes, disse Beto Veríssimo, agrônomo e co-fundador da Imazon. “Plantar melhor capim para pastagem e mover regularmente o gado de um pasto para outro são medidas mais eficazes,” afirmou Veríssimo.

    Novos mercados

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se encontrado com líderes internacionais para promover a carne brasileira.

    Recentemente, ele se reuniu com o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida.”Leve o primeiro-ministro para comer bife no melhor restaurante de São Paulo para que, na semana seguinte, ele comece a importar nossa carne,” pediu Lula a seu vice-presidente, Geraldo Alckmin.