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  • Caminhonete queridinha do agro perde liderança após quase 5 anos

    Caminhonete queridinha do agro perde liderança após quase 5 anos

    Uma diferença de apenas 33 caminhonetes mudou o ranking de vendas no Brasil. Depois de quase cinco anos, a Toyota Hilux perdeu a liderança mensal entre as picapes médias.

    Quem assumiu o primeiro lugar foi a Ford Ranger. Em julho, foram 3.402 unidades emplacadas, diante de 3.369 unidades da Hilux.

    A mudança chama atenção principalmente pela longa sequência da Toyota. Desde agosto de 2021, a Hilux não terminava um mês atrás de uma concorrente direta entre as caminhonetes médias.

    Desta vez, porém, a Ranger conseguiu quebrar a sequência.

    Ranger supera Hilux por diferença mínima

    A disputa entre Ford Ranger e Toyota Hilux terminou praticamente empatada.

    Segundo os dados de emplacamentos, apenas 33 veículos separaram as duas caminhonetes em julho. Logo atrás apareceu a Chevrolet S10, com 2.810 unidades.

    Assim, o ranking das médias ficou com Ranger em primeiro, Hilux em segundo e S10 na terceira posição.

    O resultado ganha importância porque Hilux, Ranger e S10 estão entre as caminhonetes mais tradicionais do mercado brasileiro. Além do uso urbano, os modelos têm forte presença em propriedades rurais e regiões produtoras.

    Hilux ainda tem vantagem no acumulado de 2026

    Foto: Divulgação – Toyota

    Apesar da virada mensal, a Toyota continua na frente quando o período analisado aumenta.

    De janeiro a julho, a Hilux acumulou cerca de 26,7 mil unidades, enquanto a Ranger chegou a aproximadamente 20,4 mil.

    Portanto, a vantagem da Toyota ainda supera 6 mil caminhonetes no ano.

    A Ranger, contudo, conseguiu um resultado simbólico. A última vez que a Hilux havia perdido a liderança mensal da categoria ocorreu em agosto de 2021, quando a Chevrolet S10 ficou na frente.

    Strada vende mais que Ranger, Hilux e S10 juntas

    Quando todas as categorias de picapes entram na comparação, a liderança muda completamente de escala.

    A Fiat Strada registrou 14.912 emplacamentos em julho. Além de liderar entre as picapes, o modelo terminou o mês como o veículo mais vendido do Brasil.

    A diferença é grande.

    Somadas, Ranger, Hilux e S10 alcançaram 9.581 unidades. Isso significa que a Strada vendeu, sozinha, mais de 5 mil veículos acima das três principais caminhonetes médias juntas.

    Além disso, a Fiat colocou outro modelo entre os primeiros colocados. A Toro registrou 5.798 unidades e terminou à frente da Volkswagen Saveiro, que teve 5.328.

    Veja as 10 picapes mais vendidas do Brasil

    Os emplacamentos de julho mostram como ficou a disputa no mercado brasileiro:

    1- Fiat Strada: 14.912 unidades

    2- Fiat Toro: 5.798

    3- Volkswagen Saveiro: 5.328

    4- Ford Ranger: 3.402

    5- Toyota Hilux: 3.369

    6- Chevrolet S10: 2.810

    7- Ram Rampage: 2.338

    8- Chevrolet Montana: 1.769

    9- Mitsubishi Triton: 1.526

    10- Renault Oroch: 943

    Brasileiros compraram mais de 45 mil picapes em um mês

    O tamanho desse mercado ajuda a explicar por que as montadoras continuam investindo no segmento.

    Em julho, foram 45.576 picapes emplacadas no Brasil. Um ano antes, o volume havia ficado em 41.464 unidades.

    Portanto, as vendas cresceram quase 10% na comparação anual.

    Em relação a junho, o avanço ficou próximo de 12%.

    As picapes também responderam por aproximadamente 17% dos veículos emplacados no país durante o mês.

    Strada e Toro tiveram peso importante nesse desempenho. Juntas, as duas alcançaram 20.710 unidades, perto de 45% de todas as picapes vendidas no período.

    Mercado terá ainda mais caminhonetes

    A disputa não deve ficar restrita aos modelos tradicionais.

    Novas caminhonetes começam a ocupar espaço no mercado brasileiro. A GWM Poer, por exemplo, registrou 801 unidades em julho. Já a Ram Dakota alcançou 527 emplacamentos.

    A Fiat Titano apareceu com 476 unidades, enquanto a Volkswagen Amarok teve 442.

    Além disso, outras novidades estão previstas para os próximos meses. A Volkswagen, por exemplo, prepara a Tukan, picape desenvolvida no Brasil e prevista para chegar ao mercado em 2027.

    Com mais modelos nas concessionárias, a concorrência tende a aumentar.

    Por enquanto, a Strada reina com folga no mercado geral. Entre as médias, entretanto, a diferença de apenas 33 unidades entre Ranger e Hilux mostra que a liderança já não parece tão confortável quanto nos últimos anos.

  • Entre lavouras e estradas, 4×4 dominam escolhas no agro

    Entre lavouras e estradas, 4×4 dominam escolhas no agro

    A GWM encerra sua participação na 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), com mais de 80 veículos vendidos até a sexta-feira (10), antes do fechamento oficial do evento. A expectativa é superar a marca de 100 unidades. Além disso, o desempenho comercial indica avanço consistente da marca no agronegócio, com foco em modelos diesel, tração 4×4 e versatilidade para o uso no campo e na cidade. A gerente comercial Andrya França destacou o posicionamento da empresa no evento e o avanço da marca junto ao público rural.

    Segundo ela, a feira representa um ambiente estratégico pela forte conexão com o agronegócio. “Estamos em uma região com grande representatividade no agro, o que conecta diretamente com o nosso cliente. O objetivo foi mostrar nossa linha de produtos e nosso posicionamento de preço frente ao mercado”, afirmou.

    Entre os modelos mais vendidos, a picape Poer P30 e o SUV H9 concentraram a maior parte das negociações. Nesse cenário, ambos se destacam pela proposta voltada ao uso off-road, sem abrir mão de conforto e tecnologia. Com isso, a marca busca atender um perfil de cliente que exige robustez no trabalho e desempenho no dia a dia.

    Além disso, os veículos contam com garantia de até 10 anos ou 250 mil quilômetros. Dessa forma, a marca reforça a confiança no produto e amplia a competitividade frente aos concorrentes. “São veículos pensados para não quebrar, com baixa manutenção e preparados para diferentes condições de uso”, explicou.

    Estratégia mira diferentes perfis de consumidor

    A atuação da GWM no agro passa também pela diversificação do portfólio. Por outro lado, a estratégia considera diferentes perfis dentro da mesma propriedade rural. De um lado, a picape voltada ao trabalho; de outro, SUVs destinados ao uso familiar e viagens.

    Segundo Andrya, essa dualidade amplia o alcance da marca. “A gente consegue atender dois consumidores em um mesmo produto. Quem busca segurança e espaço encontra isso na nossa linha, enquanto outro perfil valoriza esportividade e economia”, afirmou.

    Visitantes da 23ª Tecnoshow Comigo no estande da GWM – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, o SUV Haval H6 se consolida como um dos principais produtos da marca. Ao mesmo tempo, atende um público que busca tecnologia aliada à eficiência energética. “É um carro que entrega conforto para a família e desempenho na estrada”, disse.

    Outro destaque é o avanço do H9 no mercado. De acordo com a executiva, o modelo rompeu uma sequência histórica de liderança no segmento de SUVs grandes, indicando mudança no comportamento do consumidor.

    Avanço regional e consolidação no mercado

    No recorte regional, a marca também registra crescimento consistente. Atualmente, no sudoeste de Goiás, a GWM mantém liderança de mercado há cerca de 90 dias, consolidando a presença em uma das principais regiões produtoras do País.

    Além disso, a participação na Tecnoshow reforça a estratégia de aproximação com o produtor rural, que busca veículos capazes de enfrentar diferentes tipos de terreno sem abrir mão de conforto e tecnologia.

    Na prática, a combinação de picapes robustas e SUVs tecnológicos permite à marca ocupar diferentes momentos da rotina no campo. Assim, o produtor encontra soluções tanto para o trabalho quanto para o uso pessoal e familiar. Por fim, o desempenho comercial durante a feira indica avanço consistente da marca no agronegócio.