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  • Algodão tem maior alta mensal em três anos

    Algodão tem maior alta mensal em três anos

    Os preços do algodão em pluma subiram em março após meses de estabilidade no mercado brasileiro. O movimento ocorreu porque vendedores resistiram às negociações e, ao mesmo tempo, a demanda ganhou força.

    Além disso, o mercado externo ofereceu suporte e reforçou a tendência de valorização interna. Com esse cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso. Esse avanço representa a maior alta mensal desde agosto de 2022.

    Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores mantiveram firmeza ao longo de março e acompanharam a valorização internacional. Por outro lado, compradores da indústria doméstica e tradings exportadoras ampliaram a atuação no mercado. Dessa forma, a maior presença compradora contribuiu para sustentar a elevação dos preços internos.

    Além disso, fatores externos também influenciaram o mercado e reforçaram a tendência de alta. Entre eles, destacam-se a valorização do petróleo e o aumento dos custos de frete. Ao mesmo tempo, o elevado comprometimento da safra 2024/25 limitou a oferta disponível. Assim, esses elementos consolidaram o avanço das cotações, conforme análise do Cepea.

  • Fazenda 4x maior que São Paulo é vendida por R$ 430 milhões

    Fazenda 4x maior que São Paulo é vendida por R$ 430 milhões

    Um dos maiores impérios pecuários privados dos Estados Unidos foi vendido nesta semana por cerca de US$ 79,5 milhões, valor que, pela cotação atual, equivale a aproximadamente R$ 431,8 milhões. A fazenda impressiona e tem uma área 4x maior do que a cidade de São Paulo.

    Localizado no Estado de Wyoming, o Pathfinder Ranches ocupa 3.335 quilômetros quadrados. O complexo rural foi anunciado por US$ 79,5 milhões, valor que, pela cotação atual, corresponde a cerca de R$ 431,8 milhões, cifra rara no mercado fundiário.

    Embora ninguém tenha divulgado o preço final, corretores confirmam que a operação figura entre os maiores negócios de terras privadas já realizados nas Montanhas Rochosas.

    Dividido em quatro grandes propriedades, o rancho reúne 12 chácaras, casas, celeiros, currais e até uma igreja. A infraestrutura lembra uma pequena cidade rural.

    Foto: Swan Land Company

    No campo produtivo, o Pathfinder Ranches mantém mais de três mil vacas. Além disso conta com centenas de touros e cavalos, sustentando uma operação pecuária de escala quase industrial.

    Ao mesmo tempo, a propriedade se espalha por quatro condados de Wyoming. A aréa conecta planícies, vales e cadeias montanhosas que moldam uma paisagem contínua de produção e preservação.

    Dentro de seus limites, o rancho inclui o reservatório Pathfinder e 32 quilômetros do rio Sweetwater. A fazenda conta com corredores naturais que garantem água, biodiversidade e logística para a atividade rural.

    Foto: Swan Land Company

    Detalhes da fazenda

    Por isso, o anúncio da Swan Land Company, responsável pela venda, descreve a fazenda como rara. É uma combinação de escala, recursos hídricos, vida selvagem e patrimônio histórico.

    O rancho abriga a Pedra da Independência, marco da expansão americana. Por lá, viajantes do século 19 deixaram seus nomes gravados enquanto cruzavam o Oeste em busca de novas terras.

    Além do valor histórico, a área abriga um dos principais habitats do tetraz-das-pradarias e lidera os esforços de restauração do carneiro-selvagem nos Estados Unidos.

    Foto: Swan Land Company

    “Você olha de uma cadeia de montanhas para a outra e a percepção te atinge: tudo entre elas é Pathfinder”, afirmou Scott Williams, corretor da Swan Land Company, ao apresentar o ativo.

    “É uma vasta extensão de pastagens, rios, vida selvagem e vento; em resumo, é liberdade”, completou, ao tentar traduzir em palavras a dimensão física do rancho.

    Histórico de profissionalização

    Nos últimos 20 anos, a Sammons Enterprises administrou as terras produtivas e profissionalizou tanto a pecuária quanto os programas ambientais da propriedade.

    Foto: Swan Land Company

    Segundo a empresa, a venda ocorre apenas porque o ativo deixou de se encaixar no portfólio estratégico. financeiro do rancho.

    “Este é um dos últimos grandes impérios pecuários e tem sido administrado como tal”, afirmou Ryan Lance, presidente do Pathfinder Ranches, ao comentar a decisão.

    Enquanto isso, analistas observam que grandes áreas como essa se tornaram alvos de investidores globais, que buscam ativos ligados a alimentos, água e estabilidade climática.

    Foto: Swan Land Company

    Nesse cenário, o Pathfinder Ranches deixa de ser apenas uma fazenda gigantesca e passa a funcionar como um ativo estratégico, capaz de influenciar cadeias produtivas inteiras.

    Assim, a negociação mostra que, mesmo em um mundo dominado por dados e tecnologia, a terra fértil e bem localizada continua sendo um dos bens mais disputados do planeta.

    Veja o vídeo da fazenda:

  • Arrozeiros do RS orientam venda de arroz ao governo

    Arrozeiros do RS orientam venda de arroz ao governo

    A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) orienta produtores a vender arroz ao governo federal. O Ministério da Agricultura publicou nesta quarta-feira (20/8) a nota orientativa nº 26/2025, que define regras para o contrato de opção.

    O programa permite a venda pública de arroz longo fino em casca, tipo 1, da safra 2024/2025. A Federarroz afirma que o setor enfrenta elevada produção e preços de mercado que não cobrem os custos da maioria dos produtores.

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    A entidade avalia que a adesão ao mecanismo pode reduzir a oferta de grão no mercado livre e equilibrar preços. Segundo a federação, a medida ajuda a manter produtores na atividade e garante condições mínimas para a próxima safra.

    A Federarroz destaca que a recomendação é estratégica para sustentar a produção e reforçar a segurança alimentar do país.

  • Rei do Gado: operação contra sonegação em venda de animais

    Rei do Gado: operação contra sonegação em venda de animais

    A Receita Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão lançaram a Operação Rei do Gado nesta quarta-feira (17). A ação visa desmantelar um esquema de fraude na venda de gado. O valor total é de R$ 1,4 bilhão entre julho de 2020 e abril de 2023. Segundo a Receita Federal, R$ 300 milhões em tributos federais foram sonegados.

    Rei do Gado

    A operação cumpriu 50 mandados de busca e apreensão em municípios de São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, além de Brasília, Goiânia e Palmas. Também houve um mandado de prisão preventiva cumprido em Brasília.

    A Justiça autorizou a suspensão de servidores públicos de suas funções e o bloqueio de bens dos envolvidos, totalizando R$ 67 milhões. Além disso, a Receita Federal utilizará as provas obtidas para identificar os reais fornecedores de gado, verificar a regularidade tributária e combater o uso de notas fiscais frias.

    De acordo com a Receita Federal, um grupo de servidores públicos facilitou a inserção de dados falsos em sistemas oficiais e fabricou Guias de Trânsito Animal (GTAs) fraudulentas. Contadores foram identificados como responsáveis pela emissão das notas fiscais frias.

    O esquema também envolve um núcleo de “laranjas”, usados como remetentes de mais de 6,9 mil notas fiscais avulsas fraudulentas. O total soma R$ 1,4 bilhão em vendas de 448.887 cabeças de gado. Ou seja, este grupo inclui líderes do esquema, seus familiares, empresas e funcionários.

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    As notas frias encobriam gado de produtores que omitiram receita em suas declarações de imposto de renda. Além disso, a Receita Federal investiga ainda compradores de gado e transportadores de animais que intermediavam as notas frias e revendiam o gado para abate em frigoríficos no Estado de São Paulo.

    Com esta operação, a Receita Federal e o MPMA buscam combater a sonegação fiscal e garantir a justiça tributária no setor de venda de gado.