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  • Embrapa e indígenas combatem vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá

    Embrapa e indígenas combatem vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá

    A Embrapa intensifica ações de pesquisa e transferência de tecnologia em parceria com povos indígenas para conter a vassoura-de-bruxa da mandioca no município de Oiapoque, no Amapá. A iniciativa combina ciência e conhecimento tradicional para enfrentar a praga, identificada inicialmente por agricultores indígenas na região.

    A doença, causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae, surgiu em roças indígenas na fronteira com a Guiana Francesa e permanece restrita aos estados do Amapá e do Pará. O Ministério da Agricultura e Pecuária classifica o problema como praga quarentenária presente no Brasil.

    Pesquisadores da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura realizam visitas técnicas frequentes às aldeias, onde conduzem experimentos em lavouras de mandioca. O trabalho busca identificar cultivares resistentes ou tolerantes à vassoura-de-bruxa, considerando as condições locais de cultivo e os modos de vida das comunidades.

    Nas aldeias Tukay, Kariá e Galibi, os experimentos já avaliam 210 genótipos de mandioca, incluindo variedades coletadas em diversas regiões do país. Segundo o pesquisador Saulo Oliveira, os testes analisam sintomas como a formação de rosetas, além da incidência e severidade da doença, com foco no desenvolvimento de materiais mais resistentes por meio do melhoramento genético.

    A participação indígena tem papel central no processo. Agricultores colaboram diretamente com os experimentos e indicam variedades que apresentam melhor desempenho em campo. A equipe técnica valida essas informações para confirmar produtividade e resistência à praga.

    Tecnologia e capacitação fortalecem controle da doença

    As ações contam com recursos do TED Indígena, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O programa apoia pesquisas e estratégias para reduzir a disseminação do fungo, além de investir em infraestrutura.

    Uma das principais entregas foi a instalação de uma câmara térmica no Centro de Formação dos Povos Indígenas de Oiapoque. A tecnologia elimina patógenos e permite a produção de mudas saudáveis, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas e para a segurança alimentar.

    Câmara térmica para sanitização de manivas-sementes a serem cultivadas em experimentos nas aldeias indígenas do Oiapoque. Foto: Girlane Duarte/Embrapa

    De acordo com o agente ambiental indígena Gilmar Nunes André, do povo Galibi Marworno, as mudas tratadas serão multiplicadas rapidamente e distribuídas entre as aldeias. O ciclo de produção permite novos plantios cerca de 120 dias após o início do tratamento.

    O TED Indígena também promove capacitações para diversificar a produção agrícola e ampliar a geração de renda. Na Aldeia do Manga, por exemplo, produtores participaram de um Dia de Campo sobre cultivo de banana, com orientações sobre manejo, controle de pragas e práticas pós-colheita.

    A execução do programa envolve uma rede de instituições, incluindo Embrapa, MDA, Funai, Rurap, SDR, Diagro, além de organizações indígenas e a Prefeitura de Oiapoque, fortalecendo a articulação entre pesquisa, políticas públicas e comunidades locais.

  • Mapa confirma foco da praga Vassoura-de-Bruxa da Mandioca em território indígena

    Mapa confirma foco da praga Vassoura-de-Bruxa da Mandioca em território indígena

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o primeiro foco da praga quarentenária Vassoura-de-Bruxa da Mandioca (Ceratobasidium theobromae) no estado do Pará. A infestação ocorreu na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, no extremo norte do município de Almeirim, próximo à fronteira com o Suriname.

    Técnicos da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Amapá (SFA/AP) e da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) inspecionaram a área em 28 de abril após denúncia. Eles coletaram duas amostras de plantas com sintomas suspeitos na Aldeia Bona, dentro da Terra Indígena do Parque do Tumucumaque. O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO) confirmou a presença da praga nas amostras.

    O foco localiza-se em área remota e de difícil acesso, onde vivem comunidades indígenas com vínculo administrativo apenas com o estado do Amapá. A região está longe das principais zonas produtoras de mandioca no Pará e só é acessível por voos fretados.

    Plano Emergencial para Prevenção da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca

    A Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em parceria com o Mapa, realiza levantamentos fitossanitários em todo o estado como parte do Plano Emergencial para Prevenção da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca. Até o momento, não há registros da praga em áreas comerciais nem interceptação de material vegetal suspeito nas barreiras de fiscalização no norte do estado.

    O Mapa esclarece que a Vassoura-de-Bruxa da Mandioca não tem relação com a praga do cacaueiro. Embora o fungo não represente risco à saúde humana, ele destrói lavouras de mandioca. E causa ramos secos, deformações, nanismo, brotos fracos, clorose, murcha, seca das folhas e morte das plantas. A doença se espalha principalmente por material vegetal contaminado, ferramentas, solo e água.

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  • Governo cria centro de operações para combater a Vassoura de Bruxa da Mandioca

    Governo cria centro de operações para combater a Vassoura de Bruxa da Mandioca

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu, na última segunda-feira (17), o Centro de Operações de Emergência Agropecuária (COE-MAPA) Vassoura de Bruxa da Mandioca. Essa medida visa fortalecer a coordenação entre órgãos públicos federais, estaduais e instituições de pesquisa para combater a doença, que afeta a cultura da mandioca.

    A iniciativa surge após a declaração de estado de emergência fitossanitária, que reconhece a necessidade de intensificar medidas coordenadas para o controle da vassoura de bruxa. O COE-MAPA atuará como mecanismo de articulação intra e interinstitucional, garantindo a execução de ações alinhadas às diretrizes da política fitossanitária nacional.

    Entre as atribuições do COE-MAPA estão a coordenação de ações entre as instituições envolvidas e apoio ao Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas (DSV/MAPA). Além da divulgação de informações técnicas à sociedade. Participam do centro unidades técnicas da Secretaria de Defesa Agropecuária, ministérios parceiros e instituições de pesquisa.

    A implementação dessa estrutura reforça o compromisso do governo com a proteção fitossanitária da mandioca, promovendo a atuação coordenada entre os diferentes agentes envolvidos no setor. A vassoura de bruxa é uma doença fitossanitária que afeta significativamente a cultura da mandioca. E sua contenção é crucial para a segurança alimentar e a economia rural.

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