Tag: variedades

  • RIDESA lança 18 novas variedades de cana no Brasil

    RIDESA lança 18 novas variedades de cana no Brasil

    A Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA Brasil) lançará 18 novas variedades de cana-de-açúcar hoje (22), em Ribeirão Preto (SP). O evento “Liberação Nacional de Variedades – RIDESA” acontecerá das 8h às 14h e reunirá pesquisadores, produtores e representantes da indústria sucroenergética.

    União de universidades federais

    Com 35 anos de história e 55 anos de variedades RB, a RIDESA reúne 10 universidades federais e mais de 300 bases de pesquisa em todo o país. Ao longo dessa trajetória, a rede já disponibilizou 116 variedades ao produtor brasileiro, priorizando produtividade, teor de açúcar, facilidade de colheita e resistência a pragas e doenças.

    Novas variedades

    As 18 novas cultivares são resultado de mais de 15 anos de pesquisas conduzidas por sete universidades federais. Cada variedade foi desenvolvida para elevar a produtividade, melhorar a adaptação regional e reduzir perdas com estresse hídrico e ataques de pragas.

    Entre os destaques estão:
    • RB977526 (UFV): excelente brotação, alto perfilhamento, boa sanidade, tolerância à seca e estabilidade produtiva.
    • RB07814 (UFAL): precoce, produtiva, com alto teor de açúcar, raro florescimento e caldo de baixa cor.
    • RB071071 (UFRPE): precoce, produtiva, com alta sacarose, ampla adaptação e sanidade elevada.
    • RB074046 (UFG): crescimento rápido, porte ereto, alta produtividade e longevidade.
    • RB075322 (UFSCar): rústica, produtiva, de alto perfilhamento e longevidade comprovada em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
    • RB106893 (UFPR): precoce, produtiva, com boa sanidade e estabilidade em áreas de restrição ambiental.
    • RB128519 (UFRRJ): alto teor de sacarose, rápido crescimento, sanidade elevada e ausência de florescimento.

    Segundo a RIDESA, o lançamento reforça o compromisso da rede com a inovação genética e a sustentabilidade do setor sucroenergético. As novas variedades prometem atender diferentes condições de clima e solo, ampliando a competitividade do produtor e fortalecendo a base tecnológica da canavicultura nacional.

  • Abacates de variedades menores ganham espaço no mercado brasileiro

    Abacates de variedades menores ganham espaço no mercado brasileiro

    O mercado brasileiro de abacate tem se diversificado nos últimos anos, com variedades menores ganhando cada vez mais espaço entre produtores e consumidores. Essas cultivares, que diferem significativamente do abacate tropical tradicional, oferecem características únicas que as tornam especialmente atrativas para diferentes segmentos do mercado.

    As variedades de abacate de menor porte, como o Hass (conhecido como avocado), apresentam diferenças marcantes em relação ao abacate comum cultivado no Brasil. Enquanto o abacate tropical pode pesar entre 300g e 2kg, essas variedades menores ficam entre 80g e 350g, com casca mais espessa e coloração verde-escura.

    “O segredo é que, dentro da casca verde escura, os menores carregam menos água e mais óleos essenciais”, explica material técnico da Abacates do Brasil, referindo-se às variedades menores. Essa característica resulta em uma textura mais firme e polpa mais concentrada em nutrientes, vitaminas, antioxidantes e sais minerais.

    Variedades cultivadas no Brasil

    No território nacional, são cultivadas diversas variedades de abacate, sendo as principais: Hass (avocado), Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde e Quintal. A variedade Hass, originária dos Estados Unidos, é a mais cultivada mundialmente e se destaca por sua casca rugosa e escura quando maduro.

    De acordo com dados do setor, o Hass possui uma safra extensa, que pode ir de março a outubro, dependendo da região de plantio. Outras variedades tradicionais, como Fortuna e Margarida, têm períodos de colheita mais concentrados, geralmente entre maio e novembro.

    Foto de Bethany Randall na Unsplash

    O cultivo de abacate no Brasil se concentra principalmente em regiões com condições climáticas favoráveis. Os estados produtores registram temperaturas moderadas – nem muito frias nem muito quentes – e pluviosidade adequada, fatores essenciais para o desenvolvimento das plantas.

    A colheita, de modo geral, é concentrada no primeiro semestre do ano, mas isso varia de variedade para variedade. A diversidade de cultivares permite que o país produza abacate durante todo o ano, com a entressafra de uma variedade sendo complementada pelo início de outra.

    Técnicas de cultivo e colheita

    O ponto ideal para colheita é determinado pelo teor de matéria seca no fruto. Especialistas recomendam um teor de 23% de matéria seca para garantir a qualidade do produto. Os trabalhadores normalmente utilizam escadas e tesouras apropriadas, ou recorrem aos chamados “apanhadores de saco” para alcançar os frutos nas partes mais altas da árvore.

    O produtor deve colher os frutos com pedúnculo e, depois, apará-lo, deixando entre 6 mm e 10 mm de comprimento para facilitar o acondicionamento na embalagem. Esse cuidado é fundamental para manter a qualidade do produto durante o armazenamento e transporte.

    O interesse por variedades menores de abacate tem crescido significativamente, especialmente devido à demanda por produtos mais adequados ao consumo individual e à crescente popularidade da culinária saudável. A textura mais firme e o sabor mais concentrado dessas variedades as tornam ideais para pratos salgados, como guacamole e saladas.

    A adaptabilidade às condições climáticas brasileiras e a estabilidade de renda que proporcionam aos produtores fazem do cultivo dessas variedades uma opção cada vez mais atrativa para o agronegócio nacional. Com mais de 500 variedades conhecidas mundialmente, o Brasil ainda tem potencial para expandir ainda mais sua produção e diversificar seu mercado interno.

    Valor nutricional

    As variedades menores de abacate se destacam pela maior concentração nutricional. Com menos água em sua composição e maior quantidade de óleos essenciais, essas frutas oferecem maior densidade de nutrientes por porção, tornando-se especialmente interessantes para consumidores que buscam alimentos funcionais.

    A versatilidade culinária também é um diferencial, portanto, permitindo seu uso tanto em preparações doces quanto salgadas, expandindo as possibilidades de consumo e agregando valor ao produto no mercado.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Manga é a fruta brasileira mais exportada em 2025

    + Agro em Campo: Nordeste pode perder R$ 16 bilhões por ano com tarifa de 50% dos EUA

  • Embrapa: pesquisa define irrigação ideal para trigo no cerrado

    Embrapa: pesquisa define irrigação ideal para trigo no cerrado

    A irrigação eficiente é essencial para o uso otimizado dos recursos hídricos. Pesquisadores da Embrapa determinaram o momento e a quantidade ideais de água para irrigar o trigo no Cerrado, visando a máxima produtividade com o menor consumo de água.

    Método e resultados

    O estudo focou na água disponível no solo até 40 cm de profundidade, onde se concentram 80% das raízes do trigo. A irrigação deve começar quando as plantas usam 40% da capacidade de água disponível (CAD). “Buscamos o máximo potencial produtivo do trigo e a maior eficiência no uso da água. Esse ponto ocorre com o esgotamento de 40% da CAD”, explica Jorge Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados.

    Utilizando a cultivar BRS 394, conhecida pelo alto potencial produtivo, ciclo curto e qualidade para panificação, a pesquisa mostrou que os novos parâmetros permitem economizar água sem reduzir a produtividade. “Os produtores podem produzir a mesma quantidade de grãos gastando menos água, tornando o cultivo mais sustentável e rentável”, afirma Alexsandra de Oliveira, pesquisadora da Embrapa.

    Comparação com cultivares antigas

    A pesquisa também atualizou referências de irrigação para cultivares antigas, que produziam em média 4,5 t/ha, enquanto a BRS 394 alcança 7 t/ha. Além disso, variedades de alto desempenho exigem mais frequências de irrigação. “A BRS 394 mostrou que, ao esgotar 40% da CAD, a planta evita estresse e mantém o rendimento”, detalha Antonini.

    Apesar do aumento no número de irrigações, a quantidade total de água usada durante o ciclo de produção não difere significativamente em relação às variedades antigas, mesmo com maior produtividade. “O manejo correto é crucial para evitar perdas no rendimento”, ressalta Oliveira.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Técnica de irrigação da Embrapa revoluciona produção de cana
    + Agro em Campo: Embrapa: drone traz inovação para pequenos produtores

    Importância dos dados atualizados

    A atualização dos dados de irrigação é vital para a otimização dos recursos. “O trigo de inverno no Cerrado depende totalmente da irrigação. Ou seja, com os novos parâmetros, o produtor saberá o quanto pode esgotar a água do solo sem prejudicar a produção”, explica Oliveira.

    Entendendo a CAD

    Segundo Artur Muller, da Embrapa, o solo possui três camadas: a capacidade de campo, a CAD e o ponto de murcha permanente. A CAD é a camada onde a planta consegue absorver a água retida. Por exempo, “Para manejar a irrigação, o produtor deve fazer uma análise físico-hídrica para calcular a CAD de sua área”, esclarece.

    Detalhes do experimento

    Realizado na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), o estudo testou quatro níveis de esgotamento da CAD (20%, 40%, 60% e 80%). “Com até 40% de esgotamento da CAD, a produtividade máxima foi mantida. A partir desse ponto, a produtividade começou a cair”, informa Antonini.

    O experimento utilizou, portanto, um sistema de irrigação convencional com quatro aspersores de impacto por parcela (6m x 6m). A eficiência da irrigação variou conforme o esgotamento da CAD. “Embora o esgotamento de 80% apresentasse melhor índice de eficiência, a produtividade foi 18% menor”, explica Antonini.

    Necessidade de água por fase da lavoura

    O estudo também detalhou a necessidade de água em cada fase da lavoura. “Nos estádios iniciais, o consumo é menor. A necessidade aumenta com o ciclo da cultura, atingindo o ápice na floração. Depois, a quantidade de água pode ser reduzida”, observa Muller.

    Coeficiente da cultura (Kc)

    O Kc permite estimar a evapotranspiração da lavoura. “O coeficiente da cultura ajuda a evitar a adição de mais água do que o necessário”, esclarece Oliveira.

    Expansão do trigo no Cerrado

    No Cerrado, o trigo só pode ser cultivado no inverno com irrigação. “Com os cálculos atualizados, é possível expandir o trigo para áreas não tradicionais com uso racional da água, importante no contexto das mudanças climáticas e aumento da demanda por alimentos”, conclui Oliveira.

     

     

  • Como ganhar dinheiro plantando capim?

    Como ganhar dinheiro plantando capim?

    As brachiarias são essenciais para a pecuária brasileira, oferecendo pasto de alta qualidade e resistência. Cultivadas amplamente, estas gramíneas são fundamentais para a sustentabilidade e lucratividade no setor agropecuário.

    O potencial econômico das brachiarias é significativo. Dados da Embrapa indicam que o lucro por hectare pode variar entre R$ 1.500 e R$ 3.000, considerando a produtividade média e o preço da carne. A integração lavoura-pecuária também potencializa ganhos, promovendo a sustentabilidade.

    Para o plantio de brachiarias, o preparo do solo deve ser minucioso, incluindo análise de solo, correção de acidez e adubação adequada. A semeadura ocorre preferencialmente no início da estação chuvosa. O ciclo de crescimento até o ponto de colheita varia de 60 a 120 dias, dependendo das condições climáticas e do manejo.

    Entre as variedades mais plantadas no Brasil, destacam-se:

    • Brachiaria brizantha: Popular pela alta produtividade e qualidade nutricional.
    • Brachiaria decumbens: Conhecida pela resistência e adaptabilidade.
    • Brachiaria ruziziensis: Utilizada principalmente em consórcio com culturas anuais.

    Conforme a Embrapa, o cultivo de brachiarias ocupa uma área significativa no Brasil, contribuindo para a sustentabilidade do solo e o aumento da produtividade pecuária. As variedades citadas são adaptáveis a diferentes condições climáticas e de solo, garantindo pasto de qualidade durante todo o ano.

    Brachiarias híbridas

    Três anos após seu lançamento, a brachiaria híbrida Dunamis, desenvolvida pela Milagro Agro Brasil, já domina 52% do mercado de braquiárias híbridas no país. Este híbrido inovador se destaca pela alta resistência e eficiência na descompactação do solo, características que o tornaram líder isolado no segmento.

    A Dunamis tem atraído atenção em feiras agropecuárias, como a Agrishow 2024 em Ribeirão Preto e a Bahia Farm Show. “Estamos muito felizes com os resultados e o feedback dos pecuaristas”, afirma Dr. Orlando Carlos Martins, fundador da Milagro Agro Brasil. A empresa prevê um crescimento contínuo da área plantada, como explica Alexandre Hemza, diretor de Marketing e Vendas: “Os híbridos representam 3% do mercado hoje, mas a expectativa é que alcancem 90% em 20 anos”.

    Entre as qualidades da Dunamis, destacam-se:

    • Crescimento inicial superior: Em comparação com a Marandu e a Decumbens.
    • Resistência à cigarrinha: Uma praga comum nas pastagens.
    • Adaptação a solos pobres: Incluindo solos de baixa fertilidade e arenosos.
    • Controle de erosão: Eficiente em terrenos com alta declividade.
    • Tolerância à seca: Melhor que a Marandu.
    • Resistência a encharcamentos: Suporta períodos curtos de solo encharcado.
    • Resistência a Rhizoctonia: Fungos causadores da morte súbita das braquiárias.
    • Teores nutricionais: Proteína bruta e digestibilidade superiores à Marandu.

    Futuro da Pecuária Brasileira

    A Milagro Agro Brasil pretende substituir amplamente as variedades mais comuns de braquiárias nas próximas duas décadas. Essa inovação promete tornar a pecuária mais produtiva e sustentável, contribuindo para uma alimentação de qualidade para a população.

    Porém, a Dunamis exemplifica o potencial de inovação no agronegócio brasileiro, demonstrando como avanços tecnológicos podem impulsionar a produtividade e a sustentabilidade no campo.

    O cultivo de brachiarias representa uma alternativa econômica e sustentável para a agricultura brasileira. Com manejo adequado, essas gramíneas não apenas melhoram a produtividade do gado, mas também promovem a conservação do solo e o equilíbrio ecológico.