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    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.