Tag: Vale

  • Existe uma fazenda no Brasil maior que vários países

    Existe uma fazenda no Brasil maior que vários países

    A área que deixa países para trás

    No sudeste do Pará, existe uma área operacional que ocupa cerca de 646 mil hectares, o equivalente a 6.460 km². Esse número ganha outro significado quando comparado ao mapa mundial.

    Para começar, essa extensão supera com folga o território de Luxemburgo, que possui apenas 2.586 km². Além disso, equivale a 85% da Bélgica inteira, país com 30.528 km². Em termos urbanos, a área é 30 vezes maior que a cidade de São Paulo.

    Mas o dado mais impressionante vem do cenário global: essa única área no Brasil é maior que pelo menos 15 países membros da ONU. Não é exagero, é geografia.

    Mineração, pasto e sustentabilidade no mesmo território

    A área em questão abriga o projeto S11D, operado pela Vale, um dos maiores projetos de extração de minério de ferro do mundo. Contudo, a operação vai muito além da mineração.

    Dentro desse território, cerca de 150 mil hectares são destinados a atividades agropecuárias. O rebanho estimado chega a 45 mil cabeças de gado. Além disso, a área conta com projetos de recuperação ambiental e sistemas silvipastoris, que integram pecuária e vegetação nativa.

    Ou seja: dentro de uma única área no Pará, coexistem mineração, pecuária e preservação ambiental: tudo monitorado por satélites e drones em tempo real.

    (Imagem: Vale)

    O Brasil tem outras gigantes também

    O S11D não está sozinho nesse ranking. O Brasil concentra algumas das maiores propriedades rurais do planeta.

    A Fazenda Anna, localizada entre Mato Grosso e Pará, possui cerca de 575 mil hectares. Ela também supera o território de vários países europeus e integra produção de grãos e pecuária em larga escala.

    Já no oeste da Bahia, o Grupo Vanguarda administra aproximadamente 280 mil hectares, com forte investimento em irrigação e produção de soja. Juntas, essas três operações ilustram a escala impressionante do agronegócio brasileiro.

    Por que isso importa

    Essas áreas não são apenas grandes, elas são estratégicas. Combinam tecnologia avançada, produção diversificada e crescente preocupação com sustentabilidade.

    Portanto, quando o mundo debate segurança alimentar e produção sustentável, o Brasil aparece no centro dessa conversa. E não por acaso: o país tem terra, tecnologia e capacidade produtiva que poucos territórios no mundo conseguem reunir.

    O gigante do agro, afinal, é maior do que parece.

  • Governo inicia pagamento aos atingidos no desastre da Barragem de Mariana

    Governo inicia pagamento aos atingidos no desastre da Barragem de Mariana

    O Governo Federal começou nesta quinta-feira, 10 de julho, o pagamento dos Programas de Transferência de Renda (PTR) para pescadores artesanais profissionais e agricultores familiares afetados pelo desastre da Barragem do Fundão, em Mariana (MG). A medida beneficia cerca de 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores em municípios do Espírito Santo e de Minas Gerais.

    O Programa de Transferência de Renda (PTR) garante apoio financeiro por quatro anos, com investimento total de R$ 3,7 bilhões. Cada beneficiário recebe um salário mínimo e meio por mês (atualmente R$ 2.277) durante 36 meses. No último ano, o valor passa para um salário mínimo mensal (R$ 1.518).

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) gerem o PTR-Rural, voltado a agricultores familiares. Já o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) administra o PTR-Pesca.

    Quem tem direito ao benefício

    PTR-Pesca: pescadores artesanais com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo ou protocolo de solicitação até 30 de setembro de 2024 e residentes em um dos 48 municípios reconhecidos como atingidos.

    PTR-Rural: agricultores familiares, aquicultores, assentados da reforma agrária e ilheiros que exerciam atividades econômicas em propriedades rurais até 30 de setembro de 2024, em 49 municípios abrangidos pelo acordo.

    Quem deseja acessar o benefício precisa estar inscrito no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou ter uma Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) válida até 6 de março de 2025.

    Municípios contemplados

    O programa abrange cidades do Espírito Santo e de Minas Gerais, incluindo:

    • Minas Gerais: Aimorés, Mariana, Governador Valadares, Ipatinga, Ouro Preto, entre outros.
    • Espírito Santo: Linhares, Colatina, Aracruz, Baixo Guandu, São Mateus, Serra, entre outros.

    Como consultar e receber o benefício

    A Caixa Econômica Federal é responsável pelo pagamento. Os beneficiários podem consultar informações sobre o recebimento por meio do aplicativo Benefícios Sociais e do Portal Cidadão.

    O novo Acordo de Reparação da Bacia do Rio Doce, firmado em 2024 e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, prevê R$ 132 bilhões para ações de reparação e compensação ao longo de 20 anos. Deste montante, R$ 100 bilhões serão destinados a projetos ambientais e socioeconômicos, incluindo os programas de transferência de renda. E R$ 32 bilhões para recuperação de áreas degradadas, reassentamento e indenizações.

    O acordo foi assinado pelo Governo Federal, estados de Minas Gerais e Espírito Santo, Samarco, Vale, BHP Billiton, Advocacia-Geral da União e instituições de Justiça. Ele representa o maior pacote de reparação ambiental e social já implementado no país, com foco na reconstrução das comunidades e no fortalecimento da economia local.

    Canais de atendimento

    Dúvidas sobre elegibilidade e pagamentos podem ser esclarecidas diretamente com os ministérios responsáveis:

    PTR Pesca: [email protected]

    PTR Rural/Anater: [email protected]

    A iniciativa marca um avanço histórico na reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem. Além de promover justiça social e desenvolvimento sustentável para milhares de famílias atingidas.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Sustentabilidade do café brasileiro é exemplo para o mundo, diz diretora da OIC

    + Agro em Campo: Com impulso do agronegócio, imóveis valorizam até 18% em Campo Grande no último ano