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  • Conheça o casarão de novela da Globo que hoje funciona como hotel fazenda de luxo

    Conheça o casarão de novela da Globo que hoje funciona como hotel fazenda de luxo

    Quem acompanhou a novela Sinhá Moça provavelmente se lembra do imponente casarão que marcou a trama estrelada por Debora Falabella. Quase duas décadas após o remake exibido pela TV Globo, o local continua chamando atenção, mas agora como um sofisticado hotel fazenda aberto ao público.

    A histórica Fazenda Boa Vista, localizada em Bananal, no Vale do Paraíba, se tornou um dos destinos turísticos mais procurados da região. Isso porque o espaço reúne história, arquitetura colonial e experiências ligadas à cultura rural paulista.

    Grande parte dos ambientes usados nas gravações da novela foi preservada. Por isso, muitos visitantes relatam a sensação de estarem caminhando pelos mesmos cenários vistos na televisão.

    Sinhá Moça — Foto: Reprodução/TV Globo

    Fazenda tem mais de 270 anos de história

    A Fazenda Boa Vista surgiu ainda no período colonial e ganhou importância durante o ciclo do café no século XIX. O casarão principal começou a ser construído por volta de 1780 e recebeu, ao longo dos anos, figuras históricas importantes, entre elas o Duque de Caxias.

    Além de servir como cenário principal de Sinhá Moça, a propriedade também apareceu no filme O Prisioneiro da Liberdade.

    Durante o auge da produção cafeeira, estima-se que a fazenda tenha abrigado mais de um milhão de pés de café. O local também manteve centenas de pessoas escravizadas, realidade que hoje faz parte das visitas históricas promovidas na propriedade.

    Atualmente, os passeios guiados apresentam tanto o luxo vivido pelos antigos proprietários quanto as marcas deixadas pelo período escravocrata no Brasil.

    Casarão que foi cenário de ‘Sinhá Moça’ — Fotos: TripAdvisor

    Hotel fazenda oferece experiência rural completa

    Hoje transformada em hotel fazenda, a propriedade conta com cerca de 30 quartos e capacidade para receber até 120 hóspedes. Além disso, o espaço oferece diversas atrações voltadas ao lazer e ao turismo rural.

    Entre os destaques estão piscina, sauna, quadras esportivas, recreação infantil, cavalgada e cuidado aos animais.

    A gastronomia também costuma receber elogios dos visitantes. O tradicional café da manhã colonial e o almoço típico caipira ajudam a reforçar a proposta de imersão na cultura do interior paulista.

    Para os fãs de novelas, porém, o principal atrativo continua sendo a oportunidade de revisitar um dos cenários mais marcantes da dramaturgia brasileira.

  • Biólogo transforma 1.200 colmeias em negócio sustentável e mira expansão global

    Biólogo transforma 1.200 colmeias em negócio sustentável e mira expansão global

    A apicultura paulista cresceu 22% em 2024, atingindo 6.772 toneladas de mel produzidas no estado. Por trás desse número, histórias como a de Celso Ribeiro Cavalcanti de Souza ajudam a explicar por que o setor virou estratégico para o desenvolvimento rural de São Paulo. Fundador da Estação do Mel, em Pindamonhangaba, ele construiu um modelo de negócio que une pesquisa de ponta, agronegócio e experiência ao consumidor.

    Foto: Divulgação

    A relação de Celso com as abelhas começou aos 10 anos, quando manejava uma pequena colmeia de abelhas sem ferrão no quintal de casa. Criado em uma região vizinha ao atual Instituto Biológico, antes chamado de Centro de Apicultura Tropical, ele transformou a curiosidade infantil em carreira. Formou-se técnico em agropecuária pelo Colégio Agrícola de Jacareí e, mais tarde, graduou-se em Biologia e Farmácia.

    O diferencial de Celso foi circular entre dois mundos que raramente se encontram: a pesquisa acadêmica e o trabalho braçal no campo. Durante 14 anos, ele atuou na Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), conduzindo o plantel de seleção genética de abelhas rainhas.

    “Trabalhei na prática como produtor e, simultaneamente, dentro do maior centro de pesquisa de abelhas africanizadas do mundo”, conta Celso. Enquanto avançava na ciência apícola, ele estruturava seus próprios apiários, chegando a manejar 1.200 colmeias com tecnologia de ponta.

    Estação do Mel: verticalização, turismo e inovação

    Localizada próxima ao eixo turístico de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, a Estação do Mel não se limita à produção de mel, pólen e própolis. A empresa aposta no turismo de experiência: visitantes participam de “um dia de apicultor”, com cafés da manhã temáticos e dias de campo.

    Foto: Divulgação

    Com a formação farmacêutica como trunfo, Celso desenvolveu linhas exclusivas de bebidas, vinho, cachaça e vinagre de mel, cosméticos como shampoos, cremes e sabonetes à base de produtos da colmeia, e tratamentos de apiterapia, que incluem ingestão de própolis, inalação do ar da colmeia e massagens detox com mel.

    São Paulo lidera, biodiversidade agradece

    Dados do Instituto de Economia Agrícola e da Defesa Agropecuária, da Secretaria de Agricultura, apontam mais de 235 mil colmeias de abelhas africanizadas distribuídas em 1.926 apiários, com produção anual de 5,15 mil toneladas. As abelhas nativas somam mais de 30 mil colmeias em mais de 3 mil meliponários.

    Para Carolina Matos, especialista ambiental da CATI, o avanço do setor combina geração de renda e conservação: “São Paulo vem mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental. A apicultura e a meliponicultura geram emprego no campo, fortalecem a economia local e contribuem diretamente para a conservação ambiental, por meio da polinização e da preservação da biodiversidade.”

    Aos 56 anos, Celso não reduz o ritmo. “O futuro é transformar isso em uma grande empresa em nível mundial”, projeta. Sua trajetória comprova que o agronegócio paulista ganha força quando a ciência de laboratório encontra o suor do produtor rural . E quando um biólogo decide, desde criança, escutar o zumbido das abelhas.

  • Mel do Vale do Paraíba conquista Indicação Geográfica

    Mel do Vale do Paraíba conquista Indicação Geográfica

    O Vale do Paraíba recebeu, em agosto, a Indicação Geográfica (IG) do mel. O reconhecimento fortalece a apicultura em 35 municípios paulistas. O reconhecimento é o 10º do estado de São Paulo. Ele valoriza produtores e reforça a imagem do agro paulista em qualidade e sustentabilidade.

    Produtores celebram conquista coletiva

    Foto: divulgação – Secretaria de Agricultura de SP

    A produtora Vanilda Santos, presidente da Câmara Setorial dos Produtos Apícolas do Estado, comemorou a vitória em Taubaté. Ela destacou que a certificação nasceu do esforço conjunto de representantes e produtores da região. “Mais que uma certificação, é uma conquista coletiva que reflete a dedicação da cadeia produtiva”, afirmou Vanilda.

    Com mais de 20 anos de experiência, a produtora familiar produz 3,5 toneladas de mel por ano. Ela baseia o trabalho em sustentabilidade e preservação das abelhas. Em seus rótulos, Vanilda exibe a flor da grumixama, nativa da Mata Atlântica. A imagem homenageia sua sogra, Maria Eugênia, e valoriza a biodiversidade regional.

    Tradição familiar fortalece apicultura

    Em Tremembé, o produtor Antônio Carlos Dionísio, o Tavinho, e seu pai, Otávio, atuam exclusivamente na apicultura. Eles administram três apiários e a loja Apiário Brasil. “Empregamos sete integrantes da família em todas as etapas de produção”, contou Tavinho.

    O produtor busca o SISP Artesanal e a certificação da Associação Nutrir, que vai gerir o IG do mel. “O selo vai reconhecer nossa produção diferenciada e de qualidade”, disse.

    Apoio impulsionou a conquista

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apoiou o processo, por meio da CATI Regional de Pindamonhangaba e da Defesa Agropecuária. Em parceria com Sebrae e Universidade de Taubaté, a CATI elaborou documentos para comprovar a relevância da cadeia produtiva do mel.

    Segundo Haley Silva de Carvalho, chefe da CATI Regional, o órgão participou desde 2013 com orientações, capacitações e apoio técnico à apicultura. A Defesa Agropecuária atua na inspeção sanitária das colmeias e assegura padrões de segurança alimentar. O órgão também incentiva selos de inspeção para valorizar produtos artesanais. Vanilda destacou a importância do selo SISP Artesanal. “Ele reduz burocracias, mantém a qualidade e abre novos mercados para os produtores”, explicou.

    São Paulo amplia produção e pesquisa

    São Paulo é o maior consumidor de produtos apícolas e o quarto produtor nacional. O estado possui cinco mil propriedades e produz 5,4 mil toneladas anuais. Os pesquisadores alertam, desde 2006, para o declínio das abelhas e seus impactos no ecossistema. O Instituto Biológico lidera pesquisas sobre a sanidade dos polinizadores.

    O Laboratório Especializado em Sanidade Apícola, em Pindamonhangaba, é o único do país. Ele diagnostica vírus, fungos, bactérias e parasitas que afetam abelhas africanizadas e nativas.
    A Indicação Geográfica do mel do Vale do Paraíba reforça a identidade regional, amplia mercados e valoriza a produção sustentável paulista.

  • 9 mil litros de sucos sem registro são apreendidos

    9 mil litros de sucos sem registro são apreendidos

    Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no Vale do Paraíba, em São Paulo, resultou na apreensão de 14 mil mudas de espécies frutíferas e quase 9 mil litros de suco irregular. As mudas foram encontradas em um viveiro sem a devida inscrição no Mapa, levando à autuação da produtora, que foi instada a regularizar sua situação.

    Estabelecimento produtor dos sucos não tem registro no Mapa, na área de bebidas.

    Além disso, os fiscais interceptaram 8.719 litros de quatro tipos de sucos em uma cooperativa de produtores orgânicos em Pindamonhangaba. O estabelecimento responsável pela produção dos sucos não possuía registro na área de bebidas do Mapa, e os produtos seriam destinados à venda para prefeituras da região, com o objetivo de serem utilizados na merenda escolar. Sendo assim, é considerado irregular a venda e produção dos produtos.

    Apreensão ainda permite defesa

    As apreensões foram feitas de forma cautelar, portanto será permitido que os produtos sejam liberados caso sejam regularizados. A operação envolveu equipes de diferentes setores do Mapa, incluindo inspeção de mudas e sementes, produtos orgânicos e a unidade regional em Guaratinguetá.

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    A fiscalização ocorreu entre os dias 4 e 7 de novembro, com a equipe percorrendo 636 quilômetros para acessar os estabelecimentos. Assim, essa ação marca o início bem-sucedido da fiscalização conjunta nas áreas de mudas e produtos orgânicos na região do Vale do Paraíba. Portanto as equipes já planejam repetir a operação em 2025.

    Durante a fiscalização, também foram inspecionados produtores de mudas em Campos do Jordão e São José dos Campos, além de estabelecimentos relacionados à produção orgânica em Jacareí e Pindamonhangaba. Além disso, amostras de produtos vegetais também foram coletadas para análise laboratorial da qualidade orgânica.