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  • Festival do Queijo Artesanal de Minas bate recorde e atrai 28 mil visitantes

    Festival do Queijo Artesanal de Minas bate recorde e atrai 28 mil visitantes

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM) encerrou neste sábado sua edição mais expressiva até agora. Ao longo de três dias no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, o evento reuniu 28.766 visitantes. Um número superior ao da edição anterior, consolidando o festival entre os principais encontros dedicados ao queijo artesanal no Brasil.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    O primeiro dia, quinta-feira, concentrou o maior fluxo: 12.143 pessoas passaram pelo evento. Na sexta-feira, o público chegou a 7.763 visitantes, e o sábado registrou mais 8.860 participantes. Os números indicam crescimento consistente do interesse pelos queijos artesanais mineiros e reforçam o papel do festival na promoção de produtores e regiões tradicionais do estado.

    Durante a programação, visitantes degustaram produtos de diferentes regiões, participaram de harmonizações, aulas-show gastronômicas e palestras que aproximam o consumidor dos saberes e da história por trás de cada queijo.

    Serro vence votação popular; Mantiqueira e Vale do Jequitinhonha completam o pódio

    A votação popular foi um dos momentos mais disputados do festival. Após degustar amostras das diferentes regiões produtoras, o público elegeu o queijo do Serro como o favorito da edição.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A Mantiqueira de Minas ficou em segundo lugar, e o Vale do Jequitinhonha conquistou o terceiro posto. Um resultado que celebra a diversidade e a qualidade da produção queijeira mineira.

    Certificação muda a vida de produtor do Vale do Jequitinhonha

    Entre as histórias que marcaram a edição, destacou-se a de José Alves dos Santos, produtor do Queijo Cabacinha da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, no Vale do Jequitinhonha. No festival pelo segundo ano consecutivo, ele atribui à certificação conquistada em 2025 uma virada decisiva para o negócio. Com produção estabilizada em cerca de 200 litros de leite por dia, a fazenda ampliou a participação em feiras e expandiu a comercialização para diferentes regiões de Minas Gerais.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    “Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Com a certificação, a situação mudou. O festival abriu portas e nos permitiu participar de feiras e eventos que deram mais visibilidade ao nosso queijo”, conta Santos.

    Festival se afirma como ferramenta de desenvolvimento, dizem lideranças

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o FQAM vai além da celebração cultural. “O festival gera oportunidades, amplia mercados e fortalece um dos produtos mais emblemáticos da nossa identidade”, afirmou.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou o fortalecimento contínuo da cadeia produtiva. “O queijo artesanal mineiro segue ganhando reconhecimento e valor. O festival mostra a força dos nossos produtores e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento do estado.”

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Além de espaço de comercialização e degustação, o FQAM reafirma seu papel como vitrine da tradição queijeira mineira, fortalecendo a conexão entre produtores e consumidores e ampliando o reconhecimento de um dos maiores patrimônios gastronômicos do país.

  • Café do futuro: nova cultivar desafia seca e doenças com qualidade premiada

    Café do futuro: nova cultivar desafia seca e doenças com qualidade premiada

    Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, a ciência brasileira apresenta uma solução robusta para a cafeicultura: a cultivar MGS Epamig Amarelão. Desenvolvida ao longo de quatro décadas pelo Programa de Melhoramento do Cafeeiro da Epamig, em parceria com a Embrapa Café e a UFV, esta nova variedade de café se destaca pela tolerância ao déficit hídrico e resistência a doenças como a ferrugem e nematoides.

    A comprovação de seu potencial ocorreu em campo. Durante uma seca severa em 2014, na região de Capelinha (MG), as plantas da linhagem Amarelão mantiveram vigor e produtividade, enquanto outras sofriam perdas. Este desempenho chamou a atenção dos produtores do Vale do Jequitinhonha, que adotaram a cultivar em um exemplo de melhoramento participativo.

    Mais do que resistência: qualidade que conquista o mundo

    O grande diferencial da MGS Epamig Amarelão vai além da resiliência no campo. A variedade produz uma bebida de altíssima qualidade, reconhecida em importantes premiações. Na Fazenda Sequoia, em Angelândia, o café produzido a partir desta cultivar já foi premiado na região da Chapada de Minas e alcançou pontuações elevadas em concursos nacionais e internacionais.

    “Os concursos são o nosso termômetro. A cultivar surpreende pela qualidade da bebida, que une notas frutadas, florais e acidez brilhante. Já conquistamos quatro prêmios com o café Amarelão”, comemora Rodrigo Crimaudo Mendes, gerente da propriedade, que hoje dedica aproximadamente 17 hectares à variedade e planeja expansão.

    Uma jornada de 40 anos da semente à xícara premiada

    O caminho até o registro da cultivar, concedido em novembro, foi longo. Originada do cruzamento entre o Catuaí Amarelo IAC 30 e o Híbrido de Timor UFV 445-46, a planta passou por rigorosos testes nas unidades da Epamig em São Sebastião do Paraíso, Machado e Patrocínio. Avaliou-se produtividade, resistência a pragas e a qualidade dos grãos.

    “O melhoramento consiste no acompanhamento e na reprodução das diferentes gerações em diversas condições climáticas e de solo. É uma tecnologia que demanda paciência e precisão”, explica o pesquisador da Epamig, Vinícius Teixeira Andrade, um dos responsáveis pelo desenvolvimento.

    O cafeicultor Sérgio Meirelles Filho, de Aricanduva, confirma o sucesso: “Plantei e fiquei muito satisfeito. É uma cultivar que surpreende pela produtividade, qualidade e precocidade”.

    Expansão e novos testes

    Apesar do sucesso no Jequitinhonha, onde já existem mais de 5 milhões de plantas, a Epamig busca ampliar as avaliações. O objetivo é testar a cultivar em diferentes altitudes, solos, latitudes e sistemas (sequeiro e irrigado) para dar mais robustez às recomendações técnicas.

    “As avaliações de desempenho em campo serão expandidas. Em ambientes onde já tivemos quatro colheitas, a produtividade superou 50 sacas por hectare”, finaliza Andrade.

    A Epamig comercializa sementes e mudas de diversas variedades de café, incluindo a MGS Epamig Amarelão, de forma sazonal. O contato deve ser feito através da Assessoria de Negócios Agropecuários pelo e-mail: [email protected].

     

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  • Minas Gerais destaca bioeconomia sustentável na COP30 em Belém

    Minas Gerais destaca bioeconomia sustentável na COP30 em Belém

    Minas Gerais reforça seu protagonismo na agenda da sustentabilidade na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA) até 21 de novembro.

    A participação do estado ocorre por meio da loja colaborativa “Brasil BioMarket”, instalada na Green Zone e na Entrepreneurship Zone do Parque Urbano Belém Porto Futuro, que abriga 250 micro e pequenas empresas de 21 estados, com cerca de 750 produtos.

    Entre os destaques mineiros estão castanha de baru, beneficiada e comercializada pela Cooperativa da Agricultura Familiar (Copabase). Também o café do Cerrado Mineiro, o primeiro com Denominação de Origem (DO) do Brasil. As caixas de buriti bordadas da marca coletiva Urucuia Grande Sertão Veredas. E a tradicional cerâmica com moringas, flores e bonecas do Vale do Jequitinhonha; e produtos em fibra de bananeira oriundos do projeto Gente de Fibra.

    O Sebrae Minas, responsável pela organização da participação, reforça o compromisso com o fortalecimento dos pequenos negócios sustentáveis e a valorização dos territórios mineiros. Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, ressalta que a iniciativa demonstra que a inovação pode surgir da tradição, unindo economia, meio ambiente e identidade cultural.

    Rota do Café do Cerrado

    O café do Cerrado Mineiro integra uma rede que alia qualidade, rastreabilidade e turismo sustentável. Como a Rota do Café do Cerrado com 26 experiências ligadas a fazendas e cafeterias. Já o baru, destaque do Noroeste de Minas, tem conquistado certificações internacionais que ampliam mercados e incentivam investimentos na agroindústria local.

    Na área de artesanato, o Vale do Jequitinhonha e o Noroeste mineiro recebem apoio do Sebrae para desenvolver governança, vendas online e design. Consolidando marcas coletivas que protegem os artesãos e fortalecem a identidade regional. A cooperativa Gente de Fibra, em Maria da Fé, destaca-se pela produção de peças sustentáveis em papel machê e fibra de bananeira. Valorizando os saberes locais e a reutilização ambientalmente consciente.

    A iniciativa em Belém une esforços de associações e empresas focadas em sociobioeconomia, tornando Minas Gerais referência nacional em sustentabilidade aplicada à bioeconomia, cultura rural e inovação.

  • Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Programa Raízes do Vale impulsiona agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha

    Mais de 260 famílias do Vale do Jequitinhonha estão colhendo os frutos do programa de agricultura familiar Raízes do Vale, que já soma 100 hectares de terras cedidas em comodato pela Aperam BioEnergia. A iniciativa, que integra desenvolvimento social e sustentabilidade, permitiu a produção de mais de 25 toneladas de alimentos entre milho, feijão, mandioca e outras culturas, beneficiando diretamente comunidades rurais da região.

    Os 100 hectares cedidos equivalem a um milhão de metros quadrados, ou cerca de 140 campos de futebol, destinados ao cultivo de milho, feijão, mandioca, abóbora, melancia, maxixe e andu. O plantio, iniciado em novembro de 2024, já rendeu mais de 4,7 toneladas de feijão, 3,6 toneladas de milho e uma estimativa de quase 17 toneladas de mandioca, além de outras culturas. A colheita, iniciada em abril, ainda está em andamento.

    Transformação social e geração de renda

    Valto Fróes dos Santos, conhecido como Valtinho, presidente da Associação das Famílias dos Pequenos Produtores Rurais Quilombolas do Ribeirão Invernada, em Capelinha, destaca o impacto positivo do programa. Das 38 famílias da comunidade, 13 participaram do plantio coletivo e colheram mais de 600 kg de feijão e cerca de 80 sacas de milho. “Algumas famílias estão vendendo. O meu feijão, a minha parte, eu não vendi. Guardei e dividi com a minha família e meus filhos. Ali a gente trabalha e a coisa rende, é só felicidade, só alegria. É um feijão de qualidade, um feijão diferenciado, feijão gostoso. Acertamos a época da colheita”, relata Valtinho.

    Antes do programa, a falta de oportunidades obrigava muitos moradores a migrar para outros estados em busca de trabalho. “Todos os meses a gente se reunia e falava dos problemas da comunidade. E, muitas vezes, não sabíamos como encaminhar. A gente conversava, conversava, assinava a ata, mas não sabíamos nem como redigir um ofício para as autoridades”, relembra Valtinho. Agora, com o Raízes do Vale, ele pode permanecer junto à família e investir na produção local.

    Apoio técnico e capacitação

    Cada associação comunitária recebe até cinco hectares de terras dentro das florestas renováveis de eucalipto da Aperam BioEnergia, com suporte completo para o preparo do solo, assistência agronômica, treinamentos de segurança e fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “A gente recebeu um curso e equipamentos para trabalhar, para nos protegermos, teve até protetor solar, que eu mesmo nunca tinha usado na minha vida. Cuidados para os olhos, a pele… isso foi muito bom, viu!?”, destaca Valtinho, ressaltando a importância do suporte técnico para o sucesso da produção.

    Desenvolvimento sustentável e inclusão

    O Raízes do Vale demonstra que é possível promover o desenvolvimento sustentável em harmonia com o meio ambiente e as comunidades. Na Associação Quilombola do Distrito de Bom Jesus do Galego, também em Capelinha, a última safra resultou em 5 sacas de milho e 479 kg de feijão. Flávia Fernandes, presidente da associação, celebra: “Estamos muito satisfeitos. Com certeza estamos caminhando para ter dias melhores com esse incentivo às comunidades rurais”.

    Alimentos da agricultura familiar geram emprego e renda para as famílias do Vale do Jequitinhonha. Foto: Divulgação/Aperam BioEnergia

    A expectativa para a colheita de mandioca é alta, com planos de reinvestir os recursos na construção de uma nova sede e, futuramente, reativar a produção local de farinha de mandioca.

    Reconhecimento nacional e internacional

    O programa já conquistou reconhecimento internacional. Em 2023, foi citado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como exemplo de boa prática de uso sustentável do solo e da água. Em 2024, recebeu o Selo de Sustentabilidade do Programa Aliança Ambiental Estratégica de Minas Gerais. Assim, tornando-se a primeira empresa a obter essa distinção, além do Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade na categoria “Melhor Empresa”.

    O próximo ciclo de plantio, previsto para o segundo semestre de 2025, já conta com a adesão de 21 associações comunitárias, com possibilidade de novas participações. O Raízes do Vale segue como referência em inclusão social, geração de renda e sustentabilidade no campo, fortalecendo a agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha.

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  • Técnica de alimentação revoluciona a pecuária leiteira no Vale do Jequitinhonha

    Técnica de alimentação revoluciona a pecuária leiteira no Vale do Jequitinhonha

    O Programa Integração Lavoura-Pecuária, implantado em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, tem como foco aumentar a produtividade e a qualidade do leite por meio da alimentação dos animais. Essa iniciativa beneficia diretamente a pecuária leiteira, principal atividade econômica do município, e resulta da parceria entre a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), a prefeitura local e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

    A técnica utilizada consiste no plantio consorciado de sorgo e capim para a produção de silagem. O extensionista da Emater-MG em Coronel Murta, Kadson Siqueira, explica que o projeto começou em 2022 com o objetivo de fornecer alimento de qualidade para os animais durante o período de estiagem.

    “No início do projeto, muitos pecuaristas desconheciam a possibilidade de integrar lavoura e pecuária. Realizamos um trabalho de campo para apresentar o sistema aos agricultores do município e regiões vizinhas. Oferecemos assistência técnica completa, desde o preparo do solo até o armazenamento da silagem”, destaca Kadson Siqueira.

    Unidades demonstrativas mostram resultados positivos

    Dois pecuaristas do município cederam suas propriedades para servir como unidades demonstrativas do programa. A Fazenda Vereda, do agricultor Ronivaldo Rodrigues Prates, foi pioneira na ação. Ronivaldo decidiu participar para melhorar a produção e garantir uma alimentação de qualidade para o rebanho.

    “Com muito esforço, consegui alcançar o objetivo. Enfrentei desafios como ervas daninhas, insetos e variações climáticas, mas a orientação da Emater-MG foi fundamental para superar esses obstáculos. A silagem de qualidade tem melhorado significativamente o leite produzido”, comemora Ronivaldo.

    Programa Integração Lavoura-Pecuária, implantado em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha. Emater-MG / Divulgação

    Animado com os resultados, o pecuarista planeja expandir a propriedade e aprimorar as atividades no futuro. “Sou grato pela oportunidade e espero continuar evoluindo”, afirma.

    Após observar o sucesso do colega, o produtor Clélio Bitencourt Murta também aderiu ao programa, abrindo sua propriedade como unidade demonstrativa. Ele destaca os ganhos obtidos: “A experiência tem sido muito positiva, tanto no aumento da produção quanto na melhoria da qualidade do leite”.

    Como funciona o sistema e os cuidados necessários

    Kadson Siqueira ressalta que o sistema de plantio consorciado é simples de implantar e manejar. O sorgo e o capim são plantados simultaneamente, e a colheita para silagem ocorre aproximadamente 90 dias depois. Os custos iniciais para os pecuaristas foram baixos.

    “Devido à baixa pluviometria, optaram pelo sistema de sequeiro, eliminando gastos com irrigação. A Embrapa forneceu as sementes, enquanto a prefeitura disponibilizou o maquinário para plantio e a ensiladeira para a colheita. A adubação segue a análise de solo, e o monitoramento constante evita pragas, doenças e ervas daninhas”, explica o técnico.

    O volumoso produzido apresenta alto valor nutricional, o que eleva a produtividade e a qualidade do leite. A expectativa da Emater-MG é ampliar o número de produtores beneficiados pelo programa ainda neste ano.

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  • Governo de Minas regulamenta Queijo Cabacinha

    Governo de Minas regulamenta Queijo Cabacinha

    O governador Romeu Zema anunciou, em 15 de maio, no município de Pedra Azul, o novo Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do Queijo Cabacinha. Esse tradicional queijo artesanal, produzido há cerca de 80 anos no Vale do Jequitinhonha, agora conta com regulamentação própria, fortalecendo seu reconhecimento como patrimônio cultural e imaterial de Minas Gerais.

    A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) liderou a iniciativa, que beneficia 160 produtores locais. Com a regulamentação, esses produtores podem comercializar formalmente o Queijo Cabacinha, ampliando oportunidades de desenvolvimento econômico e reconhecimento para a região.

    Segundo o governador Romeu Zema, a regulamentação valoriza a tradição mineira e destaca o diferencial do Queijo Cabacinha, conhecido pelo formato e sabor únicos. Zema ressalta que, sob sua gestão, o número de queijos caracterizados oficialmente em Minas mais do que dobrou, passando de sete para quinze. O objetivo é expandir a presença desses queijos no Brasil e no exterior.

    A Portaria n° 2.377 do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) detalha a regulamentação, baseada em pesquisas da Epamig, Emater-MG, UFMG, UFSJ e IFNMG, com apoio de emenda parlamentar. Antes da regulamentação, os produtores não conseguiam habilitar suas queijarias em sistemas oficiais de inspeção. Agora, a medida estimula a geração de renda e empregos no campo, além de fortalecer os queijos artesanais mineiros.

    A Seapa também lançou o Curso de Capacitação Digital em Boas Práticas de Produção e Fabricação, disponível na plataforma Semear EAD, para qualificar ainda mais os produtores.

    Região produtora e características do Queijo Cabacinha

    A produção do Queijo Cabacinha se concentra nos municípios de Cachoeira do Pajeú, Comercinho, Divisópolis, Itaobim, Jequitinhonha, Joaíma, Medina, Pedra Azul e Ponto dos Volantes. A produção anual chega a 214 toneladas, com mais de 90% das queijarias pertencentes à agricultura familiar. O queijo, de origem italiana inspirada no caciocavallo, é feito artesanalmente a partir de leite cru, coalho e soro-fermento lácteo, com a massa pré-cozida e moldada manualmente no formato de cabaça.

    Adriana e Renato Rocha, produtores. Foto: Diego Vargas / Seapa

    Produtores de Pedra Azul, como o casal Renato e Adriana Rocha, celebram a regulamentação. Eles produzem cerca de 20 queijos por dia e agora podem vender para todo o país, participar de concursos e garantir a sustentabilidade da família. A visibilidade e a segurança jurídica trazidas pela regulamentação fortalecem o setor e incentivam novos investimentos.

    Reconhecimento e melhorias

    Em 2023, o Governo de Minas declarou o Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha como patrimônio cultural e imaterial do estado, conforme a Lei n° 24.379. Em 2014, a região já havia recebido reconhecimento oficial pela produção do queijo artesanal Cabacinha, por meio da Portaria do IMA n° 1.403.

    Durante a solenidade em Pedra Azul, o governo entregou dez veículos, 15 notebooks e cinco projetores à Emater-MG, melhorando o atendimento técnico aos produtores. Esses equipamentos fazem parte do Projeto Queijo Minas Legal, em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e o Procon-MG.

    O governador também inaugurou a nova sede do escritório seccional do IMA em Pedra Azul, agora em área central do município, facilitando o acesso dos produtores a serviços essenciais.

    A regulamentação do Queijo Cabacinha reforça a valorização dos produtos mineiros, amplia mercados e garante mais dignidade aos produtores, consolidando o Vale do Jequitinhonha como referência na produção de queijos artesanais de qualidade.

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  • Proalminas: produção de algodão em Minas Gerais avança

    Proalminas: produção de algodão em Minas Gerais avança

    No ano em que o Brasil se tornou o maior produtor de algodão do mundo, Minas Gerais celebra os avanços do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas). Criado em 2003, o programa é uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) e sindicatos, e tem sido fundamental para a retomada da produção em regiões onde ela estava praticamente extinta.

    Minas Gerais se destaca pela qualidade da fibra de algodão, principalmente em comprimento, finura e resistência. A previsão para a safra 2024/2025 é de 190,2 mil toneladas de algodão em caroço e 78 mil toneladas em pluma. Iss deve colocar o estado como o terceiro maior produtor nacional, segundo a Conab.

    “De 2020 a 2025 houve uma evolução na produção, com crescimento exponencial nos últimos três anos. Isso é fruto da adoção de práticas que aumentam a produtividade, do investimento no melhoramento de sementes, do manejo para aprimorar a qualidade da pluma e da otimização dos recursos”, detalha o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

    Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha

    Entre 2019 e 2024, o Governo de Minas investiu R$ 12,8 milhões no Proalminas/Fundo Algominas. Esses recursos foram utilizados em eventos, desenvolvimento de pesquisas e tecnologias, controle de pragas e doenças, treinamento de técnicos, beneficiando tanto pequenos quanto grandes produtores.

    Nessas regiões, o Proalminas trouxe tecnologias de irrigação e combate a enfermidades, além de capacitação dos agricultores. Isso permitiu um aumento na produtividade por hectare, tornando os agricultores familiares mais competitivos no mercado interno. Os produtores preferem vender localmente, pois conseguem um ágio de 7,85%, condições mais atrativas do que exportar.

    A sustentabilidade é uma característica forte do Proalminas. Mais de 70% do algodão produzido em Minas tem certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e BCI (Better Cotton Initiative). Portanto, garantindo rastreabilidade e cumprimento de legislações trabalhistas e ambientais. Em 2023, houve uma redução de 120 mil litros no uso de insumos químicos, graças ao uso de inimigos naturais do Bicudo-do-Algodoeiro.

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