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  • Vacinas contra clostridioses voltam ao mercado

    Vacinas contra clostridioses voltam ao mercado

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liberou 2.470.600 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional nesta semana. Do total, 1.360.800 doses (55,08%) têm fabricação nacional. E 1.109.800 (44,92%) são importadas.

    Desde março, o volume acumulado ultrapassa 41 milhões de doses. Um número que reflete tanto a pressão da demanda quanto o esforço do governo para suprir uma escassez que tem preocupado produtores rurais em todo o Brasil.

    O que são as clostridioses e por que são tão perigosas

    Clostridioses são doenças infecciosas causadas por bactérias do gênero Clostridium, organismos que vivem no solo e no trato intestinal dos animais e produzem toxinas extremamente potentes. Os principais animais afetados são bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos.

    A característica mais temida das clostridioses é a velocidade de progressão. Doenças como o carbúnculo sintomático (manqueira), o botulismo, o edema maligno e a enterotoxemia podem matar em questão de horas após os primeiros sintomas, que incluem claudicação, inchaço muscular, cólica, paralisia e morte súbita sem sinais prévios. Em muitos casos, o produtor encontra o animal já morto sem nenhum indício aparente de enfermidade.

    O tratamento raramente funciona quando o diagnóstico acontece tarde, o que torna a vacinação preventiva a única estratégia eficaz de controle. Um único surto pode eliminar dezenas de cabeças em poucos dias, causando prejuízos que comprometem a viabilidade financeira de pequenas e médias propriedades.

    Por que faltam vacinas no Brasil

    A crise de abastecimento que se arrasta desde o início de 2026 tem origem em uma combinação de fatores. A produção nacional de vacinas veterinárias contra clostridioses depende de poucos laboratórios com capacidade industrial, o que torna o setor vulnerável a quebras de estoque, problemas logísticos e picos sazonais de demanda. Especialmente nos meses de chuva, quando os animais têm mais contato com solos úmidos e contaminados.

    Além disso, o processo de registro e liberação sanitária de produtos importados é burocrático e lento, o que atrasa a entrada de vacinas estrangeiras no mercado mesmo quando há oferta disponível no exterior.

    O Mapa atua diretamente com a indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação. A estratégia de combinar fabricação doméstica com importação é a resposta do governo para garantir o abastecimento enquanto a capacidade produtiva interna não consegue atender sozinha à demanda.

    O que dizem os números

    A liberação de mais de 41 milhões de doses desde março indica uma recuperação progressiva do estoque. Mas especialistas e associações de produtores alertam que o ritmo ainda não é suficiente para repor o déficit acumulado nos meses anteriores.

    O calendário vacinal recomendado exige aplicações periódicas, geralmente anuais ou semestrais, e atrasos na imunização deixam o rebanho exposto justamente no período de maior risco.

    O Mapa não divulgou estimativa de quando o abastecimento deve se normalizar completamente.

  • África do Sul recebe vacinas após surtos de febre aftosa

    África do Sul recebe vacinas após surtos de febre aftosa

    A Biogénesis Bagó vai fornecer vacinas contra febre aftosa para a África do Sul como parte do plano nacional de vacinação do país. O objetivo é conter e erradicar a doença em um período de dez anos.

    O acordo estabelece um lote inicial de 1 milhão de doses de vacinas de alta potência, que a empresa enviará assim que as autoridades regulatórias emitirem as autorizações necessárias. Além disso, a companhia fornecerá 5 milhões de doses adicionais até março de 2026.

    As vacinas combatem os sorotipos SAT 1, SAT 2 e SAT 3, que causaram surtos na África do Sul e trouxeram consequências significativas para a produção de carne e leite do país.

    As autoridades sul-africanas utilizarão as doses da Biogénesis Bagó em campanhas de vacinação em massa por etapas. Os programas focam nas áreas de maior circulação viral, que técnicos identificaram por meio de mapas de risco. As metas estabelecem cobertura superior a 80% em rebanhos comunitários e até 100% em confinamentos e fazendas leiteiras.

    O fornecimento complementa a produção local e os acordos que a África do Sul mantém com outras instituições da região. A estratégia amplia a disponibilidade de vacinas trivalentes adaptadas às cepas SAT (South African Territories) que circulam atualmente no país.

    Experiência em controle de doenças animais

    A Biogénesis Bagó baseia o acordo em sua ampla experiência no combate à febre aftosa e em sua capacidade industrial para responder a emergências sanitárias de grande escala.

    “Nossa missão é apoiar os países no desenvolvimento e implementação de estratégias sustentáveis de controle e erradicação da febre aftosa, combinando tecnologia de ponta, capacidade produtiva e conhecimento epidemiológico”, afirma Rodolfo Bellinzoni, diretor de Operações e Inovação da Biogénesis Bagó.

    O executivo destaca que a empresa possui trajetória em programas bem-sucedidos de controle da doença na América Latina e na Ásia. “O uso sistemático de nossas vacinas contribuiu para a recuperação e a manutenção do status de livre de aftosa, com e sem vacinação”, acrescenta Bellinzoni.

    Fornecimento para bancos estratégicos

    A Biogénesis Bagó também atua como fornecedora de antígenos e vacinas para bancos de antígenos contra a febre aftosa. Esse modelo permite respostas rápidas e flexíveis quando surgem novos focos e variantes virais.

    “Ser fornecedor de bancos de antígenos de alguns dos principais exportadores de carne do mundo, como Brasil e Estados Unidos, nos proporcionou uma plataforma única para adaptar rapidamente nossas soluções às cepas relevantes de cada região”, explica Bellinzoni.

    O diretor destaca que a empresa aplicará essa mesma experiência na África do Sul como parceira estratégica em sua jornada rumo a um país livre de aftosa e com maior resiliência sanitária.

    Acordo com o Brasil

    Em dezembro de 2025, a Biogénesis Bagó assumiu a gestão do banco de antígenos e vacinas contra febre aftosa para o Brasil. O estoque estratégico permite a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto localizado da doença no país.

    A empresa estabeleceu o acordo por meio de uma cooperação tecnológica com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e com o governo federal brasileiro.

  • Ministério pede suspensão de vacina após mais de 100 mortes

    Ministério pede suspensão de vacina após mais de 100 mortes

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a suspensão imediata do uso da vacina Excell 10, dos lotes 016/2024 e 018/2024, após mais de 100 mortes repentinas de bovinos, caprinos e ovinos nos municípios de Simões e Curral Novo do Piauí, além de registros em outras cidades do estado e em outros estados do Nordeste, como Sergipe, Rio Grande do Norte e Maranhão. A medida vale também para os casos em que o imunizante já havia sido adquirido antes da suspensão.

    A Dechra Brasil fabrica a vacina para prevenir a clostridiose, um conjunto de doenças provocadas por bactérias do gênero Clostridium, comuns no ambiente e no trato intestinal dos animais, que podem causar morte súbita nos rebanhos. Os sintomas relatados pelos produtores incluem edema no local da aplicação, febre transitória e apatia. E os casos de morte começaram a ser notificados cerca de dez dias após a vacinação.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    O caso está sendo investigado em conjunto pelo Ministério da Agricultura, a Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI). Também com apoio da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e de laboratórios em São Paulo. As equipes coletaram amostras dos animais mortos para analisar se a vacina está diretamente relacionada às mortes e verificar possíveis falhas no processo de fabricação, armazenagem ou aplicação do produto. Os responsáveis pelas investigações devem divulgar os resultados em até 30 dias.

    A Dechra Brasil divulgou nota informando que está colaborando com as investigações e, de forma preventiva, suspendeu a distribuição dos lotes identificados. A empresa reafirmou seu compromisso com a qualidade, eficácia e segurança dos seus produtos, garantindo que as análises detalhadas continuarão até a conclusão do caso.

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    Além do Piauí, foram confirmados relatos de mortes de animais imunizados com os mesmos lotes da vacina em outros estados nordestinos. Incluindo Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará, totalizando mais de 500 animais mortos, segundo informações recentes. A maioria dos produtores afetados são agricultores familiares que dependem economicamente dos rebanhos, o que agrava o impacto socioeconômico da situação.

    O Ministério da Agricultura orienta os produtores e revendedores a interromperem o uso e comercialização das vacinas dos lotes 016/2024 e 018/2024. E também comunicarem quaisquer novos casos suspeitos pelo canal FalaBR. Até o momento, não foram registrados problemas em outros lotes da vacina.

    “Neste momento o Mapa está dedicado e atuando de forma coordenada e integrada com os órgãos estaduais de defesa sanitária para confirmar a causa dos óbitos dos animais e adotar todas as medidas necessárias para proteção da produção pecuária”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

    Nota oficial

    Em nota oficial publicada na noite desta quinta-feira, o MAPA fez um histórico com a ordem cronológica das ações do Ministério da Agricultura e Pecuária:

    • Após avaliação do caso, o Mapa, em 13 de agosto de 2025, iniciou o processo de fiscalização, solicitando à empresa relatórios de farmacovigilância do produto suspeito.
    • Em 14 de agosto de 2025, foi realizada fiscalização no laboratório fabricante, em Londrina (PR), com levantamento das notificações do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), além da verificação do processo de fabricação e do controle de qualidade da vacina.
    • No dia seguinte foi emitida ordem de apreensão cautelar das frações dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10 na distribuidora que comercializou unidades da vacina associadas à notificação da ADAPI. De forma complementar, o Mapa solicitou à fabricante o painel de distribuição da vacina em todo o país. Na mesma data, 15 de agosto, a empresa encaminhou comunicado aos distribuidores e lojistas para que fossem interrompidas as vendas dos lotes 016/2024 e 018/2024 da vacina EXCELL 10.
    • Três dias depois, em 18 de agosto, o Mapa iniciou a apreensão dos lotes na distribuidora localizada em Teresina (PI), coletando amostras para análise fiscal em laboratório da rede oficial. Após avaliação dos dados de distribuição, a ordem de apreensão foi estendida a todos os estados em 19 de agosto.
    • Na sequência, em 20 de agosto, a empresa emitiu comunicado oficial de recolhimento dos lotes 016/2024 e 018/2024, direcionado a distribuidores, médicos-veterinários e lojistas.

    Mortes notificadas

    Até o momento, foram notificados ao Mapa os óbitos de 194 ovinos, 4 caprinos e 1 bovino. As ações de fiscalização e investigação seguem em andamento, por meio de inspeções no estabelecimento fabricante/proprietário, e realização de testes em amostras dos lotes da vacina e dos animais que vieram a óbito. A estimativa inicial de conclusão do processo de investigação é de 60 dias.

    O Mapa esclarece que a clostridiose é uma doença fatal causada por toxinas de bactérias do gênero Clostridium spp., apresentando sintomas como inchaço muscular, manqueira, incoordenação motora e, em casos graves, rigidez muscular, tremores, trismo, opistótono (arqueamento do corpo com cabeça para trás) e convulsões.

    A vacinação continua sendo considerada uma estratégia eficaz no combate à clostridiose. O Ministério ressalta, ainda, que o consumo de produtos de origem caprina, ovina e bovina provenientes de animais saudáveis e inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial é seguro.

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  • Empresa investe em ampliação para acelerar inovação em vacinas para suínos

    Empresa investe em ampliação para acelerar inovação em vacinas para suínos

    A Vaxxinova concluiu a ampliação da sua planta dedicada à produção de vacinas autógenas para suínos. A nova fase já está em operação e recebeu aprovação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A empresa dobrou sua capacidade instalada e otimizou os processos produtivos.

    Esse investimento consolida a Vaxxinova como um dos principais fornecedores do setor. A ampliação fortalece a parceria com cooperativas, produtores e outros agentes importantes da suinocultura nacional. Ana Paula Mori, gerente técnica e comercial nacional da unidade de suínos, destaca: “Com a expansão, aprofundamos o atendimento personalizado, desenvolvendo vacinas alinhadas ao perfil sanitário de cada plantel. Trabalhamos com dados de campo e pesquisa contínua para entregar soluções precisas, com qualidade elevada e prazos cumpridos.”

    A linha Govaxx ganhou destaque com a expansão. Ela controla patógenos como Streptococcus suis, Glaesserella parasuis, Pasteurella multocida, Actinobacillus pleuropneumoniae e Actinobacillus suis. A empresa combina pesquisa, dados sorológicos e experiência de campo para definir o melhor posicionamento vacinal. Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing, afirma: “A confiança do mercado vem do cuidado em cada detalhe. Desde a visita técnica até a aplicação em granja, tudo é planejado para garantir resultados. Agora, com a nova estrutura, podemos ampliar nosso modelo técnico e fortalecer o suporte contínuo ao produtor.”

    Rogério Petri, gerente da Unidade, reforça o impacto da expansão: “Esse avanço nos prepara para o futuro. Vamos acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras e específicas, reforçando a saúde animal de forma sustentável e com base científica sólida

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  • Paraná cria banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa

    Paraná cria banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa

    O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciou um acordo de cooperação tecnológica com a empresa argentina Biogenesis Bagó. O objetivo é criar um banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa. O objetivo é manter um estoque estratégico de insumos para a rápida formulação de vacinas em caso de surtos localizados, reforçando a segurança sanitária do país.

    O banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa visa garantir a pronta resposta em caso de emergência. Evitando ou minimizando os impactos de um possível retorno da doença. Atualmente, o Brasil é considerado livre de febre aftosa sem vacinação animal. E aguarda o reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ainda no primeiro semestre de 2025.

    O Paraná completará quatro anos em 2025 com o status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. Isso é resultado de mais de 50 anos de trabalho conjunto entre a iniciativa privada, entidades representativas do agronegócio e o governo estadual. A atualização de rebanhos substituiu a campanha de vacinação, exigindo o cadastro obrigatório dos animais para garantir a rastreabilidade e a sanidade do rebanho.

    Importância da iniciativa

    “O Paraná está na frente novamente. Com os recursos do fundo de ciência e tecnologia, podemos investir naquilo que é estratégico para o Estado. E fazer o investimento neste banco de antígenos é, sem dúvida nenhuma, a melhor salvaguarda que o Estado do Paraná pode ter para dar pronta resposta em caso de necessidade”, destacou o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

    A Biogenesis Bagó é responsável por bancos de antígenos em vários países. E uniu sua experiência global com a expertise do Tecpar em saúde animal para garantir a segurança sanitária do Brasil. “A Biogénesis Bagó é responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006. Além de países como Taiwan e Coréia do Sul”, afirmou Marcelo Bulman, Country Manager da empresa.

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