Tag: vacinação

  • Brasil ativa banco contra febre aftosa na Argentina; entenda

    Brasil ativa banco contra febre aftosa na Argentina; entenda

    O Brasil colocou em operação o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, instalado em Garín, na Argentina. A medida reforça a resposta do país diante de emergências sanitárias e fortalece a proteção do rebanho nacional.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da entrega da estrutura. Segundo ele, a iniciativa amplia a credibilidade da defesa agropecuária brasileira. O banco armazenará antígenos usados na produção de vacinas contra a febre aftosa. Assim, o país poderá reagir rapidamente caso registre um foco da doença.

    A estrutura integra o plano de contingência brasileiro. O projeto ganhou importância após o reconhecimento, em 2025, de país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Esse status é estratégico para manter o acesso aos principais mercados importadores de proteína animal.

    Segundo o ministro, o governo escolheu a Biogénesis Bagó pela experiência internacional na produção de imunobiológicos para saúde animal. Além disso, André de Paula afirmou que o banco representa mais um avanço na consolidação da defesa sanitária brasileira.

    O ministro destacou que o reconhecimento internacional resultou de décadas de trabalho conjunto entre produtores, governos e serviços de defesa agropecuária. “O reconhecimento foi a coroação de muitos anos de esforço”, afirmou.

    Banco reforça confiança na carne brasileira

    André de Paula também comentou as restrições impostas pela União Europeia às exportações brasileiras de produtos de origem animal. Segundo ele, a criação do banco comprova o compromisso do Brasil com a sanidade animal. Além disso, fortalece a confiança internacional no sistema brasileiro de fiscalização. “Ninguém se torna o maior exportador de proteína animal do mundo sem ser muito rigoroso”, disse.

    O ministro afirmou ainda que a defesa sanitária exige aperfeiçoamento contínuo para acompanhar as exigências dos mercados internacionais. “Esse é um processo de evolução. Vamos trabalhar sempre com novas exigências e nos adaptar”, declarou.

    Reino Unido mantém compras brasileiras

    André de Paula informou que o Reino Unido continua importando produtos brasileiros normalmente. Segundo ele, essa decisão demonstra confiança na produção nacional, apesar das discussões envolvendo parte do mercado europeu.

    O ministro também afirmou que o Brasil trabalha para solucionar as divergências com a União Europeia. Sobre as cotas de exportação sem tarifas para o bloco, ele avaliou que conflitos fazem parte das negociações comerciais. “É natural que existam conflitos de interesse. Para isso existem as negociações”, afirmou. Ele acrescentou que o governo acredita em uma solução capaz de atender todas as partes.

    China e Estados Unidos permanecem no foco

    Ao comentar o mercado chinês, André de Paula afirmou que o governo busca ampliar as exportações brasileiras. Segundo ele, as oscilações nas compras da China refletem a dinâmica daquele mercado. O ministro ressaltou que essas mudanças não estão relacionadas à qualidade da carne brasileira. “O importante é a credibilidade da nossa carne”, afirmou.

    Questionado sobre as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, André de Paula disse que o governo continuará apoiando os setores mais afetados pelas restrições comerciais.

    Estrutura acelera resposta sanitária

    O Banco Nacional de Antígenos figura entre os principais instrumentos de contingência para países livres de febre aftosa sem vacinação. Em caso de emergência sanitária, o estoque permitirá acelerar a produção de vacinas.

    Com isso, as autoridades reduzirão o tempo de resposta e preservarão a sanidade do rebanho brasileiro. Além disso, a estrutura ajudará a manter o acesso da proteína animal brasileira aos mercados internacionais.

  • Como a vacinação está revolucionando a criação de tilápia no Brasil

    Como a vacinação está revolucionando a criação de tilápia no Brasil

    A criação de tilápia no Brasil enfrenta um inimigo duplo: Iridovírus e bactérias do gênero Streptococcus podem dizimar até 70% de um lote em poucas semanas. A boa notícia é que a vacinação combinada contra os dois agentes já demonstra resultados concretos. E transforma a equação econômica do produtor.

    Dados apresentados pela MSD Saúde Animal revelam que lotes de tilápia (Oreochromis niloticus) imunizados simultaneamente contra Iridovírus e Estreptococose atingiram taxa de sobrevivência de 95,3%. Ante apenas 71,9% nos grupos vacinados apenas contra Streptococcus. Além disso, o uso de antibióticos caiu mais de 60%, reduzindo custos operacionais e adequando a produção às exigências dos principais mercados importadores.

    “Os programas de sanidade na aquicultura evoluíram do tratamento com antimicrobianos para a prevenção abrangente, na qual a vacinação desempenha um papel essencial”, afirma Talita Morgenstern, coordenadora técnica da unidade de Aquicultura da MSD Saúde Animal.

    O problema: dois patógenos que se potencializam

    A intensificação da piscicultura brasileira criou condições favoráveis à proliferação de doenças. Altas densidades de estocagem em tanques-redes, reservatórios compartilhados e variações frequentes de temperatura elevam o estresse fisiológico dos peixes. Abrindo caminho para infecções em cadeia.

    O Vírus Infeccioso do Baço e da Necrose Renal (ISKNV), principal Iridovírus que afeta tilápias, pode provocar mortalidades superiores a 70% em um único surto, causando necrose de órgãos, anemia e letargia. Já a Estreptococose, provocada por Streptococcus agalactiae e Streptococcus iniae, responde por perdas que variam entre 30% e 80% em águas quentes, sendo considerada uma das doenças bacterianas mais devastadoras da espécie.

    A combinação dos dois agentes é especialmente perigosa. “O vírus compromete a imunidade do peixe, favorecendo a proliferação bacteriana secundária. A infecção bacteriana, por sua vez, gera inflamação e estresse metabólico que aceleram a replicação viral”, explica Talita. O resultado são surtos mais rápidos e letais do que os causados por um único patógeno.

    Além da mortalidade: o custo invisível das doenças

    As perdas não se limitam aos peixes mortos. Surtos de doença impactam a taxa de crescimento do lote, aumentam o descarte no abate e comprometem a uniformidade de peso. Portanto, fatores que corroem diretamente a margem do produtor.

    “Durante surtos, também são observadas deformidades, queda na conversão alimentar e aumento do tempo de cultivo”, alerta a coordenadora técnica. Lotes vacinados com o protocolo combinado apresentaram menor variabilidade de peso e maior uniformidade no abate, segundo os dados da empresa.

    Vacinação como investimento, não como custo

    Do ponto de vista financeiro, a redução no uso de antibióticos tem impacto direto nos custos de produção e na viabilidade de exportação. Mercados como a União Europeia e os Estados Unidos impõem limites rígidos ao uso de antimicrobianos em produtos aquícolas> E a conformidade com essas regras é condição para acesso a compradores internacionais.

    “Nos mercados externos, essas práticas fortalecem a imagem de sustentabilidade da aquicultura latino-americana”, destaca Talita, que reforça a necessidade de tratar a vacinação como parte de uma estratégia mais ampla: “Integrar o controle viral e bacteriano a um programa de biossegurança e gestão da qualidade da água é a chave para o sucesso.”

    Para o produtor, a mensagem é direta: a imunização combinada não é um gasto adicional, mas um investimento com retorno mensurável em sobrevivência, uniformidade de lote, redução de insumos e abertura de mercado.

  • Vacinação contra brucelose em São Paulo termina em 31 de dezembro

    Vacinação contra brucelose em São Paulo termina em 31 de dezembro

    A Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), alerta os produtores rurais que o prazo da campanha de vacinação contra a brucelose do segundo semestre encerra na quarta-feira, 31 de dezembro. A partir de 1º de janeiro, tem início a campanha do primeiro semestre de 2026, com prazo até 30 de junho para imunizar bezerras bovinas e bubalinas de três a oito meses de idade.

    Por se tratar de uma vacina viva, capaz de causar infecção ao manipulador, apenas médico-veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária pode aplicar o imunizante. O profissional é responsável por aplicar o imunizante e emitir o atestado de vacinação.

    A lista completa de veterinários habilitados pode ser consultada no portal oficial da Defesa Agropecuária: defesa.agricultura.sp.gov.br/credenciados.

    O responsável deve registrar a declaração de vacinação no GEDAVE

    O veterinário responsável deve registrar o atestado de vacinação no sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal) em até quatro dias após o procedimento. O registro dentro do prazo garante a validação da imunização dos animais.

    Caso ocorram divergências entre o número de animais vacinados e o rebanho declarado, o sistema envia uma notificação automática ao produtor e ao médico-veterinário por e-mail. Nessas situações, o proprietário deve corrigir as informações para efetivar a declaração.

    Identificação com bottons substitui marcação a fogo

    O modelo alternativo de identificação, aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), substitui a tradicional marcação a fogo, reduzindo o estresse animal e aumentando a segurança no manejo.

    A equipe identifica os animais imunizados com a vacina B19 com botton amarelo, enquanto marca as fêmeas vacinadas com a RB51 com botton azul. Em caso de perda ou dano do identificador, o produtor deve solicitar uma nova aplicação ao veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.

    O uso dos bottons é válido apenas no Estado de São Paulo. A legislação proíbe o trânsito de animais identificados por esse método para outros estados.

  • MS: prazo para registro da vacinação contra brucelose termina em 31 de dezembro

    MS: prazo para registro da vacinação contra brucelose termina em 31 de dezembro

    O prazo para registrar a vacinação contra a brucelose entra na reta final e ainda há 1.803 propriedades rurais em situação irregular no Mato Grosso do Sul, segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Os dados atualizados até segunda-feira (15) mostram que 48.578 fêmeas foram vacinadas entre julho e dezembro, mas seguem sem registro no sistema e‑Saniagro.

    O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, alerta que o registro é obrigatório e influencia diretamente os índices de cobertura vacinal do Estado. “Sem o registro, a imunização simplesmente não existe para fins sanitários. O prazo para regularizar tudo termina em 31 de dezembro”, reforçou.

    Durante a atualização semestral de rebanhos, encerrada em novembro, a Iagro notificou todos os produtores com pendências tanto pelo sistema e‑Saniagro quanto por e-mail. Mesmo assim, milhares de propriedades ainda não concluíram o processo.

    Ingold destaca que a falta de registro pode gerar autuações e impedir o trânsito de animais, afetando a rotina produtiva e comercial das fazendas. “É fundamental que os produtores resolvam as pendências o quanto antes para evitar prejuízos”, afirmou.

    Procedimentos e orientações

    A vacinação é obrigatória para todas as fêmeas de 3 a 8 meses de idade, devendo ser aplicada por médico-veterinário cadastrado ou vacinador autorizado.

    A marcação segue o padrão nacional:

    • B19 – número “5”;
    • RB51 – letra “V” no lado esquerdo da face.

    Após a aplicação, o produtor deve registrar obrigatoriamente a vacinação no e‑Saniagro.

    Importância sanitária e econômica

    A brucelose é uma das doenças de maior impacto econômico na pecuária, comprometendo a produtividade e a comercialização do rebanho. Manter altos índices de cobertura vacinal é essencial para reforçar a credibilidade sanitária do Mato Grosso do Sul, estado em que o agronegócio é pilar da economia.

    Em caso de dúvidas sobre notificações ou registros, a Iagro orienta os produtores a procurar a Unidade Local mais próxima. Os contatos estão disponíveis no site oficial

  • Prazo final para atualização de rebanhos em SP termina em 15 de Dezembro

    Prazo final para atualização de rebanhos em SP termina em 15 de Dezembro

    O prazo para a Campanha de Atualização dos Rebanhos encerra na próxima segunda-feira, 15 de dezembro. A declaração obrigatória está em vigor desde 1º de novembro e deve ser cumprida por todos os produtores rurais do estado.

    Desde 2023, com a retirada da vacinação contra a Febre Aftosa, os produtores passaram a ter a obrigação de atualizar seus rebanhos diretamente no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE). A medida visa manter o controle sanitário e a rastreabilidade dos animais em território paulista.

    Quais animais devem ser declarados

    A atualização não se limita apenas ao gado. Os produtores devem declarar no sistema:

    • Bovinos e búfalos
    • Equinos, asininos e muares
    • Suínos, ovinos e caprinos
    • Aves
    • Peixes e outros animais aquáticos
    • Colmeias de abelhas
    • Bicho da seda

    A não declaração dos rebanhos dentro do prazo pode acarretar sérias consequências para o produtor rural. Entre as principais estão o bloqueio da movimentação dos animais e a impossibilidade de emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para o transporte e comercialização. Além disso, o produtor pode estar sujeito a sanções administrativas.

    Como fazer a atualização do rebanho

    Os produtores têm três opções para realizar a declaração:

    • Online: diretamente pelo sistema GEDAVE
    • Presencialmente: em qualquer Unidade da Defesa Agropecuária distribuída pelo estado
    • Por e-mail: enviando o formulário disponível no site oficial da Defesa Agropecuária de São Paulo

    Vacinação contra brucelose segue durante todo o ano

    Paralelamente à campanha de atualização, a vacinação contra a brucelose teve mudanças importantes. Desde julho de 2025, a campanha passou a vigorar durante todo o ano, diferentemente do modelo anterior.

    As fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses devem ser vacinadas até 31 de dezembro. Por ser uma vacina viva e oferecer risco de infecção a quem a manipula, apenas médico-veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária pode aplicá-la.

    Prazos e procedimentos para vacinação contra brucelose

    O veterinário responsável pela imunização deve cadastrar o atestado de vacinação no GEDAVE em até quatro dias após a aplicação. A lista completa de profissionais habilitados está disponível em aqui.

    Em casos de divergência entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado no sistema, tanto o veterinário quanto o produtor serão notificados por e-mail cadastrado no GEDAVE. Nessas situações, o proprietário deverá regularizar a pendência para efetivar a declaração.

    Importância da regularização

    A atualização dos rebanhos é fundamental para a manutenção do status sanitário de São Paulo, garantindo a segurança alimentar e facilitando o comércio de produtos de origem animal tanto no mercado interno quanto para exportação.

    Produtores que tiverem dúvidas podem entrar em contato com as Unidades da Defesa Agropecuária mais próximas ou acessar o site oficial da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

  • Minas realiza exercício simulado para reforçar defesa contra febre aftosa

    Minas realiza exercício simulado para reforçar defesa contra febre aftosa

    O Governo de Minas Gerais intensificou a vigilância contra a febre aftosa com um exercício simulado de emergência sanitária realizado no município de Montes Claros, polo importante da pecuária no Norte do estado. O objetivo é testar a resposta rápida das equipes e reforçar a proteção do rebanho mineiro, estimado em 22,1 milhões de cabeças.

    Entre 23 de setembro e 3 de outubro, cerca de 300 servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de órgãos de 21 estados brasileiros e representantes de países sul-americanos participam da simulação.

    O exercício reproduz situação real. Após a notificação de suspeita em uma fazenda, fiscais do IMA inspecionam os animais para identificar sintomas como febre, aftas na língua, lábios, narinas e patas, salivação excessiva e perda de apetite. Eles podem levar à queda na produção de carne e leite. Amostras coletadas seguem para análise em Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA).

    Na eventual confirmação da doença, os protocolos sanitários incluem o abate dos animais infectados, preferencialmente com o enterro no local, conforme normas ambientais, segundo Izabella Hergot, gerente de defesa sanitária animal do IMA.

    Zona livre de febre aftosa sem vacinação

    Minas mantém o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecimento oficial que o Brasil recebeu em maio deste ano da Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). Mesmo assim, o governo estadual reforça a importância da vigilância ativa para evitar impactos econômicos e manter os acordos comerciais internacionais.

    O simulado utiliza tecnologia avançada, incluindo drones, veículos, equipamentos laboratoriais e um aplicativo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla). O app facilita a coordenação pública, mapeia zonas de risco, organiza equipes e distribui tarefas, garantindo agilidade nas ações. A ferramenta também chama atenção do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária (Panaftosa), que pode adotá-la futuramente.

    Foto: Diego Vargas / Seapa

    O histórico da febre aftosa no Brasil demonstra o impacto da doença antes da erradicação: queda nos preços da carne, insegurança do consumidor e prejuízos à cadeia produtiva. O médico-veterinário Vitoriano Dornas destaca que o simulado demonstra ao mercado internacional a capacidade de Minas em responder rápido e aplicar protocolos sólidos. Desde 2019, Minas investiu cerca de R$ 70 milhões em defesa agropecuária, sendo R$ 1 milhão dedicado para esta simulação.

    Gilberto Coelho é veterano do IMA desde 1972 e participante do simulado. Ele relembra que durante décadas a aftosa foi uma ameaça constante, com vacinação frequente e restrições comerciais nas propriedades afetadas. Mudanças importantes, como a transição para vacina oleosa em 1992 e programas de eliminação dos focos, abriram caminho para o controle da doença.

    Hoje, Minas Gerais celebra o avanço na erradicação, mas reforça o papel dos produtores rurais para manter a vigilância e evitar retrocessos. “Cinquenta anos não é muito tempo frente à complexidade da doença. E a parceria entre governo e produtores é fundamental para preservar essa conquista”, conclui Gilberto Coelho.

  • Vacinação contra brucelose em Minas já atinge 1,3 milhão de bezerras

    Vacinação contra brucelose em Minas já atinge 1,3 milhão de bezerras

    Minas Gerais avançou significativamente na vacinação contra a brucelose em 2025, imunizando mais de 1,3 milhão de bezerras bovinas e bubalinas na primeira etapa. Segundo dados do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), foram vacinadas 52,8% das bezerras de 3 a 8 meses registradas no primeiro semestre, superando a meta mínima de 40% estabelecida pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT).

    A segunda fase da campanha já está em andamento e os produtores que possuírem bezerras nessa faixa etária no segundo semestre têm até 31 de dezembro para realizar a vacinação. A declaração da imunização deve ser feita ao IMA até 10 de janeiro de 2026.

    O cumprimento dessa etapa é essencial para que Minas atinja a meta nacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Que exige cobertura anual mínima de 80% considerando as duas fases.

    O que é a brucelose

    A brucelose é uma doença que afeta a pecuária e pode ser transmitida a seres humanos, causando danos como abortos, queda na produção de leite e perda de peso dos animais. A vacina protege as fêmeas durante toda sua vida reprodutiva. Garantindo segurança alimentar e saúde do rebanho. A médica-veterinária do IMA, Guaraciaba Santana, destaca que “o avanço depende do engajamento de toda a cadeia produtiva para alcançar a meta nacional.”

    Para garantir a eficácia do programa, a vacinação deve ser realizada por veterinários cadastrados no IMA, com uso das vacinas B19 ou RB51 para bovinas e B19 para bubalinas. É proibida a vacinação de machos e fêmeas gestantes. Após a vacinação, o produtor deve apresentar atestado do médico-veterinário no Escritório Seccional do IMA para declarar a imunização dentro dos prazos estipulados. O não cumprimento das regras pode acarretar multas, bloqueios na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e restrições na venda de leite para cooperativas e laticínios.

  • Brasil receberá reconhecimento como livre de aftosa em maio

    Brasil receberá reconhecimento como livre de aftosa em maio

    A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecerá o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação no dia 29 de maio. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, fez essa afirmação nesta quarta-feira (19). Em geral, a certificação deve ampliar o acesso da carne bovina brasileira a mercados mais exigentes, como o Japão.

    Fávaro destacou que o reconhecimento representa um marco histórico para o setor pecuário. “Essa conquista era esperada há mais de 50 anos. A OMSA confirmou tecnicamente que o Brasil atendeu a todos os requisitos. A assembleia acontecerá em 25 de maio e a entrega do certificado está prevista para o dia 29”, afirmou durante audiência no Senado.

    Um evento deve celebrar a certificação no início de junho em Paris. “Vamos reunir parlamentares, governadores, indústrias da carne e produtores no dia 6 de junho para um churrasco brasileiro na capital francesa”, anunciou Fávaro.

    O reconhecimento deve impulsionar as exportações, principalmente para mercados que exigem a certificação sanitária. “O Japão paga melhor pela carne bovina. Enquanto a China paga US$ 5 mil por tonelada, os japoneses chegam a pagar US$ 8 mil”, destacou o ministro.

    Fávaro também informou que 98% dos países que haviam embargado a carne brasileira devido ao caso de doença de Newcastle no Rio Grande do Sul já retomaram as importações. No entanto, a China ainda mantém restrições à carne de aves do estado.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Paraná lidera crescimento na produção de frangos e suínos no Brasil
    + Agro em Campo: Ferrugem do cafeeiro: desafio econômico para a lavoura

  • SP: campanha de vacinação contra brucelose vai até 30 de Junho

    SP: campanha de vacinação contra brucelose vai até 30 de Junho

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou que a Campanha de Vacinação contra a Brucelose está em vigor em todo o estado. A vacinação, que se estende até o dia 30 de junho, é destinada a bovinas e bubalinas com idades entre três e oito meses.

    A brucelose é uma doença infecciosa que afeta principalmente o gado, podendo causar sérios prejuízos à produção pecuária. A vacinação é fundamental para prevenir a disseminação da doença e garantir a saúde do rebanho. A Lei estabelece que, por se tratar de uma vacina viva, a aplicação deve ser realizada por um médico-veterinário cadastrado, que também fornecerá um atestado de vacinação ao produtor.

    Mudanças no processo de vacinação

    Uma das principais mudanças nesta campanha é que a declaração de vacinação pelo proprietário não será mais necessária. Agora, o médico-veterinário responsável pela imunização deverá cadastrar o atestado no sistema informatizado de gestão de defesa animal e vegetal (GEDAVE) em até quatro dias após a vacinação. Isso simplifica o processo e garante maior eficiência na validação das imunizações.

    Se ocorrerem divergências entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado, o sistema notificará tanto o produtor quanto o médico-veterinário por mensagem eletrônica.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça a capital nacional da farinha de mandioca
    + Agro em Campo: Conheça a importância econômica da macaúba

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) aprovou o novo modelo de identificação dos animais vacinados contra a brucelose. A partir de agora, os animais vacinados com a vacina B19 receberão um botão amarelo. E aqueles vacinados com a vacina RB 51 terão um botão azul. Essa mudança representa uma alternativa à marcação a fogo, promovendo maior bem-estar animal e segurança para os produtores.

    Procedimentos em caso de perda ou danos

    Em caso de perda ou dano ao botão identificador, o responsável precisa solicitar uma nova aplicação ao médico-veterinário ou à Defesa Agropecuária. Se a aquisição do botão não for possível, a identificação dos animais deve seguir as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).

    A Campanha de Vacinação contra Brucelose é uma iniciativa crucial para a saúde do rebanho bovino em São Paulo. Com novas diretrizes e um processo simplificado, espera-se que mais produtores participem da vacinação. Desta forma, contribuindo para a erradicação da doença e garantindo a segurança alimentar no estado. Para mais informações sobre os médicos-veterinários cadastrados para realizar a vacinação, acesse o site da Defesa Agropecuária.

  • Brucelose – final da campanha de vacinação está chegando

    Brucelose – final da campanha de vacinação está chegando

    As campanhas de atualização de rebanhos e vacinação contra a Brucelose estão em andamento no Estado de São Paulo. O prazo final é até o próximo dia 31 de dezembro. Os produtores devem declarar as espécies existentes em suas propriedades e imunizar as bezerras com idades entre três e oito meses.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que os responsáveis só poderão emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) após atualizar completamente os dados das espécies, incluindo bovinos, búfalos, equinos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos.

    Os produtores podem realizar a atualização diretamente no sistema GEDAVE ou pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária. Também é possível enviar o formulário por e-mail, disponível no site da SAA.

    Mudanças na vacinação contra brucelose

    A campanha de vacinação contra a Brucelose passou por alterações normativas com a publicação da Resolução SAA nº 78/24 e das Portarias 33/24 e 34/24. A vacinação das fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses agora não exige mais a marcação a fogo. A identificação da vacinação será feita por meio de um identificador auricular do tipo botton.

    Os novos prazos para vacinação foram divididos em dois períodos: o primeiro vai de 1º de janeiro a 30 de junho, enquanto o segundo se estende de 1º de julho a 31 de dezembro. Os produtores que não vacinarem seus rebanhos dentro dos prazos estabelecidos terão a movimentação dos bovídeos suspensa até regularização junto às unidades da Defesa Agropecuária.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Monitoramento Agrícola: chuvas impulsionam cultivos de primeira safra
    + Agro em Campo: Sistema Antecipe: inovação de impacto na agricultura brasileira

    Entretanto, diferente das campanhas anteriores, agora não é mais necessária a declaração de vacinação pelo proprietário. O médico-veterinário responsável pela imunização deve cadastrar o atestado no sistema GEDAVE em até quatro dias após a vacinação para validar a imunização dos animais.

    Identificação alternativa e benefícios

    O novo modelo de identificação aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) é uma alternativa à marcação a fogo que visa promover o bem-estar animal e aumentar a segurança tanto para os produtores quanto para os veterinários. O botton amarelo identificará os animais vacinados com a vacina B19, enquanto o botton azul marcará as fêmeas vacinadas com RB 51.

    As revendas de insumos veterinários fornecerão os bottons e venderão os identificadores junto com as vacinas. Se houver perda ou dano do botton, o produtor deve solicitar uma nova aplicação ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.

    Vale ressaltar que o uso do botton é válido apenas dentro do Estado de São Paulo, sendo proibido o trânsito de animais identificados dessa forma para outros estados da federação.

    Com essas iniciativas, a Defesa Agropecuária busca garantir a sanidade animal no estado, promovendo práticas que favorecem tanto os produtores quanto o controle das doenças que afetam o rebanho.