Tag: vaca

  • Vaca “Melania” rouba a cena na feira de Trump em Washington

    Vaca “Melania” rouba a cena na feira de Trump em Washington

    A Great American State Fair, evento organizado pelo presidente Donald Trump para celebrar o 250º aniversário dos Estados Unidos, enfrentou uma sequência de contratempos desde sua abertura. Condições climáticas adversas forçaram os organizadores a cancelar atividades, e alguns artistas musicais desistiram de suas apresentações principais. Em meio a esse cenário, porém, uma participante conquistou a atenção do público: uma vaca batizada com o nome da primeira-dama Melania Trump.

    Piper Stolipher, aluna que apresentou o animal nas exposições da feira, contou ao The Washington Post como surgiu a ideia. Ela e os colegas da National FFA Organization, entidade anteriormente conhecida como Future Farmers of America, buscavam nomes que remetessem ao espírito patriótico da celebração dos 250 anos dos EUA.

    “Estávamos tentando criar nomes patrióticos para o 250º aniversário dos Estados Unidos, e achamos que Melania seria uma boa ideia porque é o nome da primeira-dama e as cores do cabelo combinam mais ou menos”, explicou Stolipher. “Simplesmente fez sentido.”

    Além de cuidar da apresentação do animal, a estudante celebrou a oportunidade de visitar a capital do país pela primeira vez durante um momento tão simbólico para o calendário nacional.

    “Melania” também cresceu como nome de bebê

    O nome escolhido pelos estudantes não é isolado. Dados da Administração da Seguridade Social dos Estados Unidos mostram que “Melania” ficou em quinto lugar entre os nomes femininos que mais cresceram em popularidade entre 2016 e 2017, período que coincide com o início do primeiro mandato de Trump. Na lista, o nome ficou atrás de outras escolhas em ascensão, como “Ensley” e “Oaklynn”.

    De origem grega e latina, o nome Melania significa “escura” ou “negra”, segundo o site especializado TheBump.com.

    Feira registra fechamentos por calor e chuva

    As exposições de animais figuram entre as atrações mais concorridas da Great American State Fair até o momento. Ainda assim, o público no National Mall pareceu reduzido ao longo do evento. Os organizadores precisaram fechar temporariamente as atividades na tarde de domingo devido ao calor extremo combinado com chuva forte.

    Quedas de energia também atingiram o evento, provocando o fechamento de uma roda-gigante e o derretimento de sorvetes vendidos na área de alimentação.

    Apesar dos contratempos, o presidente usou sua rede social, a Truth Social, na segunda-feira, 29 de junho, para defender o sucesso da feira. Ele questionou se o público reconhecia o “trabalho fantástico” de sua administração na organização do evento e comparou a iniciativa às gestões anteriores, afirmando que nem o ex-presidente Barack Obama nem o ex-presidente Joe Biden teriam conseguido promover uma celebração semelhante.

    Búfalo “sósia” de Trump vira atração em Bangladesh

    Além disso, a repercussão de animais associados ao presidente americano não ficou restrita aos Estados Unidos. Em uma fazenda de Narayanganj, cidade a cerca de 16 quilômetros da capital de Bangladesh, Dhaka, um búfalo albino de 700 quilos passou a atrair turistas e comerciantes pela semelhança com Trump.

    Foto: Montagem LightRocket via Getty Images

    O animal, de pele rosada, ganhou notoriedade nas redes sociais depois que os proprietários publicaram fotos no Facebook. Segundo o dono, o búfalo pertence a uma espécie de temperamento pacífico e só demonstra agressividade quando provocado.

    Uma visitante relatou ao jornal a primeira impressão ao ver as imagens do animal on-line. “Quando vi as fotos dele no Facebook, ele era a cara do Donald Trump. A estrutura facial e até o penteado dele são iguais aos do Trump.”

  • Concurso elege Miss Vaca 2026 e viraliza

    Concurso elege Miss Vaca 2026 e viraliza

    Um dos concursos mais curiosos do universo rural já tem sua nova campeã. A vaca Paloma, representante da província de Ourense, foi coroada Miss Vaca 2026 durante a grande final do tradicional concurso promovido pela Televisión de Galicia (TVG), na Espanha.

    O evento, realizado em junho, reúne produtores, telespectadores e amantes da cultura rural para escolher a vaca considerada mais bela e carismática da região da Galiza. A competição também costuma ganhar enorme repercussão nas redes sociais, acumulando milhões de visualizações todos os anos.

    O que é o concurso Miss Vaca?

    Criado em 2006, o Miss Vaca é um concurso de beleza bovina exibido anualmente pelo programa Luar, um dos mais tradicionais da televisão galega.

    Mais do que avaliar apenas a aparência dos animais, a disputa também considera características como beleza física, postura, personalidade e até mesmo o mugido das participantes.

    Na edição de 2026, a grande vencedora foi Paloma, representante de Ourense, que conquistou os jurados e o público com seu carisma.

    https://www.instagram.com/reel/DaEQpHBE9uC/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    A competição

    Durante os meses que antecedem a final, moradores das quatro províncias da Galiza enviam fotos e vídeos de vacas para participar da seleção.

    Após as etapas classificatórias, as finalistas disputam o título em um programa transmitido ao vivo.

    Por fim, a vencedora é escolhida por meio da combinação entre votação popular e avaliação de jurados.

    Uma tradição que une cultura e pecuária

    Muito além de um concurso inusitado, o Miss Vaca tornou-se um símbolo da identidade rural galega. O programa aproxima o público urbano do campo, valoriza os produtores locais e mantém viva uma tradição que mistura entretenimento, cultura e respeito aos animais.

    Com milhões de visualizações nas plataformas digitais, o evento segue como um dos maiores fenômenos da televisão regional da Espanha.

  • Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Como uma vaca brasileira passou a valer mais que uma mansão em Nova York

    Aos 8 meses de idade, ela já vencia todos os torneios em que entrava. Silvestre Coelho Filho, seu criador original, conta que, logo após o nascimento, já identificava na Viatina-19 um animal diferenciado pelo biotipo e pela beleza racial. O nome completo é Viatina-19 FIV Mara Móveis, e o sobrenome corporativo não surgiu por acaso: desde cedo, o animal indicava que se tornaria um ativo de alto valor, e não apenas gado.

    Em junho de 2023, compradores arremataram a vaca por R$ 21 milhões em Arandu, São Paulo, estabelecendo o recorde de vaca mais cara já vendida em leilão no mundo. Para dimensionar esse valor, o montante em dólares permitiria a compra de uma mansão com vista para o Central Park, em Nova York.

    Mas o dado mais relevante não está no preço. Ele revela a transformação em curso na pecuária de elite brasileira.

    Genética de milhões

    Viatina-19 vai além de uma vaca de aparência marcante. Na prática, ela funciona como um banco genético vivo, e seus proprietários conduzem o negócio com essa lógica. Eles lucram ao comercializar essa genética por meio da venda de prenhezes (embriões fertilizados implantados em receptoras) e de aspirações, que consistem na coleta direta de óvulos.

    Os números mostram a dimensão desse mercado. Em 2023, a genética de Viatina-19 gerou cerca de R$ 11,5 milhões em faturamento. Compradores chegam a pagar mais de R$ 1 milhão por uma filha do animal. Em maio daquele ano, um leilão beneficente vendeu uma prenhez por R$ 3 milhões e destinou toda a arrecadação às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

    A vaca reúne características como adaptabilidade, longevidade reprodutiva e eficiência alimentar, o que a torna uma fonte valiosa para o melhoramento da raça Nelore. Por isso, o mercado mantém forte disposição para investir nesse tipo de genética.

    Por que o Nelore vale tanto?

    O caso da Viatina-19 não surgiu isoladamente. Ele reflete décadas de investimento genético no Brasil. Criadores trouxeram a raça Nelore da Índia no final do século XVIII, e hoje ela representa cerca de 85% do rebanho nacional. Ao longo do tempo, o país aprimorou o animal por meio de seleção criteriosa.

    O Nelore apresenta alta tolerância ao calor, resistência a doenças e excelente adaptação ao pastejo, características que garantem eficiência no clima tropical. Esse avanço resulta de seleção genética contínua, uso de biotecnologia reprodutiva e um mercado de leilões que determina o valor dos animais.

    Eventos como a ExpoZebu, em Uberaba, exibem os melhores exemplares e reforçam o padrão de excelência que o Brasil busca consolidar globalmente. Nesse contexto, a Viatina-19 representa o ápice desse sistema.

    Três donos, uma estratégia

    Três investidores adquiriram a vaca em leilões distintos e hoje compartilham sua propriedade. O animal vive na Fazenda Napemo, em Uberaba, Minas Gerais, onde uma equipe especializada cuida de sua saúde, alimentação e bem-estar.

    A rotina inclui óleo de girassol nas orelhas, espaço privativo, segurança 24 horas e banhos diários com xampu hipoalergênico. Esse nível de cuidado reflete o valor estratégico do animal.

    Para a criadora Paula Coelho, gestora do Nelore Mara Móveis, a vaca representa mais do que retorno financeiro. Segundo ela, o animal elevou o plantel a um patamar nacional e internacional. Silvestre Coelho Filho também destaca o impacto da genética: atualmente, criadores de todo o país buscam descendentes da Viatina-19, o que amplia sua presença nos principais plantéis.

    O avanço não se limita ao animal original. Pesquisadores já desenvolveram um clone da Viatina-19, inaugurando uma nova fase na pecuária de elite com o uso combinado de biotecnologia e seleção genética.

    A filha Dandha conquistou o título de campeã na categoria bezerra na Expozebu 2024. Outras descendentes, como Pietra e Karisma, também alcançaram altos valores de venda, o que confirma a valorização contínua da linhagem.

    Especialistas estimam que a vaca ainda terá entre 8 e 10 anos de vida reprodutiva. Esse horizonte indica que sua influência genética ainda deve crescer significativamente. Com isso, o Brasil consolida um novo padrão de valor na pecuária, no qual a genética se torna o principal ativo.

  • Vaca austríaca surpreende cientistas ao usar vassoura como ferramenta

    Vaca austríaca surpreende cientistas ao usar vassoura como ferramenta

    Uma vaca da raça Braunvieh, chamada Veronika, ganhou destaque mundial após ser flagrada usando uma vassoura para se coçar de forma consciente. A cena, registrada em uma fazenda na Áustria, intrigou cientistas e resultou no primeiro estudo controlado que comprova o uso flexível de ferramentas por um bovino. Um comportamento até então restrito a primatas, golfinhos e aves.

    O fazendeiro Witgar Wiegele observou Veronika segurando galhos com a boca há mais de dez anos. A vaca movia os objetos metodicamente sobre o corpo, o que chamou a atenção da bióloga cognitiva Alice Auersperg, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena. Curiosa com o comportamento, a cientista decidiu investigar com mais rigor.

    Auersperg e o pesquisador Antonio Osuna-Mascaró realizaram testes controlados com Veronika, usando uma vassoura com escova em uma ponta e cabo liso na outra. A vaca recebeu o objeto em diferentes posições, ao longo de sete sessões, totalizando 70 tentativas. Em 73% dos casos, ela escolheu a ponta com escova para alcançar as costas. Já para coçar a barriga, o úbere e a região perianal, preferiu o lado do cabo.

    Técnica e adaptação surpreendem pesquisadores

    Além de escolher a ferramenta correta, Veronika modificava sua forma de segurar a vassoura conforme a área do corpo. Para alcançar regiões mais difíceis, como a parte traseira, ela segurava o objeto mais perto da escova, ampliando o alcance. Segundo Osuna-Mascaró, o padrão mostra que a vaca compreende a função das partes da ferramenta e as aplica de maneira estratégica.

    Reprodução: YouTube

    Esse comportamento vai além do ato comum de bovinos se esfregarem em troncos ou cercas. Veronika manipula a vassoura com precisão apenas com o focinho e os dentes — ajusta o ângulo e aplica força direcionada, o que exige coordenação fina e intenção clara.

    Descoberta muda a forma de entender a inteligência bovina

    O estudo, publicado na revista Current Biology, redefine os limites conhecidos da cognição animal. Para o especialista em comportamento animal Christian Nawroth, da Alemanha, a surpresa não está nas capacidades da vaca, mas nas suposições humanas sobre a inteligência dos animais de fazenda.

    Assim, a pesquisa abre novas perguntas sobre até onde vai a habilidade cognitiva dos bovinos. Os cientistas planejam investigar se Veronika conseguiria usar ferramentas para atingir objetivos diferentes, como obter comida, algo que primatas e corvos já demonstraram em laboratório.

    Por enquanto, uma coisa é certa: Veronika, a vaca austríaca que troca poste por vassoura, obrigou a ciência a olhar para o curral com outros olhos.

  • MS: prazo para registro da vacinação contra brucelose termina em 31 de dezembro

    MS: prazo para registro da vacinação contra brucelose termina em 31 de dezembro

    O prazo para registrar a vacinação contra a brucelose entra na reta final e ainda há 1.803 propriedades rurais em situação irregular no Mato Grosso do Sul, segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro). Os dados atualizados até segunda-feira (15) mostram que 48.578 fêmeas foram vacinadas entre julho e dezembro, mas seguem sem registro no sistema e‑Saniagro.

    O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, alerta que o registro é obrigatório e influencia diretamente os índices de cobertura vacinal do Estado. “Sem o registro, a imunização simplesmente não existe para fins sanitários. O prazo para regularizar tudo termina em 31 de dezembro”, reforçou.

    Durante a atualização semestral de rebanhos, encerrada em novembro, a Iagro notificou todos os produtores com pendências tanto pelo sistema e‑Saniagro quanto por e-mail. Mesmo assim, milhares de propriedades ainda não concluíram o processo.

    Ingold destaca que a falta de registro pode gerar autuações e impedir o trânsito de animais, afetando a rotina produtiva e comercial das fazendas. “É fundamental que os produtores resolvam as pendências o quanto antes para evitar prejuízos”, afirmou.

    Procedimentos e orientações

    A vacinação é obrigatória para todas as fêmeas de 3 a 8 meses de idade, devendo ser aplicada por médico-veterinário cadastrado ou vacinador autorizado.

    A marcação segue o padrão nacional:

    • B19 – número “5”;
    • RB51 – letra “V” no lado esquerdo da face.

    Após a aplicação, o produtor deve registrar obrigatoriamente a vacinação no e‑Saniagro.

    Importância sanitária e econômica

    A brucelose é uma das doenças de maior impacto econômico na pecuária, comprometendo a produtividade e a comercialização do rebanho. Manter altos índices de cobertura vacinal é essencial para reforçar a credibilidade sanitária do Mato Grosso do Sul, estado em que o agronegócio é pilar da economia.

    Em caso de dúvidas sobre notificações ou registros, a Iagro orienta os produtores a procurar a Unidade Local mais próxima. Os contatos estão disponíveis no site oficial

  • Acrobacia: vaca fica em pé nas patas traseiras atrás de petisco

    Acrobacia: vaca fica em pé nas patas traseiras atrás de petisco

    A cena chama atenção de qualquer pessoa: uma vaca se ergue completamente nas patas traseiras, esticando o pescoço ao máximo pra alcançar uma manga suculenta pendurada nos galhos da árvore. O vídeo é daqueles que a gente assiste duas, três vezes, e compartilha nos grupos da família com aquelas risadas de “olha que louco!”. Mas por trás dessa imagem curiosa e quase cômica, existe uma história bem mais complexa sobre comportamento animal, instintos de sobrevivência e riscos reais à saúde dos bovinos.

    https://www.instagram.com/reel/DRcEKb_gBwS/?igsh=YnRsaXBkbGNsdnho

    Quem tem criação sabe: bovino é um bicho curioso, e quando a coisa tá difícil no pasto, eles não pensam duas vezes antes de improvisar. Mas será que esse comportamento é normal? E mais importante: será que deixar o gado ter acesso livre às mangueiras pode trazer problemas sérios?

    Afinal, é normal vaca ficar em pé nas patas traseiras?

    Aqui a resposta precisa de um pouco de contexto. Diferente dos cavalos, que possuem mecanismos anatômicos específicos para descansar em pé por longos períodos, as vacas não compartilham essa habilidade. A anatomia bovina foi desenvolvida pra períodos prolongados de descanso deitada, e isso não é à toa.

    Porém, quando se trata de alcançar alimento, bovinos demonstram uma flexibilidade comportamental surpreendente. Como animais sociais que vivem em grupo e pastam de 9 a 11 horas por dia, os bovinos são constantemente motivados pela busca de alimentação. Se a comida tá no alto, eles arranjam um jeito.

    O comportamento de se erguer nas patas traseiras não é completamente estranho pra espécie. Especialmente quando estão em situações de competição por recursos ou quando existe um alimento muito atrativo fora do alcance normal. Acontece que vacas tem instintos adaptativos fortes. Num ambiente natural ou em pastagens extensivas, elas se esticam pra pegar folhas mais altas de arbustos, por exemplo.

    Mas aqui vai o ponto crítico: esse comportamento se torna preocupante quando o alimento em questão apresenta riscos. E manga entra nessa categoria com louvor.

    Manga no cardápio bovino: delícia ou cilada?

    Vamos ser sinceros: manga é irresistível. Doce, suculenta, aromática. E os bovinos pensam exatamente a mesma coisa. A manga é muito palatável para o gado, principalmente porque ela é muito rica em açúcares.

    Foto: divulgação – Embrapa

    A manga tem bom valor nutritivo e é bastante palatável para bovinos. Normalmente a fruta é mastigada, a casca e a polpa são ingeridas e o caroço cuspido. Até aí, tudo bem. O problema começa quando o bicho resolve engolir a fruta inteira. Com caroço e tudo.

    Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Rodrigo da Costa Gomes, dois problemas sérios podem derivar do consumo de manga por bovinos.

    Timpanismo: o perigo mortal do caroço

    O problema mais grave é o timpanismo, que ocorre pela obstrução do esôfago do animal. Dependendo do tamanho da manga, isso impede o bovino de conseguir se alimentar normalmente e expelir os gases que ele produz durante a digestão.

    O caroço pode obstruir o esôfago, provocando timpanismo por impedir a eructação (saída dos gazes produzidos no estômago), ou pode obstruir a passagem do estômago para o intestino.

    Quando o gado não consegue expelir os gases naturais da digestão, o rúmen incha de forma perigosa. O timpanismo é uma doença que impossibilita a eructação, causando acúmulo de gases e podendo levar o animal à morte. Isso impede que o bovino respire direito e, em casos extremos, leva o animal à morte rapidamente.

    Um relato científico mostra a gravidade da situação: num caso registrado em Sergipe, uma vaca leiteira em final de gestação apresentou timpanismo recidivante após ingerir manga. Durante cirurgia, foram retirados 174 caroços de manga do rúmen, mas o animal veio a óbito seis horas depois do procedimento.

    Acidose ruminal: o açúcar que desequilibra

    O segundo problema é metabólico. O açúcar da manga fermenta muito rapidamente no rúmen do animal e causa acidose ruminal, uma acidificação do rúmen. Esse problema metabólico pode levar à morte ou causar redução significativa no desempenho do animal.

    A acidose ruminal compromete todo o sistema digestivo do bovino e afeta diretamente a saúde e a produtividade do rebanho.

    Outros alimentos que oferecem riscos semelhantes

    Todo alimento que possa estar em um tamanho que cause obstrução, principalmente no esôfago, representa risco. São comuns relatos de obstrução com laranja, abacate e até tubérculos como pedaços de mandioca ou batata.

    Especialmente o pequeno produtor, que às vezes quer alimentar o gado no período seco sem atentar-se ao tamanho do alimento servido, pode acabar causando obstruções fatais sem perceber.

    É comum vacas comerem manga da árvore?

    Sim, é mais comum do que a maioria imagina. Especialmente em pequenas propriedades rurais onde as árvores frutíferas dividem espaço com as pastagens. Casos de animais que tem algum problema por excesso de ingestão de frutas como manga, abacate ou laranja são recorrentes no Brasil.

    Durante a época de safra, quando as mangas maduras começam a cair, os bovinos são naturalmente atraídos pelo cheiro e sabor adocicado. E quando as frutas no chão acabam, alguns animais mais “espertos” descobrem que podem alcançar as frutas ainda nos galhos – daí surgem as cenas de vacas “acrobatas”.

    O que fazer: orientações para pecuaristas

    A recomendação dos especialistas é clara: prevenir o acesso.

    O acesso às mangas deve ser evitado com cercas ou derrubando-se e recolhendo as frutas. Cortar a fruta ao meio já reduz o caroço a um tamanho seguro.

    Se possível, cerque a área de fruteiras para que os animais não tenham acesso à manga que cai no chão. Mesmo se não for possível cercar, no momento que as frutas estiverem caindo maduras, recolha-as para que o animal não tenha acesso.

    Algumas soluções práticas incluem:

    • Cercar as mangueiras durante a época de produção
    • Recolher diariamente as frutas caídas no chão
    • Picar as mangas antes de oferecer aos animais (se for o caso de usar como suplemento controlado)
    • Monitorar o comportamento do rebanho próximo às árvores frutíferas
    • Consultar um veterinário ao primeiro sinal de timpanismo ou desconforto abdominal

    Sinais de alerta: quando buscar ajuda veterinária

    Pecuaristas devem ficar atentos a sinais de timpanismo:

    • Aumento visível na região do abdômen (especialmente flanco esquerdo)
    • Animal para de se alimentar repentinamente
    • Demonstra dor abdominal (escoiceando a região ventral)
    • Dificuldade respiratória
    • Inquietação e desconforto

    Nesses casos, é necessário intervenção imediata para evitar a morte do animal.

    A lição por trás do vídeo viral

    Aquela vaca se equilibrando nas patas traseiras pra pegar manga pode parecer engraçada, mas conta uma história importante sobre instintos, adaptação e os riscos silenciosos da convivência entre criação animal e árvores frutíferas.

    O comportamento em si, de se erguer nas patas traseiras, não é necessariamente problemático. É parte da capacidade adaptativa dos bovinos. O problema real está no que eles estão tentando alcançar e nos riscos associados.

    Como sempre na pecuária, conhecimento é poder. Entender os comportamentos naturais dos animais e os perigos potenciais permite ao produtor tomar decisões informadas que protegem tanto o bem-estar do rebanho quanto a rentabilidade da atividade.

    Então da próxima vez que você ver um vídeo desses, pode até sorrir. Mas lembre-se de compartilhar também a informação: mangueira no pasto precisa de atenção. Afinal, prevenir sempre foi melhor que remediar.

  • Como um ‘disfarce’ de zebra em vacas rendeu prêmio científico ao Japão

    Como um ‘disfarce’ de zebra em vacas rendeu prêmio científico ao Japão

    Uma solução aparentemente bizarra, mas cientificamente comprovada, para um problema antigo da pecuária rendeu a uma equipe de pesquisadores japoneses um dos mais cobiçados (e divertidos) prêmios do mundo científico: o Ig Nobel de Biologia de 2025. O estudo demonstrou que pintar listras semelhantes às das zebras em vacas reduz drasticamente o número de picadas de moscas, oferecendo um método livre de pesticidas para o bem-estar animal.

    Foto: Reprodução

    A revista Annals of Improbable Research concede anualmente o Prêmio Ig Nobel, uma paródia do Nobel que busca “honrar conquistas que primeiro fazem as pessoas rirem e depois as fazem pensar”. O objetivo é celebrar o incomum, o imaginativo e, sobretudo, a curiosidade que impulsiona a ciência, mesmo por caminhos inesperados.

    A inspiração por trás das listras

    A pesquisa, conduzida por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa em Agricultura e Alimentação (NARO) do Japão, não surgiu do acaso. O Dr. Tomoki Kojima e sua equipe se inspiraram em estudos anteriores que já haviam elucidado um mistério da natureza: por que as zebras têm listras. A hipótese mais forte é que esse padrão único cria uma ilusão de ótica que confunde os olhos compostos das moscas picantes (como a mosca-do-estábulo, Stomoxys calcitrans), dificultando o pouso e, consequentemente, a picada.

    Diante do desafio de um produtor rural que buscava alternativas aos pesticidas, o Dr. Kojima teve um insight. “Se funciona para zebras, por que não para vacas?”, pensou. A equipe então partiu para testar a hipótese em vacas da raça Japanese Black (Wagyu).

    A metodologia e os resultados surpreendentes

    Os pesquisadores dividiram as vacas em três grupos. Um foi pintado com listras pretas e brancas. Já outro foi pintado apenas com listras pretas (grupo de controle para verificar o efeito da tinta, e não do padrão). Por fim, o último grupo não foi pintado.

    Os resultados, publicados em periódicos especializados, foram impressionantes. O número de moscas observadas picando as vacas listradas foi menos da metade em comparação com as vacas não pintadas.

    O comportamento das vacas listradas mudou significativamente. Elas apresentaram menos 20% de movimentos de repelência, como sacudir a cabeça, bater o rabo e escoicear, indicando um claro estado de maior tranquilidade e menor estresse.

    Impacto e limitações do método

    O estudo vai além da curiosidade. As picadas de moscas são um grande problema na pecuária. Causam estresse, perda de peso, redução na produção de leite e podem transmitir doenças. O método das listras oferece uma alternativa ambientalmente amigável, que pode reduzir o uso de inseticidas químicos, diminuir os custos para o produtor e mitigar o crescente problema da resistência de pragas a pesticidas.

    A principal limitação, como os próprios cientistas admitem, é a durabilidade. A tinta à base de água utilizada no experimento durou apenas alguns dias. A pesquisa agora busca desenvolver uma solução mais permanente, possivelmente em forma de vestimenta ou impressão direta no pelo do animal, que traga praticidade para uso em larga escala.

    Uma tradição de sucesso japonês

    Esta não é a primeira vez que o Japão se destaca no Ig Nobel. A conquista da equipe do Dr. Kojima marca o 19º ano consecutivo em que o país leva pelo menos um prêmio para casa. Com isso, consolidando uma tradição de pesquisas peculiares, porém rigorosas. Entre os vencedores históricos estão estudos sobre a percepção do sabor com hashis elétricos e a medição do atrito entre uma sola de sapato e uma casca de banana.

    Em seu discurso de aceitação, o Dr. Kojima agradeceu aos colegas, familiares e, de forma especial, ao produtor rural que o desafiou a pensar fora da caixa. “Este prêmio é um incentivo para continuarmos buscando soluções simples e criativas para problemas complexos”, declarou.

    O Ig Nobel de 2025 também celebrou outras dez pesquisas notáveis. Incluindo um estudo sobre o que acontece quando se diz a um narcisista que ele é inteligente. E também uma investigação para descobrir que tipo de pizza os lagartos preferem. Portanto, provando que o universo da ciência é vasto, diversificado e, acima de tudo, fascinante.

  • Nelore Pintado: conheça a variação mais bonita da pecuária

    Nelore Pintado: conheça a variação mais bonita da pecuária

    Entre tantas variações da raça Nelore, uma delas chama atenção até de quem não entende nada de gado: o Nelore Pintado. De origem indiana, ele se transformou em um verdadeiro cartão-postal da pecuária brasileira, porque combina rusticidade, produtividade e a beleza inconfundível da pelagem manchada, que mais parece pintura sobre tela viva.

    O peso da imponência

    Não é exagero dizer que o Nelore Pintado carrega o campo nas costas. Afinal, os touros chegam a bater 1.100 quilos, enquanto as vacas alcançam respeitáveis 650 quilos. Além disso, a carcaça é alongada, firme, e o porte, sempre imponente. Com manchas pretas ou vermelhas sobre fundo branco, o rebanho parece até desfilar passarela a céu aberto, embora esteja em plena pastagem.

    Adaptação que vale ouro

    Por um lado, o gado mostra rusticidade. Por outro, entrega refinamento. Resistente ao calor tropical, aos parasitas e às intempéries, o Pintado se adapta como quem já nasceu para o desafio. Dessa forma, garante boa conversão alimentar e, ao mesmo tempo, oferece carne de qualidade. Não à toa, os leilões de Nelore Pintado movimentam cifras milionárias, já que refletem o valor genético conquistado pela variedade ao longo das décadas.

    O touro ícone

    Foto: Divulgação – V3 Nelore Pintado

    Se existe um embaixador da raça, ele atende pelo nome de Pintor FIV L. Cançado. O touro, que morreu esse mês, se tornou referência nacional e, ao mesmo tempo, multiplicou sua genética em plantéis de elite. Assim, fortaleceu ainda mais a presença do Nelore Pintado no mapa da pecuária brasileira.

    A fêmea que fez história

    Foto: Divulgação

    Em 2025, uma vaca roubou a cena. Ibiza FIV Surreal foi avaliada em R$ 15,2 milhões, quebrando recordes e transformando a raça em ativo genético de altíssimo valor. Por isso, o feito virou símbolo do quanto a tradição pode caminhar de mãos dadas com o mercado moderno, mesmo em um setor marcado por raízes históricas.

    Mais que boi, um ícone cultural

    No vaivém das fazendas e dos leilões, o Nelore Pintado não é só gado. Pelo contrário, é metáfora de um Brasil que aprendeu a transformar rusticidade em sofisticação, tradição em negócio global. Entre o branco e as manchas coloridas, o rebanho estampa no couro a própria história da pecuária nacional.

    📌 Box informativo

    • Origem: Índia, consolidado no Brasil

    • Peso: touros até 1.100 kg; vacas até 650 kg

    • Pelagem: branca com manchas pretas ou vermelhas

    • Touro símbolo: Pintor FIV L. Cançado

    • Fêmea recordista: Ibiza FIV Surreal (R$ 15,2 milhões em 2025)

  • Carina, a vaca mais cara do mundo, “invade” Allianz Parque

    Carina, a vaca mais cara do mundo, “invade” Allianz Parque

    A vaca mais cara do mundo invade o Allianz Parque em leilão inédito, nos dias 12 e 13 de setembro de 2025. Pela primeira vez, o estádio do Palmeiras recebe um leilão de gado Nelore Padrão. O evento, batizado de Allianz Day’s, unirá tradição, genética de ponta e inovação em um cenário até então inimaginável para o agronegócio.

    A grande estrela será Carina, vaca Nelore que mudou a história da pecuária nacional. Tetracampeã da ExpoZebu, a principal feira do setor, ela ficou conhecida mundialmente, quando foi arrematada por mais de R$ 24 milhões. O valor a consagrou como o animal mais valorizado do planeta. Seu pedigree tornou-se um dos mais cobiçados, sinônimo de excelência no melhoramento genético e referência de produtividade.

    Carina simboliza a força da raça Nelore

    A raça Nelore, símbolo da pecuária brasileira, ganha ainda mais destaque com o leilão no Allianz Parque. Reconhecida por resistência, carne de qualidade e adaptabilidade, a linhagem reflete décadas de seleção criteriosa.

    Criadores investiram em atributos como performance e rusticidade para produzir animais de alto valor. Assim, o Brasil consolidou-se como líder global em gado de corte, exportando genética e carne para os maiores mercados do mundo.

    O Allianz Day’s reforça essa liderança ao levar o agro para um palco urbano. Enquanto pecuaristas buscam prestígio, investidores se aproximam de um setor bilionário que sustenta a economia brasileira.

    No centro desse movimento, a vaca mais cara do mundo simboliza a união entre tradição e modernidade na pecuária nacional.

    Allianz Day’s leva o agro para dentro do estádio

    A raça Nelore, símbolo da pecuária brasileira, ganha ainda mais destaque com o leilão no Allianz Parque. Reconhecida por resistência, carne de qualidade e adaptabilidade, a linhagem reflete décadas de seleção criteriosa.

    Criadores investiram em atributos como performance e rusticidade para produzir animais de alto valor. Assim, o Brasil consolidou-se como líder global em gado de corte, exportando genética e carne para os maiores mercados do mundo.

    O Allianz Day’s reforça essa liderança ao levar o agro para um palco urbano. Enquanto pecuaristas buscam prestígio, investidores se aproximam de um setor bilionário que sustenta a economia brasileira.

    No centro desse movimento, a vaca mais cara do mundo simboliza a união entre tradição e modernidade na pecuária nacional.

    No fim, o brilho das luzes do Allianz Parque iluminará não apenas o gramado, mas também a força da pecuária brasileira, setor que cresce, inova e conquista espaço no século XXI.

  • Você sabia? Vaca recordista na produção de leite é brasileira

    Você sabia? Vaca recordista na produção de leite é brasileira

    No mundo do leite, quem dita o ritmo nem sempre é a indústria. Às vezes, é uma vaca com nome de poema que vira manchete. E foi assim com Poesia, uma vaca recordista leite paranaense da raça Holandesa que hoje carrega o título de maior produtora de leite em 24 horas do planeta, com 144,2 kg ordenhados em menos de um dia. Isso mesmo: quase 150 litros de leite espremidos em três ordenhas num único ciclo solar.

    O feito aconteceu durante o Torneio Aberto de Leite da Exposição Agropecuária de Passos, em Minas Gerais, em 2023. Não era qualquer torneio. O evento segue as normas rígidas do Guinness World Records, com:

    • 🐄 Três ordenhas mecanizadas ao longo do dia

    • ⏱️ Fiscalização técnica com cronometragem precisa

    • 📋 Registro da produção total em até 24 horas

    • ✅ Avaliação sanitária e padronização do processo

    Mas engana-se quem pensa que Poesia surgiu de repente, como quem tropeça na fama. Nascida em Castro (PR) e criada na Fazenda Coqueiros, em Alpinópolis (MG), ela foi comprada ainda bezerra, em 2019, pelo produtor Diego Vaz de Oliveira. A aposta era melhorar o rebanho. O que se colheu foi um recorde mundial.

    🥇 Tabela: As maiores produtoras de leite do mundo em 24h

    Nome da vaca Raça Produção (kg) Ano do recorde Local do feito
    Poesia Holandesa 144,2 kg 2023 Passos (MG), Brasil
    Baleia Holandesa 132,2 kg 2023 Passos (MG), Brasil
    Marília FIV Teatro de Naylo Girolando 127,6 kg 2019 Uberaba (MG), Brasil

    Antes de Poesia subir ao trono, quem reinava na ordenha era outra brasileira — a vaca Baleia, também da raça Holandesa. Naquele momento, ela havia impressionado o mundo ao produzir 132,2 kg de leite no mesmo torneio, realizado poucos meses antes.

    Muito antes disso, no entanto, a coroa estava com Marília FIV Teatro de Naylo, uma Girolando que marcou época em Uberaba, em 2019, ao alcançar 127,6 kg em apenas 24 horas — um recorde que permaneceu invicto até 2020.

    As vacas recordistas mostram que:

    • O Brasil é potência mundial na pecuária leiteira

    • O investimento em genética, manejo e nutrição dá resultados

    • Os torneios revelam o que o campo tem de melhor: trabalho duro e técnica refinada

    Brasil na elite da produção leiteira

    Vaca Poesia é a recordista mundial na produção de leite, segundo o Guinnes
    Foto: Divulgação

    A façanha de Poesia, portanto, não é um raio em céu claro. Pelo contrário, trata-se do reflexo de décadas de investimento contínuo em ciência, manejo e profissionalização do campo. Ou seja, o Brasil já figura entre os maiores produtores mundiais de leite e, agora, também ostenta o recorde mundial de produção diária.

    E mais do que números impressionantes, esses recordes mostram:

    • Que o leite brasileiro é competitivo globalmente

    • Que o setor leiteiro nacional pode crescer ainda mais

    • Que vacas como Poesia são símbolos do potencial genético do agro brasileiro

    No campo, entre o mugido da vaca e o clique da ordenha, há também espaço para poesia — e agora, para recordes mundiais.

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