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  • Fazendas do Grupo Bertolo vão a leilão em SP para pagar dívida

    Fazendas do Grupo Bertolo vão a leilão em SP para pagar dívida

    A Justiça determinou o leilão de três propriedades rurais pertencentes à massa falida da Floralco Açúcar e Álcool, empresa do extinto Grupo Bertolo, localizadas em Santa Adélia, no interior de São Paulo. Juntas, as áreas somam cerca de 109,8 hectares e estão avaliadas em aproximadamente R$ 8,7 milhões.

    A plataforma Teza Leilões realizará o leilão de forma online com o objetivo principal de arrecadar recursos para pagar parte da dívida da companhia, atualmente estimada em R$ 2,11 bilhões.

    Etapas

    O processo será dividido em três etapas. A primeira fase começa em 8 de maio, com lances a partir do valor total de avaliação dos imóveis. Caso não haja propostas, a segunda etapa será iniciada em 12 de maio, permitindo descontos de até 50%. Se ainda assim não houver arremates, uma terceira fase ocorrerá entre 27 de maio e 11 de julho, com lances mínimos a partir de R$ 1 mil.

    As propriedades estão organizadas em três lotes distintos. O maior deles possui 58,08 hectares, avaliado em R$ 4,6 milhões, com infraestrutura completa que inclui casa-sede com 12 cômodos, imóveis de apoio, residências para funcionários, energia elétrica e abastecimento de água.

    O segundo lote conta com 38,39 hectares e está avaliado em R$ 3,07 milhões. A área tem localização estratégica às margens da Rodovia Washington Luís (SP-310), um dos principais corredores logísticos do estado de São Paulo.

    Já o terceiro lote possui 13,35 hectares, com valor estimado em R$ 1,06 milhão. A propriedade inclui casa-sede, pomar com árvores frutíferas e área destinada à produção agrícola, sendo uma opção atrativa para pequenos e médios produtores.

    Os interessados devem acessar o portal da Teza Leilões, onde estão disponíveis os editais, documentos e orientações para habilitação e envio de propostas.

    Crise e falência do Grupo Bertolo

    Fundado na década de 1930 como um negócio familiar voltado à produção artesanal de rapadura e cachaça, o Grupo Bertolo se consolidou como um dos principais nomes do setor sucroalcooleiro no Brasil. A empresa expandiu suas operações com as usinas Bertolo e Floralco, atuando na produção de açúcar, etanol, energia e comercialização agrícola.

    A crise financeira teve início em 2007, agravada pela queda nos preços do setor e pela crise econômica global de 2008. Que reduziu o crédito e pressionou os preços internacionais. Em 2010, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial, apontando fatores como alto endividamento, dificuldades operacionais, vendas antecipadas e falta de capital de giro.

    Sem conseguir reverter o cenário, a empresa acumulou prejuízos, interrompeu atividades e deixou de cumprir obrigações financeiras, levando à decretação da falência em 2017.

    Desde então, a empresa vendeu diversos ativos, incluindo imóveis, áreas agrícolas e equipamentos industriais.Um dos principais negócios foi a venda da Usina Floralco, em 2019, por R$ 54 milhões. Até o momento, a liquidação de ativos já arrecadou mais de R$ 197 milhões.

  • Brasil gera energia demais e ainda assim desperdiça, alertam missões no Vale do Silício

    Brasil gera energia demais e ainda assim desperdiça, alertam missões no Vale do Silício

    O Vale do Silício, berço de muitas das disrupturas tecnológicas que o Brasil tenta copiar, hoje vive uma autêntica mudança de identidade. E não é só sobre novos produtos: a própria forma de inovar está sendo redesenhada pela inteligência artificial.

    Enquanto o Vale do Silício se torna um laboratório de uso intensivo de IA, o Brasil volta a olhar para esse polo tentando traduzir esse modelo para o setor energético. A missão técnica organizada pela Insight Energy, liderada pelo CEO Sérgio Fagundes, passou por empresas que já operam com equipes enxutas, muitas vezes apoiadas por agentes de IA, e voltou com um alerta claro: o país tem potencial energético, mas ainda pouca cultura de eficiência e dados.

    “É impressionante ver o tamanho das fábricas voltadas para inovação, pesquisa e desenvolvimento. Existe um ecossistema inteiro funcionando de forma integrada, com foco em eficiência e melhoria contínua de processos”, relatou.

    A diferença é que, lá, a IA entra para acelerar testes, simulações e até automação de linhas de produção. Aqui, o desafio ainda é mais básico: organizar processos, reduzir ineficiências e parar de perder energia que já foi gerada.

    O Brasil gera energia demais e esbanja

    O Brasil enfrenta um problema pouco divulgado: em certos momentos, o sistema gera energia a mais e, em vez de aproveitá‑la, precisa desligar usinas. Isso acontece em um cenário em que 44,3% da matriz vem das hidrelétricas, 22,5% da solar e 13,4% da eólica.

    Hidrelétricas, por design, funcionam melhor em regime contínuo. Quando o operador corta produção, desgasta equipamentos e aumenta custos indiretos. “Hoje, em determinados momentos, geramos tanta energia que precisamos desligar hidrelétricas. Com o uso de baterias, seria possível armazenar esse excedente e otimizar o sistema”, disse Fagundes.

    O ponto central é que, enquanto o Vale do Silício discute como a IA vai reduzir estruturas e aumentar produtividade, o Brasil ainda discute como capturar e armazenar a energia que já tem à disposição.

    IA como pano de fundo dos novos modelos de fábrica

    Nos ambientes percorridos por Fagundes, a impressão é de que a IA está substituindo repetição humana, não pessoas inteiras. Equipes menores, apoiadas por agentes de IA, conseguem desenvolver e testar produtos que antes exigiriam dezenas de profissionais.

    Esse modelo impacta a forma como se pensa custo e escala. “O que diferencia um equipamento produzido em diferentes países muitas vezes é o custo. E o custo está diretamente ligado à eficiência. Se quisermos competir, precisamos produzir mais com menos, sem desperdício”, avalia o executivo.

    No setor energético, isso se traduz em modelagem de redes, previsão de geração, detecção de falhas e gestão de baterias. IA pode, por exemplo, antecipar momentos de pico de solar ou eólica e sugerir quando armazenar ou injetar energia. Ainda assim, o Brasil caminha lentamente nessa direção.

    O gargalo que segue sendo o fator humano

    O que mais surpreendeu a missão brasileira foi o contraste entre o imaginário sobre automação total e a realidade das fábricas. “Há muita gente trabalhando, homens e mulheres em igualdade, com tarefas bem definidas. O diferencial está na organização, no uso de ferramentas simples como códigos de barras e testes em cada etapa. O erro é tratado na origem, não é escalado”, destacou.

    Ainda assim, o executivo reforça que a produtividade não depende apenas de máquinas sofisticadas. “O ser humano, bem assessorado e com as ferramentas certas, produz muito bem. Todo mundo é capaz. O que existe é treinamento, disciplina e valorização de cada etapa do processo”, afirmou.

    A matéria da Folha sobre IA no Vale do Silício reforça essa leitura: o polo hoje exige mais disciplina de dados, capacidade de decidir rápido e menos “burocracia de linhas-code”. O Brasil, por outro lado, ainda convive com formação técnica desigual e curvas de aprendizado atrasadas.

    Educar, organizar e inovar

    Para Fagundes, a transição energética não depende só de leilões de baterias ou novas usinas. Depende de pessoa treinada para operar, monitorar e manter sistemas complexos. “Nosso maior potencial ainda não está sendo plenamente aproveitado porque falta qualificação. Não adianta ter recurso se não temos conhecimento para utilizá‑lo. Precisamos investir em formação técnica, em escolas profissionalizantes, em treinamento contínuo”, defendeu.

    A analogia que ele usa compõe bem o cenário. “É como uma orquestra. Cada pessoa executa sua função no tempo certo, com precisão. O resultado é harmonioso. E isso não acontece por acaso, pois é fruto de método, treinamento e dedicação”.

    Diante do que se observa no Vale do Silício, a mensagem fica mais clara: o Brasil corre o risco de chegar atrasado para o próximo ato da revolução energética se não conseguir, ao mesmo tempo, elevar o nível técnico da mão de obra e incorporar inteligência artificial na forma como planeja, gera e armazena energia.

  • Como as usinas de cana dominam o campo paulista sem serem donas da terra

    Como as usinas de cana dominam o campo paulista sem serem donas da terra

    As usinas de cana-de-açúcar encontraram uma forma silenciosa de dominar o campo paulista: em vez de comprar terras, elas as alugam. Desde os anos 1990, o setor sucroalcooleiro vem expandindo seus canaviais principalmente por meio de arrendamentos, incorporando propriedades de pequenos e médios agricultores sem transferir a posse formal. O resultado é uma concentração intensa no uso da terra no estado de São Paulo, mesmo que os registros cartoriais mostrem um quadro diferente.

    Um estudo publicado no periódico científico Land Use Policy apresenta essa conclusão. O pesquisador José Giacomo Baccarin, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Universidade Estadual Paulista, câmpus de Jaboticabal, assina o trabalho. E as informações aqui são de  matéria feita por Bruno Vaiano, no Jornal da Unesp.

    São Paulo lidera a produção nacional de cana-de-açúcar, respondendo por 54% da safra brasileira, 62% do açúcar produzido no país e 49% do etanol. O estado também ocupa posição de destaque no cenário mundial nessas três categorias.

    O mapa que os registros não mostram

    Os dados do levantamento revelam uma distorção significativa entre posse e controle da terra. Em 2017, estabelecimentos agrícolas com mais de mil hectares já ocupavam cerca de 45% da área agrícola paulista. Mas os imóveis rurais nessa mesma faixa de tamanho representavam apenas 21% do território usado para agricultura no estado.

    A diferença entre esses dois números evidencia o fenômeno: proprietários reúnem mais da metade do espaço controlado por esses megaempreendimentos em propriedades menores, sob um único administrador, por meio de contratos de arrendamento.

    Por que a cana exige estar perto

    A lógica do arrendamento tem raízes na própria biologia da cana-de-açúcar. Diferentemente da soja ou da laranja, a cana precisa ser processada em até 50 km do local de colheita. Caso contrário, perde qualidade e aumenta os custos de transporte, comprometendo a viabilidade econômica da operação.

    Essa exigência logística obriga cada usina a formar um cinturão de cultivo ao seu redor, disputando as áreas disponíveis dentro desse raio. A expansão, portanto, ocorre menos pela abertura de novas fronteiras agrícolas e mais pela incorporação de terras já cultivadas nas proximidades.

    “Cerca de 60% da cana moída em São Paulo é produzida pelas próprias usinas”, explica Baccarin. “Os outros 40% são adquiridos de fornecedores e agricultores independentes.”

    A mecanização que expulsou os pequenos

    Um ponto de inflexão para o setor ocorreu em 2007, com a adesão das usinas ao Protocolo Agroambiental para o Setor Energético da Cana-de-Açúcar de São Paulo. O acordo estabelecia o fim da queima da palha da cana até 2017 e a substituição da colheita manual pelo processo mecanizado.

    A transição exigiu pesados investimentos em máquinas agrícolas e adaptações no manejo das lavouras, como o uso de novas variedades de cana e o cultivo em parcelas maiores para viabilizar a operação dos equipamentos. Entre 2007 e 2017, 84% das usinas cumpriram o compromisso. Mas apenas 36% dos fornecedores independentes conseguiram se adaptar no mesmo período.

    Para os pequenos produtores, o obstáculo era econômico. Uma única máquina colhedora processa centenas de milhares de toneladas por safra. Em uma propriedade de 200 hectares, por exemplo, comprar o equipamento seria inviável. Alugar uma colhedora era a única alternativa mas, ainda assim, insuficiente para competir com a escala das usinas.

    Proprietários de terra, moradores da cidade

    O estudo de Baccarin também mapeia uma transformação social. Após arrendar as fazendas, boa parte dos proprietários migrou para centros urbanos e passou a viver da renda do aluguel rural enquanto atua no comércio ou no setor de serviços. As gerações seguintes, formadas em profissões urbanas, mostram pouco interesse em retomar a atividade agrícola.

    “Os filhos e netos dos primeiros arrendatários já não têm vocação nem capital para a agricultura. Eles se desfizeram dos tratores”, afirma o pesquisador.

    O futuro da cana e da terra paulista

    O setor sucroalcooleiro, no entanto, enfrenta novos desafios. Um quarto do etanol brasileiro já é produzido a partir do milho, que rende 400 litros por tonelada, contra 80 litros obtidos da cana. Ao mesmo tempo, o consumo de açúcar desacelera nos países mais ricos, pressionado pela crescente consciência sobre os malefícios dos alimentos ultraprocessados.

    Essas tendências podem frear a expansão dos canaviais paulistas nas próximas décadas e reorganizar a estrutura fundiária do estado.

    Para Baccarin, a concentração do uso da terra traz ganhos de eficiência e redução de custos, mas levanta questões que exigem atenção pública. Entre elas estão a distribuição de renda no campo, a responsabilidade ambiental em áreas arrendadas e a necessidade de políticas que incentivem a diversificação produtiva em pequenas propriedades, como o cultivo de frutas e hortaliças e a recuperação de matas nativas e nascentes.

  • Cuidado: produzir açúcar em casa pode te levar pra cadeia

    Cuidado: produzir açúcar em casa pode te levar pra cadeia

    Sabia que é proibido fabricar açúcar em casa no Brasil? Uma lei da ditadura militar, ainda em vigor, criminaliza a produção caseira de açúcar e seus derivados, como rapadura e melado, sob pena de detenção.

    O Decreto-Lei nº 16/1966, editado pelo general Castello Branco, proíbe a fabricação doméstica de açúcar e derivados da cana, como rapadura, sob a justificativa de controle estatal sobre a produção sucroalcooleira.

    Na época, o Estado tratava o açúcar como um produto estratégico para a economia brasileira e impunha rigoroso controle sobre sua produção e circulação.

    A legislação estabelece que produzir açúcar em “fábrica clandestina” (incluindo produção caseira) é crime, com pena de 6 meses a 2 anos de detenção.

    A norma também proíbe o armazenamento e comercialização sem notas fiscais e fora das cotas de produção, hoje inexistentes.

    Um decreto ultrapassado

    Criado em um período de forte intervenção estatal na economia, o decreto visava controlar a arrecadação de tributos e garantir o monopólio das usinas autorizadas. Na época, o açúcar era um produto de grande importância econômica, e o governo militar centralizava sua produção por meio do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), órgão extinto em 1990.

    Hoje, juristas e parlamentares criticam a lei por ser anacrônica e contraditória. O artigo 170 da Constituição garante a livre iniciativa e concorrência, princípios violados por essa proibição.

    Enquanto os produtores podem fabricar pães, queijos e geleias em casa, a legislação criminaliza a produção de açúcar artesanal, mesmo sem apresentar justificativa técnica ou risco comprovado à saúde pública.

    Tentativas de mudança

    Um projeto de lei (PL 156/24) tramita na Câmara para revogar trechos obsoletos do decreto, incluindo a proibição da fabricação artesanal. O deputado Rodrigo Valadares (União-SE), autor da proposta, argumenta que a lei é “inútil e mal escrita”, pois impede pequenos produtores de fabricarem rapadura e outros derivados da cana, comuns no Nordeste.

    Se aprovado, o projeto acabaria com a criminalização e permitiria a produção caseira, alinhando a legislação aos princípios constitucionais de liberdade econômica.

    Enquanto o PL não é votado, fabricar açúcar em casa teoricamente ainda é crime no Brasil, mesmo que a norma raramente seja aplicada. A discussão reflete um conflito entre legados autoritários e a modernização do direito econômico, mostrando como leis antigas podem persistir sem sentido na atualidade.

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  • Filhotes de ariranha são flagrados em Belo Monte

    Filhotes de ariranha são flagrados em Belo Monte

    Câmeras de monitoramento da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no Pará, registraram, pela primeira vez, filhotes de ariranha, o que indica um ambiente saudável na região desde o início do monitoramento em 2012. Essa ocorrência demonstra o sucesso das medidas de conservação implementadas no entorno da usina, conforme análise técnica do licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama.

    Desde 2012, a Norte Energia, responsável pela UHE Belo Monte, mantém um programa de monitoramento de mamíferos aquáticos e semiaquáticos no rio Xingu. O objetivo é mapear, estudar e promover a conservação de espécies ameaçadas.

     

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    Uma publicação compartilhada por Ibama (@ibamagov)

    As câmeras camufladas gravaram imagens detalhadas das ariranhas, também conhecidas como “onça-d’água”, “lontra-gigante” e “lobo-do-rio”. O vídeo mostra duas ariranhas adultas se aproximando da toca, de onde saem dois filhotes e outra ariranha adulta. Desde 1999, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) classifica a espécie como “vulnerável à extinção”.

    Raridade

    O registro é considerado raro devido à sensibilidade da espécie à presença humana, principalmente durante a criação dos filhotes. Roberto Silva, Gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia, destaca que a presença de filhotes de ariranha na área de influência de Belo Monte indica que o ambiente oferece condições para a reprodução da espécie.

    Os biólogos celebraram a aparição dos filhotes no reservatório artificial de 119 km², criado pela usina e integrado à Área de Preservação Permanente protegida. O acesso restrito favorece o abrigo e a reprodução da fauna silvestre.

    Ariranhas e seus filhotes avistados em toca na área de monitoramento da UHE Belo Monte

    Devido ao sucesso do projeto, o Ibama o selecionou para apresentação no II Fórum de Programas de Fauna do Licenciamento Ambiental Federal. A equipe da Norte Energia informou o registro de 280 animais aquáticos e semiaquáticos em 13 anos. Além do monitoramento, a empresa compartilha dados com instituições científicas e promove campanhas de conscientização para proteger as ariranhas e outros animais do Xingu.

    A ariranha, predadora no topo da cadeia alimentar, desempenha um papel crucial no equilíbrio do ecossistema, controlando a população de outras espécies. As ariranhas vivem em grupos de dois a dez indivíduos na região do Xingu, com todos os adultos participando da criação dos filhotes. A espécie, nativa da América do Sul e com um repertório vocal complexo, se alimenta principalmente de peixes. A caça para a exploração de sua pele contribuiu para o risco de extinção.

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