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  • Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    O presidente Donald Trump assinou hoje uma ordem executiva que elimina as tarifas de 40% aplicadas a diversos produtos brasileiros desde julho deste ano. A medida atinge principalmente itens agrícolas como café, carne bovina, frutas tropicais e castanhas. São produtos que tiveram forte impacto nos preços do mercado americano nos últimos meses.

    A decisão vem depois que os consumidores americanos sentiram no bolso o peso das tarifas. O Brasil é o maior fornecedor de café dos Estados Unidos. E com as sobretaxas acumuladas chegando a 50%, o preço do café no mercado americano subiu quase 20% em setembro comparado ao mesmo período de 2024.

    Essa alta nos preços virou dor de cabeça politica para Trump. Muitos eleitores começaram a rejeitar a medida. E especialistas apontam que a vitória de candidatos democratas nas eleições municipais em diversos estados foi um dos sinais claros da insatisfação popular com a gestão das tarifas.

    Lula conversou diretamente com Trump

    As negociações entre Brasil e Estados Unidos foram cruciais pra reverter o cenário. Segundo o comunicado oficial da Casa Branca, houve contato direto entre autoridades brasileiras e o governo americano, incluindo uma conversa entre os presidentes.

    “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa com o presidente brasileiro Lula, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz trecho da ordem executiva assinada por Trump.

    Medida é retroativa a novembro

    O documento tem efeito retroativo a 13 de novembro e lista uma ampla gama de produtos agrícolas beneficiados. Além de carne e café, a ordem inclui frutas e nozes, produtos de cacau, chá, especiarias, vegetais, raízes e tubérculos. A relação ainda contempla alimentos processados, bebidas, fertilizantes, minérios, combustíveis fósseis e derivados de petróleo.

    Na semana passada, o governo americano já havia removido a tarifa básica de 10% sobre importação de café, carne bovina, tomate, banana e outros produtos agrícolas que tinha sido anunciada em abril contra diversos parceiros comerciais.

    Quais produtos brasileiros ficaram mais baratos

    A lista de produtos liberados das tarifas é extensa e beneficia diversos setores da economia brasileira:

    • Carnes: todos os cortes bovinos, incluindo carne fresca, refrigerada, congelada, com osso ou desossada, além de miúdos como língua e fígado, e produtos como carne salgada e corned beef.
    • Café: desde o grão cru até o torrado, com ou sem cafeína, além de cascas, substitutos e extratos concentrados.
    • Castanhas e nozes: castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia e outras variedades, todas com e sem casca.
    • Frutas tropicais: manga, abacaxi, abacate, mamão, goiaba, banana, limão e açaí — tanto frescos quanto processados em polpas, sucos e preparações.

    Importante: alguns tipos de suco de laranja congelado e não concentrado ainda continuam pagando a tarifa adicional, segundo o documento.

    A lista também inclue especiarias como pimenta-do-reino, baunilha, canela e cravo; produtos de cacau; mandioca e seus derivados; inhame; tomate fresco; erva-mate; chás verde e preto; e itens mais específicos como palmito, cogumelos secos e bambu.

    Vitória para exportadores brasileiros

    A remoção das tarifas representa um alívio significativo para os exportadores brasileiros, que vinham enfrentando dificuldades pra competir no mercado americano com os preços inflacionados pelas sobretaxas. O setor agrícola, um dos pilares da economia brasileira, deve sentir os efeitos positivos da medida nos próximos meses.

    Agora resta saber se as negociações em andamento entre os dois países vão resultar em acordos comerciais mais amplos ou se novas tarifas podem surgir no futuro, dependendo do clima político em Washington.

    Amcham Brasil emite nota

    A Amcham Brasil avalia como muito positiva a decisão anunciada hoje pelo governo dos Estados Unidos de eliminar as sobretaxas de 40%, em vigor desde agosto, sobre um conjunto de produtos brasileiros. Incluindo itens relevantes da pauta exportadora para o mercado americano, como café, carnes bovinas, frutas e óleos essenciais.

    A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países.

    Ao mesmo tempo, a Amcham reforça a necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e Estados Unidos. Com o objetivo de estender a eliminação dessas sobretaxas aos demais produtos ainda impactados, com destaque para bens industriais. E de aprofundar a cooperação bilateral em temas de interesse mútuo.

  • Importadores de café correm contra o relógio nos EUA

    Importadores de café correm contra o relógio nos EUA

    Corretores e empresas de commodities intensificam as exportações de café brasileiro para os Estados Unidos. O objetivo é claro: desembarcar o máximo possível de grãos antes que a tarifa de 50% anunciada por Donald Trump comece a valer em 1º de agosto.

    O aumento nos preços ao consumidor, divulgado em dados recentes, mostra que as tarifas adotadas pelo governo norte-americano já impactam o bolso dos americanos, inclusive no café. Para fugir da elevação, comerciantes desviam navios em rota, cancelam paradas em outros portos e priorizam a entrada direta nos EUA, evitando o novo custo.

    Parte do estoque de café brasileiro que estava armazenado em países vizinhos, como Canadá e México, também segue agora na corrida para atravessar rapidamente a fronteira norte-americana. Importadores americanos já oferecem preços no atacado que consideram a tarifa de 50% para todo embarque após o prazo de agosto.

    Jeff Bernstein, CEO da RGC Coffee, detalha a estratégia: “Redirecionamos cargas para que elas cheguem antes nos EUA, encurtando rotas sempre que possível. Em alguns casos, não conseguimos acelerar.”

    Sem opções

    Não há alternativa para embarques ainda parados no Brasil. O país é responsável por um terço de todo o café consumido pelos americanos, que produzem apenas 1% do próprio consumo e dependem fortemente do produto brasileiro.

    No último ano, o preço do café nos EUA já avançou 70% devido à menor produção global. Agentes do mercado apoiam a avaliação de que a nova tarifa causará um novo salto de preços.

    Steve Walter Thomas, CEO da importadora Lucatelli Coffee, alerta: “Essa tarifa prejudica empresas americanas, não o Brasil. Para nós, é uma ameaça existencial.”

    Foto: Agência Agro em Campo

    A cooperativa brasileira Expocacer, que aumentou suas vendas para os EUA em 15% no último ano, afirma não haver renegociação para entregas após agosto. Segundo Simão Pedro de Lima, presidente da cooperativa, o imposto tem caráter local, recai sobre o importador e acaba sendo repassado ao consumidor. Desde o anúncio da tarifa, nenhum exportador fechou novos contratos.

    Mercado

    Especialistas avaliam que a medida pode reorganizar o mercado global. O café brasileiro tende a ganhar ainda mais espaço na Europa e na Ásia, enquanto os EUA devem buscar alternativas na África, América Central e América do Sul. Essa transição é considerada cara e difícil para importadores.

    Um corretor, sob anonimato, revelou que o café brasileiro responde por um terço das misturas de redes como Dunkin’ Donuts e Tim Hortons e também está entre os principais grãos usados pela Starbucks. As empresas evitaram comentar o impacto.

    A Associação Nacional do Café dos EUA reforçou: o café é essencial para dois terços dos adultos do país e representa um pilar da economia. A entidade pediu ao governo Trump que exclua o café das próximas tarifas sobre o Brasil.

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  • Empresários americanos e brasileiros se unem contra taxa de 50%

    Empresários americanos e brasileiros se unem contra taxa de 50%

    O governo dos Estados Unidos anunciou recentemente a aplicação de uma tarifa inédita de 50% sobre todas as exportações brasileiras. Com previsão de entrada em vigor a partir de 1º de agosto de 2025. A decisão foi formalizada em carta encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual Trump alegou “desequilíbrio comercial”. E também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal brasileiro, citando fatores políticos e práticas comerciais consideradas injustas como justificativa para o aumento da taxação.

    A nova tarifa é a mais alta dentre todos os países notificados pelos EUA nesta leva. E afeta diversos setores estratégicos da economia brasileira, como petróleo, aço, aeronaves, carne, café, celulose e suco de laranja. Só em 2024, o Brasil exportou cerca de 40,4 bilhões de dólares para o mercado norte-americano. Isso corresponde a 12% do total das exportações nacionais. Especialistas e entidades setoriais avaliam que a medida pode reduzir drasticamente o volume de embarques brasileiros. Além de elevar custos, comprometer a competitividade e gerar efeitos negativos em cadeia sobre empregos e produção industrial no país.

    Surpresa no Brasil

    Segundo autoridades brasileiras e representantes do setor produtivo, a taxação foi recebida com surpresa e preocupação. Isso por não haver justificativa econômica clara, e já motivou um movimento diplomático para tentar adiar ou reverter a medida. A Confederação Nacional da Indústria e outras associações defendem a abertura urgente de canais de negociação para evitar prejuízos ainda maiores.

    Além do impacto direto sobre exportadores, a iniciativa já teve reflexos no debate político interno, com membros do governo e senadores brasileiros cobrando uma reação à altura e a aplicação do princípio da reciprocidade, previsto por lei sancionada este ano.

    O contexto político também pesa na disputa: na mensagem oficial, Trump faz elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro. E também acusa o STF de censura e perseguição, o que elevou o tom da crise diplomática e pode dificultar uma solução negociada a curto prazo.

    Pressão Internacional e Pedido de Negociação

    Em resposta imediata ao anúncio, empresários americanos e as principais entidades do setor empresarial de ambos os países ressaltaram que a tarifa poderá “impactar produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de indústrias-chave americanas”.

    Mais de 6.500 pequenas empresas americanas dependem de produtos importados do Brasil. Além disso, cerca de 3.900 companhias dos EUA investem no mercado brasileiro, segundo dados da Amcham. O temor é uma escalada protecionista prejudicial para ambos os lados e para cadeias produtivas globais.

    O governo brasileiro, por sua vez, já sinalizou disposição para buscar entendimento diplomático de alto nível. Porém, também avalia medidas de retaliação e compensação caso não haja recuo ou flexibilização por parte da administração americana.

    A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram o seguinte posicionamento a respeito do anúncio do governo dos Estados Unidos sobre a proposta de aplicação de uma tarifa de 50% às exportações brasileiras, com início previsto para 1º de agosto:

    Nota oficial

    “A U.S. Chamber e a Amcham Brasil solicitam aos governos dos Estados Unidos e do Brasil que se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante.

    A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.

    Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.

    Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países. A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva — que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”

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  • Departamento de Agricultura americana: conheça os nomes de Donald Trump

    Departamento de Agricultura americana: conheça os nomes de Donald Trump

    Com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, os preparativos para a transição governamental começaram a ganhar destaque, especialmente em cargos estratégicos, como o de secretário do Departamento de Agricultura (USDA).

    A atenção se volta para a escolha do próximo titular dessa pasta, uma das mais robustas da administração americana, que conta com um orçamento proposto de US$ 151 bilhões para 2025 e cerca de 100 mil funcionários.

    Dois nomes são apontados como os principais candidatos para suceder o atual secretário, Tom Vilsack. O primeiro é Kip Tom, renomado produtor de milho e soja de Indiana, e o segundo é Sidney Carroll Miller, mais conhecido como Sid Miller, atual comissário de agricultura do Texas.

    Perfil dos candidatos

    Kip Tom, com 69 anos, carrega uma trajetória marcada por uma forte herança familiar no agronegócio, sendo a sétima geração de agricultores desde 1837. Ele transformou a Tom Farms em uma das maiores operações agrícolas do estado, com 10 mil hectares cultivados entre os Estados Unidos e a Argentina.

    Kip Tom tem trajetória marcada por uma forte herança familiar no agronegócio
    Kip Tom tem trajetória marcada por uma forte herança familiar no agronegócio

    Tom traz experiência diplomática pela sua trajetória. Ele atuou como embaixador da agência de alimentos das Nações Unidas durante o governo Trump, após ser nomeado em 2019. Além disso, ele participou de organizações influentes, incluindo a Indiana Economic Development Corporation e fundações voltadas para o futuro da agricultura.

    Sid Miller, também com 69 anos, tem um perfil mais político. Comissário de agricultura do Texas desde 2015, Miller se destaca pelo apoio fervoroso a Donald Trump e por sua atuação combativa. Formado em Educação Agrícola Vocacional pela Tarleton State University, ele começou sua carreira na Miller Nursery, uma empresa familiar de cultivo de árvores.

    Sid Miller, Comissário de agricultura do Texas desde 2015
    Sid Miller, Comissário de agricultura do Texas desde 2015

    Embora sua popularidade seja notável, Miller já esteve envolvido em controvérsias. Uma delas, por exemplo, foi ao culpar equivocadamente as turbinas eólicas por apagões em 2021 e promover teorias conspiratórias. Sua lealdade a Trump ficou evidente com a turnê de ônibus que iniciou em julho deste ano em apoio à campanha do presidente eleito.

    Importância da pasta

    fFundado em 1862, oDepartamento de Agricultura  desempenha um papel vital na economia e no bem-estar dos EUA, abrangendo áreas como segurança alimentar, inspeção e pesquisa agrícola. O próximo secretário terá a tarefa de gerenciar divisões importantes como o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS), o Serviço Florestal (USFS) e a Administração de Serviços Agrícolas (FSA). O desafio não se restringe a manter as operações, mas também a enfrentar novas demandas de sustentabilidade, mudanças climáticas e segurança alimentar global.

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    A decisão final de Trump, com a escolha entre a experiência internacional de Kip Tom e a trajetória política de Sid Miller, poderá indicar a direção que a nova administração pretende tomar no setor agrícola. Ou seja, com um enfoque mais diplomático e de expansão internacional ou uma abordagem mais tradicional e conservadora. E o principal, como isso vai afetar o agronegócio no Brasil.

  • EPA aprova novo herbicida glufosinato-P

    EPA aprova novo herbicida glufosinato-P

    A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) anunciou em 2024 a aprovação do glufosinato-P, um novo ingrediente ativo herbicida que promete ser uma alternativa viável ao dicamba, anteriormente restringido devido a preocupações com a saúde e o meio ambiente. A decisão marca um avanço na gestão de ervas daninhas, especialmente para culturas como milho, soja, algodão e canola.

    O glufosinato-P atua como um herbicida de amplo espectro, interferindo na fotossíntese das plantas e provocando a acumulação de amônia em níveis tóxicos. Ele se destaca por sua aplicação pós-emergente flexível, útil em culturas resistentes ao glufosinato, e é eficiente com uma menor taxa de aplicação, reduzindo a quantidade de químicos dispersos no ambiente.

    A novidade é considerada um avanço para os agricultores, que agora contam com uma solução mais eficiente e ambientalmente consciente. O glufosinato-P exige cerca de metade da quantidade de produto em comparação com opções anteriores, resultando em menor impacto ambiental. A EPA destaca que a inovação faz parte de uma nova estratégia para proteger espécies ameaçadas e promover a conservação ambiental.

    Avaliações de saúde e impacto ambiental

    Antes da aprovação, a EPA realizou análises rigorosas para verificar os possíveis riscos do herbicida. Enquanto os resultados não apontaram ameaças diretas à saúde humana, foram detectados riscos potenciais para algumas plantas e espécies animais, incluindo invertebrados terrestres e mamíferos. Em resposta, a EPA introduziu instruções de uso específicas para mitigar esses riscos, como a implementação de zonas de proteção de 10 pés para evitar a deriva de pulverização.

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    Entidades agrícolas expressaram preocupações com as restrições adicionais. A American Soybean Association (ASA) criticou as medidas, alegando que impõem desafios regulatórios injustos aos agricultores. Alan Meadows, da ASA, afirmou que a EPA cedeu a pressões ambientais, prejudicando os interesses dos produtores rurais. “Essas limitações ultrapassam as avaliações de segurança já existentes e estabelecem um precedente preocupante”, comentou.

    Medidas mitigatórias e perspectivas futuras

    A EPA esclareceu que as novas diretrizes têm como objetivo proteger habitats críticos e minimizar impactos negativos. Entre as precauções estão buffers para evitar a contaminação de áreas sensíveis. O glufosinato-P representa um marco na agricultura sustentável, equilibrando produtividade com responsabilidade ecológica e servindo de modelo para futuras aprovações de herbicidas sob o novo Quadro Estratégico de Herbicidas da agência.

    A decisão evidencia um esforço para conciliar a necessidade de controle de ervas daninhas com a preservação de espécies e ecossistemas, estabelecendo um padrão que poderá orientar políticas agrícolas e ambientais nos próximos anos.

  • Como o furacão Milton afeta o Brasil e o seu bolso?

    Como o furacão Milton afeta o Brasil e o seu bolso?

    O furacão Milton, que atingiu o pico de intensidade como um dos mais fortes da temporada, trouxe grandes impactos à agricultura dos EUA, especialmente nas áreas de cultivo de milho, algodão, frutas cítricas e cana-de-açúcar na Flórida e outras regiões afetadas no sul do país.

    As chuvas intensas e os ventos fortes danificaram plantações, interromperam cadeias de abastecimento e afetaram diretamente a colheita, já que muitas dessas culturas estavam em fase de maturação. Além disso, a destruição da infraestrutura energética também dificultou o uso de equipamentos agrícolas e o transporte dos produtos.

    Esse impacto na agricultura dos EUA pode gerar reflexos econômicos no Brasil. O aumento da demanda global por milho, por exemplo, devido à redução da oferta americana, pode favorecer exportações brasileiras, elevando os preços do grão no mercado internacional.

    Esse cenário também se aplica a outras commodities que o Brasil exporta, como açúcar e suco de laranja, já que a Flórida é um grande produtor de frutas cítricas. Contudo, essa valorização dos preços pode também pressionar o mercado interno. E isso resultar em aumento de custos para produtores brasileiros que dependem de insumos importados dos EUA, como fertilizantes e equipamentos agrícolas.

    Essas previsões ainda estão se desenrolando, e dependerá muito da capacidade dos agricultores americanos de se recuperarem e da resposta do mercado global às mudanças na oferta e demanda​

    Impactos do Furacão Milton na Agricultura dos EUA

    Furacões podem causar danos significativos à agricultura, incluindo danos às colheitas, inundações, afetar a logística e o aumento de doenças e praças na agricultura.

    Ventos fortes e chuvas intensas podem destruir plantações, especialmente aquelas que estão em fase de maturação. Isso é particularmente preocupante para culturas como milho e soja, que são sensíveis a condições climáticas extremas.

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    O excesso de chuva pode levar a inundações, afetando o solo e impedindo o acesso dos agricultores às suas terras. Isso pode atrasar a colheita e aumentar a perda de produtos.

    Estradas danificadas e infraestrutura afetada podem dificultar o transporte de produtos agrícolas para os mercados, resultando em perdas financeiras para os produtores.

    Condições úmidas podem favorecer o surgimento de doenças nas plantas e pragas, complicando ainda mais a recuperação das lavouras após o furacão.

    Efeitos no Brasil

    Os impactos do furacão Milton na agricultura dos EUA também podem ter outras consequências para o Brasil, afetando os preços das commodities, com mudança na demanda e com impacto nas exportações.

    Se as colheitas nos EUA forem severamente afetadas, isso pode levar a um aumento nos preços das commodities agrícolas no mercado global. O Brasil, como um dos principais exportadores de soja e milho, pode se beneficiar com preços mais altos.

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    A necessidade de importação de grãos pelos EUA pode aumentar se a produção local for insuficiente. Isso pode abrir oportunidades para os exportadores brasileiros.

    A logística e o transporte afetados nos EUA podem impactar a capacidade do Brasil de enviar produtos para outros mercados que dependem dos portos americanos.

    Os efeitos do furacão Milton sobre a agricultura nos EUA têm implicações diretas para o Brasil, tanto em termos de oportunidades quanto de desafios no comércio agrícola. A monitorização contínua da situação é essencial para que os produtores brasileiros possam se adaptar às mudanças no mercado global.