Tag: Unesco

  • Vinhos italianos ganham destaque em evento gastronômico

    Vinhos italianos ganham destaque em evento gastronômico

    Entre os dias 25 e 31 de maio, São Paulo sedia a 3ª edição da Settimana del Vino Italiano, evento que reúne 20 restaurantes italianos da capital para celebrar a diversidade e a cultura do vinho da Itália. A iniciativa leva ao público rótulos originários das 20 regiões do país, promovendo uma experiência completa de harmonização com a gastronomia típica.

    Durante o período, os restaurantes mantêm seus cardápios regulares, mas oferecem uma seleção especial de vinhos da região italiana que representam. Cada casa disponibiliza pelo menos um rótulo branco e um tinto, com opções em taça e garrafa.

    Evento ganha força após reconhecimento da UNESCO

    A edição de 2026 ocorre em um momento simbólico para a cultura italiana. Em dezembro de 2025, a UNESCO reconheceu a cozinha italiana como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, tornando-se a primeira culinária nacional a conquistar o título de forma integral.

    O calendário gastronômico em São Paulo acompanha esse reconhecimento com três eventos ao longo do ano: a Settimana del Vino Italiano, em maio; a Settimana della Pizza, em julho; e a Settimana della Cucina Regionale Italiana, em outubro, considerada o maior evento de gastronomia italiana do Brasil.

    Rótulos destacam diversidade regional

    A seleção de vinhos inclui rótulos de diferentes terroirs italianos. Entre os destaques estão:

    • Praidis Vermentino di Sardegna DOC 2024, da Cantina Castiadas, servido no Ristorantino Caffè
    • Tinaia Salice Salentino Bianco DOP 2024, da Due Palme, presente no Supra di Mauro Maia
    • Teroldego Rotaliano Classico DOC 2022, da Vescovi Ulzbach, disponível no Zena
    • Conte Carlo Enrico Roma DOC 2023, servido no Tre Bicchieri

    Os vinhos representam desde regiões alpinas até áreas mediterrâneas, evidenciando a amplitude da produção italiana.

    Potencial do vinho italiano no Brasil

    A Itália lidera o número de castas autóctones no mundo, com mais de 500 variedades reconhecidas. O país também ocupa posição de destaque em certificações de origem e produz vinhos em todas as suas regiões.

    Apesar da forte presença da culinária italiana no Brasil, o consumo de vinhos do país ainda apresenta espaço para crescimento. A Settimana del Vino Italiano surge como uma estratégia para ampliar esse mercado e aproximar o público brasileiro da diversidade dos rótulos italianos.

    Relações comerciais e integração cultural

    O evento também reforça as relações entre Brasil e Itália, especialmente diante do avanço do acordo entre União Europeia e Mercosul.

    Segundo Graziano Messana, presidente da ITALCAM, a iniciativa fortalece a integração cultural e comercial entre os países. Já o cônsul geral da Itália em São Paulo, Domenico Fornara, destaca que o vinho representa uma expressão cultural e que o acordo tende a ampliar o acesso a produtos italianos no Brasil.

    A Settimana del Vino Italiano conta com coordenação da Câmara de Comércio Italiana de São Paulo (ITALCAM) e apoio do Consulado Geral da Itália, Accademia Italiana della Cucina, Istituto Italiano di Cultura, ENIT e importadoras brasileiras.

  • Turismo na Serra da Capivara cresce 42,8% em janeiro

    Turismo na Serra da Capivara cresce 42,8% em janeiro

    O Parque Nacional da Serra da Capivara, um dos destinos mais emblemáticos do turismo histórico e ecológico do Brasil, registrou aumento expressivo no número de visitantes em janeiro de 2026. Segundo dados dos sistemas oficiais de monitoramento, o local recebeu 5.908 visitas, contra 4.136 no mesmo mês do ano passado — uma alta de 42,8%.

    O crescimento indica o fortalecimento da visitação organizada e responsável, alinhada às diretrizes de conservação ambiental, pesquisa científica e turismo sustentável. As visitas ao parque são regulamentadas e realizadas com o acompanhamento de condutores credenciados, assegurando a proteção dos sítios arqueológicos e dos ecossistemas da Caatinga.

    Patrimônio mundial e referência arqueológica

    Reconhecido pela Unesco desde 1991 como Patrimônio Cultural da Humanidade, o Parque Nacional da Serra da Capivara abriga a maior concentração de sítios de arte rupestre das Américas. Com registros que ajudam a compreender a origem e presença mais antiga do ser humano no continente.

    Com mais de 129 mil hectares de área protegida e 1.200 sítios arqueológicos catalogados, muitos abertos à visitação, a unidade se destaca como um importante polo de pesquisa científica e conservação ambiental. Além de preservar o acervo pré-histórico, protege espécies raras da fauna e flora típicas da Caatinga, reforçando seu valor ecológico e cultural.

    Turismo sustentável e impacto regional

    Para o secretário de Estado do Turismo, Daniel Oliveira, o aumento da visitação confirma o papel estratégico do parque no desenvolvimento do turismo sustentável do Piauí.

    “A Serra da Capivara é um patrimônio da humanidade e um orgulho para todos os piauienses. O crescimento no número de visitantes mostra que estamos no caminho certo ao promover o turismo responsável. Portanto, valorizando nossa história, a ciência e a conservação ambiental, ao mesmo tempo em que geramos oportunidades para as comunidades do entorno”, afirmou.

  • Expedição na Serra da Capivara explora riquezas arqueológicas e turísticas

    Expedição na Serra da Capivara explora riquezas arqueológicas e turísticas

    A Serra Branca, na região da Serra da Capivara, sul do Piauí, recebeu nesta sexta-feira (10) uma expedição que percorreu seus principais atrativos turísticos e arqueológicos. O secretário de Turismo do Piauí, Daniel Oliveira, liderou a visita técnica ao Circuito da Serra Branca, território que concentra sítios arqueológicos reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco.

    Foto: Ascom Setur

    A região preserva pinturas rupestres milenares que registram a vida e a cultura dos primeiros habitantes do território. Durante a expedição, o grupo visitou as Tocas do Caboclo da Serra, do João Sabino, do Juazeiro e do Vento. Cada sítio apresenta características históricas e arqueológicas únicas, com registros que documentam milhares de anos de ocupação humana.

    Natureza e história se encontram

    Além dos sítios arqueológicos, a comitiva conheceu o Olho D’Água, um refúgio natural onde a água emerge em meio à vegetação típica da caatinga. O local forma um oásis no semiárido piauiense e demonstra a riqueza ambiental da região.

    Representantes da Prefeitura de São Raimundo Nonato, incluindo a secretária de Turismo municipal, Katiúscia Ribeiro, e equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanharam a visita.

    Turismo como vetor de desenvolvimento

    Daniel Oliveira enfatizou o papel estratégico do turismo para a economia local. “Nossa missão é fortalecer o turismo, integrando cultura, história e natureza, e mostrar ao mundo que o Piauí é um destino que une experiências únicas, preservação ambiental e valorização das comunidades locais”, declarou o secretário.

    Waltércio Torres, guia que atua na Serra da Capivara há mais de 30 anos, conduziu a expedição e compartilhou sua experiência. “Cada pintura rupestre, cada formação rochosa conta uma história. A Serra Branca é um livro aberto da humanidade, e é impossível visitar e não se emocionar com a ligação entre o homem que aqui viveu e a natureza”, afirmou.

    Biodiversidade e cultura local

    O Circuito da Serra Branca destaca-se pela diversidade ambiental. A caatinga, bioma exclusivo do semiárido brasileiro, abriga espécies endêmicas de fauna e flora e mantém um equilíbrio ecológico sensível. Pequenas comunidades locais preservam o patrimônio e oferecem artesanato, gastronomia típica e hospitalidade aos visitantes.

    A expedição reforça o compromisso do Governo do Piauí com o turismo sustentável, modelo que integra desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural. A iniciativa consolida o estado no cenário turístico nacional e internacional, apresentando sua história, cultura e natureza como patrimônios a serem explorados e protegidos.

    Serviço:

    • Local: Serra Branca, Serra da Capivara, São Raimundo Nonato (PI)
    • Patrimônio: Sítios arqueológicos reconhecidos pela Unesco
    • Mais informações: Secretaria de Turismo do Piauí
  • Minas cria “Queijoteca” para preservar DNA dos queijos artesanais

    Minas cria “Queijoteca” para preservar DNA dos queijos artesanais

    Por trás do sabor inconfundível do Queijo Minas Artesanal existe um universo microscópico que a ciência agora quer desvendar e preservar. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) lançou um projeto pioneiro para criar a primeira “Queijoteca Artesanal” do Brasil – uma coleção científica dos microrganismos responsáveis pela identidade única dos queijos mineiros.

    O foco principal da pesquisa é o soro fermento natural, conhecido regionalmente como “pingo” – o ingrediente secreto que diferencia cada região produtora. Este líquido amarelado concentra bactérias láticas específicas que conferem sabor, aroma e textura característicos aos queijos artesanais.

    “O pingo é a principal fonte de microrganismos benéficos responsáveis por influenciar os compostos de sabor, textura e aroma dos queijos artesanais”, explica Daniel Arantes, pesquisador da Epamig e coordenador do projeto. “Queremos identificar o potencial de antagonismo dessas bactérias contra microrganismos patógenos e investigar seu uso como fermento natural.”

    Investimento millionário em tradição

    Com recursos de R$ 2,1 milhões financiados pela Fapemig, o projeto “Estudo do fermento endógeno dos Queijos Artesanais em Minas Gerais” abrange as dez regiões produtoras reconhecidas oficialmente no estado.

    “Investir neste tipo de pesquisa é investir na preservação e aprimoramento dos modos de fazer o Queijo Minas, já reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco”, destaca o vice-governador Mateus Simões.

    Ciência encontra tradição familiar

    A pesquisa conta com a participação direta de produtores locais, como Joelma Tarôco, do Campo das Vertentes. Sua família transformou a tradição leiteira em negócio de queijos artesanais após anos de tentativas.

    “Não é fácil trabalhar com leite cru, passamos por muitos desafios”, conta Joelma. “A Epamig está muito conosco. Sempre buscamos parcerias com a pesquisa para termos um produto de qualidade.”

    A queijaria familiar, projetada em 2013, representa uma história de persistência. Após várias tentativas frustradas, foi em 2015 que a mãe de Joelma assumiu a produção e conquistou a primeira certificação estadual. Hoje, os Queijos Tarôco são distribuídos em todo o Brasil.

    Preservação do patrimônio genético

    O projeto vai além da catalogação. Os pesquisadores pretendem:

    • Identificar bactérias láticas únicas de cada região produtora
    • Investigar o potencial probiótico dos microrganismos
    • Desenvolver fermentos naturais para queijos autorais
    • Garantir controle de qualidade dos produtos artesanais
    • Preservar a biodiversidade microbiana mineira

    Impacto econômico e cultural

    A iniciativa fortalece as bases científicas da cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal, um setor que movimenta milhões na economia mineira e representa importante fonte de renda para famílias rurais.

    A expansão do agroturismo e da Rota do Queijo também se beneficia da pesquisa, oferecendo aos visitantes produtos com autenticidade científica comprovada.

    Com a “Queijoteca Artesanal”, Minas Gerais se posiciona na vanguarda da preservação científica de tradições alimentares. O acervo microbiológico servirá como recurso estratégico para futuras pesquisas e garantirá que as próximas gerações mantenham acesso aos sabores autênticos que tornaram o queijo mineiro mundialmente reconhecido.

    A pesquisa participativa envolvendo produtores, associações e instituições da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos Artesanais (RMQA) demonstra como ciência e tradição podem caminhar juntas na preservação do patrimônio cultural brasileiro.

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  • Unesco reconhece Queijo Minas Artesanal como patrimônio da humanidade

    Unesco reconhece Queijo Minas Artesanal como patrimônio da humanidade

    Os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal receberam, nesta quarta-feira (4), o reconhecimento da Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O anúncio ocorreu em uma reunião em Assunção, no Paraguai, marcando um momento histórico para Minas Gerais e o Brasil.

    Ou seja, a conquista destaca a rica identidade cultural mineira, tornando o Queijo Minas Artesanal o primeiro produto da cultura alimentar brasileira a integrar a Lista Representativa da Unesco. “Hoje é um dos dias mais especiais do meu governo”, celebrou o governador Romeu Zema em pronunciamento no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, ele enfatizou o impacto do título na geração de renda para produtores familiares e no fortalecimento do turismo no estado.

    O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, classificou a decisão como uma vitória nacional. “Esse título eleva o nome de Minas ao cenário mundial e valoriza séculos de saberes que traduzem a essência da mineiridade”, afirmou.

    Reconhecimento da Unesco fortalece tradições e economia

    O título celebra as tradições ancestrais e os saberes acumulados por mais de 300 anos. Portanto, segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, o reconhecimento reflete o esforço do governo em promover boas práticas, avanços legislativos e pesquisas voltadas para a qualidade do produto. “Essa conquista vai valorizar o queijo e abrir novos mercados”, destacou.

    O trabalho em prol da candidatura começou em setembro de 2022, durante o 4º Festival do Queijo Artesanal Mineiro. Desde então, o Governo de Minas, junto com entidades como o Iphan, Sebrae e Emater, desenvolveu ações para promover o Queijo Minas Artesanal no Brasil e no exterior.

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    Celebrações espalham cultura mineira pelo estado

    Para comemorar o reconhecimento, uma série de eventos foi organizada em Belo Horizonte e no interior. No Palácio da Liberdade, apresentações do violinista Marcus Viana e do Coro Sinfônico do Palácio das Artes marcaram a celebração, acompanhadas por um show de drones que projetou imagens de queijos e montanhas mineiras.

    De quinta (5) a domingo (8), cerca de 80 jornalistas visitarão as dez regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal. Além disso, no dia 15, Belo Horizonte receberá a apresentação do maior queijo minas padrão do mundo, produzido em Ipanema, no Vale do Rio Doce.

    Espetáculos de drones também iluminarão o céu de cidades como São Roque de Minas, Diamantina, Araxá e Uberlândia, entre 6 e 14 de dezembro.

    Impacto econômico e cultural

    Com cerca de nove mil produtores, a cadeia do Queijo Minas Artesanal gera 50 mil empregos diretos e indiretos em Minas Gerais. Em resumo, a produção anual de 40 mil toneladas movimenta mais de R$ 2 bilhões, consolidando o estado como potência da economia criativa.

    O reconhecimento pela Unesco não apenas valoriza a herança cultural mineira, mas também impulsiona o turismo sustentável e a economia regional, destacando Minas Gerais no cenário global.