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  • O que o brasileiro está colocando no prato e o que isso diz sobre o futuro da alimentação no país

    O que o brasileiro está colocando no prato e o que isso diz sobre o futuro da alimentação no país

    O ato de comer vai muito além da fome. Ele carrega história, cultura, economia e escolhas que moldam não apenas a saúde individual, mas o futuro dos sistemas alimentares de todo um país. No Brasil, esse cenário é ao mesmo tempo rico e preocupante.

    Os hábitos alimentares dos brasileiros são determinados por uma combinação de fatores econômicos, sociais, culturais, geográficos e psicológicos. Esses elementos, em geral, são interdependentes e se influenciam mutuamente.

    O problema é que, nas últimas décadas, um movimento global vem substituindo alimentos com significado cultural e tradições ancestrais por produtos ultraprocessados industrializados. Esse processo provoca a homogeneização dos hábitos alimentares, e seus efeitos já são visíveis nos dados de saúde da população.

    Os números que preocupam

    O avanço dos ultraprocessados no cardápio brasileiro tem consequências diretas e graves. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2020, mais da metade dos adultos brasileiros apresenta excesso de peso: 60,3%, o equivalente a 96 milhões de pessoas.

    Além disso, mais de 19 mil mortes por infarto e AVC são atribuídas ao consumo de produtos ultraprocessados por ano no Brasil, de acordo com estudo do pesquisador Eduardo Nilson, do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares, publicado no periódico Frontiers in Nutrition.

    Paralelamente, a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, divulgada em 2020, confirmou a tendência: o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, vem diminuindo no país. Em contrapartida, cresce a ingestão de produtos processados ricos em sódio e gordura.

    Por que o brasileiro come mal (e não é só questão de escolha)

    Reduzir o problema à falta de informação ou de vontade seria simplista. Na prática, vários fatores estruturais condicionam o que cada brasileiro coloca no prato.

    O primeiro deles é econômico. Os ultraprocessados são mais baratos, práticos e estão disponíveis em todo lugar: nas cantinas, nos mercadinhos, nos postos de gasolina. Para famílias de baixa renda, a escolha alimentar é, muitas vezes, uma escolha financeira. O Brasil, afinal, é um dos países com maior desigualdade de renda do mundo.

    O segundo fator é geográfico. Moradores de bairros afastados, com poucos mercados e feiras livres nas proximidades, têm acesso reduzido a produtos frescos e variados. Por outro lado, a presença de verdurões e feiras livres perto das residências aumenta diretamente o consumo de alimentos saudáveis.

    O terceiro fator é o ambiente alimentar. Nas escolas, por exemplo, a oferta de alimentos não saudáveis nas cantinas estimula o consumo de processados entre crianças e adolescentes. Já a disponibilidade de frutas e sucos naturais nesses espaços produz o efeito contrário. Da mesma forma, a participação em hortas comunitárias amplia o consumo de alimentos saudáveis e valoriza o ato de cozinhar.

    A indústria, o supermercado e o marketing à mesa

    Desde a década de 1950, a indústria alimentícia vem transformando os ecossistemas alimentares. O resultado é uma produção cada vez mais hiperespecializada, concentrada em poucos produtos e voltada ao lucro em escala global em detrimento da diversidade alimentar.

    Hoje, as grandes redes de supermercados dominam o varejo de alimentos e definem, em grande parte, o que chega às prateleiras. Esse modelo favorece as grandes indústrias e dificulta a comercialização dos pequenos produtores locais.

    Além disso, a mídia e o marketing exercem forte influência sobre as escolhas alimentares, especialmente entre crianças e adolescentes, mais suscetíveis à publicidade de produtos ultraprocessados.

    Orgânicos crescem, mas ainda enfrentam barreiras

    Em meio a esse cenário, um movimento positivo ganha força. O consumo de produtos orgânicos aumentou no Brasil nos últimos anos, impulsionado pela crescente conscientização sobre saúde e qualidade de vida. Esses produtos já ocupam mais espaço nas prateleiras dos mercados.

    Contudo, obstáculos ainda limitam o acesso: preços mais elevados, abastecimento irregular e distribuição restrita a poucos pontos de venda afastam uma parcela significativa da população desse mercado.

    O caminho para uma alimentação melhor passa pelo campo

    A solução para os problemas alimentares do Brasil não está apenas nas escolhas individuais. Ela passa, sobretudo, por transformações nos sistemas alimentares, e o agronegócio tem papel central nessa mudança.

    Valorizar alimentos produzidos regionalmente, incentivar práticas culinárias domésticas, ampliar o consumo de frutas, legumes e verduras e diversificar a alimentação são atitudes que reduzem o risco de doenças crônicas e melhoram a qualidade de vida.

    Essas escolhas também impactam diretamente a agricultura. Uma população que valoriza alimentos frescos, locais e diversificados fortalece uma produção comprometida com a segurança alimentar, a sustentabilidade e a proteção dos recursos naturais.

    Afinal, o que está no prato começa no campo.

  • Como nossos sistemas de produção de alimentos estão destruindo o planeta

    Como nossos sistemas de produção de alimentos estão destruindo o planeta

    Líderes de 19 países se reuniram na África do Sul durante a Cúpula do G20 no último final de semana pra discutir a estabilidade econômica mundial. Mas um documento chamou atenção especial: o relatório da Cátedra Josué de Castro que traz dados alarmantes sobre como produzimos nossos alimentos.

    Os números assustam. Sistemas agroalimentares, que incluem tudo desde a produção até o consumo de alimentos, são responsáveis por aproximadamente um terço das emissões globais de gases de efeito estufa. No Brasil, esse percentual salta pra 75%.

    “Nossa forma de produzir, distribuir, consumir e descartar alimentos segue um modelo industrial: monoculturas, produção em larga escala, uso intensivo de agrotóxicos e aumento no consumo de produtos ultraprocessados”, explica Roberta Curan, gerente de inteligência do Instituto Comida do Amanhã.

    O sistema atual não apenas devora recursos naturais, especialmente água, mas também gera uma crise de saúde pública sem precedentes. Dados de 2022 mostram que quase 40% dos adultos e 20% das crianças enfrentam sobrepeso ou obesidade. Paradoxalmente, 2,3 bilhões de pessoas vivem em insegurança alimentar no mundo.

    Monotonia alimentar: quando a diversidade desaparece do prato

    Existe um fenômeno pouco discutido mas extremamente perigoso acontecendo: a monotonia alimentar. Esse processo padroniza paisagens agrícolas e limita escolhas alimentares da população por causa de múltiplos fatores ligados à produção, distribuição e consumo.

    “Tudo isso mostra que estamos diante de uma crise que é, ao mesmo tempo, alimentar, ambiental e de saúde, e que está profundamente ligada aos sistemas agroalimentares atuais”, completa Roberta Curan.

    Os custos indiretos dessa crise somam cerca de US$ 12 trilhões anualmente quando consideramos impactos ambientais e questões de saúde.

    Por que o G20 precisa agir agora

    O G20 reúne as economias mais desenvolvidas e em desenvolvimento do planeta, incluindo a União Africana e União Europeia. Segundo Nadine Marques, pesquisadora da Cátedra Josué de Castro, esse fórum está numa posição única pra liderar mudanças.

    “O G20 está em uma posição estratégica para liderar um processo de transformação desses sistemas, a partir de uma abordagem integrada entre as políticas agrícolas e as alimentares”, afirma Nadine.

    Ela destaca ainda que grande parte das multinacionais do sistema agroalimentar, incluindo indústrias de agrotóxicos, criação animal e processamento de alimentos, tem origem em países do G20. “Isso faz com que sua contribuição para enfrentar os desafios resultantes dos sistemas agroalimentares seja crucial e indispensável”.

    Cinco caminhos para transformar o sistema

    O relatório apresenta propostas concretas pro G20 liderar essa transformação:

    1. Fortalecer serviços ecossistêmicos – Investir em infraestrutura agrícola que garanta resiliência e sustentabilidade real.
    2. Regenerar solos e tecnologia – Recuperar terras degradadas enquanto aumenta autonomia tecnológica do setor.
    3. Regular antibióticos – Controlar o uso de antibióticos na produção animal, evitando resistência bacteriana.
    4. Mudar padrões de consumo – Estimular consumo de alimentos frescos e reduzir presença de ultraprocessados nas dietas.
    5. Governança global justa – Adaptar financiamento e políticas pra que pequenos produtores e países menos favorecidos possam participar da transição.

    A questão agora é saber se os líderes mundiais vão transformar essas propostas em ações concretas ou se continuaremos assistindo o planeta pagar a conta de um sistema alimentar insustentável.

  • Cientistas denunciam: lobby da indústria impede controle de ultraprocessados

    Cientistas denunciam: lobby da indústria impede controle de ultraprocessados

    A batalha contra os ultraprocessados não será vencida facilmente. Um estudo monumental publicado na revista científica The Lancet acaba de jogar luz sobre algo que muita gente já desconfiava: grandes corporações do setor alimentício usam táticas sofisticadas para bloquear regulamentações e garantir que seus produtos continuem dominando as prateleiras. E nossas mesas.

    O trabalho reúniu 43 cientistas de vários países, liderados por pesquisadores do Brasil, Austrália e Chile. E o diagnóstico é claro: o crescimento explosivo do consumo de ultraprocessados representa um desafio urgente para a saúde pública mundial. Mas enfrentar esse problema vai exigir muito mais do que campanhas educativas ou apelos à “responsabilidade individual”.

    “Estratégias políticas são implementadas para bloquear a regulamentação governamental e suprimir a oposição, garantindo a continuidade do crescimento” do mercado de ultraprocessados, afirmam os autores. A tática envolve uma rede global de grupos de interesse corporativos, com lobby pesado, doações políticas e até disputas judiciais.

    O pioneiro brasileiro que mudou o jogo

    Carlos Augusto Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, é reconhecido internacionalmente como pioneiro na pesquisa sobre ultraprocessados. Foi ele e sua equipe do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) quem cunhou o próprio conceito, em 2009.

    “O consumo crescente de alimentos ultraprocessados está reestruturando as dietas no mundo inteiro, substituindo alimentos in natura e minimamente processados”, explica Monteiro. E não para por aí: “Essa mudança na forma como as pessoas se alimentam é impulsionada por grandes corporações globais, que obtêm lucros extraordinários priorizando produtos ultraprocessados, apoiadas por fortes estratégias de marketing e lobby político que bloqueiam políticas públicas de promoção da alimentação adequada e saudável.”

    Os números do estudo impressionam. Na Espanha, a participação dos ultraprocessados nas calorias consumidas triplicou nas últimas três décadas – saltou de 11% para 32%. Na China, o aumento foi ainda mais dramático proporcionalmente: de 4% para 10%. No México e no Brasil, o consumo mais que dobrou em quatro décadas, passando de 10% para 23%.

    Já nos Estados Unidos e Reino Unido, o cenário é ainda mais preocupante: o consumo se manteve acima de 50% nas últimas duas décadas, com leve crescimento.

    A conta que não fecha: lucro vs. saúde

    Com vendas anuais globais de US$ 1,9 trilhão, os ultraprocessados representam o setor mais lucrativo da indústria alimentícia. Os fabricantes respondem por mais da metade dos US$ 2,9 trilhões distribuídos a acionistas por todas as empresas de alimentos de capital aberto desde 1962.

    Imagem: reprodução do artigo em The Lancet

    Esses lucros estratosféricos alimentam um ciclo vicioso: quanto mais as empresas lucram, mais poder elas acumulam para influenciar políticas, expandir produção e moldar dietas em escala global. É um sistema alimentar impulsionado pelo lucro corporativo, não pela nutrição ou sustentabilidade.

    “Essas empresas costumam se apresentar como parte da solução, mas suas ações contam outra história, centrada em proteger lucros e resistir à regulação efetiva”, afirma Simon Barquera, pesquisador do Instituto Nacional de Saúde Pública do México.

    O que está em jogo: sua saúde

    O primeiro artigo da série revisou todas as evidências científicas sobre ultraprocessados desde que o termo foi criado. E os resultados são alarmantes.

    Uma revisão sistemática conduzida especialmente para o trabalho analisou 104 estudos de longo prazo. Desses, 92 relataram risco aumentado de uma ou mais doenças crônicas. As associações foram significativas para 12 condições de saúde, incluindo obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, depressão e morte precoce por todas as causas.

    Ultraprocessados são produtos industrializados feitos a partir de ingredientes baratos – gorduras hidrogenadas, isolados proteicos, xarope de glicose e frutose – combinados com aditivos cosméticos como corantes, adoçantes artificiais e emulsificantes. As empresas projetam e comercializam esses produtos especificamente para substituir alimentos in natura e refeições tradicionais, com um objetivo claro: maximizar lucros.

    Assim, as evidências mostram que dietas ricas nesses alimentos estão associadas à ingestão excessiva de calorias, pior qualidade nutricional, excesso de açúcar e gorduras não saudáveis, baixo teor de fibras e proteínas, e maior exposição a aditivos e substâncias químicas nocivas.

    “Embora o debate científico seja bem-vindo, é importante distinguir discussões legítimas de tentativas de grupos com interesses econômicos de enfraquecer as evidências existentes”, destaca a professora Mathilde Touvier, do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica. “O crescente corpo de pesquisas indica que dietas ricas em ultraprocessados estão prejudicando a saúde em escala global.”

    A solução existe, mas precisa de coragem política

    Portanto, os pesquisadores não apenas diagnosticaram o problema. Eles apresentaram uma agenda concreta com propostas de regulação governamental, mobilização comunitária e ampliação do acesso a dietas saudáveis e economicamente viáveis.

    “Enfrentar esse desafio exige que os governos ajam com coragem e coordenação, adotando medidas políticas amplas, desde incluir indicadores de ultraprocessados nos rótulos frontais até restringir a publicidade e implementar impostos sobre esses produtos, de modo a financiar o acesso a alimentos nutritivos e acessíveis”, explica Camila Corvalán, professora da Universidade do Chile.

    Entre as propostas estão:

    • Rotulagem mais rigorosa: incluir ingredientes que caracterizam os ultraprocessados, como corantes, aromatizantes e adoçantes, nos rótulos frontais das embalagens, junto aos marcadores de excesso de gordura saturada, açúcar e sal. “Essa medida evitaria substituições de ingredientes igualmente prejudiciais e permitiria uma regulação mais eficaz”, afirma Barry Popkin, professor da Universidade da Carolina do Norte.
    • Restrições à publicidade: proibições mais rigorosas a anúncios direcionados a crianças, à mídia digital e à publicidade por marca. Além disso, os autores propõem proibir ultraprocessados em instituições públicas como escolas e hospitais, e limitar sua exposição e espaço nas prateleiras de supermercados.
    • Taxação estratégica: taxar determinados ultraprocessados para financiar subsídios a alimentos frescos destinados a famílias de baixa renda.

    Brasil mostra que é possível

    Um exemplo bem-sucedido já está em curso no Brasil. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) eliminou a maior parte dos ultraprocessados das escolas públicas e exigirá que, até 2026, 90% dos alimentos oferecidos sejam frescos ou minimamente processados.

    O Chile também integrou rótulos de advertência na frente da embalagem de alimentos não saudáveis com restrições à sua comercialização, incluindo a proibição de publicidade na televisão das 6 às 22 horas, e de sua venda ou promoção em escolas.

    “Essas políticas, juntamente com outras mudanças importantes, devem ser fortalecidas, coordenadas de forma mutuamente reforçadora e estendidas a mais países”, defendem os autores.

    A hora de agir é agora

    Phillip Baker, pesquisador da Universidade de Sidney, não usa meias palavras: “Precisamos de uma resposta global forte e articulada à saúde pública, semelhante aos esforços que enfrentaram a indústria do tabaco. Isso inclui proteger o processo político do lobby corporativo e construir coalizões poderosas para defender sistemas alimentares saudáveis, justos e sustentáveis, capazes de enfrentar o poder das grandes corporações.”

    Karen Hoffman, professora da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, complementa: “Assim como enfrentamos a indústria do tabaco há décadas, precisamos agora de uma resposta global ousada e coordenada para conter o poder desproporcional das corporações de ultraprocessados e construir sistemas alimentares que priorizem a saúde e o bem-estar das pessoas.”

    Os autores reconhecem que existem críticas científicas válidas sobre a classificação e o conceito de ultraprocessados. Como a falta de ensaios clínicos de longo prazo e o conhecimento ainda emergente sobre os mecanismos envolvidos. Mas eles sublinham que as pesquisas sobre o tema continuarão. E que o que já existe de evidência é mais do que suficiente para apoiar a implantação de políticas de saúde que abordem o problema.

    “É fundamental garantir que alimentos frescos e minimamente processados sejam acessíveis e economicamente viáveis, não apenas para quem tem tempo para cozinhar, mas também para famílias e indivíduos com rotinas mais intensas”, aponta Gyorgy Scrinis, professor da Universidade de Melbourne. “Somente combinando uma regulação mais firme dos produtos de baixa qualidade com o apoio concreto a escolhas mais nutritivas poderemos promover dietas melhores para todos.”

    Uma nova visão para o sistema alimentar

    Enfrentar os alimentos ultraprocessados requer uma nova visão para os sistemas alimentares, capaz de valorizar produtores locais diversos, preservar tradições alimentares culturais, promover equidade de gênero e garantir que os benefícios econômicos da produção de alimentos retornem às comunidades – não apenas aos acionistas.

    “Vivemos hoje em um mundo onde nossas escolhas alimentares são cada vez mais dominadas pelos ultraprocessados. O que contribui para o aumento global da obesidade, diabetes e dos problemas de saúde mental”, conclui Baker. “Nosso estudo mostra que um caminho diferente é possível. Um caminho em que governos regulamentam com eficácia, comunidades se mobilizam e dietas saudáveis tornam-se acessíveis e viáveis para todos.”

    Entre as estratégias para mobilizar uma resposta global de saúde pública, os autores sugerem o estabelecimento de uma rede global de ação contra alimentos ultraprocessados para coordenar ações e o financiamento de coalizões nacionais para se engajarem em negociação política, comunicação, aspectos legais e pesquisa.

    “As recentes conquistas em defesa de direitos e políticas públicas, especialmente na América Latina e na África Subsaariana, oferecem lições importantes para ampliar a ação em outros lugares”, concluem os pesquisadores.

    A série da The Lancet sobre “Alimentos Ultraprocessados e Saúde Humana” contou com financiamento da Bloomberg Philanthropies. E deixa um recado claro: a hora de agir contra o poder desproporcional das corporações de alimentos é agora. Antes que seja tarde demais.