Tag: turismo gastronomico

  • Por que a cerveja de Bariloche tem sabor único? A resposta está nas montanhas

    Por que a cerveja de Bariloche tem sabor único? A resposta está nas montanhas

    Quando a neve cobre as montanhas da Patagônia Argentina, ela não apenas muda a paisagem de Bariloche. Meses depois, o degelo da Cordilheira dos Andes alimenta rios, lagos e nascentes que fornecem a matéria-prima responsável pela fama cervejeira da cidade: a água.

    A cidade celebra o Dia Internacional da Cerveja, data que cai na primeira sexta-feira de agosto, como uma oportunidade para apresentar um dos sabores mais característicos de Bariloche. Ao longo das últimas décadas, o destino consolidou-se como um dos principais polos de cerveja artesanal da Argentina.

    Água do degelo garante equilíbrio às receitas

    A água proveniente do degelo se destaca pela baixa concentração de minerais, uma característica que mestres cervejeiros valorizam bastante. Essa composição oferece uma base mais neutra e permite que maltes, lúpulos e leveduras expressem seus aromas e sabores com maior equilíbrio.

    Esse ingrediente representa cerca de 90% da composição da cerveja. Portanto, explica sua importância central no processo produtivo. A água do degelo andino favorece a produção de diferentes estilos, preserva aromas e cria harmonia entre malte, lúpulo e leveduras.

    Imigração europeia molda a tradição cervejeira local

    O patrimônio natural da região, somado ao clima frio da Patagônia e à forte influência de imigrantes alemães, suíços e austríacos, impulsionou o desenvolvimento de uma tradição cervejeira que hoje integra a identidade gastronômica de Bariloche.

    Foto: Emprotur

    Assim, a cidade reúne dezenas de cervejarias artesanais, que produzem estilos clássicos como Pilsen, IPA, APA, Porter e Stout. Muitos mestres cervejeiros também criam receitas exclusivas com ingredientes típicos da região. Frutas vermelhas patagônicas, mel e variedades locais de lúpulo aparecem em rótulos que traduzem a biodiversidade da Patagônia em novas experiências sensoriais.

    Brewpubs conectam produção artesanal e turismo gastronômico

    Experimentar a produção local já faz parte do roteiro turístico de Bariloche. Brewpubs espalhados pela cidade permitem que os visitantes acompanhem o processo de fabricação enquanto degustam cervejas harmonizadas com pratos típicos da Patagônia, como cordeiro, truta, embutidos artesanais e tábuas de queijos.

    A cerveja artesanal vai além de uma atração gastronômica: ela integra a experiência completa de visitar Bariloche. Depois de um dia de esqui no Cerro Catedral, uma caminhada pelos bosques ou um passeio pelos lagos da região, muitos visitantes fazem das cervejarias uma parada obrigatória para descobrir os sabores da Patagônia. Essa combinação entre natureza, aventura e gastronomia forma um dos grandes diferenciais que tornam Bariloche um destino completo em qualquer época do ano.

    Inverno reforça o clima acolhedor das cervejarias

    No inverno, a experiência ganha um charme especial. Depois de um dia nas pistas de esqui ou explorando as paisagens nevadas, bares e cervejarias se transformam em pontos de encontro para moradores e turistas em busca de um ambiente acolhedor para apreciar os sabores da região.

    Segundo o Emprotur Bariloche, o turismo gastronômico tem conquistado cada vez mais espaço entre os visitantes brasileiros, que buscam experiências capazes de conectar natureza, cultura e gastronomia. Nesse cenário, a cerveja artesanal deixou de ser apenas uma bebida para se tornar uma expressão da identidade patagônica.

    Produzida com a água do degelo da Cordilheira dos Andes e fruto de uma tradição construída ao longo de décadas, a cerveja artesanal representa um dos sabores mais autênticos de Bariloche. Ao unir paisagens naturais, esportes de montanha e uma rica cultura gastronômica, o destino oferece aos visitantes uma forma única de conhecer a Patagônia. Portanto, um brinde que começa na neve e continua muito além dela.

  • Começa hoje a Olifeira, maior feira de azeite de oliva da América Latina

    Começa hoje a Olifeira, maior feira de azeite de oliva da América Latina

    O Preview da Olifeira, maior evento de celebração da cultura do azeite de oliva da América Latina, acontece nesta quinta-feira (28), em Guaíba (RS). O encontro reúne convidados, empresários, autoridades e imprensa, além de fortalecer relações institucionais com consulados e Câmaras de Comércio de países como Espanha, Portugal, Uruguai e Itália.

    Além disso, a iniciativa amplia a proposta de internacionalização da feira, que busca aproximar o público de diferentes tradições ligadas à olivicultura mundial.

    A 5ª edição da Olifeira ocorrerá entre os dias 14 e 18 de outubro de 2026, no Largo José Claudio Machado, na orla de Guaíba. Neste ano, o tema será “De Volta às Origens”, conceito que pretende reconectar visitantes à história, cultura, gastronomia e tradições da oliveira.

    O evento é promovido pela Abrazeite (Associação Brasileira de Consumidores e Azeite de Oliva e Derivados) com patrocínio master da Prefeitura de Guaíba. A feira também conta com apoio de empresas como Pinenge Empreendimentos Imobiliários, Azeites Prosperato, Tenuta do Bosque, Casa Perini e Hotel IBIS Style POA Centro.

    Evento terá expositores de diferentes estados

    A organização já confirmou o retorno de expositores que participaram da última edição. Com isso, produtores do Rio Grande do Sul, além de representantes de São Paulo e Minas Gerais, marcarão presença na feira.

    Ao mesmo tempo, novas marcas e parceiros seguem em negociação para integrar a programação. A expectativa é ampliar a diversidade de experiências, produtos e conexões ligadas ao setor.

    Olifeira movimentou mais de R$ 12 milhões em 2025

    A edição de 2025 consolidou a Olifeira como a principal feira da olivicultura latino-americana. O evento reuniu mais de 120 expositores e recebeu cerca de 150 mil visitantes durante quatro dias.

    Além disso, a feira movimentou mais de R$ 12 milhões na economia regional, impactando diretamente setores como turismo, hotelaria, gastronomia, comércio, agronegócio e serviços.

    Brasil projeta crescimento recorde na produção de azeite

    Segundo dados da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, o Rio Grande do Sul possui aproximadamente 6,5 mil hectares de oliveiras plantadas. Em todo o Brasil, o cultivo ocupa cerca de 10 mil hectares.

    Atualmente, o estado reúne cerca de 340 produtores distribuídos em mais de 100 municípios, respondendo por aproximadamente 75% da produção nacional de azeite de oliva.

    Para 2026, o setor projeta a maior safra da história do país. A expectativa é superar o volume registrado em 2023, quando a produção alcançou cerca de 640 mil litros.


    Produção brasileira de azeite de oliva deve crescer mais de 55% em 2026 — Foto: MAPA

    De acordo com a Abrazeite, a previsão aponta crescimento superior a 55%, impulsionado pelo avanço técnico da cadeia produtiva e pelas condições climáticas favoráveis.

    Com isso, consumidores poderão conhecer, degustar e adquirir azeites nacionais durante a realização da Olifeira.

    Reconhecida como o Portal da Rota das Oliveiras, Guaíba também reforça sua posição estratégica dentro da olivicultura gaúcha. A prefeita Claudinha Jardim destacou a importância da próxima edição do evento.

    “Em 2026, ano em que o município celebra seu centenário, a 5ª Olifeira prepara uma programação cuidadosamente pensada para valorizar história, cultura, turismo, gastronomia e as origens que aproximam o público do universo da oliveira”, afirmou.

  • Turismo rural e gastronômico cresce no Brasil

    Turismo rural e gastronômico cresce no Brasil

    Longe dos grandes centros urbanos, fazendas, sítios e propriedades rurais abrem suas porteiras para visitantes que buscam autenticidade, tranquilidade e experiências memoráveis. O turismo rural e gastronômico cresce acelerado no Brasil e transforma a maneira como as pessoas viajam.

    Essa modalidade vai além do simples descanso. Os turistas mergulham na rotina do campo, participam de colheitas, ordenhas e preparo de alimentos artesanais. Eles conhecem as tradições locais, interagem com produtores e experimentam sabores que carregam histórias de gerações. A gastronomia regional, inclusive, tornou-se protagonista dessas viagens, elevando pratos típicos e ingredientes locais a verdadeiras atrações turísticas.

    Turismo rural movimenta a economia

    O turismo rural consolida-se como um dos segmentos de maior crescimento no Brasil. A modalidade, que oferece experiências autênticas e conexão com a natureza, impulsiona a economia nacional e promove o desenvolvimento sustentável em diversas regiões.

    Dados recentes do setor mostram um cenário próspero: no último ano, o Brasil recebeu mais de 6,6 milhões de turistas, um crescimento de 12,6%. A atividade gerou uma receita superior a US$ 6,6 bilhões e criou cerca de 190 mil empregos formais. Dentro deste contexto, o turismo rural se destaca com uma previsão de expansão ainda maior para os próximos anos.

    “O turismo rural fortalece comunidades locais, preserva tradições e conecta os viajantes a diferentes culturas”, afirma Hugo Reichenbach, sócio e diretor de operações da Real Seguro Viagem.

    Gastronomia local: o ingrediente que completa a experiência

    A culinária regional transformou-se em um dos principais atrativos do turismo rural brasileiro. Queijos artesanais de Minas Gerais, vinhos gaúchos, cafés especiais do interior paulista e doces coloniais atraem visitantes dispostos a conhecer cada etapa da produção. Muitas propriedades oferecem experiências gastronômicas completas, onde os turistas colhem ingredientes direto da horta e participam do preparo das refeições.

    Projeto de IG e charcutaria premium colocam o Paraná no mapa da gastronomia sustentável. Foto: Projeto Porco Moura/UFPR

    Essa conexão entre campo e mesa valoriza produtos locais e estimula a economia regional. Pequenos produtores encontram no turismo gastronômico uma oportunidade de diversificar suas fontes de renda e compartilhar seus conhecimentos. Rotas gastronômicas e festivais de comida típica multiplicam-se pelo país, consolidando destinos e atraindo público cada vez mais engajado.

    Destinos que combinam campo e culinária

    Minas Gerais lidera como um dos principais destinos para quem busca turismo rural e gastronômico. A região da Serra da Canastra, famosa pelo queijo artesanal, e as cidades históricas que oferecem comida mineira tradicional encantam visitantes. São Paulo também se destaca, especialmente no interior, onde fazendas históricas de café abrem suas portas para vivências imersivas e degustações.

    O Rio Grande do Sul conquista turistas com suas vinícolas, roteiros coloniais e gastronomia influenciada pela imigração europeia. A região serrana capixaba, o pantanal mato-grossense e o Vale do São Francisco, com suas vinícolas e frutas tropicais, completam o mapa de destinos que aliam natureza, cultura e sabor.

    Foto: Siderlei Ditadi

    “Podemos afirmar que, devido à sazonalidade e à variedade de climas e culturas, cada região do Brasil possui suas peculiaridades culinárias. A tapioca do Nordeste, o acarajé da Bahia, o chimarrão gaúcho, a doce banana de Corupá em Santa Catarina,  são apenas alguns exemplos. Poucos países no mundo desfrutam de um leque tão amplo e diverso de produção no setor do agropecuário”, comenta o jornalista Sérgio Martins, especializado em turismo e gastronomia.

    Sérgio Martins é jornalista, especializado em turismo e gastrônomia

    A busca por vivências como trilhas, cavalgadas e a rotina agrícola exige atenção redobrada com a segurança. Reichenbach reforça que contratar um seguro viagem é crucial, mesmo para destinos próximos. “Em ambientes rurais, frequentemente em áreas remotas, o seguro viagem oferece suporte essencial em emergências médicas, acidentes e outros imprevistos. Ele garante uma experiência segura para turistas e produtores”, explica.

    Turismo sustentável

    O turismo rural e gastronômico representa muito mais que uma tendência passageira. Ele fortalece a identidade cultural brasileira, valoriza o trabalho no campo e distribui renda de forma mais equitativa pelo território nacional. Enquanto os grandes centros urbanos concentram a maior parte do turismo tradicional, o interior do país ganha protagonismo e mostra sua riqueza.

    A sustentabilidade permeia essas experiências. Propriedades adotam práticas ambientalmente responsáveis, valorizam a agricultura familiar e promovem o consumo consciente. Os turistas, por sua vez, retornam para casa com novos aprendizados, produtos locais e a vontade de voltar. O campo brasileiro nunca esteve tão próximo e, ao mesmo tempo, tão cheio de novidades para oferecer.

    “A gastronomia brasileira é extremamente rica, resultado de seu vasto território e da diversidade na produção de alimentos. Nossa agricultura é ampla, impulsionada tanto pelos grandes produtores quanto pelos pequenos, que integram a chamada agricultura familiar”, finaliza Martins.