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  • Sítio Arqueológico Serra do Letreiro amplia turismo histórico e cultural

    Sítio Arqueológico Serra do Letreiro amplia turismo histórico e cultural

    Santa Cruz dos Milagres, conhecida nacionalmente pelo turismo religioso, também preserva um rico patrimônio histórico e cultural. O Sítio Arqueológico Serra do Letreiro, localizado a 32 km da sede do município, na Fazenda Serra Negra, exemplifica esse potencial.

    O local abriga gravuras e pinturas rupestres que comprovam a presença de humanos pré-históricos na região. Essas inscrições constituem um valioso patrimônio arqueológico e ajudam a preservar a memória dos povos que habitaram o território piauiense há milhares de anos. O sítio não apenas fortalece o turismo cultural, mas também integra um amplo roteiro de valorização dos vestígios da ocupação humana no Piauí. A iniciativa contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas.

    O percurso até o sítio oferece aos visitantes a oportunidade de conhecer a comunidade tradicional Alto Bonito, situada às margens do Rio São Nicolau. A combinação entre patrimônio arqueológico, belezas naturais e manifestações culturais proporciona uma experiência singular de conexão com a história e as tradições locais.

    Rota do Homem Americano

    O Serra do Letreiro integra a Rota do Homem Americano (ROTHAM Piauí), projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e pela Rede Pense Piauí. A iniciativa reúne locais com vestígios da passagem do homem americano pré-colonial e forma roteiros ecoturísticos que se estendem de Sul a Norte do estado. O projeto valoriza a riqueza arqueológica, ambiental e cultural do Piauí.

    Foto: Hildengard Alves

    A ROTHAM Piauí conta com apoio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur-PI), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de prefeituras municipais, das empresas Eco Adventure e Rota Combo, além do trade turístico e de comunidades urbanas e rurais. O professor doutor Rômulo Fontenele, do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Natureza da UFPI, coordena o projeto.

    Diversificação

    O secretário municipal de Turismo de Santa Cruz dos Milagres, Hildengard Alves, destaca que o sítio representa uma oportunidade de ampliar e diversificar a oferta turística do município. “Santa Cruz dos Milagres é reconhecida pela força da fé e do turismo religioso, mas também possui riquezas históricas e culturais que merecem ser conhecidas. O Sítio Arqueológico Serra do Letreiro é um patrimônio de grande relevância, capaz de despertar o interesse de pesquisadores, estudantes e turistas que buscam experiências ligadas à história e à cultura do nosso povo”, afirmou.

    O secretário de Estado do Turismo, Daniel Oliveira, ressalta a importância de valorizar os atrativos arqueológicos para o desenvolvimento do turismo regional. “O Piauí possui um dos mais importantes patrimônios arqueológicos do Brasil, e iniciativas como a divulgação da Serra do Letreiro contribuem para ampliar o conhecimento sobre esses tesouros históricos. Nosso compromisso consiste em fortalecer o turismo cultural e incentivar a visitação responsável, gerando oportunidades para as comunidades locais e promovendo a preservação desse legado para as futuras gerações”, afirmou o gestor.

    Com potencial para atrair visitantes interessados em história, arqueologia, cultura e natureza, o Sítio Arqueológico Serra do Letreiro consolida Santa Cruz dos Milagres como destino turístico diversificado no cenário piauiense.

  • Parque Nacional Serra da Capivara registra alta no turismo

    Parque Nacional Serra da Capivara registra alta no turismo

    O Parque Nacional Serra da Capivara recebeu 44.972 visitantes entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados oficiais. O número confirma o parque como um dos principais destinos de turismo cultural e científico do Brasil, com fluxo estável durante todo o ano. O pico ocorreu em julho, quando 7.853 pessoas visitaram o local, impulsionadas pelas férias escolares e pelo aumento no turismo regional no sudeste do Piauí.

    Inscrições rupestres. Foto: Francisco Gilásio/Secom PI

    Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, o parque abriga centenas de sítios arqueológicos que comprovam a presença humana nas Américas há mais de 25 mil anos. A alta procura reforça tanto a relevância científica do território quanto a necessidade de manter a visitação organizada e alinhada às normas de preservação ambiental.

    Para a gestora da unidade, Marrian Rodrigues, os números demonstram o resultado do trabalho contínuo de conservação e educação ambiental. “O aumento do fluxo mostra o interesse crescente pelo patrimônio da Serra da Capivara e destaca o papel dos condutores na mediação e na preservação. O parque mantém o compromisso de oferecer uma visitação gratuita, segura e responsável”, afirmou.

    Como é a visita à Serra da Capivara

    Os roteiros mais procurados começam pela manhã, por volta das 7h30. O percurso inclui os circuitos do Desfiladeiro da Capivara, Serra Talhada e os Museus da Natureza e do Homem Americano. No Desfiladeiro, os turistas visitam locais emblemáticos como o Mirante da 020, Toca do Pajaú, Toca do Barro, Inferno, Toca da Entrada do Baixão da Vaca e Toca do Paraguaio.

    Após o almoço em comunidades do entorno, o passeio segue para o Circuito Boqueirão da Pedra Furada, onde está o icônico paredão com inscrições rupestres e o monumento geológico mais famoso do parque, a Pedra Furada. O roteiro termina nos museus locais, após cerca de 95 quilômetros percorridos, intercalando trechos de veículo e caminhadas.

    O parque permite a visitação às áreas apenas com condutores credenciados pelo ICMBio, que protegem os sítios arqueológicos e orientam os grupos conforme o perfil de cada visitante. O Cadastur, sistema oficial do Ministério do Turismo, reúne esses profissionais. As associações locais definem as tarifas do serviço com base em taxas diárias de condução.