Tag: Tucunaré

  • Mulheres dominam barcos em torneio de pesca feminino em Goiás

    Mulheres dominam barcos em torneio de pesca feminino em Goiás

    As mulheres vão assumir o comando dos barcos em Goiás neste fim de semana. O estado recebe, no sábado (29), a segunda etapa do Tucuna Queen 2026, competição de pesca esportiva voltada exclusivamente ao público feminino e que tem o tucunaré como protagonista.

    O calendário atualizado do Ministério da Pesca e Aquicultura registra a realização do torneio em Catalão (GO), no dia 29 de agosto. A programação divulgada pela Fish TV também aponta a etapa para a mesma data, na Serra do Facão, reservatório localizado na região de Catalão.

    O Tucuna Queen integra o calendário de competições que vem ampliando o espaço das mulheres em uma modalidade tradicionalmente associada ao público masculino.

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    Segundo o Circuito Goiano de Pesca Esportiva, Valdelice Ferreira Gomes participa da organização do circuito e é responsável pela realização do torneio feminino, cujo nome faz referência à “Rainha do Tucunaré”.

    Torneio tem tucunaré como alvo

    A competição é dedicada à pesca esportiva de tucunarés. Segundo a programação divulgada para a temporada, o sistema de classificação considera a soma linear de pontos obtidos pelas participantes ao longo das etapas.

    A primeira disputa da temporada aconteceu em 2 de maio, em Três Ranchos, no Lago Azul.

    Goiás aposta na pesca esportiva

    O torneio feminino faz parte de uma programação maior de pesca esportiva desenvolvida no estado. Para 2026, o Governo de Goiás anunciou investimentos superiores a R$ 2 milhões nos torneios, incluindo o Circuito Goiano de Pesca Esportiva e o Circuito Gigantes do Araguaia.

    Competições como o Tucuna Queen e o Rainhas do Araguaia fazem parte da estratégia de ampliar a participação feminina no esporte. Atualmente, o estado já figura entre os três principais destinos turísticos do Brasil para a pesca esportiva.

  • Pesca esportiva: Mato Grosso domina ranking entre os melhores destinos do Brasil

    Pesca esportiva: Mato Grosso domina ranking entre os melhores destinos do Brasil

    Um fenômeno chama atenção no cenário nacional da pesca esportiva: Mato Grosso concentra dez das principais cidades brasileiras para a modalidade, segundo a 12ª edição do Boletim de Inteligência de Mercado do Turismo (BIMT), do Ministério do Turismo. Nenhum outro estado apresenta tamanha densidade de destinos reconhecidos oficialmente.

    A explicação está na geografia privilegiada. O estado abriga trechos de três das principais bacias hidrográficas brasileiras – Amazônica, Tocantins-Araguaia e Paraguai – criando um mosaico aquático único no país. Os municípios mapeados são Alta Floresta, Nova Canaã do Norte, Sinop, São Félix do Araguaia, Canarana, Barão de Melgaço, Poconé, Cáceres, Cuiabá e Pontes e Lacerda.

    Esta diversidade hidrográfica resulta em rios com características distintas: desde as águas cristalinas do Cristalino até os meandros do Paraguai no Pantanal, passando pelos caudalosos Araguaia, Teles Pires, Juruena, Cuiabá, São Lourenço, Culuene e Xingu.

    Variedade de espécies impressiona pescadores

    O que mais atrai os praticantes da pesca esportiva é a biodiversidade. Mato Grosso oferece desde espécies clássicas como tucunaré, dourado, pacu e pirarucu até peixes que proporcionam disputas intensas: pirarara, jaú, cachorra, bicuda e matrinchã.

    A temporada de pesca se estende de fevereiro a outubro, período que oferece as melhores condições para a atividade. Durante esses meses, pescadores de todo o Brasil e exterior convergem para o estado.

    Modelo sustentável ganha força

    Uma característica que diferencia Mato Grosso é a adoção da modalidade “pesque e solte”. A legislação estadual proíbe o transporte de peixes capturados, uma medida que preserva os estoques pesqueiros e mantém a sustentabilidade da atividade a longo prazo.

    Esta abordagem conservacionista tem atraído pescadores conscientes e operadoras turísticas especializadas, criando um nicho de mercado em expansão.

    Números expressivos movimentam economia

    A pesca esportiva representa um segmento econômico robusto. Segundo a Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), a atividade movimenta cerca de R$ 3 bilhões anuais no Brasil, gerando aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

    Em Mato Grosso, o impacto se espalha por diversos setores: pousadas especializadas, barcos-hotéis, guias credenciados, restaurantes regionais e comunidades ribeirinhas encontram na atividade uma importante fonte de renda.

    Infraestrutura em desenvolvimento

    A concentração de destinos reconhecidos em Mato Grosso reflete também investimentos em infraestrutura turística. Pousadas especializadas, equipamentos adequados e serviços de guiamento têm se profissionalizado para atender a demanda crescente.

    Maria Letícia Costa, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, confirma que processos de capacitação estão em andamento, focando na qualificação de guias, condutores e gestores do setor.

    Projeção internacional

    Leonardo Perci, da Embratur, aponta que o objetivo é “consolidar o Brasil como destino internacional de pesca esportiva”. Para isso, destaca a importância de operações responsáveis que conectem turistas aos rios brasileiros através de experiências autênticas.

    Um dos principais desafios identificados pelos especialistas é a carência de dados sistematizados sobre o setor, informação fundamental para estratégias de promoção e presença em feiras nacionais e internacionais.

    Temporada 2025 promete movimentação intensa

    Com dez cidades oficialmente reconhecidas e infraestrutura em expansão, Mato Grosso se posiciona para receber um volume crescente de pescadores esportivos na próxima temporada. O estado oferece desde experiências em águas pantaneiras até aventuras em rios amazônicos, atendendo diferentes perfis de praticantes.

    O levantamento foi divulgado durante a Fishing Show Brazil, realizada em São Paulo entre 28 e 31 de agosto, principal vitrine do setor pesqueiro esportivo nacional.

  • Pescador captura raro tucunaré dourado e impressiona

    Pescador captura raro tucunaré dourado e impressiona

    O universo da pesca esportiva no Brasil foi abalado recentemente quando Thiago Fantini, apresentador do Clube da Pesca fisgou um tucunaré pinima de dimensões impressionantes. O peixe roubou a cena por exibir uma coloração dourada, um feito que despertou a curiosidade de especialistas e admiradores da pesca esportiva.

    O tucunaré pinima (Cichla pinima) é considerado uma das espécies mais cobiçadas e emblemáticas da bacia amazônica. Conhecido pelo vigor durante as fisgadas, o pinima pode chegar a mais de 80cm e pesar cerca de 11kg, sendo o segundo maior tucunaré do país, atrás apenas do tucunaré-açu.

    Seu corpo robusto normalmente exibe uma mistura de tons verdes, amarelos e dourados, com manchas pretas e traços azulados nas nadadeiras. Entretanto, a coloração varia de acordo com o ambiente, idade e até fatores hormonais, sendo os exemplares totalmente dourados considerados extremamente raros. Peixes com esta característica atraem ainda mais atenção no mundo da pesca esportiva, tanto pelo desafio quanto pelo valor biológico.

    Por que o pinima dourado é raro?

    O padrão de coloração do tucunaré pinima geralmente serve à camuflagem nos rios de águas claras e habitat estruturado, como galhadas e pedras submersas. A intensidade do tom dourado pode ser potencializada por questões alimentares e genética. Mas a presença de uma coloração dourada uniforme em um peixe de grande porte é raríssima e pouco documentada. Portanto, justificando o fascínio em torno da captura de Fantini.

    Especialistas acreditam que este tipo de variação pode ocorrer em momentos de reprodução, mas casos com coloração tão acentuada, como o registrado no Amazonas, são quase inéditos mesmo entre biólogos e pescadores experientes.

    Além do espetáculo proporcionado por sua captura, o tucunaré pinima é fundamental para a biodiversidade e o equilíbrio ecológico da Amazônia. Sua presença garante o controle de outras espécies e contribui para o turismo regional, movimentando comunidades ribeirinhas e operadores de pesca esportiva na região Norte do país.

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  • Tucunaré e pintado impulsionam turismo da pesca no país

    Tucunaré e pintado impulsionam turismo da pesca no país

    A pesca esportiva no Brasil vive um momento de forte crescimento. A atividade atrai novos praticantes e impulsiona uma cadeia econômica que inclui turismo, comércio e equipamentos especializados.

    De acordo com o Ministério do Turismo, o setor movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano. Esse valor envolve hospedagens, transporte, aluguel de embarcações e a compra de acessórios para a prática.

    Além disso, pescadores se concentram em regiões com forte apelo ambiental, como o Pantanal, a Amazônia, o Cerrado e o litoral brasileiro, que se consolidam como destinos da modalidade.

    A pesca esportiva adota o princípio do “pesque e solte”, ou seja, o pescador captura o peixe, registra o momento e o devolve vivo ao rio.

    Essa prática reduz os impactos ambientais, ajuda a preservar os ecossistemas aquáticos e reforça o respeito às espécies nativas.

    Tucunaré se destaca como troféu da pesca esportiva

    O tucunaré (Cichla spp.) se destaca entre os peixes mais valorizados da pesca esportiva. Nativo das bacias Amazônica e Tocantins-Araguaia, o peixe chama atenção por sua força e beleza.

    Frequentemente, pescadores capturam exemplares com mais de 70 centímetros de comprimento e 10 quilos de peso, o que torna o tucunaré um verdadeiro troféu.

    Além disso, os saltos que o peixe dá fora da água criam um espetáculo à parte. Esses momentos viram vídeos virais nas redes sociais e reforçam a emoção da modalidade.

    Por isso, o tucunaré ganhou protagonismo na divulgação da pesca esportiva, sendo considerado o símbolo da adrenalina em rios brasileiros.

    Pintado exige força, preparo físico e técnica refinada

    Outro peixe que se destaca na pesca esportiva brasileira é o pintado (Pseudoplatystoma corruscans), também conhecido como surubim. A espécie é comum nas bacias dos rios Paraná, São Francisco e Pantanal.

    Esse peixe de couro pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e pesar mais de 60 quilos, exigindo do pescador força física, paciência e habilidade técnica para ser fisgado.

    Sua captura representa um desafio para qualquer praticante e costuma gerar imagens impressionantes. Por isso, o pintado se tornou símbolo de superação dentro da modalidade.

    O respeito ao peixe, no entanto, é mantido mesmo após a disputa. O registro fotográfico é seguido pela devolução ao rio, o que reforça o compromisso da atividade com a sustentabilidade.

    Setor impulsiona o turismo, gera empregos e valoriza o meio ambiente

    O avanço da pesca esportiva tem refletido diretamente no fortalecimento do turismo regional. Com o crescimento da demanda, hotéis, pousadas e operadoras se adaptam para atender o público especializado.

    Além disso, a atividade estimula a economia de comunidades locais e gera empregos diretos e indiretos, tanto em serviços como no comércio de produtos e acessórios voltados à pesca.

    Outro aspecto importante é o papel educativo da modalidade. Torneios, eventos e expedições promovem o respeito à natureza e à legislação ambiental, fortalecendo a conscientização dos praticantes.

    Existem regras específicas, como tamanhos mínimos de captura, espécies protegidas e períodos de defeso, épocas em que a pesca é proibida para garantir a reprodução dos peixes.

    Essa regulamentação, quando respeitada, transforma a pesca esportiva em uma aliada da conservação, tornando o Brasil referência no tema em nível internacional.

    Pescar, registrar e devolver: o ciclo responsável da modalidade

    A essência da pesca esportiva está na emoção equilibrada com a responsabilidade ambiental. O pescador desafia a natureza, registra o feito e devolve o peixe ao seu habitat.

    Esse ciclo de respeito se tornou a marca da modalidade no país. Em vez de predar, o praticante aprende a conviver com o meio e a valorizar os recursos naturais brasileiros.

    Com rios extensos e uma das maiores biodiversidades aquáticas do planeta, o Brasil tem tudo para se firmar como líder global da pesca esportiva, unindo emoção, turismo e preservação.

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