Tag: tratores

  • Cuidados na entressafra ajudam a preservar máquinas agrícolas

    Cuidados na entressafra ajudam a preservar máquinas agrícolas

    O armazenamento adequado de máquinas agrícolas durante a entressafra ou em períodos de inatividade ajuda a reduzir desgastes prematuros, evitar falhas e diminuir os custos de manutenção no campo. Tratores participam de diversas etapas da produção e, por isso, precisam de cuidados mesmo quando permanecem parados por semanas ou meses.

    Além das revisões e inspeções periódicas, a conservação durante a parada também influencia diretamente o desempenho e a vida útil dos equipamentos. A exposição prolongada ao sol, à chuva e à umidade pode acelerar a corrosão. Da mesma forma, essas condições podem comprometer sistemas elétricos, peças de borracha e outros componentes.

    Segundo Eder Pinheiro, coordenador de Marketing de Produto Trator da Massey Ferguson, medidas simples ajudam a manter a máquina em boas condições e pronta para voltar ao trabalho quando necessário. Dessa forma, o produtor reduz o risco de falhas e evita despesas inesperadas no início das operações.

    Limpeza deve anteceder o período de parada

    O primeiro passo recomendado pelo especialista é realizar uma limpeza completa do equipamento antes de iniciar o armazenamento. A retirada de resíduos acumulados durante o trabalho no campo contribui para preservar diferentes componentes da máquina.

    “A remoção de resíduos de terra, palha, fertilizantes e defensivos evita o acúmulo de umidade e reduz o risco de corrosão em partes metálicas”, detalha Pinheiro.

    Por isso, a limpeza deve fazer parte da preparação do trator para períodos prolongados de inatividade. Além de remover sujeiras, o procedimento permite identificar possíveis danos que poderiam passar despercebidos durante a rotina de trabalho.

    Na sequência, o produtor deve escolher um local adequado para guardar o equipamento. Ambientes cobertos, ventilados e protegidos das intempéries oferecem melhores condições de conservação.

    “Ambientes cobertos, ventilados e protegidos das intempéries ajudam a preservar a pintura, os componentes eletrônicos e os elementos de borracha. Quando possível, a máquina deve permanecer protegida da incidência direta do sol e da chuva”, afirma o especialista.

    Pneus, fluidos e funcionamento exigem atenção

    Os cuidados durante a entressafra também envolvem pneus e fluidos. A calibragem correta dos pneus ajuda a evitar deformações provocadas pelo peso do próprio equipamento durante longos períodos de parada.

    Além disso, o produtor deve verificar as condições do óleo do motor, do fluido hidráulico e do líquido de arrefecimento. Essas inspeções permitem identificar necessidades de manutenção antes que pequenos problemas afetem a operação da máquina.

    Outra recomendação é ligar o trator a cada 15 dias por aproximadamente 20 minutos. Segundo a orientação apresentada, o procedimento favorece a circulação do lubrificante pelos componentes internos. Assim, contribui para manter a proteção das peças e preservar as condições de funcionamento do equipamento.

    Ainda durante o período de armazenamento, o produtor deve realizar inspeções periódicas. A verificação de possíveis vazamentos, sinais de corrosão e presença de animais em componentes da máquina pode evitar problemas futuros.

    “Pequenos cuidados podem gerar ganhos significativos ao produtor. Além de contribuir para a disponibilidade operacional da máquina, eles ajudam a reduzir custos de manutenção e preservam o valor do equipamento ao longo dos anos”, destaca Pinheiro.

    Portanto, a preparação adequada para a entressafra não deve ser vista apenas como uma etapa de conservação. O cuidado durante a inatividade também contribui para que o equipamento retorne ao trabalho em melhores condições. Com isso, o produtor pode reduzir riscos de paradas inesperadas e preservar o investimento realizado na máquina.

    Sobre a Massey Ferguson

    A Massey Ferguson, marca pertencente ao grupo AGCO, acumula mais de 175 anos de experiência global na produção para a indústria agrícola. A empresa é apresentada como a maior exportadora de máquinas agrícolas da América Latina e atua no mercado brasileiro há seis décadas.

    A marca comercializa tratores, colheitadeiras, plantadeiras, implementos, pulverizadores, enfardadoras e produtos e serviços de agricultura de precisão para mais de 80 países.

    Na América do Sul, a empresa possui fábricas no Brasil e na Argentina. No território brasileiro, as unidades estão localizadas em Canoas (RS), Santa Rosa (RS), Ibirubá (RS) e Mogi das Cruzes (SP). A empresa também mantém uma unidade em General Rodríguez, na Argentina.

    No Brasil, a Massey Ferguson conta ainda com uma rede de concessionárias com mais de 200 lojas.

  • Vendas de máquinas agrícolas caem 22,3% em junho, diz Abimaq

    Vendas de máquinas agrícolas caem 22,3% em junho, diz Abimaq

    As vendas da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas somaram R$ 4,97 bilhões em junho de 2026, uma queda de 22,3% em relação a junho de 2025. Na comparação com maio deste ano, porém, houve alta de 8,3%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    No acumulado do primeiro semestre de 2026, o setor totalizou R$ 26,64 bilhões, recuo de 21,3% frente ao mesmo período de 2025.

    Por que as vendas travaram

    Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, junho e julho costumam ser meses de transição por causa da virada do Plano Safra.

    “Principalmente neste ano, com juros menores do novo plano em relação ao ano passado, isso acabou travando as compras”, afirmou Bastos.

    O motivo está na mudança de programa de crédito. No ano passado, o Moderfrota oferecia juros de 13,5%. O novo programa, Já o Move Agricultura tem juros de 9,2%.

    “Os produtores esperam a entrada em vigor dessas condições para comprar máquinas”, destacou o executivo.

    Exportações em alta

    Na contramão do mercado interno, as exportações do setor cresceram:

    • Junho de 2026: US$ 160,67 milhões, alta de 17,2% sobre junho de 2025 e de 20,9% sobre maio de 2026
    • Acumulado do 1º semestre: US$ 876,6 milhões, 17,5% acima do mesmo período de 2025

    Já as importações também subiram no comparativo mensal, mas recuaram no semestre:

    • Junho de 2026: US$ 124,4 milhões, alta de 17,7% sobre junho de 2025
    • Acumulado do 1º semestre: US$ 626,07 milhões, queda de 4,7% ante 2025

    Tratores

    • 3.146 tratores vendidos a usuários finais em junho, queda de 20,8% na comparação anual
    • 3.636 unidades vendidas de fábrica, recuo de 20,7%
    • 620 tratores exportados, alta de 50,9% frente a junho de 2025

    Colheitadeiras

    • 140 unidades vendidas a usuários finais, queda de 41,4% na comparação anual
    • 78 unidades vendidas de fábrica, recuo de 78,7%
    • 15 colheitadeiras exportadas, 37,5% a menos que em junho de 2025

    O que esperar para 2026?

    A Abimaq mantém a projeção de queda de 20% nas vendas do setor neste ano, divulgada no mês anterior.

    “Se a situação parar de piorar, devemos fechar o ano com queda de 20%, o que ainda é bastante expressivo. Isso ocorre em função da baixa rentabilidade das principais lavouras. Com margens menores, o produtor adia os investimentos e deixa de comprar máquinas”, explicou Bastos.

  • Haaland revela sonho de deixar o futebol para viver no campo: “Estarei rodeado de animais”

    Haaland revela sonho de deixar o futebol para viver no campo: “Estarei rodeado de animais”

    Erling Haaland brilhou na estreia da Noruega na Copa do Mundo de 2026, nesta terça-feira (16), ao marcar quatro gols na vitória sobre o Iraque por 4 a 1 no Estádio de Boston. O que pouca gente imagina é que, longe dos gramados, o jogador tem uma forte conexão com o agronegócio.

    Embora tenha nascido em Leeds, na Inglaterra, o atacante se mudou aos três anos para Bryne, no Distrito de Jæren, uma das mais importantes regiões agropecuárias da Noruega. A área se destaca especialmente pela produção de carnes e laticínios.

    Além disso, a influência familiar teve papel importante nessa relação. O tio de Haaland cultivava batatas e foi responsável por ensiná-lo a conduzir tratores na propriedade da família. Anos depois, já adolescente, o atleta posou ao lado de um Fordson Super Dexta azul, modelo produzido na década de 1960.

    Registro se tornou um dos principais símbolos da ligação de Haaland com o setor agropecuário — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    https://www.instagram.com/p/DZsHNYVS7IH/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    A conexão do atacante com o campo ganhou ainda mais repercussão em 2025, quando Haaland visitou uma pequena fazenda no Condado de Cheshire, na Inglaterra. Durante a passagem, adquiriu leite cru, carne bovina e mel antes de seguir para mais uma sessão de treinamento.

    Na mesma gravação, o jogador chamou o leite de sua “poção mágica” e ressaltou a relevância do bem-estar animal para garantir alimentos saudáveis e de qualidade.

    Em entrevista, o jovem revelou seu desejo de viver em uma propriedade com animais quando encerrar sua carreira no futebol.

    “Eu ainda não tenho vacas, mas, com certeza, terei algumas mais tarde. Acho que terei uma pequena fazenda quando terminar minha carreira em Bryne. Ainda não sei onde, mas estarei rodeado de animais”, afirmou.

    Mais ligações com o agro

    A relação de Haaland com o agronegócio também passa pelo Bryne, clube onde iniciou sua trajetória. Considerado por muitos um dos times mais ligados ao setor rural no mundo, o clube mantém diversas iniciativas voltadas à valorização da produção local.

    Entre as ações, parte do estacionamento é reservada para tratores, reforçando a identidade agrícola da região. Além disso, a equipe costuma premiar os destaques das partidas com produtos típicos do agronegócio local.

    Em 2025, temporada que marcou o retorno do Bryne à primeira divisão do Campeonato Norueguês após 20 anos, os prêmios distribuídos chamaram atenção pela originalidade. Entre os itens entregues aos jogadores estavam ovos, bandejas de morango, couve-flor, leite, sacos de batata, cordeiro vivo, maçãs, pão, peixe, paletas de lenha, potes de mel, grama, aveia, repolho, cenoura e alho-poró.

  • Mecanização impulsiona produtividade cafeeira e fortalece liderança brasileira no setor

    Mecanização impulsiona produtividade cafeeira e fortalece liderança brasileira no setor

    Hoje, 24 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional do Café, uma das culturas mais representativas da agricultura nacional e um dos pilares do agronegócio brasileiro. O país mantém a liderança como maior produtor e exportador mundial do grão, e os números de 2026 reforçam essa posição. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de cerca de 66 milhões de sacas na safra atual, volume 17,1% superior ao registrado em 2025.

    Essa trajetória de crescimento tem na mecanização um de seus principais motores. A combinação entre tradição no campo, diversidade de sistemas produtivos e adoção crescente de tecnologia consolidou a liderança brasileira no setor. Assim, a eficiência das máquinas se tornou decisiva para elevar a produtividade, reduzir custos operacionais e garantir mais precisão nas atividades diárias das lavouras.

    Para atender às particularidades da cafeicultura, especialmente em áreas de relevo desafiador e entrelinhas estreitas, a Massey Ferguson desenvolveu soluções compactas, robustas e eficientes. Entre os destaques estão as séries MF 3400 e MF 3300 Xtra.

    “A cafeicultura brasileira evoluiu significativamente nos últimos anos e a mecanização tem papel fundamental nesse avanço. O produtor busca máquinas que entreguem eficiência, economia e facilidade de operação, principalmente em áreas compactas. As linhas MF 3400 e MF 3300 Xtra foram desenvolvidas justamente para atender essas demandas”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    MF 3400: agilidade e capacidade para o cafezal

    A série MF 3400 atende operações que exigem alta capacidade de manobra em espaços reduzidos. Os modelos são cerca de 5% menores que a média do segmento e contam com raio de giro de apenas 3,1 metros, o que permite mais rapidez e menos manobras entre as ruas do cafezal. Além disso, os tratores oferecem até 25% mais capacidade de levante em relação à categoria, chegando a 3.135 kg, ampliando a versatilidade para diferentes implementos.

    Equipados com motor AGCO Power, os modelos proporcionam economia de até 12% no consumo de combustível, garantindo maior autonomia operacional. Outro diferencial é a maior cabine da categoria de tratores fruteiros, que combina conforto, ergonomia e ampla visibilidade ao longo das jornadas no campo.

    MF 3300 Xtra: compacto para o dia a dia exigente

    A série MF 3300 Xtra une dimensões compactas e robustez para enfrentar as demandas cotidianas da lavoura. O modelo possui largura ideal para transitar entre as plantas sem causar danos à cultura, sendo indicado para atividades como pulverização, roçada e preparo de solo.

    O trator conta com motor mecânico AGCO Power de três cilindros, que entrega redução de até 10% no consumo de combustível, aliando desempenho e eficiência energética. A capacidade máxima de levante chega a 2.100 kg e a manutenção preventiva simplificada contribui para ampliar em até 20% a vida útil dos componentes e do motor.

  • Governo lança R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas na Agrishow 2026

    Governo lança R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas na Agrishow 2026

    O governo federal usou a abertura da 31ª Agrishow, neste domingo (25), em Ribeirão Preto (SP), para anunciar R$ 10 bilhões em crédito destinado à compra de máquinas e implementos agrícolas. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comandaram o lançamento da nova fase do MOVE Brasil, batizada de Move Agricultura, e reforçaram compromissos com o seguro rural e a renegociação de dívidas do setor.

    Foto: MAPA

    “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou Alckmin durante a cerimônia.

    Como funciona o Move Agricultura

    Os financiamentos contam com taxas de juros de um dígito e chegam ao produtor por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

    A nova fase segue o modelo da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos se esgotaram em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento.

    Alckmin também anunciou outras medidas de apoio à produção: R$ 15 bilhões pelo programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos afetados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital.

    Seguro rural e renegociação de dívidas na pauta

    André de Paula destacou três prioridades do Ministério da Agricultura para os próximos meses: um novo recorde no Plano Safra com taxas compatíveis à realidade dos produtores, a aprovação do projeto de lei do seguro rural e uma nova proposta de renegociação de títulos rurais.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    “Mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos é conseguir trabalhar com uma taxa compatível. E que viabilize o acesso dos nossos produtores”, disse o ministro.

    Alckmin reforçou que a renegociação de dívidas vale tanto para produtores inadimplentes quanto para os adimplentes. Ele também citou as mudanças climáticas como fator que torna o seguro rural ainda mais urgente. “É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há necessidade de integração e apoio para melhorarmos o seguro rural”, afirmou.

    https://www.instagram.com/p/DXoa_oplWKd/

    O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), acompanhou os anúncios e cobrou avanço na renegociação. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse.

    Ribeirão Preto como símbolo do agro nacional

    André de Paula aproveitou o palco da Agrishow para ressaltar o peso estratégico do agronegócio brasileiro, responsável por 25% do PIB e 49% da pauta de exportações. E destacar Ribeirão Preto como polo de referência nacional.

    “A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento”, afirmou o ministro, lembrando que a área concentra uma das maiores produções mundiais de açúcar e etanol.

    Agrishow 2026: confiança e tecnologia

    Uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, a Agrishow reúne anualmente produtores rurais, fabricantes de máquinas, startups e instituições do setor. Em 2025, o evento recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    O presidente da feira, João Carlos Marchesan, colocou a edição de 2026 como um sinal de otimismo do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, afirmou.

    A equipe do Agro em Campo estará presente na feira, com uma cobertura especial do evento.

  • Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    Os tratores finlandeses estão revolucionando o campo brasileiro

    O agronegócio brasileiro vive um novo momento de transformação. A chegada de tratores com tecnologia desenvolvida na Finlândia reforça o avanço da mecanização no campo e acelera o processo de modernização do setor.

    Esses equipamentos trazem soluções voltadas para eficiência operacional, conectividade e precisão nas atividades agrícolas. Com isso, produtores conseguem extrair mais produtividade sem a necessidade de expandir áreas cultivadas.

    Esse movimento acompanha uma tendência global: o uso intensivo de tecnologia como base para o crescimento sustentável do agro.

    Máquinas mais inteligentes e eficientes

    Os novos tratores incorporam sistemas avançados de controle, automação e gestão de dados. Na prática, isso permite operações mais precisas e redução de desperdícios.

    Tecnologias como transmissão inteligente, monitoramento em tempo real e integração com sistemas digitais ajudam a otimizar o uso de insumos e combustível.

    Além disso, estudos indicam que máquinas mais modernas podem reduzir significativamente os custos operacionais, especialmente com diesel e fertilizantes.

    Impacto direto na produtividade

    A adoção dessas tecnologias tem impacto direto na produtividade das lavouras.

    Com maior precisão nas operações, o produtor consegue melhorar o desempenho das culturas e aumentar a rentabilidade. Além disso, a redução de erros humanos contribui para uma produção mais eficiente.

    Outro ponto importante é a preservação do solo. Sistemas que distribuem melhor o peso das máquinas evitam compactação excessiva, o que favorece o desenvolvimento das plantas.

    Automação e futuro do campo

    O avanço tecnológico no campo não se limita apenas aos tratores tradicionais.

    Testes com máquinas autônomas já mostram resultados promissores no Brasil. Em algumas operações, a automação pode aumentar a produtividade em até 20% e reduzir o consumo de combustível em cerca de 10%.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

    Brasil se consolida como potência tecnológica no agro

    A chegada de tecnologias internacionais reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais mercados agrícolas do mundo.

    Além disso, o setor deve continuar crescendo impulsionado pela inovação. Projeções indicam que o agro brasileiro segue em expansão, com tecnologia sendo o principal motor desse avanço.

    Nesse contexto, a modernização da frota agrícola se torna estratégica para manter a competitividade global.

  • Câmara flexibiliza regras para veículos agrícolas circularem em rodovias

    Câmara flexibiliza regras para veículos agrícolas circularem em rodovias

    A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que facilita o tráfego de máquinas agrícolas nas rodovias do país. A proposta permite que tratores usem o acostamento e parte da pista quando necessário, sem invadir a contramão.

    Deputada Marussa Boldrin. Foto: Mário Agra/Agência Câmara de Notícias

    A nova regra também autoriza veículos agrícolas que excedam os limites padrão de peso e dimensão a trafegar em rodovias. Eles devem seguir normas específicas que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definirá.

    A relatora do projeto, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), defendeu a medida. Ela afirmou que a legislação atual só considera deslocamentos esporádicos de grandes equipamentos. Para o setor agrícola, no entanto, o transporte frequente de tratores entre propriedades durante o plantio e a colheita é uma necessidade real.

    “A burocracia atual exige uma Autorização Especial de Trânsito para cada viagem. Isso se torna excessivo e inadequado para a dinâmica do campo”, explicou Boldrin. “Precisamos estabelecer critérios seguros para essa circulação, protegendo tanto o produtor rural quanto os outros usuários da estrada”, completou.

    O texto aprovado é um substitutivo que unifica seis propostas anteriores. O projeto original, que tratava de outros temas como aumento de pena para embriaguez ao volante, não avançou.

    O projeto segue agora para votação no Plenário da Câmara. Se aprovado pelos deputados, ainda precisará passar pelo crivo do Senado Federal antes de virar lei.

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Comissão aprova uso do FGTS para financiar máquinas agrícolas

    Comissão aprova uso do FGTS para financiar máquinas agrícolas

    A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que pode abrir uma nova linha de crédito para produtores rurais. A proposta autoriza os trabalhadores a utilizarem recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de máquinas e implementos agrícolas, como tratores e colheitadeiras.

    Atualmente, a lei só permite o saque do FGTS em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, aquisição da casa própria ou tratamento de doenças graves. O PL 4515/24 busca incluir o investimento em equipamentos para a agricultura nesta lista.

    O relator da proposta, deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), defendeu a medida. Ele argumenta que os recursos do FGTS podem servir como uma alternativa complementar de financiamento para o setor. “Essa mudança amplia as possibilidades de investimento do trabalhador rural”, afirmou Nogueira em seu parecer.

    O autor do projeto, deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), reforçou o impacto econômico da medida. “A mudança na lei contribuirá para a subsistência do trabalhador rural e movimenta um setor que responde por quase 27% dos empregos no país”, disse.

    Próximas etapas da proposta

    O projeto ainda não tem data para entrar em votação no plenário. Ele tramita em caráter conclusivo e, por isso, precisa passar pela análise de outras três comissões antes de seguir para o Senado:

    • Comissão de Trabalho;
    • Comissão de Finanças e Tributação;
    • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Apenas após a aprovação final pela Câmara e pelo Senado, a proposta poderá se transformar em lei e entrar em vigor.

  • Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Lucas Fuini acorda cedo todos os dias em seu sítio em Itapira (SP) para cuidar da plantação de jiló, berinjela e pimentão que sustenta sua família. Filho e neto de agricultores, ele aprendeu desde os 12 anos a dividir o tempo entre a escola e o trabalho na lavoura. Em 2025, Lucas conquistou uma vitória importante: renovou a frota da propriedade através do Programa Pró-Trator.

    “Programas como esse ajudam muito, principalmente porque facilitam o acesso a máquinas novas. Um trator custa quase R$ 200 mil, um valor impossível de pagar à vista. O crédito permite que eu continue investindo sem comprometer tudo de uma vez. Hoje está difícil juntar dinheiro”, explica Lucas. O produtor utiliza o trator na pulverização das culturas, o que torna o trabalho diário mais eficiente.

    Modernização chega ao café de montanha

    Em Divinolândia (SP), o produtor Marcos Riccetto também aproveitou o programa para modernizar sua propriedade. Ele trabalha com gado de cria e café de montanha e descobriu o Pró-Trator por indicação do Sindicato Rural e da Casa da Agricultura do município.

    “O Sicredi me ajudou a agilizar toda a parte burocrática e de documentação. Essas iniciativas são essenciais, porque o setor primário é a base de tudo. Se a agricultura não estiver estruturada, os outros setores também não avançam”, afirma Marcos. O produtor adquiriu um trator de 85 cavalos, equipado com super-redutor, para mecanizar parte da lavoura e otimizar os tratos culturais do café.

    Cooperativa assume liderança no programa estadual

    As histórias de Lucas e Marcos ilustram o impacto transformador do programa no campo paulista. O Sicredi, cooperativa de crédito, conquistou a liderança na destinação de crédito do Pró-Trator em São Paulo.

    A cooperativa se credenciou junto ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e se tornou a primeira instituição financeira do Brasil a operar o programa, lançado em maio de 2024 pelo Governo do Estado de São Paulo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento criou a iniciativa para apoiar pequenos e médios produtores na modernização de suas propriedades através do financiamento de tratores e implementos agrícolas.

    Resultados expressivos em menos de um ano

    Entre 2024 e 2025, o programa já movimentou R$ 61,1 milhões em financiamentos. Os recursos beneficiaram 343 associados e geraram uma economia superior a R$ 9,3 milhões para os produtores participantes.

    Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca que os números reforçam o papel estratégico do cooperativismo de crédito no desenvolvimento regional.

    “Nosso compromisso é oferecer aos associados o suporte necessário para aprimorar suas operações e aumentar a produtividade. Ao facilitar o acesso a recursos, capacitamos pequenos e médios produtores a enfrentar os desafios com mais confiança e inovação”, conclui o executivo.

  • Empresa japonesa lança primeiro trator autônomo a hidrogênio do mundo

    Empresa japonesa lança primeiro trator autônomo a hidrogênio do mundo

    A empresa japonesa Kubota apresentou na Expo Mundial 2025 o que considera ser o primeiro trator totalmente autônomo movido a hidrogênio do planeta. A inovadora máquina agrícola promete transformar a agricultura moderna ao unir sustentabilidade, tecnologia avançada e eficiência operacional.

    O novo trator da Kubota surge como resposta direta aos desafios enfrentados pela agricultura global: a crescente escassez de mão de obra e a necessidade urgente de descarbonização do setor. No Japão, onde o envelhecimento populacional agrava a falta de trabalhadores rurais, a solução tecnológica ganha ainda mais relevância.

    A máquina combina dois pilares da inovação contemporânea: condução autônoma guiada por inteligência artificial e energia limpa através de células de combustível a hidrogênio. Esta combinação permite operação completamente independente, sem emissões de CO2 e com alta eficiência produtiva.

    Especificações técnicas impressionam mercado agrícola

    Com 100 cavalos de potência, o trator autônomo supera significativamente seu antecessor tripulado de 60 cavalos apresentado em 2024. Suas dimensões – 4,4m de comprimento, 2,2m de largura e 2,3m de altura – foram otimizadas para máxima funcionalidade em campo.

    A ausência de cabine para motorista é compensada por um sistema de controle remoto avançado, permitindo operação à distância dentro do alcance da rede de comunicação. O equipamento oferece até meio dia de trabalho ininterrupto por reabastecimento, atendendo às demandas de longas jornadas agrícolas.

    Segurança e eficiência através da inteligência artificial

    O sistema de segurança do trator incorpora câmeras com IA capazes de detectar pessoas e obstáculos no campo, interrompendo automaticamente a operação quando necessário. Esta tecnologia garante proteção tanto para trabalhadores quanto para animais que possam cruzar a área de trabalho.

    O tempo de reabastecimento rápido representa uma vantagem significativa sobre tratores elétricos convencionais, que frequentemente enfrentam limitações de autonomia e longos períodos de recarga. A tecnologia de célula de combustível, similar à utilizada no Toyota Mirai, proporciona operação silenciosa e com baixa vibração.

    Hidrogênio: o combustível do futuro agrícola

    As células de combustível a hidrogênio funcionam combinando hidrogênio e oxigênio para gerar eletricidade, produzindo apenas água e calor como subprodutos. Recentes avanços incluem catalisadores de platina de alta durabilidade, membranas mais eficientes e placas bipolares aprimoradas que aumentam o desempenho geral do sistema.

    Esta tecnologia representa uma alternativa superior aos sistemas elétricos tradicionais, oferecendo maior potência, tempo de operação estendido e reabastecimento mais rápido – características essenciais para aplicações agrícolas intensivas.

    Testes de campo definirão futuro comercial

    Segundo Isamu Kazama, desenvolvedor principal da Kubota, a empresa planeja iniciar experimentos de demonstração em campo em breve. “Continuaremos o desenvolvimento visando a aplicação prática”, afirmou o executivo, indicando que a comercialização dependerá dos resultados dos testes reais.

    O sucesso destes testes pode marcar um ponto de virada na agricultura global, estabelecendo um novo padrão para máquinas agrícolas sustentáveis e autônomas.

    Impacto na agricultura mundial

    O trator da Kubota exemplifica como a convergência entre hidrogênio verde e automação inteligente pode revolucionar a produção agrícola. Em um cenário de crescente pressão por sustentabilidade e eficiência, soluções como esta podem se tornar essenciais para a segurança alimentar global.

    A iniciativa japonesa pode inspirar outros fabricantes a desenvolverem tecnologias similares, acelerando a transição para uma agricultura mais limpa e tecnologicamente avançada em escala mundial.