Tag: Tratamento de sementes

  • Boas práticas e tecnologia marcam debate da Corteva

    Boas práticas e tecnologia marcam debate da Corteva

    A Corteva Agriscience reuniu especialistas, produtores rurais e jornalistas durante a Expodireto Cotrijal 2026, em Não-Me-Toque (RS), para discutir dois temas centrais da próxima safra de grãos: a tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas e o impacto das doenças iniciais da soja na produtividade. O encontro ocorreu no dia 11 de março e destacou a importância da inovação, do treinamento e das boas práticas agrícolas para reduzir perdas no campo.

    Participaram da coletiva o professor Adriano Arrué Melo, da Universidade Federal de Santa Maria, o consultor agronômico Maurício De Bortoli, o produtor rural Pedro Basso, da região de Vacaria (RS), e Maxwell Borges, líder comercial de tratamento de sementes da empresa. Ao longo do debate, os convidados abordaram desafios técnicos da produção agrícola e estratégias para melhorar a eficiência das lavouras.

    Além disso, representantes da companhia apresentaram projetos voltados à disseminação de conhecimento técnico no campo. A iniciativa busca aproximar pesquisadores, técnicos e produtores, ampliando o acesso a informações sobre manejo e aplicação correta de insumos agrícolas.

    Treinamento e tecnologia para aplicação responsável

    Um dos focos da apresentação foi a difusão de boas práticas agrícolas. A empresa destacou programas de capacitação voltados à aplicação responsável de defensivos, com treinamentos teóricos e práticos para agricultores e operadores de máquinas.

    Nesse contexto, uma das iniciativas utiliza uma caminhonete equipada para levar cursos diretamente às propriedades rurais. O objetivo é orientar trabalhadores sobre a pulverização correta, garantindo que o produto seja aplicado na dose adequada e atinja o alvo desejado.

    Desde 2006, mais de 45 mil pessoas já participaram de mais de 2 mil treinamentos promovidos pela empresa em diferentes regiões do país. Os cursos têm duração de 16 horas, divididas entre teoria e prática, e abordam temas como regulagem de pulverizadores, segurança do trabalhador e manejo eficiente de defensivos.

    Além disso, as ações fazem parte de uma estratégia baseada em cinco pilares: manejo integrado de plantas daninhas, manejo integrado de pragas, manejo integrado de doenças, tecnologia de aplicação e segurança do trabalhador rural.

    Deriva

    Outro ponto discutido foi a deriva de herbicidas, fenômeno que ocorre quando o produto aplicado se desloca para áreas vizinhas. Esse problema pode atingir outras culturas e gerar prejuízos para produtores rurais.

    Para reduzir esse risco, a empresa apresentou tecnologias como o herbicida Enlist Colex-D, desenvolvido com sal colina. Segundo a companhia, a formulação reduz a volatilidade e pode diminuir o risco de deriva em até 90% durante a aplicação.

    O professor Adriano Arrué Melo destacou que a evolução da tecnologia de aplicação tem papel decisivo para conciliar produtividade e responsabilidade ambiental. Segundo ele, defensivos agrícolas continuam sendo ferramentas importantes para o controle de pragas e doenças, desde que utilizados com critérios técnicos.

    “A pesquisa busca garantir que os produtos sejam aplicados de forma eficiente. Assim, o agricultor evita perdas e a sociedade também se beneficia”, afirmou.

    De acordo com o pesquisador, o Rio Grande do Sul foi pioneiro ao estabelecer normas específicas sobre tecnologia de aplicação em 2018. A regulamentação ampliou o controle sobre a atividade e estimulou programas de capacitação de operadores.

    Hoje, segundo dados apresentados no encontro, o número de aplicadores cadastrados no Estado passou de 3.348 em 2022 para mais de 32 mil em 2026. Além disso, a certificação exige reciclagem a cada cinco anos.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Doenças iniciais da soja preocupam produtores

    Outro tema discutido foi o impacto das doenças iniciais da soja, que podem comprometer o desenvolvimento das plantas logo nas primeiras fases da cultura. O consultor agronômico Maurício De Bortoli apresentou um panorama dos principais patógenos presentes na safra 2025/26 e destacou que fatores como solo, clima e qualidade das sementes influenciam diretamente o desempenho das lavouras.

    Segundo ele, a janela de plantio considerada ideal no Rio Grande do Sul costuma ocorrer entre 20 de outubro e 20 de novembro. Esse período reúne condições favoráveis de temperatura e umidade para o estabelecimento inicial da cultura.

    No entanto, variações climáticas podem trazer desafios adicionais ao produtor. Em muitas regiões, o início da safra apresenta temperaturas mais baixas e maior umidade. Já no final do ciclo, o cenário costuma mudar, com calor mais intenso e menor disponibilidade de água.

    Por isso, especialistas defendem que o produtor adote estratégias preventivas para proteger a lavoura desde o início do cultivo. Nesse contexto, o tratamento de sementes surge como uma ferramenta fundamental para reduzir riscos e garantir melhor desenvolvimento das plantas.

    Maxwell Borges, líder comercial de tratamento de sementes da Corteva, destacou que a proteção inicial da semente pode influenciar diretamente o estabelecimento da cultura no campo. Segundo ele, a adoção de tecnologias específicas ajuda a reduzir o impacto de patógenos presentes no solo.

    Além disso, o manejo adequado contribui para fortalecer o sistema radicular das plantas e aumentar o potencial produtivo das lavouras.

    Experiência no campo reforça importância do manejo

    A visão prática do campo foi apresentada pelo produtor rural Pedro Basso, que cultiva soja na região de Vacaria (RS), área caracterizada por altitudes mais elevadas e variações climáticas frequentes.

    Segundo ele, as lavouras enfrentam diferentes adversidades ao longo da safra, como frio, chuvas intensas e períodos de estiagem. Por isso, a escolha de tecnologias adequadas se torna decisiva para reduzir perdas.

    Basso relatou experiências com doenças como a podridão radicular causada por Phytophthora sojae, patógeno que pode comprometer o desenvolvimento das plantas ainda nos estágios iniciais da cultura.

    Para enfrentar esse cenário, o produtor afirmou que o tratamento de sementes tem se mostrado uma estratégia importante para aumentar a segurança da lavoura. Ele destacou resultados obtidos após testar a tecnologia LumiTreo.

    Segundo o agricultor, o produto apresentou efeito mais duradouro em comparação ao manejo anterior. “Observamos cerca de 21 dias adicionais de proteção, o que trouxe mais segurança no estabelecimento da lavoura”, relatou.

    Por fim, os participantes do encontro ressaltaram que a integração entre pesquisa, inovação tecnológica e capacitação de produtores será fundamental para enfrentar os desafios da próxima safra. A troca de conhecimento entre universidades, empresas e agricultores deve continuar impulsionando práticas mais eficientes e sustentáveis no agronegócio brasileiro.

  • Solo e sementes bem preparados garantem safra de soja produtiva

    Solo e sementes bem preparados garantem safra de soja produtiva

    O sucesso de uma lavoura de soja começa muito antes da semeadura. Garantir uma área livre de plantas daninhas é essencial para um arranque vigoroso, e quando aliado ao tratamento industrial de sementes, a cultura recebe proteção extra contra doenças, pragas e desafios iniciais do campo.

    Pré-plantio: cuidado que define a safra

    Felipe Stefaroli, gerente técnico de portfólio para soja e algodão da Bayer, ressalta a importância dessa fase:

    “É nesse estágio que o produtor deve se preocupar com o estabelecimento da cultura, garantindo um bom preparo da área, controle de plantas daninhas resistentes e proteção inicial da semente. Esses cuidados são fundamentais para que a genética e a biotecnologia da soja possam expressar todo o seu potencial produtivo.”

    A resistência das plantas daninhas aos herbicidas já afeta cerca de 60% da área cultivada com soja no Brasil, podendo ultrapassar 65% até 2030. O manejo exige estratégias combinadas, incluindo plantio direto, herbicidas pré e pós-emergentes e rotação de mecanismos de ação.

    Produtos e soluções para controle de plantas daninhas

    Entre as ferramentas para o pré-plantio estão:

    • ConvintroDuo: herbicida pré-emergente que impede a emergência de plantas daninhas, seletivo para soja e sem efeito em culturas subsequentes.
    • Xtendicam: elimina plantas já estabelecidas e mantém efeito residual, indicado para soja Intacta2 Xtend.
    • Roundup Transorb TOP: herbicida pós-emergente de alta concentração, com surfactantes que facilitam o manejo e a aplicação.

    “O uso de pré-emergentes protege a cultura contra a competição inicial, enquanto os herbicidas pós-emergentes facilitam o controle antes do fechamento da lavoura”, explica Stefaroli.

    Tratamento industrial de sementes (TSI)

    Após a limpeza do campo, o tratamento de sementes garante defesa da plântula contra doenças e pragas iniciais. Os pacotes Guardião e Guardião+ protegem a soja até os estágios V4/V5 (cerca de 30 dias após a semeadura) e agora contam com o fungicida Evergol, primeira carboxamida da Bayer no tratamento industrial de sementes.

    Entre os benefícios do TSI estão: sementes já tratadas, maior segurança para o agricultor, economia de tempo e flexibilidade de uso, com tempo de prateleira de até 120 dias.

    Manejo de nematoides

    Os nematoides são pragas que comprometem a produtividade ao atacar as raízes. O produto Verango Prime oferece controle de longa duração, com baixa dosagem e amplo espectro. O manejo inclui rotação de culturas, uso de cultivares tolerantes e aplicação de produtos biológicos e químicos, garantindo raízes protegidas e desenvolvimento saudável da lavoura.

    “O conjunto de ações integradas permite melhores condições para o crescimento e rendimento da soja, transformando cada safra em oportunidade de crescimento”, reforça Stefaroli.

    Com portfólio integrado, a Bayer oferece soluções desde o pré-plantio até o manejo de pragas e doenças, permitindo que o produtor tenha mais segurança e maximize a produtividade da soja.

  • Bayer apresenta novidades no 10º Congresso Brasileiro de Soja

    Bayer apresenta novidades no 10º Congresso Brasileiro de Soja

    A Bayer apresentou, durante o 10º Congresso Brasileiro de Soja Mercosoja 2025, realizado em Campinas (SP), quatro novas tecnologias voltadas à cultura da soja. Os lançamentos abrangem diferentes frentes do manejo da lavoura: tratamento de sementes, herbicidas, inseticidas e fungicidas.  O evento é promovido a cada três anos pela Embrapa Soja e reúne representantes de todos os setores da cadeia produtiva. Esta edição celebra os 100 anos de plantio de soja no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja, centro de pesquisa que se tornou referência mundial na tropicalização da cultura.

    “A Bayer é a empresa do agronegócio que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Por esse motivo, nós temos uma série de inovações que são lançadas todos os anos”, afirmou Guilherme Hungueria, gerente de cultivos da empresa.

    Evergol: proteção desde o tratamento da semente

    Entre os destaques do portfólio está o Evergol, novo fungicida à base de carboxamida, indicado para o tratamento de sementes. Segundo Hungueria, a proposta é garantir que doenças e pragas iniciais não afetem a produção.

    “É uma carboxamida que transloca muito bem na planta, é muito sistêmica, isso faz com que ela tenha um residual muito positivo e dure por mais tempo no controle das doenças”, explicou.

    A inovação chega para somar ao novo conceito lançado pela empresa para o tratamento de sementes (TS), com os pacotes Guardião e Guardião+, voltados à proteção da semente e da plântula até 30 dias após a semeadura.

    Convintro Duo: ação pré-emergente contra ervas daninhas

    Outra frente abordada pela Bayer é o manejo de plantas daninhas, com o lançamento do herbicida Convintro Duo. “No momento do plantio, o agricultor faz um preparo em pré-emergência da cultura da soja. Ele vai aplicar um inseticida antes mesmo da soja nascer, pra garantir que as plantas daninhas que ainda não nasceram, não nasçam”, explicou o gerente.

    Guilherme Hungueria, Gerente de Cultivos Bayer – Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    Segundo ele, o Convintro Duo combina dois ativos inéditos para a cultura da soja: Metribuzim e Diflufenicam, que garantem proteção prolongada sem afetar o desenvolvimento da cultura.

    “Hoje, no Brasil, mais de 60% da área de soja já tem a presença de ervas daninhas resistentes aos herbicidas. Novos produtos são importantes nesse sentido.”

    Inseticida contra mosca-branca chega em pré-lançamento

    Entre os lançamentos que ainda estão em fase de pré-registro, o destaque é o Plenexus Care, inseticida indicado para o controle da mosca-branca, praga que tem ganhado força nas últimas safras.

    “Ele transloca tanto via xilema quanto via floema. Isso é importante porque, quando uma folha nova de soja nasce, e o produto ainda está ativo na planta, aquela folha que não recebeu a aplicação também vai estar protegida”, explicou Hungueria. “Isso garante uma proteção por mais tempo para uma praga que é tão importante como a mosca-branca.”

    O produto é considerado de alta sistemicidade e está sendo lançado globalmente. No Brasil, chega como pré-lançamento nesta safra, com previsão de registro completo no ano seguinte.

    Fox Ultra: novo membro da família campeã de fungicidas

    Fechando o pacote de novidades, a Bayer apresentou o Fox Ultra, um fungicida que integra a família Fox, líder de mercado há mais de uma década. A nova formulação reúne três moléculas — protioconazol, impirfluxam e trifloxistrobina — e tecnologia Leafshield, que melhora a aderência e a absorção na planta.

    “O Fox Ultra já vem credenciado como produto vencedor de todas as categorias que ele participou na rede da Embrapa”, ressaltou Hungueria. “A gente fica muito satisfeito de trazer o produto nesse momento em que ele ganhou todas as categorias aí que ele competiu na rede.”

    Equipe Bayer durante o 10º CBSoja – Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    O foco principal são as doenças mais críticas da soja: ferrugem, mancha-alvo e podridão.

    Compromisso com inovação e com o produtor

    A Bayer reforçou ainda sua estratégia de atuação colaborativa. Para Hungueria, o congresso é uma oportunidade de mostrar soluções, mas também de aprendizado e escuta.

    “Esse evento é o momento em que a gente se conecta com diversos elos da cadeia pra falar sobre o trabalho que a gente faz e para ouvir o trabalho que essas pessoas também fazem. Porque nós somos uma empresa extremamente colaborativa, que quer chegar no resultado, no agricultor.”

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  • Estudo avalia eficiência de tecnologias biológicas em milho

    Estudo avalia eficiência de tecnologias biológicas em milho

    Um estudo conduzido pelo engenheiro agrônomo Ivalino Alves Xavier Pinto avaliou a eficácia de bioestimulantes e da bactéria Azospirillum brasilense no desenvolvimento inicial do milho. A pesquisa, intitulada “Avaliação da eficiência do tratamento de sementes com bioestimulantes e Azospirillum na promoção do desenvolvimento inicial na cultura do milho”, revelou que os bioestimulantes tiveram melhor desempenho em condições de campo, enquanto a inoculação mostrou maior eficácia em laboratório.

    O milho é uma das culturas mais importantes do Brasil, com grande impacto econômico e social, especialmente em estados como Mato Grosso. Diante disso, estratégias para melhorar o crescimento das plantas, como o uso de bioestimulantes e inoculantes, têm ganhado destaque. Essas tecnologias podem:

    • Aumentar a eficiência nutricional
    • Melhorar a tolerância a estresses (seca, temperaturas extremas)
    • Promover a fixação biológica de nitrogênio

    Metodologia e resultados do estudo

    O experimento foi realizado no laboratório de sementes da Fundação Rio Verde e na Fazenda Guatá, em Lucas do Rio Verde (MT). Foram testados:

    • Inoculação com Azospirillum brasilense (Azotop)
    • Bioestimulantes (Stimulate, Biozyme, Germinate e Radifarm)
    • Um grupo controle (sem bioestimulantes)
    Principais achados:
    • Bioestimulantes promoveram maior vigor nas plantas, com destaque para o Biozyme, que apresentou melhor desempenho no desenvolvimento radicular e da parte aérea.
    • A inoculação com Azospirillum teve efeito significativo apenas em laboratório, indicando que sua eficácia pode depender de condições controladas.
    • Não houve interação significativa entre bioestimulantes e inoculação, sugerindo que seus efeitos são independentes.

    Implicações para o agronegócio

    Os resultados indicam que bioestimulantes podem ser uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento inicial do milho, enquanto a inoculação pode exigir ajustes para melhor adaptação em campo.

    Engenheiro agrônomo Ivalino Alves Xavier Pinto. Foto: divulgação

    “O impacto dessas tecnologias varia conforme fatores ambientais, indicando a necessidade de mais estudos para otimizar seu uso”, afirma Ivalino Pinto.

    A banca examinadora aprovou a pesquisa, o que credencia o autor ao título de Mestre em Agronomia pela Unoeste, em parceria com a Unilasalle/Lucas, por meio do projeto PCI/Capes.

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  • Veja o resultado do estudo FarmTrak Soja 2023-24

    Veja o resultado do estudo FarmTrak Soja 2023-24

    O tratamento de sementes de soja no Brasil registrou um crescimento expressivo de 18% na safra 2023-24, alcançando um valor de R$ 3,6 bilhões, de acordo com o levantamento FarmTrak Soja, realizado pela Kynetec Brasil. O estudo revela que 99% da área plantada com a oleaginosa no país, equivalente a 44 milhões de hectares, já utiliza sementes protegidas por fungicidas, inseticidas e nematicidas, destacando a importância dessa prática preventiva para garantir o potencial produtivo e proteger as culturas de ataques iniciais de pragas e doenças.

    Lucas Lima Alves, especialista em pesquisas da Kynetec, explica que o tratamento de sementes proporciona um estande adequado de plantas, bom desenvolvimento inicial da soja e uniformidade da lavoura. “O uso desses defensivos agrícolas no tratamento de sementes é essencial para assegurar a saúde das plantas desde o início do ciclo”, destaca Alves.

    Reprodução – Kynetec Brasil

    Mudança de perfil

    O levantamento também aponta uma mudança significativa no perfil das aplicações de produtos, com o processo de tratamento industrial de sementes ganhando destaque. Em 2023-24, 51% das áreas cultivadas com soja utilizaram sementes tratadas industrialmente, produzidas por parceiros como indústrias, sementeiros ou distribuidores. Esse avanço é expressivo se comparado à safra 2014-15, quando apenas 31% das sementes chegavam às propriedades com o tratamento já realizado.

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    “O modelo industrial oferece precisão nas doses de produtos, praticidade no manuseio e auxilia na otimização da janela de plantio”, afirma Alves, ressaltando os benefícios dessa modalidade para os produtores.

    Reprodução – Kynetec Brasil

    Entre os agroquímicos mais utilizados no tratamento industrial de sementes, os inseticidas e fungicidas lideram, presentes em 50% das áreas cultivadas. Os nematicidas, embora ainda em menor proporção, com 8% de adoção, apresentam tendência de crescimento nas próximas safras, conforme identificado pelo FarmTrak Soja.

    Paraná se destaca

    O Paraná se destaca como o estado com maior adoção do tratamento industrial de sementes de soja, atingindo 85% das áreas cultivadas. Enquanto a Bahia registra o menor índice, com apenas 11% das lavouras utilizando essa técnica. Alves atribui essas diferenças regionais ao perfil fundiário. “Em estados como a Bahia e o Mato Grosso, onde predominam grandes propriedades, os produtores geralmente possuem equipamentos para realizar o tratamento com qualidade industrial. Já no Sul e Sudeste, o serviço depende mais de revendas, cooperativas e sementeiros”, explica.

    O estudo FarmTrak Soja 2023-24 foi elaborado a partir de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com produtores em toda a fronteira agrícola da soja no Brasil. Oferece um panorama detalhado das práticas de tratamento de sementes no país.