Tag: Transporte

  • Importações de arroz avançam com oferta restrita

    Importações de arroz avançam com oferta restrita

    O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul registra oferta restrita e baixa liquidez. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostra preocupação crescente entre agentes do setor.
    Além da escassez do cereal, a alta do diesel pressiona os custos de frete e logística. Esse aumento ocorre justamente durante a intensificação da colheita e do transporte da produção.

    Compradores elevam ofertas para garantir produto

    Nos últimos dias, compradores elevaram as ofertas para garantir abastecimento. Alguns agentes reajustaram os preços de aquisição mais de uma vez. Mesmo assim, a disponibilidade de arroz no mercado permaneceu limitada.

    Produtores seguram vendas e priorizam colheita

    Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mantém postura retraída. Ou seja, esses produtores aguardam sinais mais claros do mercado antes de negociar. Ao mesmo tempo, outra parcela concentra esforços nos trabalhos de colheita. Em algumas regiões, produtores relatam produtividade menor nas lavouras.

    Alta do diesel preocupa cadeia do arroz

    Agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada também demonstram preocupação com o diesel mais caro. Os relatos indicam inclusive desabastecimento regional do combustível.
    As tensões geopolíticas globais impulsionam essa alta de preços.

    Colheitas simultâneas ampliam pressão logística

    O cenário preocupa especialmente o setor no Rio Grande do Sul. No estado, a colheita de arroz ocorre ao mesmo tempo que a safra de soja. Essa coincidência aumenta a demanda por transporte e amplia os custos logísticos do agronegócio.

     

  • Conheças as novas regras para produtos agropecuários na bagagem

    Conheças as novas regras para produtos agropecuários na bagagem

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas regras para a entrada de produtos agropecuários na bagagem de viajantes. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor em 4 de fevereiro.

    A medida busca impedir a entrada de pragas e agentes causadores de doenças no Brasil. Além disso, o regulamento protege o patrimônio agropecuário, o meio ambiente e a saúde pública. As regras abrangem animais, vegetais, alimentos e bebidas transportados por viajantes.

    O texto também inclui materiais genéticos, produtos veterinários e itens destinados à alimentação animal.  A norma alcança fertilizantes, corretivos, inoculantes, biofertilizantes e agrotóxicos. Também contempla produtos de madeira, subprodutos e outros derivados agropecuários.

    O Mapa poderá atualizar a lista de produtos a qualquer momento. As mudanças podem ocorrer por eventos sanitários ou novas avaliações de risco zoofitossanitário.

    O Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional realiza a fiscalização nos pontos de ingresso. O Vigiagro analisa riscos fitossanitários, zoossanitários e sanitários dos produtos transportados. O órgão também verifica o cumprimento dos padrões de identidade e qualidade exigidos.

    A atuação segue normas internacionais e os interesses do agronegócio brasileiro. Segundo o secretário Carlos Goulart, as regras reforçam a defesa agropecuária nacional. Ele afirma que a medida reduz riscos e amplia a segurança sanitária no país. Goulart destaca ainda mais previsibilidade e clareza para quem entra no Brasil. O regulamento segue compromissos internacionais assumidos pelo governo brasileiro.

    Declaração de produtos agropecuários

    O viajante deve declarar produtos que exigem autorização de importação. O Mapa emite o documento e envia eletronicamente às unidades do Vigiagro. A declaração precisa informar descrição, quantidade e forma de acondicionamento dos produtos.

    O viajante deve indicar país de origem, procedência e modal de transporte utilizado. A norma autoriza transporte aéreo, marítimo, fluvial, lacustre, rodoviário ou ferroviário. O documento deve indicar a bagagem acompanhada como via autorizada. O viajante também informa o local de ingresso no território nacional. A identificação deve conter nome completo, CPF, passaporte e validade da autorização.

    Descarte obrigatório de produtos proibidos

    O viajante deve descartar voluntariamente produtos proibidos antes do controle aduaneiro. O descarte ocorre em contentores agropecuários disponíveis nos pontos de ingresso. Caso transporte esses itens, o viajante precisa declará-los na e-DBV. Em seguida, deve procurar o Vigiagro pelo canal “Bens a Declarar”.

  • Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.070, que estabelece regras para a produção de bioinsumos no Brasil. O Diário Oficial da União publicou o texto nesta terça-feira (24) com diretrizes para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal.

    Em geral, a nova legislação abrange produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização, pesquisa, experimentação, embalagem, rotulagem, propaganda, transporte, armazenamento, taxas e destinação de resíduos e embalagens. Além disso, prevê incentivos à produção.

    “Hoje é um dia histórico para a agropecuária brasileira. A responsabilidade pela sustentabilidade do Brasil é nossa, e os bioinsumos serão protagonistas nesse caminho”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Aplicação da lei

    Em resumo, a lei se aplica a sistemas de cultivo convencionais, orgânicos e agroecológicos, abrangendo todos os bioinsumos utilizados na agropecuária.

    Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a lei representa um marco para a agricultura sustentável no Brasil. “O país se destaca há quase 20 anos pela inovação em produtos biológicos. Com essa legislação, nos tornamos referência mundial, oferecendo segurança jurídica e mantendo o rigor técnico sem aumentar burocracias”, destacou.

    A fiscalização e o controle dos bioinsumos serão responsabilidade dos órgãos de defesa agropecuária federais, estaduais ou distritais, conforme suas competências.

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    O texto também define termos como biofábrica, bioinsumo de uso pecuário, agrícola e aquícola, além de regulamentar o registro de estabelecimentos e produtos. A Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda) será cobrada apenas para análises técnicas de registros destinados ao uso comercial.

    O secretário de Inovação, Pedro Neto, destacou os avanços proporcionados pela nova lei. “Essa legislação traz incentivos para pesquisa, taxas de crédito diferenciadas e programas de capacitação. O Brasil avança para uma agropecuária mais tecnológica, sustentável e de base biológica”, reforçou Neto.

    Ou seja, a sanção da Lei nº 15.070 marca um passo importante na agenda sustentável brasileira, consolidando o país como referência global na produção de bioinsumos.

  • Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    A Rumo, operadora logística, anunciou nesta quarta-feira (29) a venda de sua participação de 50% no Terminal XXXIX, localizado no porto de Santos (SP).

    O comprador é um consórcio formado pelas empresas norte-americanas Bunge Alimentos e Zen-Noh Grain Corporation.Segundo fato relevante divulgado pela Rumo, o valor da transação é de R$ 600 milhões, correspondendo a um “equity value” de aproximadamente R$ 550 milhões.

    A Bunge e a Zen-Noh Grain, por meio de uma joint venture, vão deter participações iguais no terminal, enquanto os outros 50% permanecem sob propriedade da Caramuru Alimentos, processadora de commodities que é sócia da Rumo no empreendimento.

    Fortalecimento do caixa e foco em projetos estratégicos

    A Rumo afirmou que a venda da participação no T-XXXIX representa uma medida de disciplina financeira e reciclagem de capital, fortalecendo seu caixa e permitindo concentrar esforços em projetos que sustentem o aumento de capacidade em curso e reforcem a competitividade do modal ferroviário.

    Ganhos logísticos para as compradoras

    Para a Bunge e a Zen-Noh Grain, a aquisição do terminal representa uma oportunidade de ganhar maior flexibilidade logística em um corredor de exportação importante no Brasil. O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, desempenhando um papel crucial nas exportações de commodities agrícolas.

    Rumo Logística: Conectando o Brasil por malhas férreas

    A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais. Sua frota de locomotivas e vagões é uma das mais modernas do país.

    Com uma rede de mais de 12 mil quilômetros de linhas férreas, a companhia conecta importantes regiões produtoras do país aos principais portos de exportação. A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais