Tag: transição energética Brasil

  • ABRATE tem novo presidente e lança marca 3.0 para o setor elétrico

    ABRATE tem novo presidente e lança marca 3.0 para o setor elétrico

    A Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE) tem novo Conselho Diretor para o ciclo 2026-2028. Jorge Bauer, vice-presidente da State Grid Brazil Holding, assume a presidência. Rinaldo Pecchio, CFO da TAESA, fica com a vice-presidência.

    Frederich Einstein, da Cymi Brasil, passa a presidir o Conselho Fiscal, no lugar de Fábio Marques, da Quantum. A nova gestão também assume o Conselho do Instituto ABRATE, responsável por estudos e pesquisas sobre o setor de transmissão.

    A troca de comando coincide com o lançamento da marca ABRATE 3.0. Segundo a associação, a iniciativa reforça o regimento e o estatuto da entidade diante dos desafios da transição energética.

    Bauer promete agilidade na nova gestão

    Bauer afirmou que pretende colocar a ABRATE 3.0 em prática rapidamente. “Temos a expectativa de implementar de maneira rápida esse novo momento. Conto com todo o suporte da associação e da State Grid”, disse.

    Ricardo Cyrino, CEO da Evoltz e ex-presidente do conselho, avaliou a passagem de comando como positiva para a continuidade dos trabalhos. “É muito bom ter o Jorge, que era meu vice, como presidente agora, para dar continuidade, melhorando ainda mais o protagonismo da associação no setor elétrico”, declarou.

    Nova identidade reforça papel da transmissão

    A presidente-executiva da ABRATE, Talita Porto, disse que a mudança de marca acompanha a modernização do setor elétrico brasileiro. Para ela, a transmissão conecta a energia gerada ao consumo em indústrias, cidades e residências.

    Na nova identidade visual, as linhas de transmissão ganham movimento. A associação afirma que o elemento simboliza redes vivas, que sustentam a infraestrutura nacional durante a transição energética.

    Quem é Jorge Bauer

    Bauer é engenheiro eletricista formado pela Universidad Tecnológica Nacional de Rosario, na Argentina, com pós-graduação em Desenvolvimento Gerencial pela IESE Business School, em São Paulo.

    Ele soma mais de 30 anos de atuação no setor elétrico e de infraestrutura, com passagens por cargos executivos em multinacionais no Brasil e na Argentina. Está na vice-presidência da State Grid Brazil Holding desde novembro de 2022.

  • Biocombustível de coco verde impulsiona a transição energética no Brasil

    Biocombustível de coco verde impulsiona a transição energética no Brasil

    Em meio à urgência global por fontes renováveis, o Brasil ganha destaque com uma solução energética sustentável: o biocombustível produzido a partir de resíduos de coco verde. Desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), vinculado ao Grupo Tiradentes, o projeto transforma um passivo ambiental em recurso valioso, alinhando-se às metas de descarbonização e economia circular.

    A capital sergipana, Aracaju, gera semanalmente 190 toneladas de resíduos de coco verde, segundo a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb). O material, de decomposição lenta, sobrecarrega a coleta pública com custos anuais de R$ 900 mil e riscos de descarte irregular. Agora, essa fibra abandonada ganha nova vida como matéria-prima para biocombustível, reduzindo impactos e criando uma cadeia produtiva sustentável.

    Como a fibra do coco vira energia?

    O Núcleo de Estudos em Sistemas Coloidais (NUESC), do ITP, lidera a tecnologia que converte o resíduo em energia. O processo inclui:

    • Secagem e trituração: A fibra é preparada para processamento.
    • Conversão térmica: Por pirólise, gera bio-óleo, biocarvão e gases combustíveis.
    • Refino e aplicação: O bio-óleo é adaptado para motores, enquanto o biocarvão serve como fertilizante ou fonte energética.

    “Transformamos um problema ambiental em solução. Além de reduzir o lixo, geramos energia renovável e fomentamos a economia local”, explica Cláudio Dariva, coordenador do NUESC e pesquisador do ITP.

    Tecnologia sustentável e parcerias estratégicas

    Com 15 anos de atuação e apoio da Petrobras, ANP e CAPES, o NUESC integrou três etapas-chave na produção: extração de óleo, fabricação de biodiesel e bio-óleo a partir de fluidos pressurizados. O método reduz solventes químicos e aproveita 100% dos resíduos, priorizando a eficiência e a sustentabilidade.

    Impacto econômico e social

    Além dos ganhos ambientais, a iniciativa impulsiona a economia circular:

    • Geração de empregos: Nova cadeia produtiva fortalece o mercado local.
    • Redução de custos: Diminui gastos públicos com limpeza urbana.
    • Energia acessível: Oferece alternativa ao diesel fóssil, ampliando a segurança energética.

    O ITP busca expandir a tecnologia para outras cidades brasileiras, replicando o modelo em regiões tropicais com alto consumo de coco. “É um passo crucial para a transição energética e a gestão inteligente de resíduos”, conclui Dariva.

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