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  • IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    IA muda estratégia e competitividade do agronegócio global

    A inteligência artificial no agronegócio ganha espaço nas decisões estratégicas das empresas e deixa de ser apenas uma ferramenta para ampliar a produtividade no campo. A tecnologia já influencia modelos de gestão, inovação e competitividade. Esse cenário estará no centro dos debates da Arena Impacto, marcada para 3 de setembro, em São Paulo.

    O evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais das áreas de tecnologia, inovação e negócios. Entre os principais nomes estão o cientista, professor e empreendedor Silvio Meira e o pesquisador e autor de sete livros sobre tecnologia e negócios Ricardo Cavallini.

    Inicialmente, o mercado enxergava a inteligência artificial como uma solução voltada principalmente ao ganho de produtividade. Agora, entretanto, o debate avançou. Empresas de diferentes setores buscam transformar dados em tecnologias capazes de apoiar decisões e criar vantagens competitivas.

    No agronegócio, essa mudança ganha uma dimensão ainda maior. Dados gerados no campo, nas máquinas, nas operações e nos diferentes elos da cadeia podem ajudar empresas a tomar decisões mais precisas. Assim, a capacidade de transformar informação em ação passa a ocupar um papel estratégico.

    Da produtividade à competitividade

    Nos primeiros avanços da inteligência artificial no agro, uma das principais expectativas estava no aumento da produtividade. A tecnologia poderia automatizar processos, analisar informações e melhorar a eficiência das operações.

    Hoje, porém, a discussão envolve também gestão, inovação e competitividade. Por isso, empresas que conseguem utilizar dados de maneira estratégica buscam novas formas de disputar espaço em mercados cada vez mais tecnológicos.

    É nesse contexto que a Arena Impacto pretende ampliar a discussão sobre os efeitos da transformação digital. A Solinftec, agtech brasileira com atuação global em inteligência artificial para o agronegócio, promove o fórum e reúne diferentes perspectivas sobre as mudanças que já ocorrem no mundo dos negócios.

    “Como empresa de tecnologia, a Solinftec entende que seu papel não é apenas desenvolver soluções, mas também antecipar tendências, compartilhar conhecimento e ajudar clientes e parceiros a se prepararem para o futuro. Discutir esse tema agora é essencial porque o futuro já está sendo construído. Quem compreende esses movimentos com antecedência toma decisões melhores, identifica oportunidades e se adapta com mais rapidez”, afirma Dennis Arroio, vice-presidente global da Solinftec.

    Além disso, a programação começa com o keynote “Inteligência Artificial – O verdadeiro risco é ficar para trás”, apresentado por Ricardo Cavallini. O pesquisador vai abordar como a inteligência artificial redefine produtividade, gestão, inovação e competitividade.

    Cavallini também discutirá por que muitas organizações ainda subestimam os impactos da tecnologia. Dessa forma, o encontro pretende mostrar que a adoção da IA envolve não apenas ferramentas, mas também mudanças na maneira como as empresas trabalham e tomam decisões.

    Tecnologia ganha papel de infraestrutura

    Outro ponto importante da programação será a transformação do conceito de infraestrutura necessária para a inovação. O painel “A nova infraestrutura da inovação” reunirá Luis Caro, Head Cloud IA Innovation, da Amazon, e Marco Riguetti, Head da Oracle A-Team.

    Atualmente, a infraestrutura tecnológica vai além de estradas, armazéns e sistemas físicos. Nuvem, inteligência artificial, dados, conectividade e capacidade computacional também sustentam projetos que precisam alcançar escala.

    No agronegócio, essa estrutura conecta diferentes etapas das operações. Ao mesmo tempo, permite reunir e processar informações que podem apoiar decisões. Portanto, a tecnologia deixa de atuar apenas na execução de tarefas e passa a participar de estratégias de longo prazo.

    A programação também terá o Fireside Chat “Tecnologias exponenciais e geopolítica: os novos vetores de decisão no mundo”. O professor da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente Alves discutirá como as tecnologias emergentes influenciam a economia global, a competitividade das empresas e as relações entre países.

    Na sequência, o painel “Quem vai liderar a nova era da inovação?” reunirá Paula Harraca, CEO da Ânima Educação; Daniela Cachich, CEO da Beyond e CO na Ambev; e Ricardo Bastos, diretor da GWM e presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

    O debate vai abordar como empresas líderes transformam conhecimento em vantagem competitiva. Além disso, os participantes discutirão investimentos, competências e culturas organizacionais capazes de sustentar a inovação nos mercados da próxima década.

    Silvio Meira encerra programação

    O cientista, professor e empreendedor Silvio Meira encerrará a programação. No Closing Keynote “Como construir e conduzir empresas capazes de prosperar em um cenário altamente tecnológico e de mudanças permanentes”, ele abordará os desafios de organizações que precisam atuar em um ambiente marcado pela inovação contínua.

    A palestra também discutirá como empresas orientadas por dados e tecnologia podem se preparar para mudanças permanentes. No agronegócio, esse movimento amplia o debate sobre o papel das agtechs e sobre a integração da tecnologia à gestão das operações.

    Assim, a Arena Impacto coloca a inteligência artificial no centro de uma discussão que ultrapassa o desenvolvimento de ferramentas. O debate envolve, ainda, competitividade, infraestrutura, inovação, gestão e decisões estratégicas que podem influenciar os negócios do agronegócio global.

    Serviço

    Arena Impacto
    Data: 3 de setembro
    Das 14 às 18h30
    Local: Arena Cubo Itaú – Alameda Vicente Pinzon, 54, São Paulo, capital
    Solicitação de inscrições: Arena Impacto

  • Agro entra na era da decisão em tempo real com IA

    Agro entra na era da decisão em tempo real com IA

    A conectividade no campo entra em uma nova fase no Brasil. Agora, o foco está em dados, inteligência artificial e decisões em tempo real. Durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a TIM apresentou a evolução de sua estratégia para o agronegócio. A proposta amplia o papel da infraestrutura e prioriza a geração de valor a partir da informação.

    O movimento ganha força com a criação de uma vice-presidência dedicada ao segmento B2B. Além disso, a aquisição da V8.Tech reforça a atuação em cloud, analytics e inteligência artificial. Com isso, a companhia amplia sua capacidade de entrega em soluções digitais.

    Depois de expandir a cobertura 4G no campo, o desafio muda. Agora, o objetivo é transformar conectividade em eficiência operacional. Nesse cenário, a empresa passa a se posicionar como uma plataforma integrada. A proposta conecta rede, dados e sistemas. Assim, reduz o intervalo entre evento e resposta nas operações agrícolas.

    A base dessa estratégia é robusta. Atualmente, são 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G. Ao mesmo tempo, mais de 53 milhões de hectares contam com NB-IoT, tecnologia voltada à Internet das Coisas. Essa estrutura atende grandes grupos do agronegócio e permite a conexão simultânea de máquinas, sensores e equipes.

    Além da produção, a conectividade também amplia a inclusão digital. Hoje, 2,6 milhões de pessoas utilizam a rede em áreas rurais. A cobertura alcança ainda 348 mil propriedades, 515 escolas públicas e 164 unidades de saúde em regiões remotas.

    Foto: PH Lopes/Agro em Campo

    Dados deixam de ser volume e passam a orientar decisões

    O avanço tecnológico aumentou a geração de dados no campo. No entanto, muitos desses dados ainda não se transformam em decisões. Esse é um dos principais gargalos do setor.

    Na prática, problemas persistem. Entre eles estão a aplicação inadequada de insumos e a perda de janelas de manejo. Além disso, falhas na colheita e falta de monitoramento em silos ainda impactam resultados. A logística também sofre com baixa visibilidade.

    Diante disso, a estratégia apresentada aposta na integração. O modelo combina conectividade, computação em nuvem e processamento em borda. Também incorpora plataformas de dados e inteligência artificial. Como resultado, decisões passam a ocorrer em tempo real.

    Ao mesmo tempo, há uma mudança na forma de medir resultados. Indicadores operacionais perdem espaço. Em seu lugar, ganham relevância métricas de negócio. O foco passa a ser produtividade, redução de custos e previsibilidade.

    Soluções práticas ganham escala no campo

    Durante a feira, foram apresentadas aplicações concretas. Entre elas, sistemas de monitoramento de incêndios com uso de inteligência artificial. A tecnologia identifica fumaça rapidamente e emite alertas em tempo real. Com isso, a resposta se torna mais ágil.

    Outra solução envolve o manejo de pragas. Modelos preditivos cruzam dados climáticos e históricos agronômicos. Dessa forma, é possível antecipar surtos com até 30 dias de antecedência. O produtor consegue planejar melhor e reduzir desperdícios.

    Além disso, plataformas de gestão integrada ganham espaço. Essas soluções reúnem dados de máquinas, clima, insumos e finanças em um único ambiente. Assim, eliminam a fragmentação das informações e ampliam o controle da operação.

    Projetos mostram impacto direto na produtividade

    Casos práticos reforçam os ganhos no campo. Em Minas Gerais, a Usina Cerradão iniciou a implantação de conectividade 4G em áreas antes isoladas. Com isso, substituiu soluções via satélite e aumentou a estabilidade das operações.

    Alexandre Dal Forno, diretor de Novos Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Já no Mato Grosso do Sul, o Grupo JCN implementa uma estrutura dedicada em uma de suas fazendas. A iniciativa permite monitoramento em tempo real e maior integração entre máquinas e equipes.

    Na prática, a operação ganha eficiência. O sistema possibilita o desligamento automático de linhas no plantio. Dessa forma, reduz sobreposição e gera economia média de 5% em sementes.

    Além disso, a visibilidade operacional melhora. Paradas não planejadas passam a ser identificadas com rapidez. O uso de equipamentos se torna mais eficiente. Com isso, há melhor alocação de recursos e maior previsibilidade.

    “A conectividade é um pilar da nossa estratégia de modernização. A integração entre máquinas permite maior controle das operações e melhora a gestão no campo”, afirma Augusto Telini, gerente financeiro do Grupo JCN.

    Na avaliação da operadora, o setor entra em uma nova etapa. “Com a expansão da conectividade no campo, avançamos para transformar infraestrutura em inteligência para a operação”, afirma Alexandre Dal Forno, diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil.

  • Inteligência Artificial impulsiona agronegócio brasileiro

    Inteligência Artificial impulsiona agronegócio brasileiro

    A transformação digital do agronegócio brasileiro ganha ritmo acelerado com a adoção de soluções baseadas em inteligência artificial (IA), apontando para ganhos expressivos de produtividade e sustentabilidade no campo. Segundo levantamento da Embrapa, o uso de IA pode elevar a produtividade agrícola em até 20%. Além de reduzir perdas causadas por pragas e eventos climáticos em até 30%.

    Em 2024, o agronegócio representou 23,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, movimentando R$ 2,72 trilhões, de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O cenário reforça a importância estratégica da inovação tecnológica para manter a competitividade e a sustentabilidade do setor.

    Vinicius Gallafrio – CEO da MadeinWeb. Foto: Divulgação

    Para Vinicius Gallafrio, CEO da MadeinWeb, a inteligência artificial já se tornou indispensável no segmento. “A ferramenta permite que produtores acessem insights antes inimagináveis, antecipem problemas e ajustem estratégias em tempo real. Ao unir tecnologia e capacitação humana, é possível aumentar a eficiência, reduzir perdas e promover a sustentabilidade nas lavouras”, afirma o executivo.

    Integração tecnológica

    A aplicação da IA no campo abrange desde sensores e imagens aéreas para monitoramento do solo e das plantas, até algoritmos avançados que analisam dados climáticos, históricos de produção e tendências de mercado. Essa integração tecnológica permite previsões mais precisas de safra, otimização da irrigação, detecção precoce de doenças e ajustes logísticos alinhados ao consumo.

    O potencial de crescimento é evidenciado pelas projeções globais: investimentos em IA para o agronegócio devem alcançar US$ 4,7 bilhões até 2028, segundo a consultoria Markets and Markets.

    Apesar do avanço, desafios estruturais persistem. A baixa conectividade em áreas rurais e a escassez de profissionais qualificados para operar e interpretar ferramentas digitais ainda limitam a adoção plena da IA. Pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) revela que apenas 32% das empresas do setor superaram o déficit de habilidades técnicas necessárias para operar soluções avançadas.

    Gallafrio destaca que o futuro do agronegócio nacional depende da sinergia entre tecnologia, políticas públicas eficazes e investimento em capital humano. “A inteligência artificial no agronegócio é a chave para transformar desafios históricos em oportunidades. O futuro do setor passa pela capacidade de integrar tecnologia com conhecimento humano, gerando eficiência, sustentabilidade e competitividade para o Brasil no cenário global”, conclui.

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  • E-agro ultrapassa R$ 2 bilhões em crédito rural

    E-agro ultrapassa R$ 2 bilhões em crédito rural

     

    O E-agro, marketplace do Bradesco, celebra um marco impressionante: a originação de R$ 2,4 bilhões em crédito rural, impulsionando o agronegócio brasileiro para a era digital. Com quase 100 parceiros comerciais e mais de 52 mil clientes ativos, a plataforma se consolida como o principal parceiro digital do setor.

    Em menos de dois anos desde o seu lançamento, o E-agro tem assumido um papel de destaque na transformação digital do agronegócio. Ele oferece soluções financeiras e acesso a produtos essenciais para o setor, como máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias para o campo.

    Preferência por canais digitais cresce no campo

    Nadege Saad, head do E-agro, destaca que os resultados alcançados comprovam a crescente adesão dos produtores rurais aos canais digitais. “De acordo com a McKinsey, 40% dos produtores rurais preferem canais digitais para adquirir insumos para suas atividades”, afirma Saad. “Isso confirma o acerto da aposta no modelo de marketplace. E reforça nosso compromisso de estar ao lado do agricultor em todas as etapas de sua operação, oferecendo soluções que realmente agreguem valor.”

    Nadege Saad, head do E-agro. Foto: Wanezza Soares

    CPRs impulsionam originação de crédito

    As Cédulas de Produto Rural (CPRs) representaram 90% do volume de crédito originado na plataforma no último ano. Isso representa um crescimento de 400% em relação a 2023. Já o Plano Safra (Custeio Agrícola e Pecuário com recursos controlados e livres) respondeu por 10% desse resultado.

    Roberto França, diretor de agronegócios do Bradesco, ressalta a importância do E-agro para o processo de concessão de crédito rural. “O E-agro nos posiciona de uma maneira ainda mais próxima dos nossos clientes e amplia nossa capilaridade e capacidade de atendimento das demandas do campo por recursos”, declara França.

    Multicanalidade e parcerias estratégicas

    A multicanalidade é um fator-chave para o sucesso do E-agro, permitindo que os produtores rurais tenham uma experiência fluida entre o online e o offline. Além da plataforma, os clientes contam com o suporte dos gerentes das agências Bradesco para realizar as operações de crédito. A colaboração com cooperativas e revendas agropecuárias também contribui para o fortalecimento da marca no mercado.

    A plataforma oferece uma loja digital onde os produtores podem utilizar tanto os recursos contratados (CPR Digital, financiamento com garantia de máquinas e equipamentos) quanto meios de pagamento tradicionais (PIX, cartão e boleto) para adquirir produtos e tecnologias para suas propriedades. Atualmente, mais de 70 lojas estão ativas, abrangendo todas as categorias da cadeia produtiva.

    Metas para 2025

    Para 2025, o E-agro tem como meta dobrar de tamanho em comparação com o primeiro semestre de 2024, expandir a base de usuários ativos em 50% e celebrar mais 100 novas parcerias estratégicas, ampliando as soluções disponíveis no marketplace.

    O E-agro está em constante desenvolvimento de novos produtos e serviços financeiros e não financeiros para o produtor. Isso inclui um programa de pontos, o lançamento de um cartão de crédito E-agro e a implementação de novas funcionalidades de inteligência artificial para um atendimento mais personalizado.

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