Tag: tráfico

  • Tráfico diferente: estrangeiros tentam sair do Brasil com cactos protegidos

    Tráfico diferente: estrangeiros tentam sair do Brasil com cactos protegidos

    O Ibama e a Polícia Federal impediram, na manhã desta quarta-feira (18), a saída irregular de espécies ameaçadas do Brasil. Dois pesquisadores alemães foram flagrados no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS), com cactos, sementes e outros materiais biológicos sem autorização ambiental.

    Cactáceas protegidas por acordo internacional são alvo de fiscalização ambiental do Ibama. Foto: Fiscalização/Ibama

    Durante a vistoria, os agentes encontraram exemplares de cactáceas, sementes, amostras minerais e conchas de moluscos nativos escondidos nas bagagens. Segundo o Ibama, o transporte e a coleta de espécies nativas sem licença configuram infração ambiental e podem caracterizar crime contra o patrimônio natural.

    A apreensão reforça o compromisso do Brasil com a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que regulamenta o comércio de espécies protegidas em todo o mundo. Quase todas as cactáceas da família Cactaceae constam no Anexo II da convenção, e algumas aparecem no Anexo I, com regras ainda mais rígidas de exportação. O comércio dessas plantas só é permitido mediante autorização formal do Ibama, após comprovação de que não há risco à conservação da espécie.

    Em fevereiro, durante a COP20 da CITES, Brasil e Equador apresentaram e aprovaram uma proposta que exige consulta prévia ao país de origem em casos de espécies endêmicas, ou seja, aquelas que só ocorrem em uma região específica. A medida busca coibir a “lavagem” de espécies no exterior, prática que tenta mascarar o comércio ilegal com documentos aparentemente regulares.

    Rotina

    Essa é a segunda apreensão de cactos com estrangeiros em menos de um mês. No fim de fevereiro, autoridades detiveram quatro pesquisadores da República Tcheca no Aeroporto de Guarulhos com exemplares que coletaram ilegalmente no Rio Grande do Sul.

    O estado abriga uma das maiores concentrações de biodiversidade do país. No bioma Pampa, há registro de 52 espécies ameaçadas de extinção, 14 delas restritas à região. Muitas pertencem aos gêneros Parodia e Frailea, altamente valorizados por colecionadores internacionais.

    O Ibama reafirmou que continuará intensificando as ações de fiscalização e controle do tráfico de espécies nativas, com foco na preservação da biodiversidade brasileira.

  • Operação flagra esquema de tráfico de barbatanas de tubarão no sertão baiano

    Operação flagra esquema de tráfico de barbatanas de tubarão no sertão baiano

    O Ibama, em conjunto com a Polícia Federal (PF) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), apreendeu 1.583 quilos de barbatanas de tubarão em Rodelas, no sertão baiano, na última semana. A ação desmantelou um ponto clandestino de beneficiamento e armazenamento do produto na zona rural do município.
    Além disso, agentes ambientais encontraram barbatanas de diversas espécies marinhas, algumas delas ameaçadas de extinção.

    O material tem alto valor comercial no tráfico internacional de fauna, redes criminosas o comercializam principalmente para fins alimentícios e medicinais na Ásia. O local, que funcionava como uma unidade improvisada de secagem e preparo das barbatanas, foi embargado. Os agentes também apreenderam uma balança de precisão usada no processo.

    Além disso, a operação identificou sete envolvidos no esquema: quatro brasileiros, entre eles um adolescente, e três cidadãos chineses. Todos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Juazeiro (BA). Os adultos respondem por crimes contra a fauna, beneficiamento de produto sem comprovação de origem e exercício de atividade sem licença, receptação qualificada e corrupção de menores.

    A área de inteligência do Ibama coordenou a ação com apoio da PF e do Inema.

  • Ibama e Receita Federal apreendem conchas ilegais no Aeroporto de Fortaleza

    Ibama e Receita Federal apreendem conchas ilegais no Aeroporto de Fortaleza

    Em operação conjunta, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Receita Federal apreenderam 972 conchas de moluscos que seriam enviadas ilegalmente para Roma, Itália, pelo Aeroporto Internacional de Fortaleza (CE).

    A Receita Federal identificou a remessa durante fiscalização de rotina no terminal de cargas. A carga não apresentava comprovação legal de origem, obrigatória para exportação e comercialização, o que levou à retenção imediata e ao acionamento do Ibama.

    Fiscais do Ibama verificaram que as conchas pertenciam a mais de 40 espécies diferentes, das classes Gastropoda e Bivalvia. Entre elas, duas espécies constam na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção, conforme Portaria MMA nº 445/2014.

    Como consequência da infração ambiental, o Ibama autuou a empresa responsável pela remessa em R$ 259.160, valor correspondente a dois autos de infração.

    Os agentes destinaram o material apreendido a uma instituição federal de ensino, que o utilizará em atividades de ensino e pesquisa, contribuindo para formar profissionais nas áreas ambiental e biológica.

    Foto: Divulgação/Ibama/CE

    Servidores do Ibama destacam que a cooperação entre os órgãos é fundamental para combater o comércio ilegal de produtos da fauna e flora brasileiras. A ação protege o patrimônio natural do país e evita danos ambientais. A operação ocorreu no último domingo (20/10).

  • GTA ajuda no combate ao tráfico de animais silvestres, segundo Ministério

    GTA ajuda no combate ao tráfico de animais silvestres, segundo Ministério

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um curso a distância em parceria com a Organização Freeland, com o objetivo de capacitar agentes de instituições governamentais federais sobre a importância da Guia de Trânsito Animal (GTA) no combate ao tráfico de animais silvestres. A gravação da videoaula ocorreu em São Paulo e mostra como a GTA é essencial para controlar a origem e o destino dos animais durante o transporte.

    O curso é uma versão adaptada de um treinamento presencial sobre tráfico de espécies silvestres. Ele tem duração prevista de 40 horas e inclui módulos teóricos e práticos. O projeto é financiado pelo Gabinete de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei dos Estados Unidos (INL). E representa a primeira iniciativa do tipo com acesso remoto.

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    Durante a gravação, Miriam Sassaki, agente de inspeção e médica veterinária da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), explicou que a GTA é obrigatória para o deslocamento de diversos animais, exceto cães e gatos. Ela destacou que o Mapa, em colaboração com os Órgãos Estaduais de Sanidade Animal (Oesas), é responsável por habilitar médicos veterinários da iniciativa privada para emitir as GTAs.

    Riscos do tráfico de animais

    Os riscos associados à captura e transporte de animais silvestres são uma preocupação crescente para a Defesa Agropecuária brasileira. Animais infectados podem transmitir doenças a outras espécies, incluindo humanos. Leandro Bondar, coordenador de educação da Freeland Brasil, citou a pandemia de Covid-19 como um exemplo das consequências perigosas do tráfico.

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    Casos anteriores mostram essa ameaça: em 2019, autoridades em Corumbá (MS) sacrificaram 160 canários contrabandeados do Peru por falta de documentação sanitária. No ano seguinte, a Polícia Rodoviária Federal resgatou 320 canários-venezuelanos no Mato Grosso. Eles foram sacrificados por apresentarem risco à saúde pública.

    Estratégias educacionais

    Leandro Bondar e Jennifer Machado, analista educacional da Freeland, estiveram presentes na gravação do curso. Eles explicaram que a ONG atua em três frentes: educação ambiental, capacitação de agentes públicos e monitoramento de políticas públicas. O conteúdo do curso incluirá textos, gráficos e depoimentos em vídeo, sendo disponibilizado para treinar os 13 mil agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Brasil.

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    A expectativa é que o curso ofereça um treinamento abrangente. A duração é entre 60 a 80 horas, com uma contribuição significativa para o combate ao tráfico de animais silvestres. E, além disso, promovendo a conservação da biodiversidade no país.