Tag: tráfico de animais

  • 9 papagaios resgatados do tráfico chegam ao Zoo de SP

    9 papagaios resgatados do tráfico chegam ao Zoo de SP

    Nove papagaios que sobreviveram a uma tentativa de tráfico internacional de fauna silvestre ganharam um novo espaço no Zoológico de São Paulo nesta semana.

    São seis papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e três papagaios-charão (Amazona pretrei), espécies ameaçadas que agora ocupam o Bosque da Conservação.

    As aves foram destinadas ao zoológico pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Papagaios passaram por quarentena antes da mudança

    Os nove animais chegaram ao Zoológico de São Paulo em março, quando tinham cerca de cinco meses de vida.

    Antes de serem transferidos para o Bosque da Conservação, passaram por quarentena e avaliações clínicas.

    O espaço reúne espécies ameaçadas e permite que os visitantes acompanhem parte do trabalho de conservação desenvolvido pelo zoológico.

    Entre os animais que também estão no local estão ararinhas-azuis, araras-azuis-de-lear e jacutingas.

    A chegada dos papagaios ocorreu próxima ao Dia Nacional do Papagaio, celebrado em 12 de agosto.

    Aves foram resgatadas ainda nos ovos

    A história dos nove papagaios começou em 26 de outubro de 2025, quando o Ibama apreendeu 24 ovos de aves no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

    A apreensão ocorreu durante uma fiscalização contra o tráfico internacional de animais silvestres.

    Segundo informações divulgadas sobre o caso, uma passageira estrangeira transportava os ovos escondidos sob as roupas e presos ao corpo com meias de nylon.

    Os ovos já estavam em estágio avançado de desenvolvimento e foram encaminhados para atendimento especializado.

    No dia seguinte à apreensão, parte deles começou a eclodir.

    Apenas 9 dos 24 ovos resultaram em aves sobreviventes

    Os filhotes receberam cuidados intensivos e acompanhamento especializado.

    Dos 24 ovos apreendidos, 12 eclodiram. Ao final do processo, nove filhotes sobreviveram.

    Espécies participam de ações de conservação

    O papagaio-de-cara-roxa e o papagaio-charão estão envolvidos em ações de conservação de aves da Mata Atlântica.

    Além disso, as espécies também participam de iniciativas relacionadas ao manejo e à reprodução planejada sob cuidados humanos, com participação de instituições ligadas à conservação da fauna.

    O objetivo dessas iniciativas é contribuir para a manutenção de populações de espécies ameaçadas e para o desenvolvimento de estratégias de conservação.

  • Cientistas identificam espécies brasileiras de pepinos-do-mar em cargas apreendidas

    Cientistas identificam espécies brasileiras de pepinos-do-mar em cargas apreendidas

    Uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificou duas espécies brasileiras de pepinos-do-mar em cargas apreendidas no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). O estudo utilizou análise genética para confirmar a origem dos animais e revelou indícios do comércio internacional ilegal desses organismos marinhos.

    Os exemplares pertenciam às espécies Holothuria grisea e Isostichopus badionotus, encontradas naturalmente ao longo do litoral brasileiro e importantes para o equilíbrio dos ecossistemas costeiros.

    As análises foram realizadas em três apreensões feitas pelo Ibama em 2023. Duas cargas estavam em malas de passageiros com destino à China, enquanto a terceira seguiria para a Itália.

    Difícil identificação

    Como os animais estavam secos e processados, a identificação por características físicas era praticamente impossível.

    A solução encontrada pelos pesquisadores foi o uso do DNA barcoding, técnica que funciona como um código de barras molecular capaz de identificar espécies a partir de pequenos fragmentos de DNA.

    Segundo a pesquisadora Auany Camila Fantinelli, a equipe precisou criar uma referência genética inédita para confirmar a identidade dos animais apreendidos.

    “Durante o estudo percebemos que não havia nenhuma sequência genética dessa espécie disponível em bancos públicos. Tivemos que coletar exemplares em Ubatuba para construir essa referência.”

    DNA desvenda origem de pepinos-do-mar apreendidos em esquema de comércio ilegal — Foto: flatwaterchris/iNaturalist – Isostichopus badionotus
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    Pesquisadores usam DNA para identificar pepinos-do-mar brasileiros em carga ilegal apreendida pelo Ibama — Foto: Fabio Porto-Foresti

    Como a genética ajudou a identificar os animais

    O DNA barcoding permite identificar espécies mesmo quando os organismos estão processados ou descaracterizados.

    Embora a técnica não consiga apontar exatamente de qual praia ou município os animais foram retirados, ela oferece uma ferramenta importante para investigações ambientais e operações de fiscalização.

    Os pesquisadores consideram altamente provável que os exemplares tenham sido capturados no litoral brasileiro, já que as duas espécies ocorrem naturalmente no país e não existem registros de produção comercial desses animais no Brasil.

    Outro dado que chamou atenção foi o volume das cargas.

    As três apreensões continham aproximadamente:

    • 1.500 pepinos-do-mar;
    • cerca de 500 indivíduos por mala ou caixa;
    • material destinado ao mercado internacional.

    “Isso representa apenas o que foi apreendido. É provável que exista um volume muito maior passando despercebido.”

    Conheça o pepino-do-mar

    Apesar de pouco conhecidos pelo público, os pepinos-do-mar desempenham funções essenciais para a saúde dos ambientes marinhos.

    Esses animais reciclam os nutrientes, oxigenam os sedimentos e ajudam na decomposição de matéria orgânica.

    Ao ingerirem o sedimento, processam a matéria orgânica e devolvem nutrientes ao ambiente, favorecendo a sobrevivência de microrganismos, crustáceos, vermes e diversas espécies que vivem no fundo do mar.

    Segundo os pesquisadores, a retirada intensiva desses organismos pode comprometer a qualidade ambiental dos habitats costeiros.

    “Não está em jogo apenas a sobrevivência das espécies, mas a integridade de ecossistemas inteiros que dependem desse serviço ecológico.”

    Mercado internacional impulsiona a captura ilegal

    A demanda por pepinos-do-mar é especialmente forte em países asiáticos.

    O produto seco é comercializado como iguaria gastronômica e também utilizado na medicina tradicional chinesa, o que eleva significativamente seu valor no mercado internacional.

    De acordo com os pesquisadores, esse cenário aumenta a atratividade econômica da captura ilegal e estimula a exploração de populações naturais.

    As cargas analisadas tinham como destino principal a China, mas já existem registros de envios para outros países.

    Espécies ainda sofrem com falta de monitoramento

    As espécies identificadas são classificadas atualmente como Menos Preocupantes pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

    Ainda assim, os cientistas alertam que a classificação não significa ausência de risco.

    A avaliação da espécie Holothuria grisea, por exemplo, não é atualizada desde 2010.

    Além disso, cerca de 65% das espécies de pepinos-do-mar avaliadas pela IUCN possuem classificação de dados insuficientes, evidenciando a escassez de informações científicas disponíveis.

    No Brasil, não existe monitoramento contínuo das populações desses animais.

  • Cobra azul rara do Butantan recebeu homenagem a Rita Lee

    Cobra azul rara do Butantan recebeu homenagem a Rita Lee

    Uma rara cobra azul mantida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, ganhou uma homenagem especial à cantora Rita Lee. O exemplar da espécie Trimeresurus insularis, resgatado do tráfico de animais silvestres na Bahia, foi apelidado de “Menino Bonito”, nome inspirado em uma das músicas da artista, conhecida tanto por sua trajetória na música brasileira quanto pela paixão pelos animais.

    Além da homenagem, a serpente chama atenção por sua coloração incomum, considerada rara até mesmo em seu habitat natural, na Indonésia.

    Homenagem à rainha do rock brasileiro

    Quando o Instituto Butantan recebeu um casal da espécie após uma apreensão realizada na Bahia, os pesquisadores decidiram dar um nome ao macho sobrevivente.

    A escolha foi “Menino Bonito”, referência à canção de Rita Lee.

    Segundo o Butantan, a homenagem reconhece a importância da cantora para a cultura brasileira e sua conhecida defesa da causa animal. Rita Lee demonstrava interesse por serpentes e chegou a resgatar alguns exemplares ao longo da vida.

    De acordo com Erika Hingst-Zaher, diretora do Museu Biológico do Instituto Butantan, a iniciativa também busca despertar o interesse de meninas e mulheres pela ciência.

    Uma cobra azul extremamente rara

    Além da homenagem, o animal impressiona pela aparência.

    A Trimeresurus insularis é uma víbora encontrada naturalmente em algumas ilhas da Indonésia. Embora a maioria dos indivíduos apresente coloração verde, alguns exemplares desenvolvem um intenso tom azul, considerado um polimorfismo natural da espécie.

    As Trimeresurus insularis são carnívoras e geralmente se alimentam de pequenos mamíferos, anfíbios e lagartos — Foto: Instituto Butantan

    Essa característica é rara e faz com que o exemplar mantido pelo Butantan seja ainda mais especial.

    Segundo o herpetólogo Francisco Luís Franco, a coloração ajuda na camuflagem entre a vegetação, facilitando tanto a fuga de predadores quanto a captura de presas.

    Apesar de pequena, a espécie é bastante venenosa

    A cobra mede cerca de 65 centímetros e pesa aproximadamente 60 gramas, mas seu tamanho não reduz o perigo.

    Como integrante da família Viperidae, possui um veneno de ação hemolítica e proteolítica.

    Segundo o pesquisador Carlos Jared, do Instituto Butantan, a substância pode destruir células do sangue e provocar necrose nos tecidos atingidos pela picada.

    Embora tenha ação semelhante à das jararacas, o veneno não possui efeito neurotóxico, diferentemente do encontrado nas cascavéis.

    Outro fator de preocupação é que não existe soro específico disponível no Brasil para acidentes envolvendo essa espécie exótica.

    O resgate impediu o tráfico da espécie

    O exemplar chegou ao Instituto Butantan depois de ser apreendido com um traficante de animais na Bahia, em 2023.

    Desde então, a cobra passou a integrar o trabalho científico e educativo da instituição, ajudando pesquisadores a ampliar o conhecimento sobre uma espécie extremamente rara fora da Ásia.

  • Cobras exóticas são encontradas vivas em encomenda postal

    Cobras exóticas são encontradas vivas em encomenda postal

    Três cobras exóticas foram apreendidas após serem encontradas vivas dentro de uma encomenda postal em uma unidade dos Correios de Cambé, no Norte do Paraná.

    Os animais foram descobertos durante uma inspeção de rotina realizada com o auxílio de um aparelho de raio-X, que identificou movimentação suspeita dentro da embalagem.

    Segundo a Polícia Ambiental, as serpentes pertencem à espécie Corn Snake, originária da América do Norte.

    Como as cobras foram encontradas

    A encomenda havia sido postada na cidade de Umuarama, no Noroeste do Paraná, e tinha como destino um endereço em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.

    Ao identificar imagens incomuns durante a inspeção, funcionários dos Correios acionaram a Polícia Ambiental para averiguar o conteúdo da remessa.

    Dentro do pacote, os agentes encontraram três serpentes acondicionadas em recipientes plásticos.

    Leia mais: Milho com fungo vale R$ 400 e vira iguaria no México

    Espécie é exótica no Brasil

    De acordo com a Polícia Ambiental, as serpentes apreendidas pertencem à espécie Corn Snake, nativa da América do Norte.

    Close-up portrait photo of a corn snake on a white background
    A cobra-do-milho é uma espécie norte-americana que subjuga sua presa por constrição — Foto: National Zoo

    A corporação informou que a criação e a comercialização desses animais são proibidas no Brasil sem autorização dos órgãos ambientais competentes.

    Espécies exóticas introduzidas fora de seu habitat natural podem causar impactos ambientais e representar riscos à fauna local caso sejam soltas na natureza.

  • Tarântulas brasileiras raras entram na mira do tráfico por aparência “de joia”

    Tarântulas brasileiras raras entram na mira do tráfico por aparência “de joia”

    As tarântulas do gênero Typhochlaena vivem grande parte da vida escondidas em árvores, porém a aparência exótica dessas aranhas tem despertado o interesse do mercado internacional de animais raros. Com cores metálicas que lembram joias, elas passaram a ser alvo constante de colecionadores e traficantes de animais exóticos.

    Além da beleza incomum, a raridade dessas espécies aumentou ainda mais a procura ilegal. Pesquisas apontam que o comércio internacional de pets exóticos se tornou um dos principais fatores responsáveis pela captura clandestina de espécies raras no Brasil.

    Aranhas que parecem “joias” são alvo de crimes — (Foto: jungledweller / iNaturalist)

    O gênero Typhochlaena possui apenas cinco espécies conhecidas, todas endêmicas do território brasileiro. Além disso, elas apresentam uma distribuição geográfica extremamente limitada. Em estudo publicado na revista científica ZooKeys, pesquisadores descreveram essas aranhas como pequenas caranguejeiras arborícolas com cores marcantes no abdômen e padrões considerados únicos.

    Segundo especialistas, a popularidade dessas aranhas representa um risco significativo para populações naturais já bastante reduzidas.

    Espécie criticamente ameaçada preocupa pesquisadores

    Entre os exemplos mais preocupantes está a Typhochlaena curumim, encontrada em remanescentes da Mata Atlântica do Nordeste brasileiro.

    Inicialmente, a espécie era conhecida apenas por três fêmeas coletadas sob cascas soltas de árvores na Paraíba. Posteriormente, novas expedições científicas localizaram outros exemplares nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte.

    Ainda assim, o conhecimento sobre a distribuição da espécie continua extremamente limitado. Por isso, ela foi classificada como criticamente ameaçada na lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção.

    Registro de uma Caranguejeira-Joia-Brasileira (Typhochlaena seladonia) — (Foto: vsmjr / iNaturalist)

    Pesquisadores destacam que espécies com área de ocorrência restrita se tornam mais vulneráveis à coleta ilegal. “A presença de uma espécie no comércio pode afetar populações naturais, especialmente quando se trata de espécies com distribuição limitada que atraem demanda internacional”, alertaram os autores do estudo.

    Além disso, os cientistas reforçaram que muitas espécies são descritas a partir de poucos exemplares encontrados em um único local. Dessa forma, ainda é difícil estimar o tamanho real das populações existentes na natureza.

    Mercado ilegal cresce com facilidade de transporte

    A crescente demanda por tarântulas brasileiras também impulsiona o mercado clandestino internacional. Isso acontece porque esses animais podem ser transportados com facilidade para outros países.

    De acordo com os pesquisadores, as aranhas costumam ser enviadas em pequenas encomendas, muitas vezes sem qualquer identificação. Esse método é conhecido como brown-boxing, estratégia utilizada para despachar discretamente espécies capturadas na natureza até comerciantes estrangeiros.

    Muitos exemplares acabam comercializados na Europa e na América do Norte. “Uma vez fora do país, muitos espécimes brasileiros de tarântulas são vendidos no comércio de animais de estimação”, registrou o estudo científico.

    Outro fator que dificulta o combate ao tráfico é a diferença entre legislações internacionais. No Brasil, a coleta e comercialização dessas espécies são proibidas. Entretanto, alguns países ainda permitem a compra de animais exóticos sem grandes restrições.

    Tráfico de animais movimenta bilhões no mundo

    Segundo dados divulgados, o tráfico de animais silvestres está entre as atividades ilegais mais lucrativas do planeta. Relatórios da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (RENCTAS) indicam que o setor movimenta bilhões de dólares todos os anos e envolve organizações criminosas internacionais.

    Diante do crescimento desse mercado ilegal, pesquisadores buscam ampliar o conhecimento sobre a biologia das tarântulas brasileiras para criar medidas mais eficientes de conservação.

    Uma das propostas defendidas pelos especialistas é incluir o gênero Typhochlaena em acordos internacionais de proteção. Além disso, os cientistas sugerem inserir essas espécies na Lista Vermelha global da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), medida que poderia aumentar a atenção das autoridades internacionais para o problema.

  • Papagaios raros são resgatados no RJ e passam por reabilitação

    Papagaios raros são resgatados no RJ e passam por reabilitação

    Papagaios ameaçados de extinção ganharam uma nova chance após um resgate no Rio de Janeiro. O Ibama interceptou uma tentativa de tráfico internacional e apreendeu ovos que estavam sendo transportados de forma ilegal no Aeroporto Internacional do Galeão.

    A passageira levava 24 ovos escondidos junto ao corpo. Diante da situação, equipes técnicas agiram rapidamente para preservar a vida dos animais.

    Filhotes nasceram após ação emergencial

    Como os ovos já estavam em estágio avançado de desenvolvimento, os especialistas iniciaram um trabalho intensivo para garantir a eclosão. Dos 24 ovos, 12 chegaram a nascer. No entanto, apenas nove filhotes sobreviveram, o que reforça a fragilidade desse tipo de operação ilegal.

    Com o crescimento das aves, os técnicos identificaram espécies ameaçadas de extinção, como o papagaio-charão e o papagaio-de-cara-roxa.

    Tráfico de animais continua sendo ameaça

    O caso evidencia, mais uma vez, a gravidade do tráfico de fauna silvestre.

    Além de retirar animais da natureza, essa prática reduz drasticamente as chances de sobrevivência das espécies. Isso acontece porque o transporte ilegal expõe ovos e filhotes a condições inadequadas. Por esse motivo, muitos não resistem antes mesmo de chegar ao destino final.

    (Imagem/Reprodução: Ibama)

    Reabilitação prepara aves para a natureza

    Após o resgate, os filhotes seguiram para acompanhamento especializado. Atualmente, eles passam por um processo de reabilitação no Zoológico de São Paulo.

    Durante essa fase, os técnicos monitoram a saúde das aves e estimulam comportamentos naturais. Ao mesmo tempo, realizam avaliações genéticas e sanitárias para garantir que os animais estejam aptos para viver em liberdade.

    Retorno ao habitat é objetivo final

    Assim que completarem todas as etapas de reabilitação, os papagaios devem retornar à natureza. Para isso, os especialistas selecionam áreas compatíveis com o habitat de cada espécie.
    Dessa forma, aumentam as chances de adaptação e sobrevivência no ambiente natural.

    Resgate reforça importância da preservação

    O episódio mostra como a atuação rápida dos órgãos ambientais faz diferença na proteção da biodiversidade. Além disso, o caso reforça que combater o tráfico de animais exige não apenas fiscalização, mas também investimentos em reabilitação e conservação.

  • Brasil devolve 127 canários-da-terra à Venezuela após apreensão

    Brasil devolve 127 canários-da-terra à Venezuela após apreensão

    Uma operação conjunta entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e autoridades venezuelanas resultou na repatriação de 127 canários-da-terra (Sicalis flaveola flaveola) à Venezuela, entre os dias 9 e 12 de dezembro. As aves foram interceptadas pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense, em uma ação de combate ao tráfico internacional de fauna silvestre.

    As aves estavam sendo transportadas ilegalmente para Guarulhos, em São Paulo, onde seriam comercializadas no mercado negro de animais silvestres. Após a apreensão, os canários foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Amazonas (Cetas/AM), unidade do Ibama especializada no atendimento de fauna apreendida.

    No Cetas, os animais receberam atendimento veterinário especializado e foram submetidos a rigorosos protocolos de avaliação sanitária e monitoramento, garantindo as condições adequadas para a repatriação.

    Análises científicas comprovam origem venezuelana

    Em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Polícia Federal, a equipe do Ibama realizou análises morfológicas detalhadas e estudos de isótopos estáveis nos espécimes apreendidos. Os resultados foram conclusivos: os canários-da-terra possuem distribuição natural exclusiva no território venezuelano e não fazem parte da fauna nativa brasileira.

    Diante dessa constatação científica, a soltura das aves em território nacional foi descartada. Segundo especialistas, a introdução de espécies exóticas no ambiente pode causar sérios desequilíbrios ecológicos, incluindo competição com espécies nativas, transmissão de doenças e alteração de ecossistemas locais.

    Diplomacia ambiental em ação

    Com base nos laudos técnicos, o governo brasileiro iniciou as tratativas diplomáticas com as autoridades ambientais venezuelanas para viabilizar o retorno dos animais ao seu habitat de origem. O processo envolveu articulação entre órgãos ambientais dos dois países e seguiu protocolos internacionais de cooperação em biodiversidade.

    A entrega oficial dos 127 canários-da-terra aos representantes do órgão ambiental venezuelano ocorreu na quinta-feira, 11 de dezembro, concluindo com sucesso a missão de repatriação.

    Compromisso contra o tráfico de animais

    A operação reforça a atuação do Ibama no combate ao tráfico internacional de fauna e destaca a importância da cooperação entre países para a proteção da biodiversidade. De acordo com o instituto, a destinação ambientalmente adequada de animais apreendidos é prioridade, assegurando que retornem ao seu ambiente natural sempre que possível.

    O tráfico de animais silvestres é considerado a terceira atividade ilegal mais lucrativa do mundo, movimentando bilhões de dólares anualmente. No Brasil, o comércio ilegal de fauna é crime ambiental previsto na Lei 9.605/98, com penas que variam de seis meses a um ano de detenção, além de multas.

    Conscientização é fundamental

    O Ibama reforça o alerta à população: não compre animais silvestres. Ao recusar o comércio ilegal, cada cidadão contribui diretamente para a preservação da fauna brasileira e combate redes criminosas que lucram com o sofrimento animal e a destruição da biodiversidade.

    Para denunciar o tráfico de animais silvestres, a população pode utilizar a Linha Verde do Ibama pelo telefone 0800-61-8080 ou fazer denúncias online através do portal do instituto.

  • Passageira tenta entrar no Brasil com 240 caranguejos da China escondidos em malas

    Passageira tenta entrar no Brasil com 240 caranguejos da China escondidos em malas

    Uma passageira que desembarcou da China no Aeroporto Internacional de Guarulhos teve uma surpresa nada agradável ao passar pela fiscalização. A Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), ligada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, apreendeu nada menos que 240 caranguejos escondidos em suas malas.

    Foto: Vigiagro/Mapa

    Os crustáceos estavam cuidadosamente organizados em 12 caixas, cada uma pesando 4,6 quilos e contendo 20 unidades. O problema? Os animais não tinham nenhuma autorização para entrar no território brasileiro. E isso representa um risco bem sério pra saúde da agropecuária nacional.

    A análise preliminar dos fiscais indica que a espécie pode ser o caranguejo-de-mitene (Eriocheir sinensis), também conhecido como hairy crab ou caranguejo-peludo. Trata-se de uma verdadeira iguaria na China e bastante apreciada em lugares como Singapura e Hong Kong, onde o preço pode chegar a valores bem altos dependendo da época.

    Perigo para fauna e cadeia produtiva

    Mas o que pode parecer apenas uma tentativa de trazer um produto gourmet pra casa esconde perigos reais. A entrada clandestina de organismos aquáticos abre portas pra introdução de doenças graves que podem se espalhar rapidamente, afetando tanto ecossistemas locais quanto cadeias produtivas inteiras. Os prejuízos econômicos podem ser devastadores.

    O coordenador-geral do Vigiagro, Cleverson Freitas, reforça que as equipes trabalham justamente pra evitar esse tipo de situação. “O trabalho é estratégico pra impedir o ingresso de produtos e organismos sem autorização, garantindo a sanidade agropecuária, a saúde animal e a segurança dos consumidores”, explica.

    Foto: Vigiagro/Mapa

    A fiscalização de cargas e bagagens clandestinas está entre as principais atribuições do Vigiagro, que atua como uma barreira de proteção contra riscos sanitários no trânsito internacional. E casos como esse mostram que a vigilância é mesmo necessária. Afinal, o que parece ser só uma tentativa de contrabando gastronômico pode ter consequências bem maiores pro país.

    A apreensão aconteceu durante inspeção de rotina no aeroporto paulista, que é um dos principais pontos de entrada internacional do Brasil. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis penalidades aplicadas à passageira.

  • Ibama resgata 59 animais silvestres e autua professor por fraude

    Ibama resgata 59 animais silvestres e autua professor por fraude

    O Ibama deflagrou a Operação Gênesis na segunda-feira (24), em Barra do Garças (MT) e municípios vizinhos na divisa com Goiás, para combater o tráfico de fauna silvestre. A ação resgatou 59 animais e autuou um professor universitário por tentar fraudar o SisPass 32 vezes em 2024. A região é ponto estratégico para o escoamento ilegal de espécies capturadas.​

    Agentes do Ibama atuaram em duas frentes após denúncia. Em uma fazenda, encontraram psitacídeos ilegais, como arara-canindé, papagaio-verdadeiro, papagaio-do-mangue e maracanã-da-cara-amarela, alguns acorrentados ou em gaiolas trancadas sem licença. Cinco aves estão na lista da Cites II, convenção internacional contra comércio de espécies ameaçadas; todos os animais foram apreendidos por falta de autorização.​

    Na residência do professor, já investigado administrativamente, fiscais confirmaram irregularidades. O SisPass, sistema de monitoramento de criação amadora de pássaros, registrou tentativas de transferências inconsistentes, anilhas incompatíveis e manipulação de dados para legalizar aves de origem ilegal. Suspenso, ele mantinha pássaros sem licença ativa e foi multado pelo art. 79 do Decreto 6.514/2008.​

    Destino dos animais e ações adicionais

    Os 59 animais resgatados foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Brasília para triagem e cuidados veterinários. Durante a operação, um guaxinim-neotrópico (mão-pelada) foi solto em Área de Soltura de Animais Silvestres (Asas) em Mato Grosso, após reabilitação. Denúncias de maus-tratos ou tráfico de fauna podem ser feitas pelo 0800 061 8080 do Ibama.​

    Foto: Cofis/Ibama
  • Passageira chinesa é flagrada com 48 kg de barbatanas de tubarão em Guarulhos

    Passageira chinesa é flagrada com 48 kg de barbatanas de tubarão em Guarulhos

    Na semana passada o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, foi cenário de uma operação que barrou o que poderia ser mais um capítulo no tráfico internacional de animais silvestres. Agentes do Ibama e da Receita Federal identificaram quatro malas suspeitas. E o conteúdo delas chamou atenção: aproximadamente 48 kg de barbatanas de tubarão, todas secas e desidratadas, prontas pra cruzar o oceano.

    Foto: divulgação/Ibama

    A dona das bagagens? Uma cidadã chinesa que mora legalmente no Brasil e estava prestes a embarcar rumo à Hong Kong. Quando os fiscais abriram as malas, encontraram apenas sacos plásticos, cada um com cerca de 1 kg de barbatanas. Nada de roupas, nada de disfarce. Era tudo barbatana mesmo.

    O que torna essas barbatanas tão valiosas?

    Pode parecer estranho, mas barbatanas de tubarão movimentam fortunas no mercado asiático. Elas são usadas tanto na culinária, com a famosa sopa de barbatana, quanto na medicina tradicional. O problema é que a demanda alta coloca diversas espécies de tubarões em risco, e o Brasil não permite esse tipo de comercialização sem as devidas autorizações ambientais.

    A operação, batizada de Operação Hermes, mira exatamente esse tipo de crime: o transporte ilegal de produtos da fauna e flora brasileiras. No mesmo dia e no mesmo local, a equipe do Ibama apreendeu outros 14 kg de barbatanas e cerca de 70 kg de carcaças de celulares,outro produto irregular que também rende multa.

    Multas pesadas e destino incerto

    No total, as infrações identificadas resultaram em autos que somam R$ 84,7 mil. As barbatanas apreendidas não vão pro lixo de qualquer jeito: antes da destruição, especialistas vão coletar fragmentos pra identificar quais espécies estavam sendo traficadas. Essas informações são cruciais pra entender melhor as rotas do tráfico e reforçar a fiscalização.

    O Ibama deixa claro que ações como essa fazem parte de um compromisso maior com a proteção da biodiversidade brasileira. Afinal, cada apreensão é um passo a mais no combate ao tráfico internacional e na preservação de espécies que já sofrem com a pesca predatória.

    Operação Hermes: de olho nas cargas suspeitas

    A Operação Hermes não é novidade. Ela existe justamente pra apertar o cerco sobre cargas que precisam de autorização ambiental pra entrar ou sair do país. O foco é evitar que amostras do patrimônio genético brasileiro sejam enviadas ilegalmente pro exterior, além de coibir o transporte de resíduos e o tráfico de animais.

    Pra quem acha que é fácil burlar a fiscalização, casos como esse mostram que o controle tá cada vez mais rigoroso. E quando a carga é flagrada, as consequências vem: multa alta, apreensão do material e, claro, um processo que pode resultar em sanções ainda maiores.