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  • Trabalhador rural viraliza dançando hits da web no campo

    Trabalhador rural viraliza dançando hits da web no campo

    Enquanto muitos produtores usam as redes sociais para mostrar a rotina da lavoura ou compartilhar técnicas de cultivo, um operador de máquinas de Minas Gerais encontrou um caminho diferente para chamar a atenção dos internautas.

    Nos momentos de descanso entre uma atividade e outra na Fazenda Palmira, em Pompéu (MG), Jorge Luiz Aparecido de Almeida, de 32 anos, deixa o trator estacionado por alguns minutos e transforma o galpão em uma pista de dança improvisada.

    As coreografias, gravadas de forma espontânea, renderam milhões de visualizações, milhares de seguidores e o apelido de Jorgim Agroboy, tornando o trabalhador rural um dos personagens mais conhecidos do agro nas redes sociais.

    Dança começou como uma brincadeira

    A ideia surgiu há cerca de cinco anos, quando Jorge passou a acompanhar vídeos de criadores de conteúdo que faziam coreografias na internet.

    Curioso, decidiu produzir seus próprios vídeos durante os intervalos de trabalho, mas quase ninguém assistia às publicações.

    Mesmo sem grandes resultados, ele continuou gravando e acabou explodindo na web.

    Vídeo foi compartilhado por Virgínia

    A grande virada aconteceu no fim de 2025, quando a influenciadora Virgínia Fonseca repostou uma coreografia do rapaz ao som de Alô, Virgínia.

    https://www.instagram.com/reel/DSHrVM9jRWL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    O vídeo ultrapassou 14,5 milhões de visualizações, impulsionando o perfil de Jorge e atraindo milhares de novos seguidores.

    Objetivo é ajudar a família

    Apesar da repercussão nas redes sociais, Jorge continua trabalhando como operador de máquinas.

    Ele afirma que deseja transformar a visibilidade conquistada na internet em uma fonte de renda capaz de oferecer mais estabilidade para a família.

    Ao mesmo tempo, pretende ampliar a produção de conteúdo e realizar sonhos antigos, como participar de programas de grande audiência, como o Big Brother Brasil e o Rancho do Maia.

    “Quero conquistar o mundo com o que eu faço e, quem sabe, poder ajudar as pessoas que precisam”, afirma.

  • Nova Lei do Trabalho Rural avança no Senado: o que muda para o campo brasileiro

    Nova Lei do Trabalho Rural avança no Senado: o que muda para o campo brasileiro

    O Senado deu um passo importante para modernizar as relações de trabalho no campo. Na última quarta-feira, 25 de março, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária aprovou o PL 4.812/2025, que cria uma nova Lei do Trabalho Rural. Com isso, o objetivo é substituir as regras atuais, que datam de 1973, por um marco legal que reconheça as transformações tecnológicas e produtivas do agronegócio brasileiro.

    A senadora Margareth Buzetti assina o projeto, que segue agora para análise terminativa na Comissão de Assuntos Sociais.

    Por que a legislação de 1973 já não serve ao campo de hoje

    A Lei nº 5.889, de 1973, nasceu em um contexto completamente diferente do agronegócio atual. Desde então, o campo brasileiro incorporou drones, máquinas operadas por controle remoto, sistemas de rastreabilidade e tecnologias digitais que simplesmente não existiam quando a lei entrou em vigor.

    “Nós temos drones, máquinas operadas por controle remoto. A legislação tem que acompanhar isso e se modernizar”, afirmou Buzetti durante a votação.

    Da mesma forma, o relator do projeto, senador Zequinha Marinho, presidente da CRA, defende que a atualização é essencial para manter a competitividade do agronegócio brasileiro. “Essas inovações representam uma atualização necessária em relação à Lei nº 5.889, de 1973, cuja estrutura não corresponde à realidade do setor agropecuário atual”, disse.

    O que muda para o trabalhador rural

    O projeto trata de forma abrangente das condições de trabalho no campo. Entre as principais novidades, estão programas obrigatórios de prevenção de acidentes, comissões internas para combater assédio e cursos sobre o uso seguro de agrotóxicos.

    Além disso, o texto regulamenta jornada de trabalho, banco de horas, intervalos, férias, aviso-prévio e hipóteses de estabilidade. Na área de saúde, o projeto prevê educação continuada sobre operação de máquinas, pausas ergonômicas e prevenção de riscos psicossociais. Também estabelece parâmetros para moradia, alimentação e transporte dos trabalhadores rurais.

    O texto ainda traz proteções específicas para mulheres e adolescentes. Gestantes e lactantes se afastam de atividades insalubres ou perigosas. Já menores de idade enfrentam restrições ao trabalho noturno, perigoso ou prejudicial à formação, com garantia de compatibilidade com a frequência escolar.

    Contratos: mais flexibilidade, mais segurança jurídica

    Um dos pontos centrais do projeto é a regulamentação de diferentes modalidades de contrato no campo. O vínculo por prazo indeterminado segue como regra. Contudo, o texto também normatiza contratos típicos do setor, como contrato de safra, por obra certa, por experiência e de pequeno prazo.

    O contrato por prazo determinado só admite uma prorrogação. Em seguida, um novo contrato firmado em até seis meses caracteriza automaticamente vínculo por tempo indeterminado. Além disso, a rescisão antecipada sem justa causa garante ao trabalhador indenização equivalente à metade dos salários restantes.

    O projeto ainda regulamenta o trabalho temporário rural por meio de empresas especializadas, com prazo máximo de 180 dias, prorrogáveis por mais 90. Por fim, inclui o trabalho intermitente rural, ampliando as formas de contratação formal no setor.

    Vale destacar que o regime de economia familiar, em que a família trabalha para o próprio sustento, sem relação de emprego, não sofre qualquer alteração com o projeto.

    Terceirização, cooperativas e solução de conflitos

    O projeto regulamenta a terceirização rural com critérios claros de contratação e responsabilidades. Da mesma forma, as cooperativas de trabalho rural passam a seguir regras definidas, com exigência de autogestão e vedação ao uso das cooperativas para fraudar vínculos empregatícios.

    No campo da solução de conflitos, o texto incentiva a negociação direta entre trabalhadores e empregadores e cria comissões de conciliação prévia rural. Além disso, regulamenta o direito de greve no meio rural. Para isso, o projeto define serviços essenciais que precisam continuar durante paralisações, como vacinação de animais, fornecimento de água e alimento ao rebanho, colheita de produtos perecíveis e controle fitossanitário.

    Inovação, qualificação e fiscalização

    O texto cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, voltada à capacitação contínua e à adoção segura de tecnologias no campo. Ademais, a política prevê cooperação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e um fundo específico para financiar projetos de qualificação e modernização.

    Na fiscalização, o projeto prioriza ações de orientação e prevenção antes de aplicar multas. Quando necessárias, as penalidades seguem critérios de proporcionalidade em relação à gravidade da infração e ao porte econômico da empresa.

    Por fim, o texto estabelece regras de transição com prazos de adaptação para contratos em curso, garantindo segurança jurídica tanto para trabalhadores quanto para empregadores rurais.

    Fonte: Agência Senado

  • Renda do trabalhador rural cresce no início do ano

    Renda do trabalhador rural cresce no início do ano

    A renda média dos trabalhadores rurais aumentou 5,5% no primeiro trimestre de 2025, segundo o Anuário da Agricultura Familiar. O valor médio mensal passou de R$ 2.022 para R$ 2.133, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) e pelo Dieese.

    O levantamento inclui empregados da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. A variação regional foi expressiva. No Norte, a renda subiu 21%; no Nordeste, 7,5%; no Sul, 9,7%; e no Sudeste, 1,7%. Já o Centro-Oeste registrou queda de 7,9%.

    Apesar da redução, o Centro-Oeste mantém a maior média salarial: R$ 3.492. O valor supera as médias do Sudeste (R$ 3.147), Sul (R$ 3.147), Norte (R$ 1.997) e Nordeste (R$ 1.081).

    Segundo a presidente da Contag, Vânia Marques Pinto, o anuário serve para monitorar remunerações e orientar políticas públicas. “A Contag vem pautando os entes federativos para rever e qualificar políticas para povos do campo, da floresta e das águas”, afirmou em nota.

    Desemprego feminino atinge menor índice desde 2015

    O anuário também aponta redução do desemprego feminino pelo terceiro ano seguido. A taxa foi de 7,6% em 2024, a menor desde 2015. O movimento reflete a maior atividade econômica e o avanço na qualificação das mulheres rurais.

    Segundo Contag e Dieese, entre 2012 e 2024, o percentual de mulheres rurais com ensino superior subiu de 2% para 6%. Aquelas com ensino médio completo aumentaram de 14% para 25%. Já a proporção sem instrução caiu de 14% para 10%, e as com fundamental incompleto reduziram de 50% para 38%.

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  • Conheça o robô que é trabalhador rural com tecnologia usada na lua

    Conheça o robô que é trabalhador rural com tecnologia usada na lua

    A startup japonesa Kisui Tech, vinculada à Universidade de Tohoku, desenvolveu um robô para facilitar a vida dos agricultores idosos. Ou seja, o dispositivo, chamado Adam, combina tecnologia de veículos lunares com inteligência artificial, reduzindo o esforço físico em fazendas de pera, maçã, uva e caqui.

    Segundo Tamir Blum, fundador da Kisui Tech, o Japão enfrenta um desafio crescente. “Mais de 80% dos agricultores têm mais de 60 anos, e a mão de obra no setor está escassa. Acreditamos que a tecnologia pode ajudar esses profissionais a gerenciar grandes propriedades com menos esforço físico”, explicou Blum.

    Em resumo, a Kisui Tech desenvolveu dois modelos do Adam, adaptados às diferentes culturas agrícolas. O modelo maior, com 70 cm de altura e 188 cm de comprimento, é ideal para produtores de maçã e pera, oferecendo uma caçamba ampla para transporte de produtos ou fertilizantes. Já o modelo menor, um terço desse tamanho, atende fazendas de uva e caqui, que possuem espaçamentos menores entre as fileiras.

    Além do robô, a startup criou a plataforma online Newton, que fornece informações em tempo real sobre colheitas, doenças e manejo das fazendas.

    Funcionalidades e preço do robô Adam

    Blum destaca que o Adam traz como diferencial sua capacidade de movimentação em terrenos acidentados, inspirada em veículos desenvolvidos para exploração lunar. “Visitei muitas fazendas e percebi a necessidade de superar obstáculos no solo”, revelou.

    Além disso, o Adam oferece três modos principais de operação:

    Modo de acompanhamento humano: o robô segue o agricultor a uma distância ajustável, auxiliando em tarefas como poda, coleta de galhos e aplicação de fertilizantes.

    Transporte autônomo: o dispositivo se move entre dois pontos da fazenda com o toque de um botão, transportando itens como frutas colhidas, galhos ou ferramentas.

    Acessórios personalizáveis: o Adam pode ser equipado com acessórios, como cortador de grama, pulverizador de pesticidas ou bandeja de elevação para itens pesados.

    A versão maior do Adam será lançada em mercados internacionais, com preço estimado em US$ 20.000.

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    Aceitação entre agricultores idosos

    Em geral, os agricultores mais velhos têm recebido bem a novidade tecnológica. Ao mesmo tempo, a Blum ressalta a troca de ideias durante o desenvolvimento do robô. “Eles indicaram que a tela touch não era prática por conta das luvas grossas. Então, substituímos por botões. Foi um aprendizado mútuo”, disse.

    O Adam deve chegar ao mercado japonês em breve, prometendo otimizar o trabalho no campo e tornar a agricultura mais acessível para idosos.

     

  • Reino Unido precisa de 45 mil trabalhadores do agro

    Reino Unido precisa de 45 mil trabalhadores do agro

    O governo do Reino Unido confirmou uma nova cota de 45 mil vistos de trabalho sazonal para 2025, beneficiando os setores de agricultura e horticultura. A decisão surge em meio a crescentes preocupações com a segurança alimentar no país. E também à necessidade de garantir estabilidade no abastecimento de produtos, uma vez que a mão de obra local continua escassa para essas atividades.

    O programa de vistos de trabalho sazonal foi criado após o Brexit, quando o Reino Unido se separou da União Europeia em 2020. Antes disso, produtores agrícolas tinham acesso facilitado a trabalhadores de toda a Europa. Com a saída, o governo precisou adotar soluções para enfrentar a falta de mão de obra. O programa, que inicialmente era temporário, ganhou uma prorrogação devido à sua importância estratégica para a produção de alimentos.

    Segurança alimentar e riscos de exploração

    O comitê consultivo de migração do Reino Unido já havia recomendado a continuidade e a expansão do programa, citando preocupações com prateleiras vazias e preços mais altos devido à dependência de importações. “A manutenção do programa é fundamental para garantir que a produção doméstica seja preservada e que os agricultores possam planejar suas operações”, afirmou Daniel Zeichner, ministro da Segurança Alimentar.

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    No entanto, o programa enfrenta críticas. Organizações defensoras dos direitos dos trabalhadores destacam o risco de exploração, especialmente porque os trabalhadores sazonais têm pouco poder para mudar de empregador e, muitas vezes, enfrentam a obrigação de trabalhar em locais remotos e sob condições rígidas. Valeria Ragni, do Centro de Apoio ao Trabalhador na Escócia, relatou casos de metas inatingíveis, moradias precárias e abusos trabalhistas.

    Esforços para maior proteção

    Em resposta às preocupações, o governo britânico afirmou que está ampliando as inspeções e colaborando com o setor para realizar verificações de conformidade. Uma pesquisa de 2023 mostrou que mais de 90% dos trabalhadores avaliaram sua experiência de forma positiva, mas ativistas ainda pedem mudanças significativas. Entre as propostas está a flexibilização para que trabalhadores possam trocar de empregador sem medo de represálias, além de medidas para prevenir taxas abusivas impostas por intermediários.

    O Reino Unido segue buscando um equilíbrio entre a necessidade de garantir segurança alimentar e a responsabilidade de proteger os direitos de trabalhadores migrantes que contribuem para o setor agrícola.