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  • Saiba quem assume liderança entre SUVs mais vendidos do Brasil em agosto

    Saiba quem assume liderança entre SUVs mais vendidos do Brasil em agosto

    A liderança no segmento de SUVs no Brasil mudou em agosto de 2025. Na primeira quinzena do mês, o Toyota Corolla Cross somou 3.587 emplacamentos oficiais. O resultado coloca o modelo à frente do Volkswagen T-Cross, que vendeu 3.230 unidades no mesmo período.

    A disputa entre os dois modelos mostra-se intensa e pode apresentar mudanças até o fim do mês. O Volkswagen T-Cross mantém a pressão e tem grande chance de reverter a posição, especialmente considerando seu desempenho consistente nos meses anteriores.

    Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Segundo a entidade, a tendência é de que o segmento de SUVs continue aquecido, impulsionado pela preferência crescente dos consumidores por veículos espaçosos e versáteis.

    Além do Corolla Cross e do T-Cross, outros modelos seguem consolidando suas vendas no mercado brasileiro, mas ainda não ameaçam os líderes no ranking. A competição entre Toyota e Volkswagen destaca o dinamismo do segmento e a importância de inovações e estratégias comerciais para conquistar os compradores.

    Top 15 SUVs

    Modelo                          Unidades

    1º           Toyota Corolla Cross      3.888

    2º           Volkswagen T-Cross      3.464

    3º           Hyundai Creta               3.211

    4º           Fiat Fastback                 2.518

    5º           Fiat Pulse                      2.343

    6º           Nissan Kicks                 2.318

    7º           Chevrolet Tracker         2.314

    8º           Volkswagen Nivus        2.270

    9º           Volkswagen Tera          2.043

    10º         Honda HR-V                1.990

    11º         Jeep Compass             1.807

    12º         CAOA Chery Tiggo 7   1.717

    13º         Jeep Renegade            1.300

    14º         BYD Song                    1.280

    15º         GWM Haval H6           1.211

    O resultado parcial de agosto reafirma a preferência do público brasileiro por SUVs compactos. E também mostra que os carros elétricos ainda não ameaçam o segmento. A segmentação oferece um balanço entre espaço, consumo e preço, fatores cruciais para manter-se competitivo. Até o fechamento do mês, a expectativa é que o ranking apresente surpresas e, possivelmente, uma nova configuração no topo.

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  • Embrapa e Toyota avançam em parceria para bioenergia e mobilidade sustentável

    Embrapa e Toyota avançam em parceria para bioenergia e mobilidade sustentável

    Em um movimento estratégico para acelerar a transição energética no Brasil, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, visitou a fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) para avaliar tecnologias limpas. E com destaque para a integração de biocombustíveis e eletrificação em veículos híbridos flex. A iniciativa reforça a colaboração entre as instituições em prol de soluções sustentáveis que aliam o etanol brasileiro a inovações automotivas de baixo carbono.

    A comitiva da Embrapa, que incluiu a chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer, e a coordenadora da RenovaCalc, Marília Folegatti, conheceu detalhes da tecnologia híbrido-flex da Toyota, que combina etanol e eletricidade para reduzir emissões. Os veículos, que já são exportados para mercados globais, convertem energia cinética em eletricidade, potencializando a eficiência energética.

    “O etanol é uma solução consolidada no Brasil. Mas seu potencial global é enorme quando integrado a sistemas híbridos”, destacaram técnicos da Toyota durante a visita. A montadora japonesa enfatizou que o uso do biocombustível em motores flex reduz em até 70% as emissões de CO₂ em comparação à gasolina. Alinhando-se às metas do RenovaBio, política nacional impulsionada pela Embrapa.

    Embrapa destaca agropecuária como base da bioeconomia

    Silvia Massruhá apresentou um panorama da evolução agroambiental brasileira, desde a Revolução Verde até o atual status de potência em bioeconomia. “Estamos focados em uma agricultura multifuncional, resiliente e regenerativa, com investimentos em biofertilizantes, biocombustíveis e rotas tecnológicas inovadoras”, afirmou.

    A presidente destacou ainda o papel da Embrapa na estruturação de políticas públicas, como o RenovaBio e a Lei do Combustível do Futuro, que inclui programas como o Diesel Verde (PNDV) e o Biometano. “A transição energética exige parcerias entre setores, e a indústria automotiva é um ator chave”, reforçou.

    Biometano e hidrogênio: novas fronteiras

    Paula Packer ressaltou que a visita buscou entender como a Toyota está ampliando suas estratégias de descarbonização além da produção de veículos. “Avaliamos desde colaborações em pesquisas com sorgo para biocombustíveis até tecnologias emergentes, como células a hidrogênio e biometano”, explicou.

    Ela destacou a importância da RenovaCalc, ferramenta desenvolvida pela Embrapa para calcular a intensidade de carbono de biocombustíveis, e convidou grandes empresas a integrarem o AgNest, hub de inovação da Embrapa. “O AgNest pode acelerar o desenvolvimento de novas rotas tecnológicas, reunindo startups, pesquisadores e indústrias”, afirmou.

    Apesar dos avanços, os desafios para escalonar biocombustíveis alternativos, como o biometano, ainda são complexos. Packer enfatizou a necessidade de métricas claras e investimentos em pesquisa. “A descarbonização do transporte depende não apenas de tecnologia, mas de uma governança colaborativa”, concluiu.

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