Tag: Tocantins

  • Com dívida bilionária, grupo recorre à Justiça para não fechar as portas

    Com dívida bilionária, grupo recorre à Justiça para não fechar as portas

    A Justiça do Tocantins deferiu o processamento da recuperação judicial do chamado “Grupo Santos”, núcleo econômico familiar dedicado à pecuária de corte no município de Dois Irmãos do Tocantins. O juiz Ricardo Gagliardi, da 1ª Escrivania Cível de Miranorte, assinou a decisão em 27 de julho. O processo registra uma dívida de R$ 53.271.597,66.

    O grupo reúne dois produtores rurais pessoas físicas e duas pessoas jurídicas ligadas à mesma família, todos com operações, rebanhos, propriedades e maquinário concentrados na região. A petição descreve uma atividade exercida de forma integrada há cerca de duas décadas, o que levou o juízo a autorizar a tramitação em consolidação processual e substancial. Na prática, o tratamento de ativos e passivos como se pertencessem a um único devedor.

    Entraves ambientais, juros altos e clima explicam a crise, diz defesa

    Na petição inicial, os requerentes atribuem a crise a uma combinação de fatores que extrapolam a porteira da fazenda. A lista inclui entraves e demora no licenciamento ambiental, limitações ligadas à Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, atraso na liberação de financiamento rural, alta nos custos de produção durante a pandemia de Covid-19, encarecimento de fertilizantes e combustíveis, elevação dos juros, restrições ao crédito rural, eventos climáticos adversos e embargos administrativos sobre determinadas propriedades. O argumento central sustenta que o negócio segue operacionalmente viável. O problema estaria no caixa e no endividamento, não na capacidade produtiva.

    O juiz declarou essenciais um conjunto extenso de bens ligados diretamente à produção: 27 imóveis rurais, sendo 25 fazendas. Entre elas as fazendas Estrela do Norte, Santo Antônio, São José, Pedra Preta e São Tomé, além do Rancho Estrela do Norte e da Agropecuária Estrela do Norte. A proteção também alcança as benfeitorias, o rebanho de bovinos, equinos, muares, caprinos, ovinos e aves, e o maquinário agrícola.

    Durante o período de blindagem, esses bens não podem sair das propriedades, nem mesmo por credores com garantia fiduciária ou arrendamento. Imóveis urbanos e bens de uso pessoal ficam de fora dessa proteção automática; sua essencialidade dependerá de comprovação específica em cada caso.

    O efeito mais imediato da decisão é a chamada blindagem patrimonial. Com o deferimento, passa a vigorar o stay period. Ou seja, um período de 180 dias corridos em que ficam suspensas todas as ações e execuções contra o grupo, além de bloqueios, penhoras e demais medidas de constrição sobre os bens vinculados à atividade rural. Nenhum credor pode avançar individualmente sobre as fazendas, o rebanho ou o maquinário durante esse intervalo, o que dá ao grupo o espaço necessário para reorganizar as contas.

    Fôlego necessário

    Para a defesa, o deferimento representa o fôlego que o grupo precisava. “A decisão reconhece o que sempre sustentamos. Trata-se de uma atividade produtiva viável, que gera emprego e movimenta a economia da região, e que enfrentou uma crise conjuntural. A recuperação judicial não é o fim da linha, é o instrumento que permite reorganizar o passivo e honrar os compromissos com os credores de forma sustentável”, afirma Antonio Frange Júnior, do escritório Frange Advogados, que representa o Grupo Santos.

    O mesmo advogado e o mesmo juiz já haviam conduzido um processo semelhante no Tocantins: o caso da família Rodovalho, que atua em seis municípios do estado e obteve o direito de renegociar um passivo estimado em R$ 60 milhões após decisão do Superior Tribunal de Justiça favorável a produtores rurais.

    Recuperação judicial no agro bate recorde no Brasil

    O caso do Grupo Santos se insere em um movimento mais amplo de crescimento nas recuperações judiciais do setor rural brasileiro. Levantamento da Serasa Experian aponta que o agronegócio brasileiro registrou 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025. É o maior volume desde o início da série histórica da datatech, iniciada em 2021, alta de 56,4% em relação a 2024. Em 2023, o setor havia registrado 534 pedidos, quase quatro vezes menos do que em 2025.

    Mato Grosso liderou o número de recuperações judiciais em 2025, com 332 solicitações, seguido por Goiás, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Entre os produtores rurais pessoa física, foram 853 solicitações em 2025, ante 566 em 2024. Uma alta de 50,7%, enquanto os produtores pessoa jurídica somaram 753 pedidos, crescimento de 84,1% em relação ao ano anterior.

    Para Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, o cenário financeiro do setor permanece pressionado por uma combinação de fatores. A inadimplência da população rural chegou a 8,8% no primeiro trimestre de 2026, enquanto as concessões de crédito rural recuaram 17% no último ano. Indicadores que ajudam a explicar por que casos como o do Grupo Santos vêm se tornando mais frequentes nas varas cíveis do interior do país.

  • Henrique e Juliano levam vaca de R$ 3 milhões à Expo Rio Preto

    Henrique e Juliano levam vaca de R$ 3 milhões à Expo Rio Preto

    A Fazenda Terra Prometida, propriedade da dupla sertaneja Henrique e Juliano, participará da 63ª Expo Rio Preto, em agosto, levando cerca de 20 animais da raça Nelore para disputar o Ranking Nelore Ouro, um dos principais circuitos nacionais da pecuária de elite.

    Entre os destaques está a estreia em pista da vaca Beatrice FIV do HEJ, que ganhou notoriedade após ter 50% de sua participação comercializada por R$ 1,5 milhão durante o Leilão Terra Prometida 2026, quando tinha apenas cinco meses de idade.

    Os animais chegarão ao Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto (SP), no dia 31 de julho, dando início à preparação para as avaliações da feira.

    Genética de alto desempenho

    Segundo Luan Paulo Padun da Silva, diretor da Fazenda Terra Prometida e responsável por representar a propriedade nos eventos agropecuários, a participação na Expo Rio Preto faz parte da estratégia de fortalecer a marca entre os principais criatórios de Nelore do país.

    “Cada resultado é fruto de muito trabalho, seleção genética e investimento contínuo para alcançar alta performance e consolidar nossa marca como referência na pecuária brasileira”, afirmou.

    Criadores de Nelore de elite, os músicos investem em genética bovina e movimentam o mercado de leilões agropecuários

    A fazenda tem investido continuamente em melhoramento genético e na participação em exposições nacionais, consolidando sua presença no segmento de gado de elite.

    Expo Rio Preto reúne criadores de todo o Brasil

    A 63ª Expo Rio Preto será realizada entre 1º e 16 de agosto, no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto, em São José do Rio Preto.

    Considerada uma das maiores feiras agropecuárias do estado de São Paulo, a exposição reúne criadores de diversas regiões do país e recebe julgamentos de importantes raças bovinas, além de leilões, exposições e atrações voltadas ao agronegócio.

    A feira terá entrada gratuita e é promovida pela Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, com apresentação da Faesp/Senar e correalização da Gaetan Shows e Eventos.

    Fazenda Terra Prometida pertence à dupla sertaneja

    Formada pelos irmãos Ricelly Henrique Tavares Reis e Edson Alves dos Reis Junior, a dupla Henrique e Juliano também mantém forte atuação no agronegócio.

    A Fazenda Terra Prometida está localizada em Porto Nacional (TO) e possui mais de 1.300 hectares destinados à criação de gado Nelore. O criatório investe em seleção genética e participa de exposições e leilões voltados ao melhoramento da raça, tornando-se uma referência no segmento da pecuária de corte.

  • Henrique e Juliano faturam com Nelore milionário e investem na pecuária

    Henrique e Juliano faturam com Nelore milionário e investem na pecuária

    A dupla sertaneja Henrique e Juliano transformou a paixão pelo campo em um negócio milionário. Proprietários da Fazenda Terra Prometida, em Porto Nacional (TO), os artistas investem na criação de gado Nelore de elite e já acumulam reconhecimento em exposições e leilões agropecuários.

    Além do sucesso na música, os irmãos apostam no melhoramento genético para ampliar a produtividade e a valorização do rebanho.

    “Nossa criação sempre foi muito pé no chão. Para que ter uma fazenda se ela não for produtiva? Foi pensando nisso que começamos a investir em genética para Nelore de elite. Tem que ter muita dedicação e buscar tecnologias para manter o padrão”, afirmou Henrique.

    Genética Nelore é um dos focos da dupla

    A principal estratégia dos cantores é investir em animais de alto valor genético, considerados referência para a pecuária nacional.

    O trabalho envolve seleção criteriosa de matrizes e reprodutores, além do uso de tecnologias voltadas ao melhoramento genético do rebanho.

    Entre os exemplares mais conhecidos está a vaca Ísis Valverde FIV da RS, uma das matrizes mais valorizadas da raça Nelore.

    Vaca ‘Ísis Valverde’ é descrita como dona de um “racial impecável, volume, feminilidade e consistência genética”e se destaca no mercado de genética bovina — Foto: Divulgação/Fazenda Terra Prometida

    Vaca avaliada em R$ 4 milhões chama atenção no mercado

    A Ísis Valverde FIV da RS ganhou notoriedade por conquistar importantes títulos em exposições agropecuárias pelo país.

    Entre seus principais destaques estão:

    Avaliação estimada em R$ 4 milhões;

    Títulos de Grande Campeã em pistas de julgamento;

    Reconhecimento como referência genética da raça Nelore;

    Participação em negociações milionárias no mercado pecuário.

    Parte da propriedade do animal foi negociada com os cantores César Menotti e Fabiano, reforçando o interesse do setor por exemplares de alto desempenho genético.

    Leia mais: Juliano investe R$ 80 milhões em jato de luxo; confira imagens

    Fazenda Terra Prometida abriga criação de elite

    Localizada em Porto Nacional, no Tocantins, a Fazenda Terra Prometida possui cerca de 1.306 hectares e se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas entre artistas ligados ao agronegócio.

    Além da criação de Nelore Puro de Origem (P.O.), a fazenda conta com infraestrutura de alto padrão.

    Entre os destaques da propriedade estão aeroporto próprio, piscina de borda infinita e alta estrutura tecnológica voltada à pecuária.

    Vista aérea da fazenda. À esquerda, as estruturas para o cuidado com os gados. No centro, as casas da família. À direita, a pista para pousos e decolagens — Foto: Reprodução/YouTube

    Nelore domina a pecuária brasileira

    A raça Nelore é responsável por grande parte do rebanho de corte do Brasil e se destaca pela adaptação ao clima tropical, resistência e desempenho produtivo.

    Por isso, animais com genética superior costumam atingir valores elevados em leilões, especialmente quando apresentam histórico de premiações e capacidade comprovada de transmissão genética.

    Leia mais: Quem é o dono da ‘Texas brasileira’ apontado como affair de Ana Castela

  • Rara arara-canindé branca é registrada no Tocantins e impressiona

    Rara arara-canindé branca é registrada no Tocantins e impressiona

    Uma arara-canindé com plumagem branca e amarelada ganhou destaque nas redes sociais nos últimos dias. O raro exemplar foi fotografado pelo geógrafo e fotógrafo de natureza Clóvis Cruvinel em Aliança do Tocantins (TO).

    Tradicionalmente reconhecida pelas cores azul e amarela, características da espécie, a ave surpreendeu pela aparência incomum. A alteração na coloração é resultado de uma condição genética rara chamada lutinismo, responsável pela ausência total de melanina, mantendo, no entanto, os pigmentos amarelos e avermelhados.

    Segundo Cruvinel, a ave apresenta exatamente essa condição genética. Dessa forma, a falta de melanina faz com que a plumagem assuma tonalidades mais claras, enquanto os olhos costumam adquirir coloração avermelhada.

    Arara branca ao lado de arara azul, no Tocantins.
    Foto: Reprodução/Clóvis Cruvinel

    Em uma das fotografias, a ave aparece ao lado de outra arara-canindé com a coloração padrão da espécie.

    Por conta da raridade, as imagens repercutiram entre observadores de aves, fotógrafos de natureza e pesquisadores. Casos de lutinismo são considerados incomuns na fauna silvestre e se tornam ainda mais raros quando ocorrem em aves de grande porte, como as araras.

    Beleza rara pode representar um desafio

    Embora a aparência diferenciada impressione, a mutação genética pode trazer dificuldades para a sobrevivência da ave em ambiente natural.

    De acordo com o biólogo especialista em aves Danilo Freitas Rangel, a ausência de melanina reduz a capacidade de camuflagem do animal, tornando-o mais vulnerável à ação de predadores.

    “Ao eliminar a melanina e destacar uma coloração vibrante na plumagem, a ave perde sua camuflagem natural nas copas das árvores, transformando-se em um alvo fácil para predadores”, afirma.

    Além dos riscos naturais, a raridade também pode aumentar a exposição ao tráfico de animais silvestres. Segundo o especialista, indivíduos com características incomuns costumam despertar o interesse de colecionadores ilegais.

    “A beleza exótica e a extrema raridade dessas araras atraem a atenção de traficantes, que frequentemente monitoram ninhos para capturar filhotes ainda jovens”, alerta.

    Por fim, Rangel destaca que registros como esse possuem grande importância científica. Segundo ele, a ocorrência ajuda pesquisadores a compreenderem melhor os processos evolutivos que continuam acontecendo na natureza.

  • Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Em meio às paisagens do Parque Estadual do Cantão, em Caseara, no oeste do Tocantins, uma cena incomum chamou a atenção nas redes sociais. O estudante Arthur Wieczorek, de 22 anos, registrou o momento em que interage com um grande jacaré-açu durante uma pescaria na região.

    No vídeo compartilhado pelo jovem, é possível ouvir quando ele chama o animal pelo apelido carinhoso. “Joãozinho, vem cá. Vem cá, ‘caminha’. Eu pesquei uma piranha pra tu comer, ó. Ele tá vindo, o bicho é obediente”, comenta Arthur enquanto o réptil se aproxima da margem.

    https://www.instagram.com/reel/DZvJoV-ptrE/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    De acordo com Arthur, o comportamento do animal está relacionado à presença de peixes capturados durante a pescaria. Dessa forma, o jacaré se aproxima ao perceber a movimentação e os exemplares armazenados na rede.

    “É um jacaré-açu de 4,5 metros de comprimento. A gente usa a canoa, que tem seis metros, como referência [para o tamanho]. Ele se aproximou porque viu os peixes dentro do puçá. Foi aí que vimos a naturalidade dele ao ficar perto das pessoas, e não demonstrou nenhuma agressividade. No final da pesca, jogamos peixes pra ele se alimentar”, relata.

    Apesar da aparente tranquilidade do encontro, especialistas reforçam que não é recomendada a aproximação ou a interação direta com animais silvestres. Isso porque situações envolvendo fauna nativa podem representar riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais.

    Segundo Arthur, o jacaré permaneceu dentro da água, próximo à margem do rio, durante todo o período da atividade. No entanto, o animal se afastou apenas quando ele e os amigos decidiram encerrar a pescaria.

    Ao recordar a experiência, o estudante destacou a imponência do réptil.

    “Particularmente, nunca tinha visto uma espécie desse tamanho tão perto de um humano antes”, finaliza.

  • Mexerica ponkan bate recorde de produção e de renda

    Mexerica ponkan bate recorde de produção e de renda

    No sítio de Victor Abrantes, em Tocantins, município da Zona da Mata de Minas Gerais, os pés de mexerica ponkan estão carregados e prometem uma das melhores safras dos últimos anos. A colheita começa em abril, e a expectativa é que a produção do município chegue a 3 mil toneladas. Ou seja, até três vezes mais do que no ano anterior.

    O bom momento não é obra do acaso. Victor integra um grupo de 30 produtores atendidos pelo Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), oferecido gratuitamente pelo Sindicato Rural de Tocantins. Desde 2023, o técnico de campo Gil Pedro Lara visita as propriedades mensalmente, orientando os agricultores em questões técnicas, de gestão e planejamento. Os resultados já aparecem nos números.

    Qualidade valoriza a fruta e eleva o preço pago ao produtor

    A melhoria nas práticas agrícolas foi determinante para o salto financeiro do grupo. Segundo Gil, os produtores passaram a fazer um controle mais rigoroso de mato, adubação e pulverização, com adoção crescente de calcário e adubos ricos em cálcio, insumos que aumentam a qualidade dos frutos.

    O efeito prático aparece na comparação entre os dois últimos anos: a renda coletiva do grupo saltou de R$ 1,378 milhão em 2024 para R$ 1,706 milhão em 2025, crescimento de aproximadamente 23,8%. O dado é ainda mais expressivo quando se observa que a produção caiu no mesmo período, de 989 mil quilos para 880 mil quilos. Uma variação considerada normal no ciclo da cultura de mexerica.

    Cooperativa nacional abre mercado mais lucrativo para os ponkaneiros

    A qualidade reconhecida abriu portas que antes estavam fechadas. Em 2024, os produtores de Tocantins firmaram contrato com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e forneceram cerca de 7 mil caixas de ponkan. A parceria trouxe um diferencial competitivo importante. Enquanto o quilo da fruta era negociado a R$ 1,39 no Ceasa, a Unicafes pagou R$ 2,50/kg,um preço 80% superior.

    Outro ponto vantajoso foi a aceitação das frutas menores, que costumam ter pouca saída no mercado convencional, mas são preferidas no fornecimento para merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Para 2026, a estimativa é vender mais de 10 mil caixas a R$ 2,60/kg.

    Associação reativada dobra número de produtores na venda coletiva

    A conquista da Unicafes como compradora só foi possível graças à retomada da Associação de Produtores Rurais de Tocantins (Asprut), entidade que havia interrompido suas atividades. Victor Abrantes, atual presidente da associação, foi o responsável por mobilizar os colegas e demonstrar na prática os benefícios do trabalho coletivo: compra conjunta de insumos, acesso à assistência técnica e capacidade de abastecer grandes instituições.

    Para a safra de 2025, o grupo mais que dobrou o número de produtores participantes da venda para a Unicafes, de 23 para 54 agricultores. E com meta de comercializar 20 mil quilos. “Com isso, vendemos a fruta média com valor agregado e valorizamos também a fruta grande”, explica Victor.

    A colheita da ponkan em Tocantins se estende de abril a agosto, com pico de produção em junho.

  • Agrotins 2026 bate recorde e movimenta o agro no Tocantins

    Agrotins 2026 bate recorde e movimenta o agro no Tocantins

    A Agrotins 2026 registrou a maior edição de sua história ao atrair mais de 220 mil visitantes em cinco dias, no Parque Agrotecnológico Mauro Mendanha, em Palmas. O evento reforçou o protagonismo do Tocantins como uma das principais fronteiras agropecuárias do Brasil, com forte avanço em tecnologia, crédito rural e modernização produtiva.

    A feira ampliou o ambiente de negócios e destacou soluções inovadoras para o campo, como inteligência artificial, bioinsumos, rastreabilidade bovina e gestão de risco. O aumento do público acompanha o crescimento do agronegócio tocantinense, impulsionado pela produção de grãos, pela evolução da produtividade e pela expansão da pecuária.

    Um dos principais diferenciais desta edição foi o modelo criado pelo Governo do Tocantins que permitiu aos produtores utilizar créditos acumulados de ICMS na compra de máquinas, implementos e insumos durante a feira. A iniciativa facilitou o acesso a investimentos e estimulou negociações diretas dentro do evento.

    Agricultura familiar

    A Agrotins também fortaleceu a agricultura familiar e ampliou a oferta de capacitação técnica. As vitrines tecnológicas apresentaram culturas alternativas, como o lúpulo e a baunilha do Cerrado, apontadas como oportunidades de diversificação e agregação de valor no campo.

    Com mais de 1,1 mil expositores em uma área de 700 mil metros quadrados, a feira reuniu empresas, produtores e instituições em torno de soluções para o desenvolvimento do agro. Máquinas, genética animal, insumos e tecnologias ganharam destaque em um ambiente voltado à inovação e à produtividade.

    O governador Wanderlei Barbosa destacou o impacto econômico e social do evento e ressaltou a participação de pequenos, médios e grandes produtores. Segundo ele, a isenção de taxas para expositores contribuiu para ampliar o acesso e fortalecer a presença da agricultura familiar.

    Fotos: Secom Gov TO

    O Tocantins responde atualmente por cerca de 40% da produção de grãos da Região Norte. E se aproxima de uma safra histórica de 10 milhões de toneladas. O agronegócio representa aproximadamente 99% das exportações estaduais, com destaque para a soja, além do crescimento da pecuária e do arroz irrigado.

    O secretário de Agricultura e Pecuária, Fred Sodré, afirmou que a edição superou expectativas, com recorde de público, aumento no volume de negócios e forte engajamento dos setores produtivos. Ele destacou ainda o sentimento de pertencimento entre expositores e produtores como fator-chave para o sucesso da feira.

    Criada em 2001, com movimentação inicial de R$ 7 milhões, a Agrotins evoluiu junto com o agronegócio tocantinense e hoje se consolida como uma das principais plataformas de negócios, tecnologia e inovação do setor no Brasil.

  • Saiba qual é o modelo e quanto vale o helicóptero de sertanejo que caiu em fazenda no Tocantins

    Saiba qual é o modelo e quanto vale o helicóptero de sertanejo que caiu em fazenda no Tocantins

    O cantor Juliano, da dupla com Henrique, viveu um baita susto na última sexta-feira (8). Seu helicóptero caiu enquanto sobrevoava uma propriedade rural em Tocantins, com o piloto e um ocupante a bordo.

    Edson Reis, pai dos cantores, pilotava a aeronave no momento do incidente. A assessoria da dupla informou que ocorreu um pouso de emergência, mas que Edson passa bem, assim como o ocupante.

    Modelo de R$ 3,8 milhões

    O modelo, fabricado em 2013, é o Robinson R44 Raven II e domina voos privados e treinamentos graças ao baixo custo operacional. No mercado de usados, varia de R$ 2,5 milhões a R$ 3,8 milhões em estado seminovo ou após overhaul. Novo, custava R$ 5,5 milhões.

    A máquina conta com quatro lugares, podendo transportar até três passageiros. Quanto ao peso de decolagem, suporta um peso máximo de 1.134 kg (somando o peso do helicóptero, combustível e ocupantes).

    Helicóptero caiu próximo a fazenda de Henrique e Juliano no Tocantins — Foto: Reprodução/Redes sociais

    Íntegra da nota da dupla

    “Confirmamos o incidente, com helicóptero pertencente à família de Henrique e Juliano. A aeronave fez um pouso de emergência Na tarde de hoje, 08 de maio. O pouso aconteceu em uma das propriedades da dupla, em Porto Nacional/TO. Sr. Edson Reis, pai dos cantores, é um piloto experiente e estava no comando do helicópter, felizmente passa bem, e não sofreu nenhum tipo de lesão grave.”

    Íntegra da nota do CENIPA

    “Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), informa que, nesta sexta-feira (08/05), investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI) — órgão regional do CENIPA, com sede em Brasília (DF) — foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PR-MSJ, no município de Porto Nacional (TO).

    Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”

  • Mulheres do agro debatem governança e sucessão familiar em encontro no Tocantins

    Mulheres do agro debatem governança e sucessão familiar em encontro no Tocantins

    O município de Gurupi, no Tocantins, receberá no dia 24 de março a primeira edição itinerante do evento Elas na Pecuária, promovido pela Beckhauser em parceria com a Terra Boa. O encontro discutirá governança e sucessão familiar na pecuária brasileira, com o objetivo de fortalecer a participação feminina na gestão de propriedades e negócios rurais.

    Após três edições bem-sucedidas em Campo Grande (MS), o projeto inicia uma nova fase, levando às diferentes regiões do país um espaço de diálogo e integração entre mulheres que atuam em diversos elos da cadeia pecuária. Desde o início, o evento tem servido como plataforma para o compartilhamento de experiências, desafios e conquistas de lideranças femininas.

    “Desde a primeira edição, percebemos o quanto esse ambiente de troca faz diferença. As convidadas compartilham suas trajetórias, falam sobre desafios e conquistas, e isso desperta empatia e inspiração, especialmente em quem está construindo seu caminho na pecuária”, explica Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e BEAH da Beckhauser.

    Tocantins inicia fase itinerante do projeto

    A escolha do Tocantins marca um passo estratégico da Beckhauser. O estado, que vem ampliando sua relevância na pecuária da região Norte, apresenta rebanho em expansão e crescente participação de mulheres na gestão rural. Além disso, a parceria com a Terra Boa, sediada em Gurupi, reforça a presença local do evento e valoriza uma empresa com forte representatividade feminina.

    “Diversas regiões já possuem grupos estruturados de mulheres que se reúnem para debater o setor. Nossa intenção é contribuir com esses movimentos, somando forças e ampliando as oportunidades de conexão. Começar por um parceiro estratégico, com liderança feminina e forte inserção local, foi uma escolha natural”, destaca Carla.

    O formato do evento permanece o mesmo: painéis de 20 a 30 minutos com convidadas que compartilharão suas experiências relacionadas ao tema central, sob mediação da CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser. Ao final, o público poderá interagir com perguntas, reforçando o caráter participativo do encontro.

    Fortalecimento da governança e da liderança feminina

    Para a Terra Boa, parceira anfitriã, o evento representa mais do que um debate setorial. Segundo Lívian Rocha dos Reis, diretora administrativa da empresa, a iniciativa reforça a importância da profissionalização da gestão rural e da formação de novas lideranças femininas.

    “Para a Terra Boa, iniciativas como o Elas na Pecuária têm importância estratégica e simbólica. Somos uma empresa familiar. E acreditamos que o fortalecimento do agro passa pela formação de lideranças preparadas, pela governança estruturada e pela valorização de diferentes perspectivas. A parceria com a Beckhauser amplia esse debate sobre o protagonismo feminino e contribui para um setor mais equilibrado e sustentável”, afirma Lívian.

    Com edições anuais previstas em diferentes regiões do país, o Elas na Pecuária consolida-se como um dos principais espaços de networking e valorização da mulher no agronegócio. E une inspiração, conhecimento e propósito em torno da transformação da pecuária brasileira.

  • Vietnã autoriza quatro novos frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

    Vietnã autoriza quatro novos frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina

    O Vietnã autorizou mais quatro frigoríficos brasileiros a exportar carne bovina, elevando para oito o total de plantas habilitadas a atender o mercado do país asiático. A decisão veio após a conclusão da avaliação técnica das autoridades sanitárias vietnamitas, que confirmaram o atendimento aos requisitos de segurança alimentar e sanidade exigidos.

    Os novos frigoríficos estão localizados em Rondônia (2), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1). Eles se somam aos estabelecimentos já habilitados em Goiás (3) e Mato Grosso (1), ampliando a presença regional do setor nas exportações.

    Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as autorizações representam um passo importante na consolidação da carne bovina brasileira no mercado asiático. O Vietnã, que abriu seu mercado à carne brasileira em 2025, tem registrado forte crescimento no consumo de proteína animal. O que reforça o potencial de expansão das vendas.

    O Ministério da Fazenda destacou que, além do Vietnã, o Brasil avança nas negociações para ampliar destinos da carne bovina em mercados estratégicos como Indonésia, Filipinas e Arábia Saudita. Em 2025, o país já havia registrado aumento de 17% no volume exportado de carnes e derivados. Isso impulsionado pela reabertura de mercados e pela diversificação de compradores.

    Com as novas habilitações, a capacidade de oferta da carne bovina brasileira praticamente dobrou no Vietnã, fortalecendo a competitividade do produto e consolidando a parceria comercial entre os dois países. O governo brasileiro avalia que o avanço resulta do diálogo técnico constante e da política de abertura de novos mercados adotada pelo agronegócio nacional.