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  • Agroleite ganha cobertura 4G permanente em parque tecnológico

    Agroleite ganha cobertura 4G permanente em parque tecnológico

    Os visitantes da 26ª edição do Agroleite passaram a contar com cobertura 4G no Parque Tecnológico Agroleite, em Castro (PR). A nova torre de telefonia móvel entrou em operação antes da abertura da feira e permanecerá instalada de forma permanente. A estrutura beneficia produtores rurais, cooperados, expositores, moradores da região e o público que frequenta o espaço ao longo do ano.

    A implantação da infraestrutura atende uma demanda antiga do parque, que não dispunha de cobertura de telefonia móvel para os visitantes. Segundo os responsáveis pelo projeto, o sinal alcança aproximadamente 15 quilômetros. O relevo plano da região contribui para a área de cobertura e amplia o acesso aos serviços de comunicação e internet móvel.

    A iniciativa contou com apoio do programa de incentivo do Governo do Paraná, que permite a utilização de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em investimentos estruturantes. A TIM foi a empresa responsável pela implantação da torre.

    Estrutura atenderá o parque durante todo o ano

    Além de melhorar a comunicação durante o Agroleite, a nova torre permanecerá em funcionamento após o encerramento da feira. Dessa forma, produtores, empresas instaladas no parque e comunidades vizinhas continuarão utilizando a estrutura.

    Segundo o gerente de Tecnologia e Informação da Castrolanda, Emerson Zanoti Rosa, o projeto surgiu para solucionar um problema antigo relacionado à conectividade.

    “Tínhamos o desafio de garantir conectividade para o Parque Tecnológico Agroleite e seus visitantes. Em conjunto com a UniTI, o Governo do Estado e a Prefeitura, conseguimos viabilizar um modelo que atenderá o parque durante todo o ano. Essa torre representa um ganho importante para o Agroleite, para os produtores, para a comunidade e para toda a região.”

    O diretor executivo da UniTI, Alfredo Kugeratski, afirmou que a iniciativa representa um avanço para a infraestrutura regional. Segundo ele, a Castrolanda foi a primeira cooperativa paranaense integrante da entidade a implantar uma torre pública de telefonia.

    Para o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, o investimento amplia as possibilidades de comunicação para produtores rurais e moradores do entorno do parque.

    Já o gerente do Parque Tecnológico Agroleite, Gustavo Viganó, destacou que o espaço reúne empresas, instituições e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio. Segundo ele, a nova estrutura fortalece o parque como ambiente de inovação e geração de conhecimento.

    Feira segue até sexta-feira em Castro

    O Agroleite 2026 começou na segunda-feira (3) e segue até sexta-feira (7), em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. Considerado um dos principais eventos da cadeia leiteira da América Latina, o encontro reúne produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e profissionais do setor para apresentar tecnologias, equipamentos, pesquisas e soluções voltadas à produção de leite.

    Ao longo da programação, os participantes acompanham demonstrações de tecnologias, palestras técnicas, exposição de máquinas e equipamentos, além de atividades voltadas à inovação e ao desenvolvimento da pecuária leiteira.

    A edição deste ano reúne 125 empresas patrocinadoras. Além da exposição de produtos e serviços, o evento busca estimular a troca de conhecimento e a realização de negócios entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva.

    O Agroleite é promovido pela Cooperativa Castrolanda e tem entrada gratuita. A programação acontece no Parque Tecnológico Agroleite e no Parque Dario Macedo, em Castro (PR), até o dia 7 de agosto.

  • Agro entra na era da decisão em tempo real com IA

    Agro entra na era da decisão em tempo real com IA

    A conectividade no campo entra em uma nova fase no Brasil. Agora, o foco está em dados, inteligência artificial e decisões em tempo real. Durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a TIM apresentou a evolução de sua estratégia para o agronegócio. A proposta amplia o papel da infraestrutura e prioriza a geração de valor a partir da informação.

    O movimento ganha força com a criação de uma vice-presidência dedicada ao segmento B2B. Além disso, a aquisição da V8.Tech reforça a atuação em cloud, analytics e inteligência artificial. Com isso, a companhia amplia sua capacidade de entrega em soluções digitais.

    Depois de expandir a cobertura 4G no campo, o desafio muda. Agora, o objetivo é transformar conectividade em eficiência operacional. Nesse cenário, a empresa passa a se posicionar como uma plataforma integrada. A proposta conecta rede, dados e sistemas. Assim, reduz o intervalo entre evento e resposta nas operações agrícolas.

    A base dessa estratégia é robusta. Atualmente, são 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G. Ao mesmo tempo, mais de 53 milhões de hectares contam com NB-IoT, tecnologia voltada à Internet das Coisas. Essa estrutura atende grandes grupos do agronegócio e permite a conexão simultânea de máquinas, sensores e equipes.

    Além da produção, a conectividade também amplia a inclusão digital. Hoje, 2,6 milhões de pessoas utilizam a rede em áreas rurais. A cobertura alcança ainda 348 mil propriedades, 515 escolas públicas e 164 unidades de saúde em regiões remotas.

    Foto: PH Lopes/Agro em Campo

    Dados deixam de ser volume e passam a orientar decisões

    O avanço tecnológico aumentou a geração de dados no campo. No entanto, muitos desses dados ainda não se transformam em decisões. Esse é um dos principais gargalos do setor.

    Na prática, problemas persistem. Entre eles estão a aplicação inadequada de insumos e a perda de janelas de manejo. Além disso, falhas na colheita e falta de monitoramento em silos ainda impactam resultados. A logística também sofre com baixa visibilidade.

    Diante disso, a estratégia apresentada aposta na integração. O modelo combina conectividade, computação em nuvem e processamento em borda. Também incorpora plataformas de dados e inteligência artificial. Como resultado, decisões passam a ocorrer em tempo real.

    Ao mesmo tempo, há uma mudança na forma de medir resultados. Indicadores operacionais perdem espaço. Em seu lugar, ganham relevância métricas de negócio. O foco passa a ser produtividade, redução de custos e previsibilidade.

    Soluções práticas ganham escala no campo

    Durante a feira, foram apresentadas aplicações concretas. Entre elas, sistemas de monitoramento de incêndios com uso de inteligência artificial. A tecnologia identifica fumaça rapidamente e emite alertas em tempo real. Com isso, a resposta se torna mais ágil.

    Outra solução envolve o manejo de pragas. Modelos preditivos cruzam dados climáticos e históricos agronômicos. Dessa forma, é possível antecipar surtos com até 30 dias de antecedência. O produtor consegue planejar melhor e reduzir desperdícios.

    Além disso, plataformas de gestão integrada ganham espaço. Essas soluções reúnem dados de máquinas, clima, insumos e finanças em um único ambiente. Assim, eliminam a fragmentação das informações e ampliam o controle da operação.

    Projetos mostram impacto direto na produtividade

    Casos práticos reforçam os ganhos no campo. Em Minas Gerais, a Usina Cerradão iniciou a implantação de conectividade 4G em áreas antes isoladas. Com isso, substituiu soluções via satélite e aumentou a estabilidade das operações.

    Alexandre Dal Forno, diretor de Novos Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Já no Mato Grosso do Sul, o Grupo JCN implementa uma estrutura dedicada em uma de suas fazendas. A iniciativa permite monitoramento em tempo real e maior integração entre máquinas e equipes.

    Na prática, a operação ganha eficiência. O sistema possibilita o desligamento automático de linhas no plantio. Dessa forma, reduz sobreposição e gera economia média de 5% em sementes.

    Além disso, a visibilidade operacional melhora. Paradas não planejadas passam a ser identificadas com rapidez. O uso de equipamentos se torna mais eficiente. Com isso, há melhor alocação de recursos e maior previsibilidade.

    “A conectividade é um pilar da nossa estratégia de modernização. A integração entre máquinas permite maior controle das operações e melhora a gestão no campo”, afirma Augusto Telini, gerente financeiro do Grupo JCN.

    Na avaliação da operadora, o setor entra em uma nova etapa. “Com a expansão da conectividade no campo, avançamos para transformar infraestrutura em inteligência para a operação”, afirma Alexandre Dal Forno, diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil.

  • TIM reforça liderança no agro e lança soluções digitais na Agrishow

    TIM reforça liderança no agro e lança soluções digitais na Agrishow

    Durante coletiva de imprensa na Agrishow 2025, a TIM destacou seu protagonismo na conectividade rural e apresentou novas soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio. Em sua sexta participação consecutiva na feira, a operadora reforçou o posicionamento do TIM IoT Solutions, sua frente de inovação para o setor.

    “Estamos habilitando a transformação digital no agro”, afirmou Alexandre Dal Forno, diretor de desenvolvimento de mercado da TIM. Segundo ele, o novo foco da empresa visa proporcionar acessibilidade e simplicidade por meio de uma rede pública 4G em 700MHz, aberta e eficiente para o campo.

    Cobertura robusta e novas parcerias

    Dal Forno apresentou os dados que consolidam a TIM como líder em cobertura no Brasil: todas as 5.570 cidades possuem 4G da operadora, sendo 5.286 com frequência de 700MHz (95%), 5.167 com cobertura NB-IoT (93%) e mais de 700 cidades com 5G, alcançando 70% da população urbana. No meio rural, os números também impressionam:

    • Mais de 20 milhões de hectares com 4G e 43 milhões com NB-IoT

    • Quase 2 milhões de pessoas conectadas no campo

    • 306 mil propriedades rurais cobertas

    • 5.600 km de rodovias com cobertura 4G

    • 141 Unidades Básicas de Saúde e 437 escolas públicas em áreas rurais atendidas

    A meta é atingir 26 milhões de hectares conectados até o final de 2025

    Alexandre Dal Forno, diretor de desenvolvimento de mercado da TIM Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Para fortalecer o relacionamento com os produtores rurais, a TIM investiu em um time de especialistas em agro, liderado por Leonardo Belotti, diretor de vendas IoT & SG. “São profissionais que vieram do agro e falam a língua do produtor”, explicou Dal Forno.

    Entre os destaques da feira, está a parceria com a Pedra Agroindustrial, empresa que agora conta com mais de 1 milhão de hectares conectados com 4G, sendo 250 mil hectares de área produtiva, 3 usinas, uma fazenda de pecuária e soja, e mais de 4,5 mil máquinas e equipamentos conectados. Os resultados dessa integração incluem:

    • 37 mil pessoas conectadas

    • 4 mil propriedades rurais cobertas

    • 4 UBSs e 9 escolas públicas atendidas em áreas rurais

    Soluções inéditas para o produtor rural

    A TIM aproveitou a Agrishow para lançar duas novas soluções tecnológicas em parceria com empresas do agro:

    • SmartBio Pragas, da SmartBreeder – solução que permite ao produtor prever e controlar infestações com mais eficiência, unindo sustentabilidade e inovação ao manejo agrícola.

    • Parceria com a Orbia – um programa que permite ao produtor trocar pontos acumulados na plataforma por conectividade TIM. A proposta traz economia, facilidade de acesso e aumento da eficiência operacional nas propriedades.

    “Estamos cada vez mais próximos do produtor rural e comprometidos em entregar soluções que levem conectividade para além do acesso: queremos promover desenvolvimento, educação, saúde e produtividade”, concluiu Dal Forno.

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  • Paraná lidera avanço em conectividade rural no Brasil, aponta Anatel

    Paraná lidera avanço em conectividade rural no Brasil, aponta Anatel

    O Paraná registrou o maior crescimento em conectividade rural no Brasil entre junho de 2023 e junho de 2024, segundo o mais recente levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Nesse período, a cobertura de internet nas áreas rurais do Estado saltou de 51,73% para 62,21%, um avanço de 9,48 pontos percentuais — o maior entre todas as unidades federativas do país.

    Esse resultado é reflexo direto do programa Conectividade Rural, iniciativa do Governo do Estado coordenada pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA). O projeto reúne esforços de 17 órgãos públicos, 15 empresas privadas (incluindo operadoras de telefonia e empresas de tecnologia) e seis entidades da sociedade civil, com o objetivo de universalizar o acesso à internet no campo paranaense.

    Estratégia ampla acelera expansão da cobertura

    O plano contempla 15 ações estruturadas de curto, médio e longo prazo. Entre as principais estratégias estão os estudos para parcerias público-privadas, a utilização de créditos de ICMS para a instalação de torres de telecomunicação, a redução do custo de aluguel de postes e a realização de testes de conexão via satélite em áreas de difícil acesso.

    Com área territorial de 199 mil km², o Paraná tem apenas cerca de 4 mil km² em zonas urbanas, enquanto os demais 195 mil km² compreendem regiões rurais. Atualmente, o Estado ocupa a sétima posição no ranking nacional de conectividade no campo.

    Segundo o secretário de Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o objetivo é alcançar 100% de cobertura de internet nas áreas rurais até o fim de 2026. “Estamos trabalhando com cooperativas, operadoras, a Assembleia Legislativa e diversas instâncias do governo para ampliar ainda mais o acesso à internet em regiões historicamente desassistidas. Isso representa mais qualidade de vida, mais eficiência para o agronegócio e maior desenvolvimento para o Paraná”, afirmou durante reunião do grupo de trabalho do projeto, realizada nesta semana na sede da Ocepar, em Curitiba.

    ICMS impulsiona instalação de novas torres

    Um dos destaques da estratégia paranaense é a autorização para que operadoras utilizem créditos acumulados de ICMS, conforme previsto no Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred) da Receita Estadual. A medida já possibilitou acordos com as operadoras TIM e Claro para a instalação de 502 torres de transmissão de sinal em áreas rurais.

    Dessas, 116 torres da TIM já foram concluídas até dezembro de 2024. No caso da Claro, 44 das 386 torres previstas já estão em funcionamento, com expectativa de conclusão do projeto até junho de 2026. De acordo com Julio César Oliveira, coordenador da SEIA e do programa, boa parte dessas torres ainda não entrou na contagem oficial da Anatel. O que indica, portanto, que a cobertura real já pode ter ultrapassado 70% das áreas rurais do Estado.

    Conectividade reforça segurança na fronteira com o Paraguai

    Além dos benefícios à produção agrícola e à inclusão digital, a expansão da conectividade também reforça a segurança pública. Um dos pontos críticos é a região da fronteira com o Paraguai, ao longo dos 200 quilômetros do Lago de Itaipu, em Foz do Iguaçu. Onde a ausência de sinal compromete tanto o desenvolvimento econômico quanto o combate a crimes transfronteiriços, como o tráfico e o contrabando.

    A solução virá com a instalação de 24 torres da Claro até março de 2026. Posicionadas em áreas estratégicas de cooperativas como a Lar, parceira da iniciativa. “Sem conectividade, não há interoperabilidade entre as instituições. Essa é uma demanda histórica”, destacou o agente da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, Rogério Prates.

    Internet via satélite será testada na Patrulha Rural

    Outra frente de atuação do programa envolve a segurança pública no campo. Assim, a Polícia Militar do Paraná vai testar, ainda este mês, um sistema de internet via satélite para as viaturas da Patrulha Rural. O teste terá duração de 30 dias e avaliará a viabilidade técnica para uso permanente do serviço em regiões remotas, onde a cobertura terrestre ainda é limitada.

    Transformação digital no campo paranaense

    Com ações articuladas entre governo, empresas e sociedade, o Paraná vem consolidando um modelo de conectividade rural que pode servir de referência para outros estados. O avanço registrado no último ano demonstra não apenas a viabilidade técnica do plano, mas também seus impactos sociais, econômicos e ambientais.

    A meta de alcançar cobertura total até 2026 é ambiciosa. Mas segundo os responsáveis pela execução do projeto, é plenamente factível diante do ritmo atual de expansão e do engajamento das instituições envolvidas.

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