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  • Primeiro teste comprova eficiência do Nelore Pelagens

    Primeiro teste comprova eficiência do Nelore Pelagens

    O primeiro Teste de Desempenho avaliou a eficiência alimentar do Nelore Pelagens. A iniciativa reuniu criadores, pesquisadores e centrais de genética. A prova ocorreu na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O evento atraiu forte interesse do mercado pecuário. Quatro reprodutores avaliados receberam contratos de centrais de genética. O resultado confirma o sucesso técnico do teste. A Agropecuária da Mata idealizou o projeto. A Naviraí Agropecuária liderou a execução do trabalho.

    Entre os machos, Eros FIV de Navirai conquistou o primeiro lugar. O animal pertence à Naviraí Agropecuária. Ele descende do touro Valor FIV V3. A mãe do campeão é Ganja FIV. O segundo colocado foi Épico FIV de Navirai.
    Na categoria fêmeas, Cereja alcançou o primeiro lugar. A matriz pertence à Agropecuária da Mata. Babilônia ficou com a segunda colocação. O animal integra o plantel do criador João Gabriel Oliveira.

    Necessidade do mercado

    O veterinário Lydio Cosac de Faria criou o teste. Ele identificou uma necessidade do mercado nacional. O setor exige animais mais produtivos e eficientes. A prova trouxe dados zootécnicos mais precisos.
    Os criatórios já utilizam o PMGZ há anos. O programa pertence à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu. Mesmo assim, os produtores buscavam novas informações técnicas. O teste complementou as avaliações genéticas existentes.

    Detalhes da prova

    A prova durou 70 dias no total. O período incluiu 21 dias de adaptação. A fase efetiva contou com 56 dias. A equipe conduziu o trabalho em regime de confinamento. A dieta simulou manejo em pastagens de qualidade. O modelo buscou reproduzir a realidade do Cerrado. O objetivo foi avaliar o ganho de peso. A análise focou o período pós-desmama.

    Os técnicos mediram peso e precocidade sexual. Eles avaliaram perímetro escrotal nos machos. A equipe também analisou o biótipo frigorífico. Esses critérios definem o potencial econômico dos animais. A ultrassonografia avaliou rendimento de carcaça. O método mediu a Área de Olho de Lombo. A técnica verificou a Espessura de Gordura Subcutânea. A empresa Aval Serviços Tecnológicos executou o trabalho.

    A ABCZ conduziu a avaliação do biótipo. A equipe utilizou o programa EPMURAS. O processo garantiu padrão técnico às análises. Os dados geraram maior precisão nos resultados. A tecnologia canadense Vytelle mediu o consumo alimentar. O sistema registrou ingestão e comportamento dos animais. Os dados permitiram calcular a eficiência alimentar. O método indicou indivíduos mais produtivos.

    A UFU consolidou os índices de classificação. Os técnicos separaram machos e fêmeas em grupos. O teste masculino recebeu oficialização da ABCZ. O reconhecimento reforçou a credibilidade da prova.

    Avanços

    A pesquisadora Carina Bernardes destacou os avanços. Ela afirmou que o teste identifica animais superiores. A professora ressaltou a aplicação prática da ciência. O estudo beneficia o agronegócio brasileiro. O empresário Alan Ventura elogiou a iniciativa. Ele considera o teste uma ferramenta estratégica. Animais eficientes reduzem custos e ampliam lucros. A prática ainda contribui para a sustentabilidade ambiental.

    As centrais Genex e Accelerated Genetics contrataram reprodutores. O fato comprova o interesse comercial do mercado. As empresas valorizam avaliações técnicas completas. A gerente Fernanda Braga explicou as contratações. Ela destacou harmonia, raça e pedigree dos animais. A executiva reforçou o padrão exigido pela Genex.
    William Xavier elogiou o formato da prova. Ele afirmou que o método facilita comparações. O gerente ressaltou a importância do Consumo Alimentar Residual.

    O superintendente Luiz Antonio Josahkian avaliou o impacto. Ele defendeu novas tecnologias na pecuária. A eficiência alimentar surge como fenótipo estratégico. Guilherme Queiroz analisou o avanço do Nelore Pintado. Ele afirmou que beleza não garante resultado. O desempenho produtivo sustenta a rentabilidade. O zootecnista Yuri Farjalla destacou a ultrassonografia. Ele afirmou que a técnica qualifica a seleção. O método identifica animais com melhor acabamento.

    O teste consolida um novo padrão técnico. A iniciativa fortalece a seleção do Nelore Pelagens. O setor avança com mais eficiência e produtividade.

     

  • Produtores do Acre testam clones de Robustas Amazônicos 

    Produtores do Acre testam clones de Robustas Amazônicos 

    Cafeicultores de Cruzeiro do Sul, Xapuri e Acrelândia iniciaram testes com clones de Robustas Amazônicos em parceria com a Embrapa. Em resumo, mais de quatro mil mudas clonais foram distribuídas para avaliar a produtividade das cultivares recomendadas pela pesquisa agropecuária.

    Segundo Daniel Lambertucci, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Acre, o objetivo é validar atributos como alta produtividade, boa arquitetura, resistência a doenças e qualidade da bebida. “Vamos expandir as áreas de cultivo entre 0,3 e 0,6 hectares por produtor. Assim, eles poderão comparar os clones recomendados com os materiais que já utilizam”, explica.

    Além disso, a iniciativa também busca ampliar o conhecimento dos produtores sobre essas cultivares. “Muitos desconhecem o potencial desses clones e continuam utilizando variedades tradicionais de Rondônia. Esperamos que, com o tempo, os Robustas Amazônicos ganhem destaque e sejam cada vez mais adotados pelo setor cafeeiro”, afirma Lambertucci.

    Cafeicultores participantes

    Os produtores Vanderlei Lara (Acrelândia), José Leite (Cruzeiro do Sul) e José Sebastião de Oliveira (Xapuri) testarão as variedades em suas propriedades. Eles integram o Programa de Qualidade do Café no Acre e já participaram de concursos que avaliam a qualidade dos grãos. “Esses cafeicultores receberam os clones e contarão com acompanhamento técnico da Embrapa”, destaca Manoel Delson Campos Filho, analista do setor de Transferência de Tecnologia do Juruá.

    O produtor Vanderlei Lara comemora a parceria. “Estou muito feliz em testar esses clones na minha propriedade. Espero que os resultados incentivem outros produtores da região”, diz. Proprietário da Colônia Lara, em Acrelândia, ele conquistou o terceiro lugar no 2º Concurso de Qualidade do Café Robusta Amazônico do Acre em 2024.

    Robustas Amazônicos: avanço na cafeicultura

    Foto: Divulgação – Embrapa

    A Embrapa Rondônia desenvolveu os Robustas Amazônicos, cultivares clonais híbridas validadas para a Amazônia Ocidental. O lançamento ocorreu em 2019, após mais de uma década de pesquisas. A pesquisadora Aureny Luz destaca que essas cultivares apresentam alto potencial produtivo e qualidade da bebida, quando manejadas corretamente. “A adoção de tecnologias de manejo, adubação e controle fitossanitário pode gerar grandes ganhos para os cafeicultores acreanos”, afirma.

    Ao mesmo tempo, ela ressalta que a seleção de clones individuais permite aos produtores escolherem as variedades que melhor atendem suas necessidades. “A demanda por esses clones está crescendo. Além da Amazônia, há interesse no Nordeste e Sudeste, especialmente na Bahia e no Espírito Santo”, comenta.

    O pesquisador Enrique Anastácio, da Embrapa Rondônia, destaca o clone BRS 1216, um dos que serão testados. “Esse material evita o tombamento das plantas e produz um café de alta qualidade, podendo atender ao mercado de especiais”, explica.

    Parceria para difusão da tecnologia

    Foto: Divulgação – Embrapa

    A iniciativa faz parte do Termo de Ação Descentralizada do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Em resumo, o projeto, financiado por emenda parlamentar do ex-deputado Sérgio Jesus (PDT-AC), visa difundir as cultivares clonais e melhorar a produtividade e a qualidade do café no Acre.

    Aquisição de mudas

    O viveiro Agro Yaco, em Sena Madureira, é o único do estado credenciado pela Embrapa para comercializar mudas clonais de Robustas Amazônicos. O engenheiro agrônomo Paulo Beber, um dos proprietários, destaca o trabalho envolvido. “Levamos três anos para formar nosso jardim clonal. Portanto, esta é a primeira safra em que conseguimos distribuir mudas aos produtores da região”, explica.

    Ou seja, com a adoção dessas cultivares, a expectativa é fortalecer a cafeicultura acreana e ampliar as oportunidades para os produtores locais.