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  • Brasil pode ter calor de 40 °C nesta terça-feira

    Brasil pode ter calor de 40 °C nesta terça-feira

    A terça-feira (18) será marcada por tempo seco, calor e baixa umidade do ar em grande parte do Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    As temperaturas podem chegar a 39 °C em Cuiabá (MT). Ao mesmo tempo, áreas do Rio Grande do Sul concentram as principais condições para chuva, trovoadas e tempestades.

    Sul terá chuva e risco de tempestades

    No Rio Grande do Sul, as áreas de instabilidade permanecem concentradas principalmente no centro-sul do Estado. Nessas localidades, há condições para pancadas de chuva, trovoadas e tempestades.

    No norte gaúcho, em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná, o céu fica mais nublado, com possibilidade de chuva isolada.

    Já no norte do Paraná, o tempo permanece mais estável.

    Sudeste terá calor e baixa umidade

    No Sudeste, o tempo fica mais nublado no leste de São Paulo e na faixa litorânea do Rio de Janeiro. Há possibilidade de chuva isolada no litoral sul paulista.

    No oeste de Minas Gerais, incluindo o Triângulo Mineiro, e no noroeste de São Paulo, a previsão indica baixa umidade do ar, com índices inferiores a 20% nas horas mais quentes.

    Essas áreas estão sob aviso laranja para baixa umidade, conforme a previsão citada do Inmet.

    Centro-Oeste concentra temperaturas elevadas

    O Centro-Oeste terá uma terça-feira de calor intenso e umidade baixa em grande parte da região.

    Há aviso laranja de perigo para baixa umidade em áreas de Goiás, do Distrito Federal, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

    Entre as capitais, a previsão indica máximas de:

    • 39 °C em Cuiabá (MT)
    • 38 °C em Campo Grande (MS)

    No noroeste de Mato Grosso, pode ocorrer chuva isolada durante a tarde.

    Nordeste terá contraste entre litoral e interior

    No litoral norte da Bahia, em Sergipe, Alagoas e no litoral sul de Pernambuco, há previsão de pancadas de chuva.

    Também existe possibilidade de chuva isolada no nordeste da Bahia, oeste de Alagoas, centro-leste de Pernambuco, noroeste do Maranhão, leste da Paraíba e litoral sul do Rio Grande do Norte.

    No interior nordestino, o predomínio será de tempo ensolarado, quente e seco.

    Há ainda aviso laranja para baixa umidade no sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste e noroeste da Bahia.

    Norte terá chuva em áreas isoladas

    No Norte, há previsão de chuva no Acre e no oeste do Amazonas.

    Também podem ocorrer chuvas isoladas no leste do Amapá e do Pará e no norte de Rondônia.

    Nas demais áreas, o tempo permanece mais estável. A baixa umidade do ar deve atingir pontos de Rondônia, sudeste do Amazonas, centro-sul do Pará e Tocantins.

    Calor e tempo seco exigem atenção no campo

    Para o setor agropecuário, períodos de calor elevado e baixa umidade merecem acompanhamento, principalmente em áreas sob aviso meteorológico.

    A condição do tempo pode influenciar o manejo das atividades rurais, a disponibilidade de água e as condições para trabalhos em campo. Por isso, produtores devem acompanhar as atualizações meteorológicas da região onde atuam.

     

  • Especialistas explicam por que La Niña amena preocupa o agro

    Especialistas explicam por que La Niña amena preocupa o agro

    Confirmado para os próximos meses, o fenômeno La Niña, mesmo de intensidade fraca a moderada, já altera os mapas de chuva e temperatura no Brasil, reforçando um cenário de incertezas climáticas para o agronegócio. A instabilidade exige dos produtores rurais um manejo hídrico mais técnico e previsível para não comprometer a produtividade.

    De acordo com Danilo Silva, gerente agronômico da Netafim, a confirmação do fenômeno, em um ano que começou com expectativa de neutralidade, acende um sinal de alerta. “Temos observado uma La Niña de intensidade leve, mas que já provoca alterações perceptíveis”, explica.

    Contrastes regionais e imprevisibilidade

    O efeito do fenômeno não é uniforme em todo o país. Enquanto o Norte e Nordeste registram aumento de chuvas, o Sul enfrenta períodos mais secos e o Centro-Oeste e Sudeste têm um comportamento irregular.

    “Mesmo uma La Niña considerada fraca pode intensificar contrastes regionais. No Sul, a combinação de temperaturas elevadas e estiagem exige atenção redobrada na irrigação. Já no Nordeste, há municípios com veranicos superiores a 60 dias, um comportamento atípico, enquanto em outras áreas o excesso de chuvas preocupa”, detalha Silva.

    Essa instabilidade pode facilitar a ocorrência de eventos climáticos extremos, como o tornado recente no Paraná. O especialista ressalta que, embora não haja ligação direta com a La Niña, o episódio evidencia a crescente variabilidade atmosférica.

    Verão mais quente da história pressiona recursos hídricos

    Um dos paradoxos destacados pelo especialista é que, apesar de a La Niña estar associada ao resfriamento do Pacífico, o Brasil registrou o verão mais quente desde 1961 no ciclo 2024/2025, justamente sob sua influência.

    “Essa elevação térmica pressiona a demanda hídrica das culturas. Onde há irrigação, o sistema é mais utilizado. Onde não há, a dependência do clima aumenta e a produtividade fica mais vulnerável”, alerta Silva.

    Tecnologia e monitoramento como estratégia

    Para enfrentar a imprevisibilidade, a antecipação e o uso de dados tornam-se essenciais. Silva defende a correlação de informações de diferentes sensores para uma gestão precisa.

    “Uma estação meteorológica bem instalada permite calcular a evapotranspiração com precisão. Quando combinamos esses dados com sensores de umidade do solo, entendemos quanto de água o solo retém e qual volume precisa ser reposto”, explica.

    Na prática, essa integração é viabilizada por controladores de irrigação, como os da linha GrowSphere™, que automatizam bombas e válvulas, permitindo operação remota e adaptada a cada ambiente.

    Não existe receita pronta

    Diante da irregularidade, o especialista é categórico: não existe fórmula única. Em situações de demanda hídrica muito elevada, algumas propriedades podem precisar ajustar os turnos de rega, considerando tipo de solo, estágio da cultura e metas de produtividade.

    “É uma construção conjunta entre produtor, consultor e agrônomo. No fim do dia, entender a dinâmica clima-solo-planta-atmosfera é fundamental para enfrentar essas incertezas”, conclui Silva.

  • Inmet alerta: Rio Grande do Sul enfrenta mais chuva

    Inmet alerta: Rio Grande do Sul enfrenta mais chuva

    O Rio Grande do Sul deve ter chuva e queda acentuada de temperatura. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no decorrer desta segunda-feira (24/6), uma massa de ar frio seco desloca a instabilidade para o norte do estado e também para Santa Catarina e Paraná. Ou seja, o fenômeno causa chuva e temporais com rajadas de vento acima dos 60 quilômetros por hora. Há também chance de queda de granizo.

    Temperaturas

    Na terça-feira (25/6), a manhã será fria e com temperaturas abaixo dos 5ºC na serra e áreas do sul do Rio Grande do Sul, inclusive com chance de geada fraca. No fim do dia o tempo volta a instabilizar no estado devido ao recuo do sistema frontal que estava no Paraná.

    Tragédia no Rio Grande do Sul

    As recentes inundações no Rio Grande do Sul resultaram em perdas significativas para a agricultura. As estimativas apontaram prejuízos que podem ultrapassar a marca dos milhões de reais. Ou seja, o estado, um dos principais polos agrícolas do Brasil, enfrenta agora o desafio de recuperar a produtividade.

    A Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul informou que as enchentes afetaram mais de 100 mil hectares de plantações, comprometendo culturas como soja, milho e arroz. “A situação é crítica. As enchentes inundaram severamente as áreas mais baixas, resultando na perda total das plantações em muitos casos”, afirmou Covatti Filho, secretário estadual da Agricultura.