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  • Máquinas inteligentes ajudam produtor contra mudanças climáticas

    Máquinas inteligentes ajudam produtor contra mudanças climáticas

    As mudanças climáticas têm alterado de forma significativa a rotina no campo. Secas prolongadas, chuvas irregulares e variações bruscas de temperatura impactam diretamente o planejamento das safras. Diante desse cenário, cresce o uso de máquinas inteligentes e tecnologias embarcadas para apoiar o produtor rural.

    Essas soluções já fazem parte da chamada agricultura de precisão. Elas permitem maior controle das operações, uso mais eficiente de insumos e tomada de decisão mais rápida. Como resultado, o produtor consegue reduzir perdas e melhorar o desempenho das lavouras mesmo em condições adversas.

    Além disso, a conectividade no campo amplia a capacidade de monitoramento em tempo real. Isso facilita o ajuste das operações conforme o clima muda ao longo do ciclo produtivo.

    Tecnologia amplia eficiência e reduz desperdícios

    Entre as principais ferramentas utilizadas estão piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Esses recursos ajudam a adequar o manejo às características de cada área da propriedade.

    Com isso, há redução de sobreposição de insumos e menor desperdício de sementes, fertilizantes e defensivos. Ao mesmo tempo, o produtor ganha precisão nas operações e melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis.

    Outro ponto relevante é a geração de dados pelas máquinas conectadas. Essas informações permitem analisar o desempenho das operações e planejar as próximas safras com mais segurança.

    De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia tem papel direto na adaptação da agricultura às mudanças climáticas.

    “As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo do ciclo produtivo”, afirma.

    Agricultura de precisão fortalece resiliência no campo

    Segundo o especialista, o uso dessas ferramentas já se tornou estratégico para o setor. A combinação entre automação, conectividade e análise de dados amplia a capacidade de resposta do produtor diante das variações do clima.

    “Quando utilizamos recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor cada janela de operação. Isso contribui não apenas para a rentabilidade do produtor, mas também para uma agricultura mais resiliente diante das mudanças climáticas”, destaca.

    A Massey Ferguson tem ampliado seu portfólio de soluções digitais para apoiar a gestão das propriedades rurais. A integração entre máquinas e plataformas de monitoramento permite uma visão mais completa da operação.

    Dessa forma, o produtor consegue tomar decisões mais estratégicas ao longo do ciclo produtivo. Além disso, melhora a eficiência operacional e reduz riscos associados ao clima.

    “A tecnologia é uma das principais aliadas da agricultura para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter altos níveis de produtividade”, conclui Zanetti.

  • Tecnologia em motores eleva desempenho e reduz emissões

    Tecnologia em motores eleva desempenho e reduz emissões

    A FPT Industrial apresentou, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um conjunto de motores e soluções digitais voltado ao aumento de desempenho e à redução de emissões no agronegócio. O evento ocorreu entre 27 de abril e 1º de maio. Nesse cenário, a empresa destacou alternativas energéticas e ferramentas de conectividade que ampliam a eficiência operacional e reduzem o impacto ambiental.

    Durante a feira, a FPT exibiu motores para tratores, colheitadeiras, veículos comerciais e aplicações estacionárias. Além disso, apresentou tecnologias digitais para monitoramento e gestão remota. Dessa forma, produtores conseguem acompanhar o funcionamento em tempo real e, assim, antecipar falhas e reduzir o tempo de parada.

    Segundo Bernardo Brandão, presidente da FPT para a América Latina, a estratégia acompanha a diversidade da matriz energética brasileira. “A Agrishow é uma plataforma estratégica de relacionamento e negócios. Reforçamos nosso compromisso com soluções em powertrain com foco na eficiência e rentabilidade do agronegócio”, afirmou. Nesse sentido, a empresa também ampliou o foco em conectividade por meio do aplicativo MyFPT.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Motores a gás e diesel ampliam eficiência no campo

    Entre os destaques, os motores movidos a gás natural e biometano ganharam protagonismo. Os modelos N67 NG e Cursor 13 NG, por exemplo, podem reduzir em até 95% as emissões de poluentes em comparação com versões a diesel. Além disso, mantêm alto desempenho e menor custo de manutenção.

    O N67 NG, produzido na Argentina, possui seis cilindros e 6,7 litros, com potência de 276 hp e torque de 1000 Nm. Ao mesmo tempo, atende ao padrão Euro VI e pode reduzir em até 10% as emissões de CO₂ no ciclo WHTC. Já o Cursor 13 NG, com 12,9 litros, alcança 460 hp e 2000 Nm. Nesse caso, o modelo utiliza catalisador de três vias e pode atingir emissões próximas de zero quando abastecido com biometano.

    Cursor 13 NG – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Por outro lado, os motores a diesel seguem como base no campo. O modelo F1C, por exemplo, é voltado a veículos comerciais leves. Com isso, oferece eficiência no deslocamento em operações rurais. Além disso, apresenta manutenção simplificada e maior disponibilidade, fatores que impactam diretamente o custo operacional.

    Geração de energia e remanufatura ganham espaço

    A FPT também apresentou motores voltados à geração de energia. Os modelos R24 e R38 atendem aplicações agrícolas, como irrigação, e usos industriais. Dessa maneira, oferecem flexibilidade de operação em diferentes regimes e frequências. Além disso, contam com sistemas integrados que facilitam a manutenção no dia a dia.

    No campo da sustentabilidade, a linha Reman reforça a estratégia da empresa. Os motores Cursor 9 e Cursor 11 remanufaturados mantêm desempenho semelhante ao de novos. No entanto, apresentam menor custo operacional e menor impacto ambiental. Assim, contribuem para o reaproveitamento de componentes e redução de resíduos.

    Ao mesmo tempo, a FPT destacou projetos com motores a etanol desenvolvidos no Brasil em parceria com a CNH. Essas soluções utilizam ciclo Otto. Como resultado, reduzem emissões e também o nível de ruído durante a operação.

    Conectividade e dados ampliam a produtividade

    A digitalização teve papel central na apresentação. A Telemetria FPT permite monitoramento contínuo dos motores por meio de transmissão de dados via satélite ou rede 4G. Com isso, operadores conseguem agir de forma preventiva. Dessa forma, evitam falhas e melhoram o desempenho das máquinas.

    Além disso, o dispositivo Dongle amplia a capacidade de diagnóstico remoto. A ferramenta se conecta ao motor e transmite informações em tempo real para o aplicativo MyFPT. Assim, disponibiliza dados como temperatura, pressão e códigos de falha. Consequentemente, o suporte técnico se torna mais ágil e preciso.

    Motor F1C – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    No pós-venda, a empresa lançou um lubrificante próprio. Além disso, ampliou a oferta de peças para motores utilizados no setor sucroenergético. Dessa maneira, reforça a estratégia de manutenção e disponibilidade dos equipamentos.

    Com mais de 250 mil motores entregues para máquinas agrícolas na América Latina, a FPT Industrial mantém presença relevante no setor. Atualmente, cerca de um terço dos tratores e colheitadeiras vendidos no Brasil utilizam motores da marca. Portanto, a combinação entre potência, conectividade e combustíveis alternativos indica os próximos caminhos da mecanização agrícola.

  • Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    Produtividade no agro ganha força com tecnologia e suporte

    A busca por eficiência operacional no campo ganhou novos contornos durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Em coletiva, executivos do setor detalharam uma estratégia que combina tecnologia embarcada, fortalecimento do pós-venda e soluções financeiras para sustentar o crescimento no agronegócio brasileiro. O movimento ocorre em meio à necessidade de reduzir custos, evitar paradas e aumentar a previsibilidade das operações.

    Participaram da apresentação Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina; Rafael Cardoso, diretor comercial do Agronegócio; Felipe Battistella, diretor de Pós-Venda; e Carlos França, diretor de Vendas e Marketing. O grupo destacou que o avanço da conectividade e da estrutura de suporte já impacta diretamente a produtividade no campo.

    Logo no início do ano, os resultados reforçaram essa tendência. O setor registrou crescimento nas vendas de máquinas, com destaque para o avanço de escavadeiras no agro e de manipuladores telescópicos, indicando maior demanda por soluções voltadas à infraestrutura dentro das propriedades.

    Segundo Adriano Merigli, o cenário exige adaptação estratégica. “Nosso plano de crescimento está baseado em inovação constante e no fortalecimento da nossa capacidade produtiva, mesmo diante de desafios macroeconômicos”, afirmou.

    Representantes da JCB durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Pós-venda e tecnologia ganham protagonismo

    A estrutura de pós-venda foi apontada como um dos principais pilares para garantir eficiência operacional. O aumento no estoque de peças e a ampliação da capacidade logística buscam reduzir o tempo de máquina parada, um dos fatores que mais impactam o custo no campo.

    De acordo com Felipe Battistella, o foco está na disponibilidade. “Manter um alto nível de estoque e garantir rapidez no atendimento são fundamentais para assegurar que o equipamento permaneça operando”, disse.

    Outro destaque é o uso da telemetria para monitoramento em tempo real. A tecnologia permite diagnósticos preventivos e ações mais rápidas, evitando falhas inesperadas. Esse sistema é integrado a centros de monitoramento e a uma rede de técnicos especializados, que atuam diretamente na resolução de problemas.

    A conectividade, nesse cenário, deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para operações mais eficientes e previsíveis.

    Agro impulsiona demanda por máquinas

    O agronegócio segue como um dos principais motores de crescimento do setor. A expansão da infraestrutura nas propriedades rurais tem aumentado a demanda por equipamentos capazes de otimizar processos e reduzir tempo de operação.

    Rafael Cardoso destacou o avanço das escavadeiras no campo. “O crescimento foi expressivo, refletindo a intensificação dos investimentos em infraestrutura agrícola”, afirmou.

    Os manipuladores telescópicos também ganham espaço. Segundo o executivo, esses equipamentos conseguem reduzir significativamente o tempo de movimentação de materiais, o que impacta diretamente a produtividade.

    Além disso, o segmento governamental apresentou aumento nas aquisições, impulsionado por obras e projetos de infraestrutura.

    Crédito e estratégia comercial ampliam acesso

    Em paralelo à tecnologia e ao suporte, as condições comerciais passaram a ter papel relevante na decisão de compra. Diante de juros elevados, o setor aposta em alternativas como consórcio e modelos de financiamento mais flexíveis.

    Carlos França explicou que as estratégias buscam facilitar o acesso às máquinas. “Estamos criando condições que permitam ao cliente investir sem comprometer o fluxo de caixa, mantendo a operação saudável”, afirmou.

    Durante a feira, também foram apresentadas campanhas promocionais e ações de marketing que conectam o universo do agro a outras áreas de interesse do público, ampliando o alcance das marcas.

    Outro ponto destacado foi a previsibilidade na aquisição de equipamentos, com planos que permitem ao produtor programar investimentos ao longo do tempo.

    Com a combinação de tecnologia, suporte estruturado e soluções financeiras, o setor reforça uma mudança de paradigma no campo. A produtividade passa a depender não apenas da máquina, mas de todo o ecossistema que garante sua operação contínua.

  • MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    O MF 8S Xtra com hélice reversível foi o principal destaque da Massey Ferguson no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR), entre os dias 9 de 13 de fevereiro. A máquina chega com foco em produtividade e agricultura de precisão. Além disso, a marca levou a versão base do MF 4700 e o novo MF 7718, da série MF 7700 Dyna-6.

    Segundo a empresa, o evento funciona como uma vitrine importante no começo do ano. Por isso, o evento ajuda a medir o ritmo do mercado. Ao mesmo tempo, o setor ainda sente o peso do crédito.

    “A gente brinca que essa feira é o termômetro do Brasil, porque é a primeira feira oficial que nós temos. Mesmo com as dificuldades de taxa de juros, viemos com campanhas bem agressivas e com boa expectativa”, afirmou Renata Obara, gerente de Vendas da Massey Ferguson, em entrevista no estande da empresa.

    De acordo com Renata, o objetivo é atender diferentes perfis de propriedade. “A gente vem com portfólio completo, com tratores de 35 cavalos até acima de 400 cavalos”, disse. Além disso, ela adiantou que 2026 deve ser um ano movimentado para a marca. “Temos mais ou menos 11 lançamentos, e três já começam nesta feira. Ao longo do ano, vamos levar esses lançamentos para as principais feiras do Brasil”, completou.

    MF 8S Xtra: menos parada no talhão

    MF 8S Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O MF 8S Xtra chega como evolução da série MF 8S. Ele traz novo design e tecnologias para ampliar a disponibilidade da máquina no campo. Assim, a promessa é melhorar o rendimento na operação. Também há foco em conforto e manutenção.

    O principal diferencial é a hélice reversível. Na prática, ela ajuda a reduzir o acúmulo de sujeira no capô. Isso faz diferença, principalmente, em áreas com palhada de soja e milho. Além disso, o acionamento é feito diretamente na cabine. Ou seja: o operador não precisa parar para limpeza manual com tanta frequência.

    “É um recurso muito pedido pelo produtor. Com a hélice reversível, o operador evita parar para limpar manualmente. Com isso, ganha eficiência operacional. E ainda pode reduzir consumo de combustível”, explicou Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Segundo a empresa, o MF 8S Xtra será oferecido com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv. O trator vem com transmissão Dyna-VT (CVT). Além disso, mantém o conceito Protect-U, com vão de 24 cm entre motor e cabine. Esse sistema, de acordo com a fabricante, reduz ruído (68 dB), calor e vibrações. Por consequência, melhora o conforto e a visibilidade de 360°.

    MF 4700 base mira citros e pecuária

    MF 4700 – Foto: Pedro H. Lopes

    A Massey Ferguson também apresentou a versão base do MF 4700. A proposta, aqui, é entregar um trator robusto e fácil de operar. Por isso, o modelo é indicado para atividades como citros e pecuária.

    O trator mantém motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler. Além disso, traz transmissão 12×12 com reversor mecânico. Esse conjunto favorece operações com muitas manobras. Segundo a empresa, o MF 4700 base tem capacidade de levante de 3.000 kg. A vazão hidráulica é de 65 L/min. Já a cabine oferece visibilidade de 360°.

    MF 7718 chega com 180 cv e preparo para piloto automático

    MF 7718 – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na linha MF 7700, a marca levou o MF 7718 Dyna-6, com motor de seis cilindros e 180 cv. O trator vem equipado com transmissão Dyna-6 (24×24). Assim, oferece trocas automáticas de marcha e bom desempenho em diferentes tarefas.

    Outro ponto é que o modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático. Desse modo, o produtor pode evoluir a tecnologia conforme a necessidade. Além disso, o sistema hidráulico tem vazão de 150 L/min. A configuração foi dimensionada para implementos mais exigentes, como plantadeiras pneumáticas. O MF 7718 será disponibilizado em três versões: grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro.

    Tecnologia para aumentar eficiência

    Por fim, a empresa reforçou a estratégia de ampliar soluções de agricultura de precisão no campo. Lucas citou recursos como telemetria, guidance (piloto automático), controladores de plantio e corte de seção. Além disso, ele apontou aplicações com aplicação seletiva na pulverização, usando câmeras para aplicar produto apenas onde precisa.