Tag: Tecpar

  • Mulheres lideram revolução tecnológica e na saúde em instituto do Paraná

    Mulheres lideram revolução tecnológica e na saúde em instituto do Paraná

    Enquanto a média nacional aponta que apenas 39,3% dos cargos gerenciais pertencem a mulheres, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) caminha para a paridade: 46% das posições de liderança estão em mãos femininas. Com atuação estratégica em projetos que vão do sequenciamento genético para pacientes do SUS à certificação inédita de madeira engenheirada, pesquisadoras e gestoras colocam o estado na vanguarda da inovação.

    O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, atribui o resultado à cultura institucional. “Promovemos um espaço colaborativo que incentiva a representatividade e estimula o surgimento de novas lideranças. Contamos com uma competente equipe de mulheres à frente de projetos estratégicos e equipes nas áreas técnica, administrativa, de gestão e pesquisa”, afirma.

    Pioneirismo em biotecnologia e células-tronco

    Aos 43 anos, a pesquisadora Jaiesa Zych Nadolny integra a primeira turma de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia do país, formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na época, ouvia que a área seria “a ciência do futuro”. O futuro chegou: há 11 anos no Tecpar, ela testemunhou a evolução da pesquisa com células-tronco até se tornar gerente do Centro de Saúde Pública de Precisão (CSPP).

    A unidade, parceria com Fiocruz Paraná e IBMP, realiza sequenciamento genético para diagnosticar doenças raras em pacientes do SUS. “Foram mais de vinte anos nesta caminhada. Muitas pesquisas que pareciam distantes hoje se concretizaram em importantes aplicações”, diz Jaiesa, que é doutora em Biologia Celular e Molecular.

    O percurso até a posição atual exigiu resiliência. Em 2013, ela defendeu o doutorado, iniciou o pós-doutorado e deu à luz o primeiro filho, tudo ao mesmo tempo. “Ele tinha três meses quando fiz o concurso do Tecpar. Estudava de madrugada, quando ele acordava para mamar”, recorda.

    Certificações inéditas e mercado de carbono

    A química Melissa Umata Lucato também trilhou caminho semelhante. Depois de lecionar por dois anos na Unicentro, enfrentou a rotina exaustiva e decidiu mudar de área. Há 20 anos no Tecpar, hoje gerencia o Setor de Certificação de Sistemas e comanda projetos pioneiros no Brasil.

    Melissa Umata Lucato. Foto: Hedeson Alves/TECPAR

    Sob sua liderança, o instituto implantou o programa de verificação de inventários de Gases de Efeito Estufa e a certificação para madeira engenheirada, inédita no país. “É um trabalho muito inovador e temos uma equipe muito boa tocando tudo isso”, afirma Melissa, que também é doutora em Habilidades Analíticas.

    A gestora coordena ainda equipes de bolsistas, unindo a experiência à paixão pelo ensino. “O Tecpar tem sido esse grande instrumento na vida dessas pessoas, como porta de entrada na vida profissional. Ver alguém crescer e evoluir é muito gratificante”, completa.

    Impacto direto na sociedade

    Os projetos liderados por essas pesquisadoras geram impacto concreto. O Centro de Saúde Pública de Precisão beneficia diretamente pacientes do SUS com doenças raras. Já as certificações ambientais e de gestão ajudam empresas a se adequarem a padrões sustentáveis e de qualidade.

    Os números reforçam a representatividade: com 26 mulheres em cargos de gerência contra 31 homens, o Tecpar se aproxima da igualdade de gênero em posições estratégicas, contrariando a estatística nacional do IBGE.

  • Paraná investe R$ 1,5 milhão para transformar a mandioca em inovação tecnológica

    Paraná investe R$ 1,5 milhão para transformar a mandioca em inovação tecnológica

    Na Feira Internacional da Mandioca (Fiman), realizada em Paranavaí, o Governo do Paraná apresentou uma aposta ambiciosa: transformar a mandioca em símbolo de inovação. Por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia), o Estado confirmou nesta quarta-feira (26) um investimento de R$ 1,5 milhão para criar o Polo Tecnológico da Mandioca, que será desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).

    O objetivo vai além da ciência. O governo quer unir tecnologia, sustentabilidade e agricultura familiar em um projeto que consolide o Paraná como referência nacional no uso da mandioca para fins industriais.

    Ciência, campo e tecnologia de mãos dadas

    O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, define o projeto como um divisor de águas para o setor.

    “Com esse polo, a mandioca ganha uma nova cara. Vamos modernizar e integrar toda a cadeia produtiva do Noroeste, criando um ambiente que combina inovação tecnológica, sustentabilidade e competitividade”, comentou ele durante o evento.

    A proposta é criar um ecossistema que ligue pequenos produtores, universidades e a indústria. Entre os planos, está a instalação de um laboratório de controle de qualidade e um núcleo de pesquisa focado em amidos modificados, alimentos funcionais e biotecnologia. A estrutura vai permitir estudos sobre o uso da mandioca em bioplásticos, bioenergia e farmacotécnica, além de possibilitar o desenvolvimento de produtos sem glúten e de rótulo limpo (“clean label”).

    Pesquisas e novos mercados

    De acordo com o diretor de Tecnologia e Inovação do Tecpar, Lanes Randal Prates Marques, o polo quer ampliar o valor da cadeia produtiva com novos produtos e a abertura de mercados.

    “A mandioca tem um potencial enorme. Pode gerar alimentos funcionais, produtos bioenergéticos e até insumos industriais. É um campo fértil para inovação”, afirmou.

    Foto: Gabriel Pires

    O projeto terá duração inicial de 14 meses e prevê parcerias com universidades e centros de pesquisa. O resultado esperado é fortalecer a produção regional, criar empregos e tornar o Noroeste do Paraná um polo de referência tecnológica.

    Impacto direto na vida no campo

    Além da pesquisa, o projeto aposta pesado em capacitação técnica. Pequenos e médios produtores receberão treinamento e assistência continuada, com incentivo a práticas mecanizadas e sustentáveis. A meta é aumentar a produtividade da cadeia da mandioca em até 20% e reduzir perdas e resíduos em 35%.

    Outros objetivos incluem elevar em 25% o faturamento das cooperativas locais e inserir cinco novos produtos no mercado, sendo três destinados ao consumo nacional e dois direcionados à exportação.

    Assim, a mandioca, que já molda a economia do interior paranaense, pode agora descobrir um novo destino: o da inovação científica e do valor agregado.

  • Paraná cria banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa

    Paraná cria banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa

    O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) anunciou um acordo de cooperação tecnológica com a empresa argentina Biogenesis Bagó. O objetivo é criar um banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa. O objetivo é manter um estoque estratégico de insumos para a rápida formulação de vacinas em caso de surtos localizados, reforçando a segurança sanitária do país.

    O banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa visa garantir a pronta resposta em caso de emergência. Evitando ou minimizando os impactos de um possível retorno da doença. Atualmente, o Brasil é considerado livre de febre aftosa sem vacinação animal. E aguarda o reconhecimento oficial da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) ainda no primeiro semestre de 2025.

    O Paraná completará quatro anos em 2025 com o status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. Isso é resultado de mais de 50 anos de trabalho conjunto entre a iniciativa privada, entidades representativas do agronegócio e o governo estadual. A atualização de rebanhos substituiu a campanha de vacinação, exigindo o cadastro obrigatório dos animais para garantir a rastreabilidade e a sanidade do rebanho.

    Importância da iniciativa

    “O Paraná está na frente novamente. Com os recursos do fundo de ciência e tecnologia, podemos investir naquilo que é estratégico para o Estado. E fazer o investimento neste banco de antígenos é, sem dúvida nenhuma, a melhor salvaguarda que o Estado do Paraná pode ter para dar pronta resposta em caso de necessidade”, destacou o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.

    A Biogenesis Bagó é responsável por bancos de antígenos em vários países. E uniu sua experiência global com a expertise do Tecpar em saúde animal para garantir a segurança sanitária do Brasil. “A Biogénesis Bagó é responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006. Além de países como Taiwan e Coréia do Sul”, afirmou Marcelo Bulman, Country Manager da empresa.

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  • Tecpar certifica centenas de  produtores orgânicos

    Tecpar certifica centenas de  produtores orgânicos

    O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) certificou 271 produtores orgânicos em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, por meio de uma parceria com a prefeitura que completa uma década em 2024. Desde 2014, o Tecpar Certificação atua no programa municipal de apoio à agricultura orgânica, voltado para agricultores familiares que desejam produzir alimentos orgânicos e que já seguem as técnicas de manejo.

    Nos primeiros cinco anos do programa, entre 2014 e 2019, a média anual foi de 17 produtores certificados. A partir de 2020, esse número mais que dobrou, alcançando uma média anual de 35 agricultores certificados. O diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, destacou que a parceria com a prefeitura de São José dos Pinhais é um exemplo de sucesso que pode ser replicado em outros municípios do estado.

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    “A certificação de agricultores na produção orgânica é uma estratégia eficiente para promover o desenvolvimento regional de forma sustentável. Além de proporcionar novas oportunidades e um diferencial competitivo para os pequenos produtores, a iniciativa fortalece a economia local”, afirmou Kloss.

    Importância da certificação orgânica

    Tecpar Certificação, o primeiro organismo de certificação de produtos orgânicos por auditoria no Brasil, possui credenciamento do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Atualmente, 873 produtores rurais de 105 cidades paranaenses possuem a certificação orgânica concedida pelo instituto.

    O município de São José dos Pinhais foi um dos primeiros a firmar parceria com o Tecpar na área de orgânicos. O programa “Ilha Verde de Produção Orgânica”, regulamentado pela Lei nº 1.738/2011, visa incentivar e acompanhar os produtores cadastrados em todas as fases da certificação orgânica.

    O produtor de orgânicos Luiz Claudio Ravaglio da Rocha, Brasil. Foto: Hedeson Alves/TECPAR

    O secretário de Agricultura e Abastecimento de São José dos Pinhais, Alex Artur Purkote, ressaltou que a certificação orgânica promove a produção sustentável. E também a segurança alimentar dos agricultores. “Essa certificação garante que a produção agrícola esteja dentro dos padrões da agricultura orgânica. Proporcionando aos consumidores segurança quanto à qualidade dos produtos adquiridos”, disse Purkote.

    Um dos produtores certificados, Luiz Claudio Ravaglio da Rocha, proprietário do Sítio Moradas dos Pássaros, cultiva uma variedade de frutas e hortaliças organicamente desde 2004. Ele destacou a importância da certificação para agregar valor à sua produção.

    Como participar do programa

    Agricultores familiares de São José dos Pinhais interessados em obter a certificação devem entrar em contato com a Divisão da Agricultura da Semag. O primeiro passo é preencher um formulário específico do programa. Após a inclusão no programa, os agricultores recebem orientações sobre como converter suas lavouras tradicionais para o modelo orgânico.

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    O processo exige o cumprimento de legislação específica, incluindo a não utilização de agrotóxicos e o manejo correto do solo. Após as adequações necessárias, as propriedades são auditadas e certificadas pelo Tecpar Certificação, recebendo o selo “Brasil Orgânico” e a marca Tecpar Cert.

    A parceria entre o Tecpar e a prefeitura de São José dos Pinhais tem se mostrado eficaz na promoção da agricultura orgânica na região. Com o aumento no número de produtores certificados e o fortalecimento da economia local, o programa serve como um modelo para outras localidades do Paraná.

  • Único computador quântico educacional do Brasil é destaque no Data Science Summit 2024

    Único computador quântico educacional do Brasil é destaque no Data Science Summit 2024

    Entre os dias 6 e 8 de novembro, o Paraná será palco de uma importante inovação tecnológica: o único computador quântico educacional do Brasil estará em exibição durante o Data Science Summit 2024, evento organizado pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) em parceria com o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e a Azuris. A demonstração deste equipamento de ponta, seguido por uma palestra e minicurso sobre “Computação Quântica”, promete ser um dos grandes destaques do encontro.

    O computador quântico, apresentado pela empresa de tecnologia Dobslit, utiliza a técnica de ressonância magnética nuclear, permitindo que opere em temperatura ambiente. Esse recurso é raro, uma vez que computadores quânticos tradicionais, encontrados em laboratórios, precisam de temperaturas extremamente baixas para funcionar. Segundo Rogério Ruivo, diretor de Tecnologias da Dobslit, esse dispositivo é uma ferramenta didática valiosa, capaz de ensinar os fundamentos da computação quântica de forma acessível.

    O evento, que já acontece desde 2017, será realizado na sede do IEP e reunirá especialistas do setor para discutir o impacto da Ciência de Dados, Big Data e Inteligência Artificial em diversos setores, como governamental, empresarial e industrial. Celso Kloss, diretor-presidente do Tecpar, ressalta que o Summit é uma oportunidade para aproximar a sociedade do debate sobre os avanços tecnológicos e suas aplicações no Paraná.

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    Além do foco em computação quântica, o Data Science Summit contará com 22 palestras. Além disso, terá três minicursos e quatro mesas redondas, abordando temas como IA Generativa, cidades inteligentes e Indústria 4.0.

    O que é um computador quântico?

    Um computador quântico é um tipo avançado de computador que utiliza os princípios da mecânica quântica para processar informações. Diferente dos computadores clássicos, que operam com bits (0s e 1s), os computadores quânticos utilizam qubits, que podem representar 0, 1 ou ambos simultaneamente, graças ao fenômeno da superposição. Além disso, eles exploram o entrelaçamento quântico, permitindo que qubits interajam de maneiras que não são possíveis em sistemas clássicos.

    Os computadores quânticos têm o potencial de resolver problemas complexos muito mais rapidamente do que os computadores tradicionais. Isso é especialmente relevante em áreas como criptografia, simulação de moléculas e otimização de sistemas.

    Eles podem simular sistemas quânticos com alta precisão, o que é valioso em campos como a química e a física. Isso pode levar a descobertas significativas na criação de novos materiais e medicamentos.

    Os computadores quânticos são capazes de abordar problemas que exigem uma quantidade imensa de cálculos simultâneos. Isso inclui problemas de logística e planejamento, que seriam inviáveis para computadores clássicos.

    Embora ainda em desenvolvimento, os computadores quânticos têm o potencial de serem mais eficientes em termos energéticos para certas tarefas, reduzindo o consumo de energia em comparação com supercomputadores tradicionais.

    A computação quântica pode revolucionar a segurança da informação. Enquanto os computadores clássicos podem ser vulneráveis a ataques cibernéticos, os sistemas quânticos podem oferecer novas formas de criptografia que são teoricamente invulneráveis.

    Os computadores quânticos representam uma nova era na computação, prometendo avanços significativos em diversas áreas. À medida que a tecnologia avança e se torna mais acessível, espera-se que esses dispositivos transformem a maneira como resolvemos problemas complexos e realizamos cálculos. Abrindo asssim caminho para inovações sem precedentes.

  • Smart Energy 2024 – evento debate soluções energéticas em Curitiba

    Smart Energy 2024 – evento debate soluções energéticas em Curitiba

    A Smart Energy 2024 – Conferência Internacional de Energias Inteligentes – colocará temas como energias renováveis, transição energética, desafios regulatórios, econômicos e tecnológicos, neutralização do carbono, internet das coisas e inteligência artificial no centro das discussões em Curitiba. O evento ocorrerá nos dias 24, 25 e 26 de setembro, das 8h às 19h, no Campus da Indústria do Sistema Fiep. Ele é promovido pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), com o apoio de vários órgãos e secretarias do Governo do Paraná.

    A conferência começa na terça-feira (24) com o Fórum de Eficiência Energética, onde empresas públicas e privadas, universidades e instituições do setor discutirão tendências e estratégias para promover a eficiência energética no Brasil.

    Programação e debates sobre energias renováveis

    Na quarta-feira (25), Celso Kloss, diretor-presidente do Tecpar, fará a palestra de abertura, seguido pelo secretário de Planejamento do Paraná, Guto Silva. Ele apresentará o panorama das energias renováveis no estado. Ao longo do dia, o diretor-geral da Aneel, também contribuirá com o debate sobre a transição da matriz energética brasileira.

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    Quinta-feira (26), voltado à busca por soluções alternativas, com foco em biocombustíveis e políticas públicas de financiamento para o setor energético. “Precisamos avançar na transição de fontes fósseis para renováveis. As soluções existem, mas demandam um esforço conjunto para ir além da teoria e começar a implementar essas soluções”, destaca Celso Kloss.

    As inscrições para o Smart Energy 2024 estão abertas no site do evento, onde a programação completa e mais informações sobre o evento estão disponíveis.

  • Tecpar promove hoje evento sobre acreditação para o mercado veterinário

    Tecpar promove hoje evento sobre acreditação para o mercado veterinário

    O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários (ABHV) promovem hoje (12) o evento “Acreditação em Foco: O Futuro da Qualidade no Segmento Veterinário”. Voltado a clínicas veterinárias e a profissionais do setor, o evento tem vagas limitadas e será realizado no campus CIC do Tecpar.

    Neste ano, o Instituto de Tecnologia do Paranápassou a oferecer um serviço inédito de certificação voltado para hospitais, clínicas e centros de diagnósticos veterinários, em parceria com a ABHV. A partir de um acordo firmado entre as duas instituições, o Tecpar Certificação passou a realizar auditorias para a implantação da chamada “Acreditação ABHV: Avaliação da Conformidade para Estabelecimentos Veterinários”.

    Competência técnica, gestão e confiabilidade

    Idealizado pela Associação Brasileira dos Hospitais Veterinários, o programa avalia competência técnica, gestão e confiabilidade na prestação de serviços veterinários. No processo de acreditação, o Tecpar Certificação atua como avaliador de terceira parte. Sendo responsável pela avaliação de conformidade dos estabelecimentos com os requisitos do programa. A avaliação de terceira parte é uma auditoria realizada por uma organização independente e reconhecidamente isonômica.

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    O evento “Acreditação em Foco: O Futuro da Qualidade no Segmento Veterinário” vai apresentar aos interessados os requisitos para a acreditação oferecida pelo Tecpar Certificação. E também como as vantagens que a acreditação traz ao estabelecimento que optar em buscar o certificado.

    O evento será realizado na quinta-feira (12), das 9h às 13h, no Auditório Marcus Augustro Enrietti do campus CIC do Instituto de Tecnologia do Paraná. O endereço é Rua Professor Algacyr Munhoz Mader, 3775, na Cidade Industrial de Curitiba. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo link  https://abre.ai/kVyj

  • Dia Nacional do Voluntariado

    Dia Nacional do Voluntariado

    No Dia Nacional do Voluntariado, comemorado nesta quarta-feira (28), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) celebra os resultados alcançados pelo seu programa de voluntariado empresarial, o Tecpar em Ação. Desde seu lançamento há seis anos, a iniciativa já impactou diretamente 20 mil pessoas. E demonstra o compromisso do instituto com a responsabilidade social e a sustentabilidade.

    Hosana Lopes Francisco, coordenadora do programa e gerente de Relações Públicas do Tecpar, destaca que o Tecpar em Ação foi criado para servir como um modelo para outras empresas, proporcionando aos voluntários a oportunidade de contribuir em realidades sociais diferentes das quais estão acostumados. “O programa busca identificar e responder às necessidades das instituições sociais locais, especialmente aquelas próximas ao campus, fortalecendo o papel social do Tecpar como uma empresa pública”, afirma.

    O Tecpar incentiva seus colaboradores a dedicarem parte de seu tempo a atividades voluntárias, permitindo que utilizem até quatro horas mensais da jornada de trabalho para isso. Atualmente, 70 voluntários estão inscritos no programa, incluindo colaboradores, bolsistas e estagiários, que se envolvem em diversas ações ao longo do ano.

    O programa atua em quatro frentes principais: Sustentabilidade, Cultura, Apoio a ONGs e Educação. Desde 2019, 44 instituições foram beneficiadas, seja através de parcerias duradouras ou ações pontuais.

    Educação em foco

    Na área educativa, o destaque é o projeto Ciclo de Profissões, lançado em 2021 para auxiliar estudantes do Ensino Médio no planejamento de suas carreiras. Realizado em parceria com a Copel, o projeto oferece palestras sobre planejamento de carreira e mentorias individuais. Nessas mentorias, profissionais voluntários orientam os jovens em sua jornada profissional.

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    Além desse projeto, o Tecpar em Ação também oferece aulas de reforço escolar, capacitação para mentores voluntários e palestras temáticas em escolas e no campus do instituto.

    Impacto e reconhecimento

    O impacto positivo do programa é evidente nas palavras de Thamirys Brito, coordenadora pedagógica do Projeto Vida e Promoção Social. Ela relata como a parceria com o Tecpar tem enriquecido a vida das crianças e adolescentes atendidos pela instituição. Em 2019, por exemplo, uma apresentação de flauta doce feita pelos assistidos em um evento no Tecpar foi um momento marcante.

    O projeto Ciclo de Profissões também tem recebido reconhecimento nacional. Em 2022, o governo federal concedeu ao projeto o Prêmio Nacional de Incentivo ao Voluntariado. Já em 2023, o Tecpar recebeu o Selo Sesi ODS na categoria Inovação para Sustentabilidade.

    O Tecpar mantém uma chamada pública permanente para parcerias com instituições sociais, de ensino e ONGs, buscando expandir ainda mais o alcance de suas ações voluntárias. Atualmente, nove instituições em Curitiba participam do programa.

  • Produtores de orgânicos buscam diversificação com apoio do Tecpar

    Produtores de orgânicos buscam diversificação com apoio do Tecpar

    O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está incentivando produtores orgânicos a diversificarem suas atividades, permitindo que alimentos convencionais e orgânicos sejam produzidos na mesma linha de produção. De acordo com o Decreto Federal 6.323/2007, que regulamenta a agricultura orgânica no Brasil, essa prática é possível desde que certificadoras aprovem e monitorem o processo.

    Pedro Rossi, engenheiro agrônomo do Tecpar Certificação, explica que a produção paralela pode ocorrer nas unidades de produção que processam produtos orgânico. Isso desde que haja separação rigorosa dos processos produtivos. “Essa é uma oportunidade de ampliar os lucros sem aumentar consideravelmente os custos. Muitas empresas desconhecem que é possível produzir, por exemplo, suco de uva orgânico na mesma máquina que se usa para o suco convencional, seguindo as normas e passando pela auditoria do Tecpar”, destaca Rossi.

    O selo “Produto Orgânico do Brasil”, concedido após análise de conformidade realizada por um organismo credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), é um exemplo de reconhecimento que o Tecpar pode oferecer. O Tecpar foi o primeiro credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica, em 2010.

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    Na auditoria, os técnicos verificam se a matéria-prima é orgânica e se o processo segue as normativas vigentes. “A legislação exige que todos os produtos sejam identificados corretamente e que os orgânicos sejam mantidos separados dos não orgânicos durante toda a produção e armazenamento”, ressalta Rossi.

    Produção paralela

    Um caso de sucesso é o do Sítio Santa Rita, em Bocaíuva do Sul, que, com apoio do Tecpar, adotou a produção paralela. Selma Maria de Andrade, produtora do sítio, relata que inicialmente produziam apenas doces e pães orgânicos, mas, com a baixa demanda local, passaram a produzir também pães e bolachas convencionais. “Produzimos primeiro os orgânicos e, depois, os convencionais, garantindo que não haja contaminação cruzada”, explica Selma.

    Produtos orgânicos produzidos no mesmo ambiente que convencionais. Selma Maria de Andrade e seu filho Guilherme de Andrade Cardoso produzem doces, geléias pães e frutas congeladas orgânicas. E conciliam com a produção de bolacha e pão integral com certificação do TECPAR. Brasil. Foto: Hedeson Alves/TECPAR

    O Tecpar também orienta sobre a inclusão de aditivos e conservantes permitidos em alimentos orgânicos industrializados. Para obter o reconhecimento como orgânico, um produto processado deve conter pelo menos 95% de ingredientes de origem orgânica. E os demais 5% não podendo incluir substâncias proibidas, como transgênicos.

    A diversidade de produtos que já receberam o Selo Orgânico Brasil pelo Tecpar inclui desde chás e sucos até carnes resfriadas e temperos. Isso demonstra o potencial e a confiança que os consumidores têm nos produtos certificados.

    Selma enfatiza a importância da certificação: “Ter o selo orgânico auditado transmite confiança aos clientes e aumenta a procura pelos nossos produtos.”

    Foto: Hedeson Alves/TECPAR

     

  • Regulamentação da cannabis no Brasil é discutida no Ministério da Agricultura

    Regulamentação da cannabis no Brasil é discutida no Ministério da Agricultura

    Para falar sobre os aspectos da regulamentação do plantio de cannabis no Brasil, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu  com Ana Paula Porfírio, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Mapa, e com desembargador Marcos Machado, coordenador da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

    Durante a reunião, foi destacado que a falta de regulamentação no setor pode estar fazendo o Brasil deixar de movimentar cerca de US$ 30 bilhões por ano, segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (Abicann). A agroindústria brasileira tem potencial para produzir aproximadamente 50 mil itens a partir da planta, além do uso medicinal, atualmente viabilizado apenas por meio da importação de produtos.

    Benefícios do cânhamo

    O cânhamo industrial, por exemplo, pode ser utilizado em diversas aplicações, como na produção de tecidos, na construção civil e em biocombustíveis. Um hectare de cultivo pode gerar até 10 toneladas de fibras internas, 4 toneladas de fibras longas, 1,6 tonelada de sementes e 800 quilos de flores medicinais.

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    Fávaro enfatizou a necessidade de um Mapa contemporâneo que atenda às necessidades dos produtores e promova o desenvolvimento do país. “Precisamos oportunizar renda e acesso a produtos para os brasileiros”, afirmou o ministro. Além disso, ele ressalta ainda a importância de regulamentar o setor para aproveitar as oportunidades de mercado.

    Exemplos Internacionais

    A reunião também abordou experiências bem-sucedidas de outros países na regulamentação da cannabis. O objetivo é entender como essas práticas podem ser adaptadas ao contexto brasileiro. A discussão sobre a regulamentação da cannabis é parte de uma estratégia mais ampla para diversificar a economia. E além disso,  fomentar a inovação no setor agropecuário.

    Com essas iniciativas, o governo brasileiro busca modernizar a legislação no país. E além disso, garantir que o país possa aproveitar ao máximo o potencial econômico da cannabis. E assim, beneficiando agricultores e a indústria local.