Tag: Tecnoshow COMIGO 2026

  • Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    Com queda de 30%, Tecnoshow Comigo expõe cautela no agro

    A Tecnoshow Comigo 2026 fechou com queda de cerca de 30% no volume de negócios, refletindo o momento de maior cautela vivido pelo agronegócio brasileiro. Realizada em Rio Verde (GO), a feira reuniu aproximadamente 120 mil visitantes e evidenciou como juros elevados, dificuldade de acesso ao crédito e aumento nos custos de produção impactam diretamente as decisões no campo.

    O resultado ocorre em um contexto de pressão sobre as margens do produtor. A alta nos preços dos fertilizantes, somada ao encarecimento do petróleo, influenciado por conflitos no Oriente Médio, e à queda nas cotações de commodities exige mais planejamento e seletividade nos investimentos.

    Nesse cenário, produtores adotaram postura mais conservadora, principalmente na compra de máquinas e equipamentos. Por outro lado, mantiveram investimentos em insumos essenciais para garantir a continuidade da produção, o que explica a retração menor nesse segmento.

    “O agro passa por um momento difícil, com uma paridade de troca bem diferente de anos anteriores. Por isso, os expositores vieram com essa consciência, empenhados em oferecer as melhores condições possíveis dentro do que o mercado permite”, afirmou o coordenador-geral da feira, Claudio Teoro.

    A leitura predominante entre organizadores e participantes aponta para um ajuste conjuntural, e não uma crise estrutural. Nesse ambiente, eficiência e gestão ganham protagonismo, com foco em controle de custos e decisões mais estratégicas dentro da propriedade.

    Tecnologia ganha espaço no campo

    Mesmo com ritmo mais moderado nos negócios, o interesse por inovação permaneceu elevado. O evento consolidou seu papel como plataforma de difusão tecnológica, ao oferecer mais de 200 horas de conteúdo técnico e atrair público superior a 8,4 mil pessoas para palestras.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A inteligência artificial ganhou espaço na gestão rural. Produtores já utilizam ferramentas de análise de dados para identificar gargalos operacionais e melhorar o desempenho financeiro.

    “A IA funciona como um consultor 24 horas que ajuda a identificar onde o produtor está perdendo dinheiro”, destacou o CEO da Bit Electronics, Igor Serafim. Segundo ele, organizar os dados da fazenda representa o primeiro passo para elevar a produtividade e o controle financeiro.

    A organização distribuiu 23 mil mudas de árvores nativas e coletou 46 toneladas de resíduos recicláveis. Além disso, iniciativas interativas estimularam a conexão entre visitantes e fortaleceram a integração no setor.

    Impacto econômico da Tecnoshow Comigo 2026

    Mesmo em um cenário mais restritivo, a feira manteve impacto relevante na economia local. A movimentação em Rio Verde alcançou cerca de R$ 90 milhões, com ocupação máxima da rede hoteleira e aumento na arrecadação municipal durante o período do evento.

    A estrutura também refletiu sua dimensão, ao reunir cerca de 710 expositores em uma área de 65 hectares, além de intensa movimentação logística ao longo dos cinco dias.

    Painéis indicaram crescimento da participação feminina no agronegócio, hoje próxima de 30% da força de trabalho, reforçando a presença cada vez maior das mulheres na atividade e na gestão das propriedades.

    Mesmo com a retração nos negócios, o produtor segue ativo, ainda que mais cauteloso. A feira reforça seu papel como ambiente de suporte, ao concentrar informação, tecnologia e oportunidades que ajudam na tomada de decisão ao longo da safra.

    A organização já confirmou a próxima edição, que ocorrerá entre os dias 5 e 9 de abril de 2027, novamente em Rio Verde (GO).

  • Entre lavouras e estradas, 4×4 dominam escolhas no agro

    Entre lavouras e estradas, 4×4 dominam escolhas no agro

    A GWM encerra sua participação na 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), com mais de 80 veículos vendidos até a sexta-feira (10), antes do fechamento oficial do evento. A expectativa é superar a marca de 100 unidades. Além disso, o desempenho comercial indica avanço consistente da marca no agronegócio, com foco em modelos diesel, tração 4×4 e versatilidade para o uso no campo e na cidade. A gerente comercial Andrya França destacou o posicionamento da empresa no evento e o avanço da marca junto ao público rural.

    Segundo ela, a feira representa um ambiente estratégico pela forte conexão com o agronegócio. “Estamos em uma região com grande representatividade no agro, o que conecta diretamente com o nosso cliente. O objetivo foi mostrar nossa linha de produtos e nosso posicionamento de preço frente ao mercado”, afirmou.

    Entre os modelos mais vendidos, a picape Poer P30 e o SUV H9 concentraram a maior parte das negociações. Nesse cenário, ambos se destacam pela proposta voltada ao uso off-road, sem abrir mão de conforto e tecnologia. Com isso, a marca busca atender um perfil de cliente que exige robustez no trabalho e desempenho no dia a dia.

    Além disso, os veículos contam com garantia de até 10 anos ou 250 mil quilômetros. Dessa forma, a marca reforça a confiança no produto e amplia a competitividade frente aos concorrentes. “São veículos pensados para não quebrar, com baixa manutenção e preparados para diferentes condições de uso”, explicou.

    Estratégia mira diferentes perfis de consumidor

    A atuação da GWM no agro passa também pela diversificação do portfólio. Por outro lado, a estratégia considera diferentes perfis dentro da mesma propriedade rural. De um lado, a picape voltada ao trabalho; de outro, SUVs destinados ao uso familiar e viagens.

    Segundo Andrya, essa dualidade amplia o alcance da marca. “A gente consegue atender dois consumidores em um mesmo produto. Quem busca segurança e espaço encontra isso na nossa linha, enquanto outro perfil valoriza esportividade e economia”, afirmou.

    Visitantes da 23ª Tecnoshow Comigo no estande da GWM – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, o SUV Haval H6 se consolida como um dos principais produtos da marca. Ao mesmo tempo, atende um público que busca tecnologia aliada à eficiência energética. “É um carro que entrega conforto para a família e desempenho na estrada”, disse.

    Outro destaque é o avanço do H9 no mercado. De acordo com a executiva, o modelo rompeu uma sequência histórica de liderança no segmento de SUVs grandes, indicando mudança no comportamento do consumidor.

    Avanço regional e consolidação no mercado

    No recorte regional, a marca também registra crescimento consistente. Atualmente, no sudoeste de Goiás, a GWM mantém liderança de mercado há cerca de 90 dias, consolidando a presença em uma das principais regiões produtoras do País.

    Além disso, a participação na Tecnoshow reforça a estratégia de aproximação com o produtor rural, que busca veículos capazes de enfrentar diferentes tipos de terreno sem abrir mão de conforto e tecnologia.

    Na prática, a combinação de picapes robustas e SUVs tecnológicos permite à marca ocupar diferentes momentos da rotina no campo. Assim, o produtor encontra soluções tanto para o trabalho quanto para o uso pessoal e familiar. Por fim, o desempenho comercial durante a feira indica avanço consistente da marca no agronegócio.

  • Aviões de R$ 100 milhões impressionam em feira do agronegócio

    Aviões de R$ 100 milhões impressionam em feira do agronegócio

    Um vídeo que mostra o pátio do Aeroporto Municipal General Leite de Castro, em Rio Verde, região sudoeste de Goiás, com cerca de 20 aviões impressionou pela quantidade de aeronaves e variedade de modelos. A alta na movimentação acontece durante a Tecnoshow, feira de tecnologia e agronegócio.

    “Cada avião mais bonito do que o outro, vou mostrar para vocês o pátio cheio. Que coisa linda ver a nossa cidade cheia de aviões para a Tecnoshow Comigo 2026”, disse Leonardo Lacraia, vereador da cidade.

    Entre os modelos que aparecem no pátio estão um Piper Aircraft 2010, que pode custar cerca de R$ 10 milhões, um Pilatus PC-12 NGX 2023, que chega até R$ 45 milhões.

    A cena, registrada durante um evento do setor, não apenas impressiona pelo espetáculo visual, mas também revela um movimento estratégico dentro do agro brasileiro: o avanço consistente da aviação agrícola.

    Evento ganha destaque e amplia visibilidade do agro

    No vídeo, diversas aeronaves aparecem voando em formação, criando um cenário incomum até mesmo para quem já frequenta grandes eventos do setor.

    Além disso, o público presente reagiu com entusiasmo, o que ajudou a impulsionar a repercussão nas redes sociais. Segundo relatos, o momento se tornou um dos mais comentados do evento, reforçando o papel das feiras como vitrines de tecnologia, inovação e networking no agronegócio.

    https://www.instagram.com/reel/DW6mYOCDXYS/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Nesse sentido, a ação também cumpre uma função estratégica. Ao atrair atenção digital, o evento amplia seu alcance para além do público presencial, fortalecendo marcas, empresas e toda a cadeia produtiva envolvida.

    Aviação agrícola cresce e ganha protagonismo

    O espetáculo aéreo não ocorre por acaso. Nos últimos anos, a aviação agrícola ganhou espaço relevante no Brasil, impulsionada pela necessidade de maior eficiência nas lavouras.

    Atualmente, o país possui uma das maiores frotas de aviação agrícola do mundo. Segundo dados do setor, são mais de 2.500 aeronaves em operação, utilizadas principalmente na aplicação de defensivos, fertilizantes e sementes.

    Além disso, produtores buscam cada vez mais soluções que reduzam perdas e aumentem produtividade. Nesse cenário, a pulverização aérea se destaca por permitir cobertura rápida e uniforme, especialmente em grandes áreas.

    Impacto direto na produtividade e nos custos

    A presença da aviação agrícola nas feiras não tem apenas caráter promocional. Ela reflete uma mudança prática na gestão das propriedades rurais. Com o uso de aeronaves, o produtor consegue realizar aplicações em janelas curtas de tempo. Assim, ele evita perdas causadas por pragas ou condições climáticas adversas.

    Além disso, a tecnologia reduz o amassamento da lavoura, problema comum em aplicações terrestres. Dessa forma, a produtividade tende a aumentar, o que impacta diretamente a rentabilidade.

    Feiras agro como motor de negócios e inovação

    O episódio reforça um ponto central para o agronegócio brasileiro. As feiras deixaram de ser apenas espaços de exposição e passaram a atuar como verdadeiros hubs de negócios.

    Nesses eventos, empresas apresentam tecnologias, fecham contratos e fortalecem relações comerciais. Além disso, produtores têm acesso direto a soluções que podem transformar sua produção.

    Consequentemente, a repercussão de ações como a demonstração aérea contribui para valorizar todo o setor. Isso porque evidencia o nível tecnológico e a capacidade de inovação do agro nacional.

  • MF 8S Xtra estreia na Tecnoshow com foco em economia e eficiência

    MF 8S Xtra estreia na Tecnoshow com foco em economia e eficiência

    O lançamento da linha MF 8S Xtra, apresentado durante a 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), coloca a eficiência energética e a ergonomia no centro da estratégia da Massey Ferguson. Além disso, o modelo reforça a busca por maior produtividade com menor consumo no campo. Em entrevista, o especialista de produto Luís Gustavo Oliveira detalhou como a equipe desenvolveu a máquina a partir de demandas diretas do produtor rural e destacou os ganhos operacionais e econômicos.

    Disponível nas versões de 265, 285 e 305 cavalos, o trator chega equipado com transmissão continuamente variável (CVT), permitindo que o operador trabalhe controlando apenas a velocidade. “Ele passa as marchas automaticamente de acordo com a velocidade. Para o produtor, isso significa economia e mais rendimento operacional”, explicou Oliveira. Com isso, a redução da intervenção manual melhora a ergonomia e diminui o desgaste ao longo da jornada.

    O desenvolvimento da máquina partiu de uma pergunta central: o que um trator abaixo de 400 cavalos precisa entregar? A partir disso, a fabricante ouviu produtores de diferentes regiões do País. “Eles pediram um trator mais robusto, forte, econômico, confortável e que não superaqueça. Foi exatamente isso que buscamos entregar”, afirmou.

    Eficiência energética e desempenho em campo

    Um dos pilares do MF 8S Xtra está no gerenciamento inteligente de rotação. O sistema ajusta automaticamente o funcionamento do motor conforme a velocidade de trabalho e reduz a rotação após o pico de desempenho. Na prática, isso resulta em menor consumo de combustível sem comprometer a potência. Ou seja, o produtor mantém o desempenho com menor custo operacional.

    A DLG PowerMix conduziu testes independentes e padronizados para avaliar o desempenho dos tratores em diferentes condições. Os modelos da série apresentaram eficiência superior nos quesitos motor e transmissão, com economia que pode ultrapassar 3,7 litros por hora em determinadas operações. Em um ciclo de 5 mil horas, essa redução representa impacto direto nos custos da atividade.

    Além disso, os testes simulam 14 tipos de operações agrícolas, incluindo transporte e trabalho em campo, com diferentes cargas e velocidades. Nesse cenário, o MF 8S Xtra se destacou ao entregar menor consumo energético em comparação com concorrentes da mesma categoria.

    Renata Obara, gerente de vendas Massey Ferguson, durante lançamento na Tecnoshow Comigo 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Conforto, tecnologia e menor desgaste

    Além da economia, o conjunto técnico amplia o conforto do operador. O projeto separa o motor da cabine, o que reduz ruídos, vibração e calor. Com isso, o ambiente interno se torna mais adequado para longas jornadas de trabalho.

    A hélice reversível é outro recurso que chama atenção. Além disso, o sistema permite a limpeza do radiador diretamente da cabine, eliminando a necessidade de paradas frequentes. Já o conjunto de suspensões, dianteira e da cabine, se ajusta automaticamente conforme a operação.

    Se a máquina identifica uma carga mais pesada, o sistema ajusta a suspensão dianteira. Da mesma forma, o operador pode configurar a cabine para um comportamento mais rígido ou mais suave por meio do monitor interno. Assim, não há necessidade de intervenções manuais fora da cabine.

    Suporte ao produtor e aplicação prática

    Segundo Oliveira, o trabalho da fabricante não termina na entrega do equipamento. A rede de concessionárias acompanha o produtor com suporte técnico, demonstrações em campo e orientação sobre o uso da máquina.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “A gente entrega não só a máquina, mas a qualidade de trabalho. Existe uma proximidade grande com o cliente, facilidade de contato e suporte para garantir o melhor uso do equipamento”, disse.

    Na prática, o MF 8S Xtra permite ampliar a área trabalhada com o mesmo volume de combustível. Dessa forma, o produtor reduz custos e aumenta a eficiência da operação agrícola. A combinação de potência, tecnologia embarcada e economia posiciona o modelo como uma das principais apostas da marca.

  • Pesagem sem controle transforma produção em perda silenciosa

    Pesagem sem controle transforma produção em perda silenciosa

    Em um cenário de margens mais apertadas no campo, cada detalhe da operação passou a impactar diretamente o bolso do produtor. Na 23ª Tecnoshow Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), realizada em Rio Verde (GO), a pesagem de cargas ganhou protagonismo como ferramenta estratégica para garantir controle, evitar perdas e reduzir riscos. Segundo Paulo Faber, especialista em soluções de pesagem da Toledo do Brasil, a balança rodoviária deixou de ser apenas um equipamento e se tornou parte essencial da gestão dentro da propriedade rural.

    “A balança traz controle de tudo o que entra e tudo o que sai da fazenda”, afirmou. De acordo com ele, o monitoramento começa ainda na chegada de insumos, como fertilizantes e matéria-prima, e segue até a saída da produção, como soja e milho destinados à comercialização.

    Esse acompanhamento, explicou, permite ao produtor maior precisão nas negociações e reduz a dependência de pesagens externas, que podem abrir margem para divergências. Nesse contexto, a tecnologia atua diretamente na proteção da rentabilidade. “Quando a pesagem é feita dentro da propriedade, o produtor reduz riscos de desvios ou fraudes”, destacou.

    Controle interno e mais eficiência na operação

    A profissionalização das fazendas no Centro-Oeste tem impulsionado a adoção de sistemas mais robustos de gestão. Além disso, a digitalização da pesagem permite integrar os dados a plataformas de controle, eliminando anotações manuais e tornando o processo auditável em tempo real.

    Esse avanço acompanha o crescimento da produção agrícola em Goiás, onde soja e milho dominam a maior parte da safra. Por isso, qualquer erro no carregamento ou transporte deixa de ser apenas um detalhe operacional e passa a representar prejuízo financeiro direto.

    Paulo Faber – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Na prática, a balança rodoviária funciona como um ponto de controle estratégico dentro da propriedade. Ao registrar com precisão o peso das cargas, o produtor consegue gerenciar melhor estoques, acompanhar fluxos logísticos e tomar decisões mais assertivas ao longo da safra.

    Segurança jurídica e preservação das rodovias

    Outro ponto de atenção envolve o transporte de cargas. O excesso de peso em caminhões pode gerar multas e responsabilizar diretamente o produtor rural. Atualmente, a fiscalização não recai mais apenas sobre o motorista, mas sobre a origem da carga.

    “O controle de peso por eixo é exigido, e quem responde por isso é o embarcador”, explicou Faber. Ou seja, sem a pesagem correta na fazenda, o produtor corre o risco de arcar com penalidades por sobrecarga.

    Além disso, o excesso de peso compromete a conservação das rodovias, aumentando custos públicos e logísticos. Dessa forma, o uso de balanças contribui não apenas para a segurança da operação, mas também para a durabilidade da infraestrutura de transporte.

    Automação e novos recursos ampliam o controle

    Durante a Tecnoshow Comigo, a Toledo do Brasil apresentou soluções que vão além da pesagem tradicional. Entre os destaques está a automação do processo, que reduz a interferência humana e aumenta a confiabilidade dos dados.

    Com o uso de tags eletrônicas, por exemplo, o caminhoneiro realiza todo o processo de pesagem de forma automática, desde a entrada até a saída da propriedade. Assim, o sistema registra todas as informações com precisão e agilidade.

    Outro lançamento apresentado foi um medidor de umidade de grãos, tecnologia que complementa o controle da produção. A umidade interfere diretamente no peso final e, consequentemente, no valor comercial do produto.

    “Antes da venda, é fundamental entender a umidade do grão, porque isso impacta diretamente na rentabilidade”, ressaltou.

    Gestão mais precisa em um agro mais exigente

    A adoção de tecnologias de pesagem reflete uma mudança no perfil do produtor rural, cada vez mais orientado por dados e eficiência. Em um ambiente de custos elevados e maior pressão por resultados, controlar processos se tornou indispensável.

    Dessa forma, a balança rodoviária deixa de ser apenas um equipamento operacional e passa a ocupar papel estratégico dentro da propriedade. Ao garantir precisão, transparência e segurança, a tecnologia contribui para um agro mais profissional e preparado para os desafios do mercado.

    “Hoje, mais do que nunca, o produtor precisa ter controle total da operação. É isso que garante competitividade”, concluiu Faber.

  • Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    Eficiência vira prioridade em meio à alta dos custos no agro

    A 23ª edição da Tecnoshow Comigo (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano), realizada em Rio Verde (GO), começou sob o desafio de superar os resultados do ano anterior em um cenário econômico mais restritivo. Durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (8), o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro, e o presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel, destacaram que a feira mantém o compromisso com inovação, conforto e geração de conhecimento, mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

    Segundo os dirigentes, a evolução da Tecnoshow ao longo dos anos superou as expectativas iniciais. “Nunca passava pela cabeça que a feira tomaria essa proporção”, afirmaram. Além disso, reforçaram que a organização busca aprimorar cada edição, com foco em estrutura, segurança, alimentação e higiene, mantendo o padrão de excelência que marca o evento.

    Cenário econômico impõe cautela

    Apesar do otimismo com a realização da feira, o momento exige prudência. O setor agropecuário, assim como a indústria, enfrenta desafios relacionados ao endividamento dos produtores, à queda nos preços da soja e às altas taxas de juros.

    Presidente executivo da cooperativa, Dourivan Cruvinel e o diretor de insumos da Comigo e coordenador geral do evento, Cláudio Teoro durante coletiva de imprensa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, a expectativa é de redução no volume de negócios em relação a anos anteriores. Ainda assim, os produtores seguem presentes e demonstram interesse, principalmente na aquisição de insumos, considerados essenciais para a produção.

    “Estamos em um ano de comprar somente o necessário”, destacaram. Por outro lado, empresas expositoras têm buscado oferecer condições comerciais mais atrativas, na tentativa de estimular as negociações.

    O aumento recente no preço de fertilizantes, especialmente os fosfatados, também pressiona os custos de produção. Ainda assim, a feira mantém seu papel não apenas comercial, mas também técnico, ao apresentar inovações, tecnologias e promover a troca de conhecimento por meio de palestras e espaços como o pavilhão de startups.

    Cooperativismo e investimento sustentam crescimento

    A Comigo segue ampliando sua atuação no estado de Goiás, com investimentos contínuos em infraestrutura. Atualmente, a cooperativa já responde por cerca de 20% da soja produzida no estado e se consolidou como a maior armazenadora de grãos da região.

    Entre os projetos em andamento estão a abertura de novas lojas, ampliação da capacidade de armazenagem e a implantação de uma esmagadora de grãos, que deve dobrar o faturamento da cooperativa. Para os próximos anos, a meta inclui a construção de novas unidades e armazéns.

    Além disso, a cooperativa conta com cerca de 13 mil cooperados e atua fortemente na geração e difusão de conhecimento. Em parceria com universidades e pesquisadores, desenvolve estudos que posteriormente são levados ao campo, contribuindo para ganhos de produtividade.

    “Essa é uma vitrine tecnológica. O conhecimento gerado aqui chega ao produtor e se transforma em resultado”, destacaram.

    Tecnologia e gestão ganham protagonismo

    Diante de um cenário de margens mais apertadas, a busca por eficiência se torna essencial. Os dirigentes reforçaram que produtividade e gestão caminham juntas e que, em muitos casos, melhorias no manejo não implicam aumento de custos, podendo, inclusive, gerar economia.

    Ao mesmo tempo, fatores de mercado continuam determinando os preços, seguindo a lógica de oferta e demanda. A atual crise de liquidez global, segundo eles, pode impactar o setor no curto prazo, mas a tendência de aumento na demanda por alimentos permanece.

    “Não vemos redução na produção de grãos ou carne. O que ocorre é um aumento de produção em áreas menores, com mais tecnologia”, afirmaram.

    Estande da Comigo na Tecnoshow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A segunda safra também foi tema da coletiva. O atraso no plantio da soja comprometeu a janela ideal do milho, mas as chuvas recentes melhoraram as perspectivas. “A agricultura é uma empresa a céu aberto. Houve atraso, mas choveu, e isso pode garantir uma boa safra”, avaliaram.

    Sustentabilidade e diversificação ganham espaço

    A Comigo também investe em sustentabilidade energética desde a década de 1980, com o plantio de eucalipto para abastecimento de biomassa. A iniciativa garante autonomia e reforça o compromisso ambiental da cooperativa.

    Além disso, a diversificação de renda tem ganhado espaço entre os produtores, impulsionada pela chegada de novas indústrias na região, como usinas e plantas de processamento. Para os dirigentes, essa estratégia fortalece o produtor frente às oscilações do mercado.

    “O produtor não precisa mudar de cultura, mas pode diversificar sua renda”, destacaram.

    Público e negócios

    Nos primeiros dias de evento, a Tecnoshow registrou público expressivo, com cerca de 16 mil visitantes no primeiro dia e quase 24 mil no segundo. No entanto, a organização optou por não divulgar projeções de volume de negócios neste ano, adotando uma postura mais conservadora diante do cenário atual.

    Ainda assim, o volume de operações no segmento de insumos da cooperativa já se aproxima do registrado em 2025, o que demonstra a confiança dos produtores na instituição, que acumula mais de 50 anos de atuação.

  • Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    Percevejo, mancha-alvo e mato: o trio que ameaça a rentabilidade

    A agricultura brasileira entrou em um novo patamar de exigência técnica, no qual produzir mais não é mais suficiente: é preciso produzir melhor. Essa foi a principal mensagem apresentada por Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo, realizada em Rio Verde (GO). Nesse contexto, a pressão por produtividade aumenta, e o sucesso no campo passa a depender de inovação, manejo assertivo e escolha correta de tecnologias.

    Segundo ele, a IHARA atua como uma ponte entre a tecnologia japonesa e o agricultor brasileiro, trazendo moléculas inovadoras adaptadas à realidade tropical. “A agricultura é capricho. Não basta plantar, é preciso entender o ambiente, o momento da planta e o problema a ser enfrentado”, afirmou.

    A necessidade de inovação, explicou, está diretamente ligada às características do sistema produtivo brasileiro. Com possibilidade de segunda safra e condições climáticas favoráveis, o mesmo ambiente que beneficia as culturas também favorece pragas e doenças. “Tudo que é bom para a planta também é bom para os fatores que limitam a produtividade”, ressaltou. Por isso, investir em tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade.

    Hoje, o Brasil possui cerca de 50 milhões de hectares de soja. No entanto, a área tratada com defensivos ultrapassa 1,4 bilhão de hectares ao longo dos anos, considerando múltiplas aplicações. Esse dado evidencia um movimento claro: o agricultor trata cada vez mais sua lavoura para proteger o potencial produtivo.

    Produtividade exige estratégia e precisão

    No Cerrado, a média de produtividade gira em torno de 55 sacas por hectare — ponto de equilíbrio para muitos produtores. A margem de lucro, porém, só aparece acima disso. Para alcançar ganhos mais expressivos, é necessário atingir patamares entre 70 e 75 sacas por hectare.

    Esse salto produtivo, segundo Valdumiro, depende de uma combinação de fatores: melhoramento genético, acesso a crédito e, principalmente, manejo eficiente. “É impossível imaginar a prosperidade da agricultura brasileira sem investimento em tecnologia”, afirmou.

    Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, durante a 23ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O avanço das doenças e pragas também exige um olhar mais detalhado. Se no passado o foco estava em problemas visíveis, como a ferrugem asiática, hoje o cenário é mais complexo. A mancha-alvo, por exemplo, vem ganhando protagonismo e já apresenta maior tolerância a fungicidas tradicionais.

    Diante desse cenário, a IHARA apresentou o fungicida SEIV, desenvolvido especificamente para o controle dessa doença. De acordo com dados da empresa, a tecnologia pode alcançar até 95% de eficácia, contribuindo diretamente para a manutenção da produtividade.

    Outro ponto destacado foi a importância da especificidade no manejo. Enquanto o produtor costuma escolher fungicidas considerando o tipo de doença e o estágio da planta, o mesmo cuidado nem sempre ocorre no controle de pragas.

    Pressão de pragas e plantas daninhas aumenta

    Entre os principais desafios atuais estão os percevejos, especialmente o barriga-verde, que vem se adaptando à soja e causando danos mais severos que o percevejo-marrom. Além disso, a presença de mosca-branca em anos chuvosos rompe antigos padrões e exige novas estratégias de controle.

    Para esse cenário, o inseticida ZEUS surge como uma solução de amplo espectro, com atuação eficiente tanto em percevejos quanto em mosca-branca, além de efeito residual prolongado.

    No manejo de plantas daninhas, o alerta é para a crescente resistência. Espécies como capim-pé-de-galinha, caruru e capim-amargoso apresentam menor sensibilidade aos herbicidas convencionais, exigindo novas abordagens.

    Uma das estratégias defendidas é o uso de herbicidas pré-emergentes, como o Yamato, que atuam antes mesmo da germinação das plantas invasoras. Ainda assim, há espaço para crescimento: cerca de metade das lavouras brasileiras de soja não utiliza esse tipo de manejo.

    “A planta daninha precisa ser combatida antes de aparecer. O produtor precisa surpreender o problema, não reagir a ele”, explicou.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Cooperativismo e futuro da agricultura

    A relevância da Tecnoshow Comigo também aparece como ponto de conexão entre tecnologia e produtor. A cooperativa atua em cerca de 22% da área de soja e milho de Goiás, reforçando o papel do cooperativismo na difusão de conhecimento e inovação.

    Ao mesmo tempo, a IHARA mantém um pipeline robusto, com 22 novos ativos em desenvolvimento e potencial para até 240 produtos. Entre os lançamentos previstos está o Fusão Fix, que promete mais praticidade e eficiência no manejo da soja.

    A mensagem final reforça a mudança de mentalidade no campo. Se antes produzir 70 sacas era referência, hoje já se fala em 100 sacas por hectare. Assim, o novo cenário exige mais conhecimento, planejamento e precisão.

    “Cada vez mais, o agricultor precisa conhecer o alvo e escolher a solução adequada. Esse é o caminho para garantir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo”, concluiu Valdumiro.

  • Tecnologia inédita contra nematoides é destaque na Tecnoshow

    Tecnologia inédita contra nematoides é destaque na Tecnoshow

    A Corteva Agriscience apresentou, nesta terça-feira (7), durante a 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), o Reklemel, nova tecnologia voltada ao manejo de nematoides no solo. O produto surge como resposta a um problema bilionário no campo. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas podem chegar a R$ 35 bilhões por ano no Brasil. Os nematoides atacam as raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.

    Além disso, a proposta da empresa é oferecer controle seletivo dos fitonematoides. Dessa forma, a tecnologia preserva a biota do solo e contribui para o aumento da produtividade. O lançamento foi apresentado como uma nova ferramenta dentro do manejo integrado.

    Durante coletiva, o Líder de Portfólio de Inseticidas e Nematicidas da Corteva para Brasil e Paraguai, Thomas Scott, destacou que o Reklemel representa um avanço importante. Isso ocorre porque o produto atua com um novo modo de ação e um grupo químico inédito no mercado. “Hoje, muitos produtores ainda não diferenciam nematoides benéficos dos prejudiciais. O diferencial da tecnologia é eliminar o fitonematoide e manter os organismos que contribuem para a saúde do solo”, afirmou.

    Os nematoides são vermes microscópicos, de corpo cilíndrico, presentes no solo. No entanto, nem todos causam danos. Cerca de 70% são de vida livre e exercem papel importante na decomposição da matéria orgânica. Além disso, ajudam na ciclagem de nutrientes. Por outro lado, os fitonematoides parasitam plantas. Eles formam galhas nas raízes e reduzem a absorção de água e nutrientes.

    Manejo integrado ganha reforço com nova tecnologia

    A cientista de campo da Corteva, Marina Gomes, que participou do desenvolvimento da solução, explicou que o Reklemel atua como uma ferramenta complementar. Segundo ela, o produto protege o sistema radicular da planta. Ao mesmo tempo, mantém a microbiota do solo ativa. “Isso permite que fungos e outros agentes biológicos continuem contribuindo para o controle natural das pragas”, disse.

    Além disso, o uso combinado com soluções biológicas já adotadas pelo produtor potencializa os resultados. A aplicação do produto é feita diretamente no sulco de plantio. Dessa forma, a tecnologia permanece próxima à raiz. Isso aumenta a eficiência e reduz a quantidade utilizada por hectare.

    “Como a aplicação é concentrada no local de desenvolvimento da planta, o manejo se torna mais eficiente. Além disso, há redução de custos e maior sustentabilidade no sistema produtivo”, acrescentou Scott.

    O lançamento contempla diferentes culturas agrícolas. A molécula chega ao mercado sob três marcas. Lormelo é voltado para soja, milho, algodão e sorgo. Já o Salibro atende hortifrúti e café. Por fim, o Yeldana foi desenvolvido para a cultura da cana-de-açúcar.

    Problema generalizado exige estratégia contínua

    Atualmente, todas as culturas agrícolas são suscetíveis aos nematoides. No entanto, o nível de impacto varia conforme a espécie e a região. Por isso, o manejo adequado depende da identificação correta do tipo de nematoide presente na área.

    Além disso, o avanço da praga tem exigido maior adoção de tecnologias no campo. Regiões do Cerrado, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso, já apresentam uso mais intensivo das soluções. Dessa forma, o controle se torna mais eficiente ao longo do tempo.

    Marina e Thomas durante apresentação do Reklemel na 26ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A recomendação técnica é manter o manejo de forma contínua. Ou seja, ao longo dos ciclos produtivos e nos diferentes talhões da propriedade. “Quanto mais longo o manejo, melhores são os resultados. Não é uma solução pontual, mas um trabalho contínuo de construção da saúde do solo”, explicou Marina.

    Por fim, o uso de práticas integradas segue como estratégia essencial. Entre elas, estão a rotação de culturas, o uso de produtos biológicos e o monitoramento constante. Assim, o produtor consegue reduzir os impactos dos nematoides e manter a produtividade.

    Com o Reklemel, a Corteva aposta em uma abordagem mais equilibrada. A tecnologia alia eficiência no controle dos fitonematoides à preservação dos organismos benéficos. A expectativa é ampliar as possibilidades de manejo e fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis no longo prazo.

  • Segunda safra ganha peso e exige estratégia no campo

    Segunda safra ganha peso e exige estratégia no campo

    O calendário agrícola no Sudoeste de Goiás mudou de lógica: já não se fala mais em “safrinha”, mas em segunda safra como parte essencial da renda do produtor. Em 2026, o ciclo começou sob pressão, com atraso de até 15 dias no plantio e mais nove dias perdidos na colheita por excesso de chuvas em fevereiro, cenário que tirou parte das lavouras da janela ideal. Ainda assim, a expectativa é de recuperação com clima favorável em abril e início de maio, mantendo o potencial produtivo das áreas.

    A avaliação é de Dyogo Fonseca de Castro, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura, que acompanha de perto a dinâmica da região durante a Tecnoshow Comigo 2026, realizada em Rio Verde. Segundo ele, o produtor conseguiu reagir rapidamente aos imprevistos, reduzindo um atraso superior a 20 dias para cerca de uma semana.

    “O agricultor hoje está muito bem estruturado e equipado. Mesmo com adversidades, ele conseguiu encurtar esse intervalo e manter a operação dentro de um limite aceitável”, afirma.

    O impacto inicial veio do atraso no plantio da soja, provocado por chuvas no início da safra e períodos nublados que prolongaram o ciclo da cultura. Isso empurrou a colheita para além da janela ideal, coincidindo com chuvas intensas na primeira quinzena de fevereiro, período crítico para a retirada dos grãos do campo.

    Segunda safra deixa de ser complemento e vira pilar

    Mais do que um ajuste de calendário, a mudança reflete uma transformação estrutural no agronegócio. A segunda safra deixou de ser uma cultura de cobertura e passou a ser determinante para a rentabilidade anual.

    “O produtor não pensa mais em culturas isoladas. Ele trabalha com um calendário produtivo completo, seja soja e milho ou soja e sorgo. A segunda safra é fundamental para fechar essa conta”, explica Castro.

    Dyogo Fonseca de Castro, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF Soluções para Agricultura – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Com custos elevados, especialmente de fertilizantes, a margem do produtor está mais apertada. Nesse contexto, manter produtividade nas duas safras tornou-se condição básica para viabilidade econômica.

    Dados da Companhia Nacional de Abastecimento reforçam a relevância do estado no cenário nacional. Goiás deve produzir mais de 36 milhões de toneladas de grãos, ocupando posição de destaque no país, embora com leve recuo na produtividade nesta temporada.

    Pressão de pragas cresce com “ponte verde”

    Outro desafio típico da região é a chamada “ponte verde”, resultado da sucessão contínua de culturas ao longo do ano. Esse cenário favorece a sobrevivência e multiplicação de pragas.

    No milho, a cigarrinha segue como principal preocupação, mas divide espaço com um novo protagonista: o pulgão, que ganhou relevância, especialmente em regiões mais quentes do Cerrado.

    “Hoje, o pulgão já está no mesmo nível de importância da cigarrinha. É uma praga que aparece cedo e exige atenção redobrada”, alerta.

    Para enfrentar esse cenário, a aposta está em tecnologia e inovação. Entre as soluções, o inseticida Efficon se destaca pelo efeito imediato no controle de pragas vetoras, reduzindo a transmissão de doenças como o enfesamento. No campo das doenças, o foco está no controle da Bipolaris, com novos fungicidas baseados na tecnologia Revysol.

    Além da proteção química, a escolha de sementes com genética avançada também é estratégica. Cultivares mais resistentes a estresses climáticos e doenças ajudam a garantir estabilidade produtiva, mesmo em anos adversos.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Clima pode aliviar pressão no fim do ciclo

    Apesar dos desafios iniciais, a previsão climática traz alívio. A expectativa é de chuvas dentro da normalidade em abril e início de maio, o que deve favorecer o desenvolvimento das lavouras que ficaram fora da janela ideal.

    Esse cenário reforça a importância do manejo integrado e da tomada de decisão baseada em dados, prática cada vez mais comum entre produtores da região.

    Durante a feira, considerada uma das principais vitrines tecnológicas do país, empresas apresentam soluções que vão desde sementes até plataformas digitais de monitoramento, consolidando o evento como referência na difusão de conhecimento técnico.

    “A agricultura é dinâmica e cada região tem sua particularidade. Aqui, a intensidade do sistema produtivo exige soluções específicas e um olhar atento para cada detalhe”, conclui Castro.

    A Tecnoshow segue até o dia 10 de abril, reunindo produtores, técnicos e empresas em busca de alternativas para elevar a produtividade e garantir a sustentabilidade econômica das lavouras.

  • GWM quebra recordes, BYD entra no Top 10 e agronegócio vira novo front da eletrificação

    GWM quebra recordes, BYD entra no Top 10 e agronegócio vira novo front da eletrificação

    Março de 2026 ficará marcado na história do mercado automotivo brasileiro. Pela primeira vez, um carro totalmente elétrico entrou no top 10 dos modelos mais vendidos do país, o BYD Dolphin Mini. Ao mesmo tempo, a GWM registrou seu melhor resultado mensal desde o início das operações no Brasil. Os dois eventos, juntos, sinalizam que a eletrificação deixou de ser nicho e se tornou força motriz do setor, inclusive no agronegócio.

    Dolphin Mini. Foto: Divulgação BYD

    O mercado automotivo brasileiro registrou forte crescimento em março de 2026, com 257,8 mil automóveis e comerciais leves emplacados, avanço de 39,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Dentro desse cenário aquecido, os veículos eletrificados foram os grandes protagonistas da virada.

    BYD domina elétricos urbanos  e mira SUVs

    O BYD Dolphin Mini consolidou a liderança absoluta entre os veículos eletrificados em março, com 7.053 emplacamentos. Um volume 5.200 unidades acima do segundo elétrico puro da lista, o próprio Dolphin. O resultado histórico coloca a montadora chinesa em posição dominante: cinco modelos da BYD figuraram entre os dez mais vendidos do segmento eletrificado, incluindo Song Pro, Song Plus e o sedã King.

    No segmento de SUVs eletrificados, a disputa também ferve. O BYD Song Pro registrou 3.064 emplacamentos no mês, no segmento de híbridos plug-in, enquanto o Song Plus garantiu a quarta colocação no ranking de eletrificados, com 1.990 registros. O BYD Yuan Plus, por sua vez, consolidou sua posição como o SUV 100% elétrico mais vendido do país em 2026, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

    Outros competidores também avançam. O Toyota Yaris Cross estreou com força e ocupou a quinta posição geral entre os eletrificados, com 1.890 unidades vendidas em março, superando nomes tradicionais da própria marca como o Corolla Cross. Já o Omoda 5 registrou 1.579 emplacamentos, consolidando a sétima posição e mostrando que o design e a proposta da nova marca atraem o público local.

    GWM lidera híbridos e quebra dois recordes históricos

    Nesse cenário de acirrada competição, a GWM também escreveu sua própria história. A montadora emplacou 6.598 veículos em março, o melhor resultado desde o início de suas operações no país, em abril de 2023. Um crescimento de 215% sobre março de 2025, muito acima dos 15,1% do mercado total no mesmo período. No primeiro trimestre, a empresa acumulou 15.903 unidades, alta de 137,7% em relação ao ano anterior.

    O Haval H6 manteve a segunda posição no ranking geral de eletrificados, com 3.318 unidades em março, divididas entre as versões híbrida convencional, plug-in e a configuração esportiva GT. O modelo encabeça o ranking de híbridos à frente do BYD Song Pro (1.987) e do Fiat Fastback (1.820). Vale lembrar que, em 2025 inteiro, o Haval H6 foi o híbrido mais vendido do Brasil, com 28.016 unidades registradas. Seguido pelo BYD Song Pro, com 22.536, e o BYD Song Plus, com 16.694.

    Haval H9 x Hilux SW4

    O marco mais emblemático do mês, porém, veio do Haval H9. O SUV da GWM superou pela primeira vez o Hilux SW4 no segmento de SUVs grandes, com 1.170 unidades vendidas ante 1.118 do produto da Toyota. Uma diferença de apenas 52 unidades, mas histórico. O resultado é recorde para o modelo, lançado há apenas seis meses. Além do H9, o Tank 300 ficou em terceiro lugar na categoria, com 906 unidades, e o Wey 07 fechou o top 5 com 216 emplacamentos.

    O desempenho elevou a GWM à 12ª posição no ranking geral de montadoras em março, superando Ford, Citroën, Ram, Mitsubishi e Peugeot. Em março de 2024, a empresa ocupava a 14ª colocação.

    “Alcançar nosso melhor resultado histórico no Brasil em tão pouco tempo de operação demonstra a consistência do nosso plano estratégico. E um portfólio alinhado às expectativas do mercado brasileiro”, afirma Diego Fernandes, COO da GWM Brasil.

    SUVs eletrificados invadem o agronegócio

    Se nos centros urbanos a briga pelo mercado de SUVs eletrificados já é intensa, no campo o movimento acaba de começar. E a GWM quer sair na frente. A montadora marca presença na Tecnoshow Comigo 2026, uma das maiores feiras de tecnologia rural do país e a principal do Centro-Oeste, que acontece de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO).

    Foto: Divulgação GWM

    O estande da GWM na feira vai além da exposição tradicional: em parceria com o Grupo Navesa, responsável pelas concessionárias da marca em Goiás, a empresa monta uma pista off-road exclusiva onde o público testa os veículos em obstáculos reais. A aposta principal para o produtor rural é a Poer P30, picape média que combina tração 4×4, capacidade para terrenos irregulares e tecnologia embarcada. E que, com apenas seis meses de mercado, já estreou no top 5 da sua categoria, com 677 emplacamentos em março, à frente de rivais como Fiat Titano (581), Ram Dakota (378), Nissan Frontier (306) e Volkswagen Amarok (123).

    “O público do agronegócio busca veículos que entregam robustez, confiabilidade e versatilidade em qualquer terreno. Nosso portfólio 4×4 foi pensado para atender a essa demanda com tecnologia e desempenho. Seja no trabalho ou no uso diário”, afirma Alexandre Oliveira, Diretor de Vendas e Desenvolvimento de Rede da GWM Brasil.

    O mercado que não para de crescer

    O avanço dos veículos eletrificados no ranking geral aponta uma mudança importante no mercado brasileiro. A busca por eficiência, economia e inovação começa a influenciar diretamente a decisão de compra. E essa dinâmica deve intensificar as disputas nos próximos rankings, com competição cada vez mais acirrada entre tecnologias e categorias.

    Com BYD dominando os elétricos urbanos, GWM liderando os híbridos e ambas mirando o agronegócio, 2026 promete ser o ano em que a eletrificação dos SUVs deixa de ser tendência para se tornar regra no Brasil.