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  • Fusão cria maior plataforma brasileira de fertilizantes minerais naturais

    Fusão cria maior plataforma brasileira de fertilizantes minerais naturais

    A fusão entre a Massari Fértil e a Morro Verde dá origem a uma companhia que aposta na inovação mineral como resposta aos desafios de sustentabilidade e produtividade do agronegócio brasileiro. A estratégia central: ampliar investimentos em fertilizantes minerais mistos naturais, desenvolvidos a partir de ativos geológicos do próprio país e formulados para a realidade dos solos tropicais.

    A empresa opera de forma verticalizada da mineração à formulação final, o que garante maior controle de qualidade, rastreabilidade e eficiência agronômica. Esse modelo também reduz a dependência de insumos importados, um ponto crítico para o setor: segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), o Brasil importa entre 85% e 90% dos fertilizantes que consome.

    Nutrição adaptada ao solo brasileiro

    Os fertilizantes minerais naturais da companhia promovem liberação gradual de nutrientes, favorecendo equilíbrio nutricional ao longo do ciclo das culturas. Em solos tropicais, marcados por elevada acidez, intemperismo intenso e baixa disponibilidade natural de fósforo, essa característica aumenta o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas e reduz perdas por lixiviação.

    A Embrapa reforça a importância dessa abordagem. Estudos da instituição indicam que o manejo nutricional eficiente define a produtividade em ambientes tropicais. E que tecnologias adaptadas às condições químicas e climáticas brasileiras tendem a gerar maior estabilidade produtiva no longo prazo.

    “A inovação no agro precisa considerar a realidade do solo brasileiro. Ao investir em formulações baseadas em ativos minerais nacionais e pesquisa aplicada, desenvolvemos soluções que combinam produtividade, estabilidade nutricional e menor impacto ambiental”, afirma George Fernandes, CEO da Morro Verde.

    Menos carbono na cadeia de fornecimento

    A agenda ambiental vai além da eficiência agronômica. Com a alta dependência de importados, o Brasil acumula emissões associadas ao transporte de longa distância e fica exposto a volatilidades geopolíticas e cambiais. Ao fortalecer a produção nacional com base em fósforo e corretivos minerais brasileiros, a nova companhia encurta cadeias logísticas e reduz a intensidade de carbono no fornecimento de nutrientes.

    A estratégia está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes, que estabelece como meta ampliar a produção doméstica e diminuir vulnerabilidades externas.

    Plataforma tecnológica e expansão nos próximos três anos

    Com a integração das operações, a empresa consolida uma plataforma tecnológica capaz de transformar ativos geológicos em soluções agrícolas de maior valor agregado. A verticalização acelera ciclos de desenvolvimento, amplia testes regionais e fortalece o uso de inteligência agronômica nas recomendações técnicas.

    A meta é ambiciosa: em três anos, a companhia projeta se tornar a maior plataforma brasileira no segmento de fertilizantes minerais mistos naturais. Combinando liderança de mercado, inovação aplicada e compromisso ambiental.

    “O Brasil tem recursos minerais estratégicos e conhecimento técnico para desenvolver fertilizantes alinhados à sua própria realidade. Inovação mineral significa produzir mais com menos impacto, fortalecer a soberania produtiva e contribuir para uma agricultura mais resiliente”, diz Sérgio Saurin, diretor-presidente e fundador da Massari Fértil.

    Ao colocar sustentabilidade e ciência aplicada como pilares estratégicos, a companhia reforça um modelo que equilibra eficiência, segurança alimentar e responsabilidade ambiental. Um debate cada vez mais central nas agendas de inovação e transição climática do agronegócio brasileiro.

  • Reforma tributária no agronegócio: como a tecnologia pode ajudar

    Reforma tributária no agronegócio: como a tecnologia pode ajudar

    A Reforma Tributária promete transformar o cenário fiscal do agronegócio, um dos setores mais estratégicos para a economia brasileira. Com a unificação de tributos e novas regras para a cobrança de impostos, produtores rurais e empresas do setor precisam se adaptar a um modelo tributário diferente. Nesse contexto, a tecnologia surge como uma aliada essencial para garantir que a transição ocorra de forma eficiente e sem prejuízos.

    A Reforma Tributária visa simplificar o sistema fiscal, substituindo tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por dois novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Essa mudança impacta desde a compra de insumos até a exportação de commodities, exigindo que as empresas sejam ágeis na adaptação às novas regras.

    Papel da Tecnologia

    Empresas como a Taxcel, especializada em transformação digital tributária, estão à frente nesse processo. Elas utilizam tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data, para otimizar processos fiscais. Essas ferramentas permitem tabular e padronizar grandes volumes de dados fiscais rapidamente, além de transformar notas fiscais em declarações exigidas pelos órgãos reguladores.

    Benefícios para o agronegócio

    A integração de tecnologias avançadas com ferramentas já utilizadas pelos especialistas tributários simplifica processos complexos, tornando a gestão tributária mais ágil e estratégica. Isso permite que as empresas foquem em estratégias que realmente importam, em vez de perder tempo com tarefas operacionais.

    “Somos uma plataforma que transforma o departamento fiscal e oferece soluções práticas e eficientes para o setor. Conseguimos trabalhar com compliance fiscal e gestão da carga tributária através de soluções ‘user-friendly’ e ‘data-intensive’, garantindo tranquilidade para que as empresas não percam tempo com tarefas operacionais”, destaca Pedro Lima, CEO da Taxcel.

  • Biocombustível promete aviação mais verde até 2030

    Biocombustível promete aviação mais verde até 2030

    A 30ª Fenasucro & Agrocana, realizada em Sertãozinho/SP, encerrou ontem (16) com debates sobre megatendências que fortalecem o protagonismo do Brasil na transição energética. Um dos destaques do evento foi o SAF (Combustível Sustentável de Aviação), um biocombustível com potencial para transformar o setor aéreo.

    Biocombustível

    O painel “Tecnologias em Biocombustíveis”, organizado pelo Instituto SENAI, abordou o SAF como uma solução crucial para reduzir as emissões de carbono na aviação. Primeiramente, Henrique Baudel, engenheiro químico e líder do Grupo Bioprocessos do Instituto, destacou que, apesar de estar em fase de desenvolvimento comercial, o SAF pode revolucionar a indústria aérea até 2030.

    Baudel explicou que a transição para o SAF exige soluções tecnológicas e logísticas complexas, integrando biotecnologia e química, além de coordenar diversos setores da indústria. Além disso, ele ressaltou que, enquanto Europa e Estados Unidos avançam nessa área, o Brasil possui uma vantagem estratégica por ter grande capacidade de produção de etanol, matéria-prima essencial para o SAF.

    Atualmente, o SAF representa entre 0,5% e 1% do combustível global, mas a previsão é que ele possa abastecer até 20% da frota mundial de aviões com combustível puro até 2030. Baudel afirma que a colaboração entre produtores e fabricantes é vista como fundamental para garantir um futuro mais sustentável na aviação.

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    Descarbonização: Brasil rumo a uma mobilidade de baixo carbono

    A descarbonização e a busca por uma mobilidade mais limpa e socialmente responsável também foram temas discutidos no painel “A Liderança Brasileira na Transição para uma Mobilidade de Baixo Carbono”. Orlando Merluzzi, gestor operacional do Acordo de Cooperação Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCB) conduziu o painel.

    Merluzzi destacou que o MBCB é uma coalizão de esforços criada para responder à agenda global sobre mudanças climáticas, que exige novas soluções para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Em resumo, o objetivo é evitar a desindustrialização do país, utilizando todas as rotas tecnológicas disponíveis.

    Os participantes do painel também conheceram o Estudo “Trajetórias tecnológicas mais eficientes para a descarbonização da mobilidade”. O MBCB encomendou o estudo que foi realizado pela LCA Consultores e MTempo Capital. A análise prevê impactos econômicos positivos ao combinar biocombustíveis com veículos elétricos híbridos, em comparação com um cenário focado em veículos 100% elétricos.

    Merluzzi enfatizou que o Brasil vive um momento propício para avançar. Isso porque tem com planos de investimento substanciais, apoio do governo, do Congresso Nacional e consenso técnico e científico.

    A próxima edição da Fenasucro & Agrocana está marcada para ocorrer entre 12 e 15 de agosto de 2025, em Sertãozinho/SP.