Tag: Tabaco

  • Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Os produtores do Paraná começaram o plantio da safra de verão com foco no milho e na batata. Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), essas culturas lideram o avanço dos trabalhos no estado.

    O plantio da soja, por sua vez, ainda é restrito e acontece majoritariamente na Região 2, que abrange o Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste. Nas demais regiões, o vazio sanitário segue em vigor, e a liberação para o plantio deve ocorrer ao longo deste mês.

    Milho avança com 9% da área prevista semeada

    O milho tem aproveitado as condições climáticas favoráveis. Até agora, cerca de 29 mil hectares já foram plantados, o que representa 9% dos 314 mil hectares previstos para esta safra. A região de Ponta Grossa, maior produtora do estado, responde por 21 mil hectares plantados, representando 23% da área total estimada para o Paraná.

    A região de Guarapuava ocupa a segunda posição, com 15% da área prevista para o milho, cerca de 47,6 mil hectares. A projeção para a safra é de 3,2 milhões de toneladas no primeiro ciclo do ano agrícola.

    Plantio da batata atinge 22% da área, mas desacelera por solo seco

    A batata de primeira safra está plantada em 3,5 mil hectares, o equivalente a 22% da área total estimada em 16,3 mil hectares. O avanço ficou abaixo do registrado no ano passado, que marcava 35% do plantio neste período. A secura do solo atrasou o ritmo das operações.

    As principais regiões produtoras incluem Curitiba (39% da área), Guarapuava (23%) e Ponta Grossa (13%). A expectativa de colheita é de 517,1 mil toneladas, volume 11% menor que as 584,2 mil toneladas colhidas em 2024.

    Tabaco deve registrar maior área plantada da história do Paraná

    Os produtores de tabaco planejam ampliar o plantio para 85,3 mil hectares, o maior já registrado no estado. Principal alternativa de renda para pequenas propriedades do Sudeste paranaense, a previsão é colher 217,5 mil toneladas, superando o recorde anterior de 195,1 mil toneladas.

    Exportação de frango tem alta no faturamento, mas queda no volume

    O Brasil vendeu 2,906 milhões de toneladas de frango entre janeiro e julho, redução de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o faturamento cresceu 0,9%, atingindo US$ 5,472 bilhões.

    No Paraná, o volume exportado caiu 5,7%, para 1,189 milhão de toneladas, e a receita diminuiu 4%, somando US$ 2,181 bilhões. A retração resulta dos embargos de alguns países após confirmarem caso de gripe aviária em maio, no Rio Grande do Sul.

    O valor da arroba bovina fechou agosto em R$ 310,50, com alta de 5,49% impulsionada pela menor oferta de animais. As exportações mantiveram ritmo forte, com recorde de 310 mil toneladas embarcadas em julho.

    No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos sofreu aumento de preço em agosto. Apenas alcatra sem osso e contrafilé com osso registraram queda nos valores. Os demais cortes subiram entre 1,7% e 4,3%.

  • Tarifa de 50% imposta pelos EUA ao tabaco brasileiro ameaça exportações

    Tarifa de 50% imposta pelos EUA ao tabaco brasileiro ameaça exportações

    Em decreto publicado no dia 30 de julho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a aplicação de uma tarifa de 50% sobre as importações de tabaco brasileiro a partir de 6 de agosto. A decisão representa um duro golpe para a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, destino de cerca de 9% das exportações nacionais do setor, equivalente a aproximadamente 40 mil toneladas previstas para a safra 2025/2026.

    Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), apenas entre janeiro e junho de 2025, o Brasil exportou 19 mil toneladas de tabaco para os EUA, gerando US$129 milhões em receitas. Em todo o ano de 2024, o volume exportado supera 39 mil toneladas, movimentando US$255 milhões.

    Reação

    A reação do setor foi imediata. Para Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), a manutenção da tarifa cria uma situação extremamente complexa: “A competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirmou.

    Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco. Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito

    Apesar do cenário desafiador, Thesing assegura que não há previsão de demissões imediatas. O tabaco já contratado junto aos produtores, através do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), será adquirido normalmente conforme os contratos de integração. Ele destaca ainda o esforço do setor em redirecionar o volume que seria exportado aos EUA para outros mercados, já que o Brasil comercializa tabaco com mais de 100 países.

    Especialistas apontam que a imposição da tarifa pelos EUA deve elevar substancialmente o preço do tabaco brasileiro no mercado americano. Além de reduzir sua competitividade e gerar pressão para a busca de novos mercados — especialmente China e Bélgica — para absorver o excedente. Projeções, porém, indicam que o Brasil deve ultrapassar a marca de US$3 bilhões em exportações de tabaco em 2025. Com crescimento entre 10% e 15% no volume e no valor das vendas externas.

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  • Tabaco pode ser opção para pequeno produtor

    Tabaco pode ser opção para pequeno produtor

    A renda por hectare do tabaco é até 700% maior que a de grãos como soja e milho na Região Sul do Brasil. Portanto, isso consolida a cultura como a mais rentável para pequenas propriedades familiares da região.

    De acordo com dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), com base em informações da Conab, o produtor de tabaco obtém uma renda média de R$ 45.989,85 por hectare. Em comparação, a soja gera R$ 5.755,88 por hectare, enquanto o milho alcança R$ 7.008,80 por hectare.

    Isso significa que o lucro do tabaco é 700% superior ao da soja e 556,3% maior que o do milho. Para igualar a renda de um hectare de tabaco, o produtor precisaria cultivar quase 8 hectares de soja ou mais de 6,5 hectares de milho.

    Alta rentabilidade

    Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), destaca que essa elevada rentabilidade reforça o papel estratégico do tabaco para a viabilidade econômica e a sucessão rural nas pequenas propriedades. Segundo ele, o cultivo do tabaco permite que famílias mantenham sua dignidade e permaneçam na atividade agrícola mesmo com áreas reduzidas de terra.

    Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco. Foto: Junio Nunes/SindiTabaco

    A Afubra informa que a produção de tabaco ocupa cerca de 310 mil hectares na Região Sul. E conta com uma safra superior a 696 mil toneladas e uma renda total estimada em R$ 14,3 bilhões para os produtores. Em contrapartida, a soja é cultivada em mais de 13,5 milhões de hectares, produzindo quase 39 milhões de toneladas e gerando R$ 77,9 bilhões. O milho ocupa quase 4 milhões de hectares, com produção de quase 28 milhões de toneladas e renda de R$ 27,9 bilhões.

    Esses números evidenciam que, apesar da menor área cultivada, o tabaco oferece uma rentabilidade por hectare muito superior. O que o torna uma cultura fundamental para a economia das pequenas propriedades familiares da Região Sul do Brasil.

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  • Planta criada em laboratório reproduz benefícios do leite materno

    Planta criada em laboratório reproduz benefícios do leite materno

    Cientistas modificam geneticamente planta similar ao tabaco para produzir nutrientes do leite materno. Os Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, desenvolveram uma técnica revolucionária para produzir oligossacarídeos do leite humano (HMOs) – nutrientes essenciais encontrados no leite materno – usando uma planta geneticamente modificada.

    Esse avanço pode levar a fórmulas infantis mais nutritivas e acessíveis, aproximando-as ainda mais dos benefícios do aleitamento materno. “Imagine ser capaz de produzir todos os oligossacarídeos do leite humano em uma única planta. Então, você poderia simplesmente moer essa planta, extrair todos os oligossacarídeos simultaneamente e adicionar isso diretamente na fórmula infantil,” explicou o Dr. Patrick Shih, biólogo vegetal e microbiano que liderou o estudo, em entrevista para o The Guardian.

    Shih, ainda completou, “haveria muitos desafios na implementação e comercialização, mas esse é o grande objetivo que estamos tentando alcançar.”

    Leite materno

    O leite materno contém cerca de 200 diferentes HMOs, sendo o terceiro componente sólido mais abundante. Embora indigeríveis para o bebê, os HMOs servem como alimento crucial para as bactérias intestinais benéficas nas primeiras semanas de vida. Ao promover uma microbiota saudável, os HMOs estão associados a um menor risco de infecções virais e bacterianas, além de potenciais outros benefícios à saúde.

    Foto: Divulgação – Fiocruz

    Atualmente, apenas um pequeno número de HMOs pode ser sintetizado usando bactérias E. coli geneticamente modificadas, um método desafiador e custoso. Algumas das principais marcas de fórmulas infantis estão começando a incluir esses HMOs em seus produtos, mas a complexidade e o custo do processo limitaram sua adoção generalizada.

    No estudo publicado na tradicional revista científica Nature Food, os cientistas reprogramaram a maquinaria de produção de açúcar da planta Nicotiana benthamiana, um parente próximo do tabaco. Eles inseriram genes projetados para produzir enzimas específicas necessárias para montar açúcares básicos em uma variedade de HMOs.

    Plantas modificadas

    Foto: Divulgação – Nature.com

    As plantas geneticamente modificadas produziram 11 HMOs conhecidos, incluindo o LNFP1, associado a menos infecções em bebês, mas que não pode ser produzido eficientemente por métodos de fermentação microbiana.

    “Produzimos todos os três principais grupos de oligossacarídeos do leite humano,” afirmou Shih. “Até onde sei, ninguém nunca demonstrou que você poderia fazer todos os três grupos simultaneamente em um único organismo.”

    Essa tecnologia inovadora abre caminho para fórmulas infantis do leite materno mais saudáveis e acessíveis, além de leites vegetais não lácteos mais nutritivos para adultos. Shih e sua equipe acreditam que essa abordagem baseada em plantas pode revolucionar a nutrição infantil e adulta no futuro próximo.