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  • Ranking global mostra disputa acirrada no setor de defensivos agrícolas

    Ranking global mostra disputa acirrada no setor de defensivos agrícolas

    Um levantamento inédito comparou as 20 maiores empresas de Crop Protection do mundo por receita em 2025, isolando o faturamento específico de proteção de cultivos de negócios como sementes, traits, nutrição e distribuição. A pesquisa é assinada por Rafael Gomes, consultor de Portfólio Agroquímico e especialista em mercado, suprimentos e posicionamento técnico, e foi publicada originalmente em seu perfil no LinkedIn.

    A Syngenta lidera o ranking com US$ 13,7 bilhões em receita de Crop Protection em 2025, separados do negócio de sementes da companhia. A Bayer aparece em segundo lugar, com aproximadamente US$ 10,78 bilhões, seguida pela BASF, com US$ 8,54 bilhões, e pela Corteva Agriscience, com US$ 7,50 bilhões. As quatro empresas formam o que Gomes chama de “maior bloco global” do setor.

    Por que comparar essas empresas não é simples

    Segundo Gomes, montar o ranking “parece simples até começar a abrir os números”. As companhias não seguem o mesmo padrão de divulgação. Algumas misturam defensivos com sementes e traits, outras incluem intermediários, nutrição, veterinária, distribuição ou negócios industriais no mesmo balanço. Há ainda empresas de capital fechado e exercícios fiscais distintos entre países.

    Para viabilizar a comparação, o consultor não utilizou a receita agrícola consolidada de cada grupo. Ele aplicou como régua a receita atribuível especificamente à proteção de cultivos e agroquímicos, excluindo negócios não comparáveis, e converteu todos os valores para dólar pelas taxas médias de 2025.

    O critério exigiu ajustes específicos para cada companhia. No caso da Bayer, por exemplo, Gomes separou dos €21,622 bilhões da divisão Crop Science apenas herbicidas (€5,279 bilhões), fungicidas (€2,888 bilhões) e inseticidas (€1,369 bilhões), totalizando €9,536 bilhões, cerca de US$ 10,78 bilhões, e deixou sementes e traits de fora da conta. A BASF passou por processo semelhante: dos €7,561 bilhões somados em fungicidas, herbicidas, inseticidas e tratamento de sementes, o consultor excluiu os €2,026 bilhões da divisão de Sementes e Traits.

    Já a ADAMA teve os US$ 321 milhões de Intermediates & Ingredients removidos do cálculo, restando US$ 3,73 bilhões estritamente em Crop Protection. No caso da UPL, Gomes considerou apenas a UPL Corp, plataforma global de proteção de cultivos do grupo, sem incluir os demais negócios agrícolas da companhia. Já a Sumitomo Chemical entrou no ranking pela abertura específica de Crop Protection Products, equivalente a ¥403,1 bilhões, cerca de US$ 2,69 bilhões.

    As posições mais disputadas e as ressalvas do ranking

    A partir da 9ª colocação, a comparação passou a exigir ainda mais cuidado metodológico. A Albaugh, na 9ª posição, aparece com asterisco por ser uma empresa privada. Sua colocação é uma estimativa baseada em vendas declaradas acima de US$ 2 bilhões e em referências de mercado, já que a companhia não divulga balanços públicos completos. A Sino-Agri Leading, na 13ª posição, recebeu observação própria pelo peso relevante que a distribuição tem em seu modelo de negócio.

    Entre as empresas chinesas, o desafio metodológico foi ainda maior. Gomes precisou separar technical, formulações, intermediários, distribuição e outros negócios químicos dentro de cada grupo. Usar a receita consolidada de companhias como Wynca e Xingfa, por exemplo, elevaria artificialmente suas posições no ranking.

    O avanço chinês entre a 10ª e a 20ª posição

    O dado mais expressivo do levantamento aparece na segunda metade da lista. Nove grupos chineses já ocupam posições entre a 10ª e a 20ª colocação do ranking global. Fazem parte dessa lista Nufarm (Austrália, 11ª), Yangnong Chemical (12ª), Sino-Agri Leading (13ª), Liben Crop Science (14ª), Fuhua Tongda (15ª), Lier Chemical (16ª), Wynca (17ª), Jiangsu Sevencontinent Green Chemical (18ª) e Xingfa (20ª), além da Rainbow Agro, que já figura na 10ª posição com US$ 2,13 bilhões.

    Segundo dados da CCPIA (associação chinesa do setor) citados no levantamento, ADAMA, Rainbow, Yangnong, Sino-Agri e Liben estão entre as cinco empresas chinesas com vendas de pesticidas acima de RMB 10 bilhões em 2025.

    Para Gomes, o movimento reflete uma mudança estrutural no setor. As companhias chinesas avançam “não apenas na fabricação de technical, mas também em formulações, registros, estruturas comerciais e presença internacional”. Ou seja, deixam de atuar apenas como fornecedoras de insumos básicos e passam a competir diretamente em mercados finais.

    Um ranking analítico, não uma comparação contábil auditada

    O próprio autor faz uma ressalva importante sobre a robustez das posições mais próximas entre si. Segundo Gomes, câmbio, período fiscal e escopo de receita podem alterar a ordem das empresas. Especialmente na faixa entre a 20ª e a 22ª posição, onde os faturamentos ficam muito próximos e a colocação pode mudar conforme o critério aplicado.

    Por isso, o consultor recomenda que o levantamento seja lido como um ranking analítico, construído com a melhor informação pública disponível, e não como uma comparação contábil auditada. As fontes utilizadas incluem relatórios anuais e financeiros, apresentações a investidores, divulgações corporativas, além de dados da CCPIA, AgroPages, CCM e S&P Global.

    Veja o ranking completo

    Infográfico crop protection
    Infográfico: Rafael Gomes
  • Congresso Andav bate recorde e reúne 18 mil pessoas em São Paulo

    Congresso Andav bate recorde e reúne 18 mil pessoas em São Paulo

    O 15º Congresso Andav encerrou nesta semana em São Paulo com números que confirmam o crescimento do evento. Ao longo de três dias, mais de 18 mil pessoas circularam pelo espaço, entre distribuidores de insumos agropecuários, representantes da indústria, especialistas e lideranças de diferentes elos da cadeia produtiva. Mais de 260 marcas expositoras participaram da edição, que também trouxe debates estratégicos sobre os rumos do agronegócio brasileiro.

    Vivian Lima, sócia e CEO da Zest Eventos, e Marcos Chaves, presidente do Conselho Diretor da Andav. Foto: FD Fotografia

    Para Vivian Lima, sócia e CEO da Zest Eventos, empresa que organiza o Congresso, os números comprovam a relevância crescente do encontro para o mercado. “O Congresso Andav é um evento que está crescendo. E isso só acontece graças aos profissionais do agronegócio, que estão aqui para trocar informações, adquirir conhecimento e fazer negócios”, afirmou a executiva.

    Empresas já garantem presença na edição de 2027

    A confiança do setor no evento já aparece nos números da próxima edição. O Congresso Andav 2027 acontecerá entre os dias 3 e 5 de agosto e, antes mesmo do encerramento da edição atual, 71% das empresas expositoras já haviam renovado a participação. Um resultado que superou a meta inicial de 70% estabelecida pela organização.

    “Isso mostra a confiança da indústria e das empresas da cadeia no Congresso Andav como palco de networking e geração de negócios”, destacou Vivian Lima.

    Programação aprofunda temas estratégicos para o setor

    Além da área de exposição e relacionamento, a plenária do Congresso reuniu especialistas para discutir temas que impactam diretamente a competitividade do agronegócio. A programação percorreu cenários econômicos, perspectivas para o setor, gestão, liderança, inovação, sustentabilidade, reforma tributária e novas tecnologias.

    O presidente do Conselho Diretor da Andav, Marcos Chaves, avaliou os três dias de evento. E destacou a diversidade dos assuntos discutidos. “Debatemos os cenários da agroeconomia e do futuro do setor, além de aprofundarmos temas como gestão, liderança e as tendências apresentadas por diversos especialistas para fortalecer o agronegócio brasileiro”, disse.

    Paulo Tiburcio, presidente executivo da Andav. Foto: FD Fotografia

    Já o presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, ressaltou que a proximidade com o produtor rural representa um dos grandes diferenciais da distribuição. E que o relacionamento continua sendo fundamental para o setor. O executivo agradeceu o público presente durante os três dias de evento e reforçou a importância de equilibrar pragmatismo e visão de futuro no setor.

    Indústria avalia resultados positivos no relacionamento com revendas

    Representantes de grandes empresas do setor também comentaram os resultados da edição. Anderson Parra, gerente de acesso a revendas da BASF Soluções para Agricultura, considerou a exposição imprescindível para a companhia construir relacionamento com parceiros, fornecedores e clientes.

    Jeferson Oliveira, líder de distribuição da Bayer, destacou a capilaridade dos distribuidores como elemento fundamental para levar as tecnologias da companhia às diferentes regiões produtoras do país.

    Haroldo Yamanaka, diretor estratégico da GIROAgro e da Vivabio, apontou a proximidade com a rede de distribuição como um dos principais objetivos da participação das empresas no evento. “A importância de estarmos aqui próximo da distribuição do Brasil, entendendo o momento e os desafios dos clientes é uma oportunidade de relacionamento”, afirmou.

    Roberto Dib, diretor de marketing de clientes da Syngenta no Brasil, reafirmou a parceria da companhia com a distribuição de insumos agropecuários e classificou o evento como um ambiente propício para discutir desafios e oportunidades do setor.

    Negócios

    Oziel Ferreira, CEO do Grupo Ceres Investimentos, avaliou que as conversas ganharam qualidade e avançaram do ponto de vista dos negócios nesta edição. “O cliente vem, senta com a gente, mostra a situação e onde está a dor, e desenhamos uma estrutura para poder ajudá-lo”, explicou.

    Juliana Oliveira, head de Marketing e Comunicação da Ecoagro, descreveu o Congresso Andav como um espaço estratégico para a empresa se aproximar da cadeia de distribuição. E desenvolver soluções financeiras alinhadas às necessidades do setor.

    Brunna Santos, gerente de marketing da Aliare, classificou o evento como fundamental no calendário de oportunidades e negócios da companhia, funcionando como ponto de encontro com clientes, revendas e prospects.

    Carlos Baptista, diretor comercial da Biotrop, comentou o avanço da agricultura regenerativa e o papel estratégico que os distribuidores exercem para that as tecnologias biológicas ganhem espaço no campo, reforçando a importância da parceria com as revendas para os negócios da empresa.

    Eletrificação e etanol fecham a programação

    A mobilidade sustentável também ocupou espaço no último dia de evento. Na palestra de encerramento, o vice-presidente sênior e head de Comercial e Marketing da BYD, Alexandre Baldy, apresentou o potencial brasileiro para combinar eletrificação e biocombustíveis na construção de uma matriz de transporte de baixo carbono.

    Segundo o executivo, a diversidade de fontes renováveis do país,que inclui energia solar, eólica e hidrelétrica, além de etanol, biodiesel e biometano,coloca o Brasil em posição diferenciada na transição energética global.

    Baldy citou a tecnologia híbrida plug-in como uma das rotas de convergência entre eletrificação e etanol. E com potencial de expansão não apenas no Brasil, mas também em outros países com forte presença do biocombustível, como a Índia.

    “Temos uma matriz diversa de fontes renováveis. Podemos eletrificar valorizando o etanol, que é ativo estratégico competitivo para o futuro”, afirmou o executivo.

  • Herbicida banido na Suíça e na UE avança no Brasil. Saiba qual

    Herbicida banido na Suíça e na UE avança no Brasil. Saiba qual

    Um agrotóxico proibido na Europa vem ampliando sua presença no mercado brasileiro desde que autoridades nacionais baniram, há oito anos, outro pesticida da mesma família química por riscos associados a mutações genéticas e à doença de Parkinson.

    O Brasil proibiu o paraquate em 2017, após avaliação toxicológica da Anvisa apontar riscos de mutagenicidade e associação com Parkinson entre trabalhadores expostos ao produto. A decisão colocou o país na lista de mais de 70 nações que já haviam banido o herbicida.

    Produtores rurais brasileiros passaram então a recorrer ao diquate, herbicida quimicamente aparentado ao paraquate e também fabricado pela Syngenta. A substância, no entanto, segue proibida na Suíça e no restante da União Europeia por preocupações semelhantes com a saúde humana. Segundo o monitoramento do Ibama, o uso do diquate multiplicou-se por dez no Brasil entre 2017 e 2024.

    SUS registra 250 casos de intoxicação e ao menos 40 mortes

    Dados oficiais do SUS, levantados por uma investigação conjunta da Repórter Brasil e da organização suíça Public Eye, mostram que o país registrou 250 casos de intoxicação por diquate entre 2018 e 2025. Do total, ao menos 40 pessoas morreram. Foram seis em acidentes e 34 por ingestão intencional do produto, em casos de suicídio.

    Uma apuração anterior, publicada pela Unearthed e pela Public Eye em parceria com a Repórter Brasil, já havia identificado 36 casos oficiais de intoxicação por diquate no Brasil entre 2018 e 2022, dos quais 17 eram tentativas de suicídio e quatro resultaram em morte. Pesquisadores ouvidos pela reportagem descreveram uma mudança no perfil das notificações, com o diquate substituindo progressivamente o paraquate nos registros de intoxicação em regiões agrícolas.

    Caso semelhante já se repetiu na China

    O Brasil não é o único país a enfrentar esse padrão. A China baniu o paraquate em 2016 e, desde então, o diquate se consolidou como o substituto mais usado no país. Porém, com centenas de mortes por intoxicação relatadas por médicos chineses após a proibição do paraquate entrar em vigor.

    Especialistas apontam que o diquate provoca predominantemente quadros de baixa gravidade, afetando principalmente pele e olhos, mas a ingestão do produto continua representando risco grave à saúde, sobretudo em casos de autoextermínio, dada a facilidade de acesso ao produto em propriedades rurais.

    Syngenta mantém fabricação e exportação do produto

    A Syngenta, multinacional suíça responsável pela fabricação do diquate, segue produzindo o herbicida mesmo com a proibição de uso vigente em seu país de origem. A empresa também mantém unidades de produção do paraquate no Reino Unido, ainda que o uso doméstico britânico do produto esteja proibido há mais de 15 anos. Portanto, isso caracteriza um padrão de exportação de agrotóxicos vetados nos mercados de origem para países com regulação mais permissiva, como o Brasil.

    Passados oito anos da proibição do paraquate, o diquate segue autorizado para uso agrícola no Brasil, sem sinalização pública de reavaliação toxicológica por parte da Anvisa. Enquanto isso, o crescimento no número de registros de intoxicação reacende o debate sobre os critérios de liberação de agrotóxicos já vetados por autoridades sanitárias europeias.

    Nota: este texto trata de dados sobre suicídio em contexto informativo e jornalístico. Se você ou alguém que você conhece estiver passando por sofrimento emocional, o CVV (Centro de Valorização da Vida) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.

  • Reality da Soja conquista prêmio internacional

    Reality da Soja conquista prêmio internacional

    A terceira temporada do Reality da Soja conquistou Ouro e Prata nos Prêmios Lusófonos da Criatividade, em Portugal. O projeto conecta influenciadores digitais ao campo e mostra, em formato de websérie, o cotidiano das lavouras brasileiras.

    O programa é produzido pela A Syngenta Proteção de Cultivos Brasil. Essa é a primeira vez que a empresa recebe um reconhecimento global de publicidade por uma iniciativa totalmente desenvolvida no país.

    Durante a cerimônia realizada em Lisboa, a companhia levou Ouro na categoria “uso de creators para criação de comunidade de marca” e Prata em “integração de influenciadores digitais em campanha multimeios”. O evento é um dos mais importantes do setor e celebra a excelência criativa em países de língua portuguesa.

    Criado para aproximar a marca dos produtores rurais, o Reality da Soja aposta em uma comunicação autêntica e próxima da realidade do campo. A iniciativa envolve influenciadores do agro, que acompanham o dia a dia das fazendas e compartilham experiências reais da safra. O formato humaniza a marca e fortalece o vínculo com o público.

    Sucesso

    Na terceira temporada, a websérie alcançou mais de 15 milhões de visualizações e 10 milhões de interações nas redes sociais da Syngenta.

    Renata Moya, diretora de Comunicação Mercadológica da Syngenta Brasil, destaca o valor simbólico da conquista.“Esse prêmio nos enche de orgulho, especialmente por ser o primeiro reconhecimento internacional da Syngenta com um projeto 100% concebido no Brasil. Ele valida nossa estratégia de colocar o produtor no centro da comunicação, com verdade e respeito à sua rotina. Ver essa iniciativa ganhar destaque global mostra que estamos no caminho certo ao transformar conteúdo em relacionamento e construir uma comunidade engajada em torno da marca”, afirma.

    https://www.instagram.com/p/DSLr5FPAKg5/

  • Reconhecimento global: iniciativa brasileira é campeã climática na COP30

    Reconhecimento global: iniciativa brasileira é campeã climática na COP30

    O chão rachado volta a respirar. No norte do Brasil, antigas pastagens degradadas ganham verde e produtividade, e o mundo começa a notar.

    Durante a COP30, em Belém (PA), o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD) reconheceu o programa REVERTE®, da Syngenta, como a melhor iniciativa global em Transformação da Agricultura e Sistemas Alimentares. Um título de peso. Um reconhecimento construído em campo, hectare por hectare.

    Lançado em 2019, o REVERTE nasceu com um propósito ambicioso: recuperar terras degradadas sem tocar na vegetação nativa. Simples? Nem tanto. Mas possível  e lucrativo. A estratégia é clara: oferecer aos produtores acesso a crédito, consultoria agronômica e tecnologia, sempre dentro de critérios socioambientais rigorosos.

    Os resultados impressionam. Mais de 280 mil hectares já foram restaurados em 11 estados e três biomas brasileiros. E os números contam a história: 92% das fazendas viram o rendimento crescer já no segundo ano, com alta média de 9%.

    Orgulho

    Petra Laux, diretora de sustentabilidade do Syngenta Group, não esconde o orgulho: o REVERTE, diz ela, “é uma das iniciativas mais ambiciosas do mundo para restaurar terras agrícolas”. A meta? Um milhão de hectares recuperados até 2030.

    O coração do programa bate na agricultura regenerativa; rotações de culturas, plantio direto, uso de cobertura verde. Técnicas simples, mas poderosas, que devolvem carbono ao solo e estabilidade ao clima.

    A origem do REVERTE foi o Cerrado, bioma de imensidão quase europeia e dezenas de milhões de hectares de áreas degradadas. Desde 2021, o Itaú BBA aderiu à causa como parceiro financeiro, abrindo linhas de crédito específicas para produtores engajados em práticas sustentáveis.

    Agora, o programa cruza fronteiras. A Syngenta iniciou em 2025 um novo projeto no Paraguai, levando a experiência brasileira aos produtores do Chaco e do leste do país.

    No campo, a narrativa é outra. Terra que antes cansava, hoje floresce. E a agricultura brasileira mostra, mais uma vez, que regenerar é o futuro, e que esse futuro já começou.

  • Inteligência Artificial no WhatsApp revoluciona controle de custos agrícolas

    Inteligência Artificial no WhatsApp revoluciona controle de custos agrícolas

    A Syngenta Digital lança uma inovação que promete transformar a gestão agrícola brasileira. A empresa integrou Inteligência Artificial ao seu software Cropwise Balance. Agora produtores rurais podem registrar o consumo de insumos através de áudios pelo WhatsApp.

    A nova funcionalidade busca resolver um problema grave do setor. A falta de controle financeiro compromete até 30% da rentabilidade das propriedades agrícolas, segundo dados da própria Syngenta.

    Bruno Muller, Head de Serviços de Agricultura Digital da Syngenta, explica a dificuldade dos produtores. “O que prometem em clique, cobram em tempo. E tempo é exatamente o que falta”, afirma o executivo.

    A realidade do campo confirma essa análise. Escassez de mão de obra e sistemas complexos fazem muitos produtores desistirem do controle detalhado. O resultado é uma gestão “no escuro” com alto risco de prejuízos.

    Muller destaca os principais problemas dessa gestão deficiente:

    • Perda de produtos por vencimento
    • Compra emergencial a preços altos
    • Ajustes de estoque na casa dos milhões

    O executivo compartilha um exemplo real. “Um cliente precisou ajustar R$ 13 milhões em estoque. Isso equivale a 62% do custo da safra de soja. Um alto valor em produtos com destino desconhecido.”

    IA simplifica gestão complexa

    A tecnologia do Cropwise Balance funciona de forma intuitiva. A IA interpreta o áudio do operador rural. O sistema atualiza automaticamente o estoque. Depois calcula os custos por talhão. Por fim, gera informações precisas em tempo real.

    Diego Ramires, Gerente de Produto da Syngenta, ressalta a importância da praticidade. “Com um simples áudio, o operador deixa de ser executor. Ele se torna um aliado estratégico, gerando dados no ritmo da fazenda”, explica.

    A solução vai além do registro simples de dados. O Cropwise Balance cria um “mapa do lucro” completo. O sistema cruza custos, produtividade e rentabilidade de cada talhão.

    Essa visão detalhada oferece vantagens estratégicas. O agricultor identifica exatamente onde perde dinheiro. Também descobre onde vale intensificar investimentos. O resultado é um manejo otimizado e margem de lucro mais sólida.

    Produtor comprova eficácia da ferramenta

    Thiago Damião, produtor rural do Maranhão, já testa a tecnologia. Ele destaca os principais benefícios da ferramenta.

    “A maior diferença foi o controle total”, conta Damião. “Visualizamos o estoque em tempo real. Mais importante: tomamos decisões imediatas.”

    O produtor explica como a ferramenta mudou sua rotina. “Não esperamos mais o fim da safra para entender custos. A clareza financeira impacta diretamente nossa agilidade e resultados.”

  • Empresa lança dupla sertaneja criada por IA para em campanha

    Empresa lança dupla sertaneja criada por IA para em campanha

    Em uma iniciativa inovadora que une música, tecnologia e agricultura, a Syngenta acaba de lançar Bio & Lógico, a primeira dupla sertaneja desenvolvida por Inteligência Artificial (IA). Os personagens, Willian e Newton, são irmãos gêmeos virtuais criados para popularizar o uso de soluções biológicas no campo, combinando entretenimento e educação em uma campanha pioneira no setor.

    Desenvolvidos pela agência Pixit com modelagem 3D e análise de dados agrícolas, os artistas digitais farão parte de uma estratégia multiplataforma, incluindo videoclipes, webséries, parcerias com influenciadores e participação em eventos do agro. A proposta é desmistificar os bioinsumos e mostrar, de forma lúdica, como eles podem aumentar a produtividade e a sustentabilidade nas lavouras.

    “Queremos falar a língua do produtor rural, criando empatia por meio da música e do entretenimento. Essa campanha une tradição e inovação para mostrar que os biológicos são aliados poderosos no campo”, explica Jéssica Oikawa, Gerente de Marketing da Syngenta.

    A campanha terá nove videoclipes em que a dupla transforma as soluções da Syngenta Biologicals em hits sertanejos. A apresentação dos produtos da empresa destacará de forma criativa os benefícios no controle de pragas, na promoção da saúde do solo e no aumento da resistência a estresses ambientais.

    Além disso, uma websérie de oito episódios trará depoimentos de produtores rurais e especialistas, com a dupla convertendo suas experiências em versos musicais. A estratégia também inclui a série “Especialista Com Prova”, gravada no Centro de Pesquisa da Syngenta na Itália, onde experts testemunham a eficácia dos bioinsumos.

    Gamificação e interação: Plataforma digital engaja produtores

    Para ampliar o alcance da campanha, a Syngenta lançará “A Estância”, um site interativo que funcionará como hub da dupla Bio & Lógico. Nele, os usuários poderão:

    • Acessar informações sobre bioinsumos;
    • Jogar “BioDefender”, um game onde o objetivo é proteger lavouras usando biológicos;
    • Participar de cursos via app “No Alvo”;
    • Acumular pontos no programa Acessa Agro e trocá-los por brindes.

    Ainda como parte da ação, influenciadores do agro produzirão conteúdos exclusivos com a dupla, reforçando a mensagem de forma descontraída. E em eventos do setor, o público poderá conferir flash mobs com as músicas de Bio & Lógico.

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  • SENAR oferece curso gratuito de Boas Práticas Agrícolas

    SENAR oferece curso gratuito de Boas Práticas Agrícolas

    No Dia Mundial da Agricultura, celebrado em 20 de março, o SENAR, em parceria com a Syngenta, lançou um curso online gratuito sobre “Boas Práticas Agrícolas”. Com carga horária de 30 horas, o treinamento busca capacitar agricultores e profissionais do campo na implementação de técnicas agrícolas sustentáveis. E que preservem a biodiversidade, conservem o solo e promovam o manejo eficiente da água. O curso está disponível na plataforma Aplica Certo, da Syngenta.

    Dividido em cinco módulos, o curso aborda temas como plantio direto, rotação de culturas, manejo integrado de pragas (MIP) e sistemas agroflorestais. Além disso, os participantes terão acesso a conteúdos sobre políticas públicas e incentivos econômicos relacionados à conservação da biodiversidade. Como por exemplo, o Código Florestal, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Regulação Europeia de Desmatamento (EUDR).

    “Acreditamos que a preservação da biodiversidade é fundamental para o futuro da agricultura. Com este curso, queremos fornecer aos produtores rurais as ferramentas e o conhecimento necessários para implementar boas práticas agronômicas que aliem sustentabilidade e produtividade”, afirma Natália Vasconcelos, Gerente de Sustentabilidade da Syngenta.

    Benefícios para os participantes

    Ao final do curso, espera-se que os participantes compreendam a importância da biodiversidade para a resiliência agrícola. E adotem práticas regenerativas para restaurar a saúde do solo. Entre os tópicos abordados estão estratégias para proteger polinizadores, criar habitats adequados e implementar corredores ecológicos. Os participantes também receberão a Certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade, um reconhecimento que agrega valor às empresas comprometidas com a conservação ambiental.

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  • Ministério da Agricultura anuncia reformulação do seguro agrícola

    Ministério da Agricultura anuncia reformulação do seguro agrícola

    Em meio aos crescentes impactos das mudanças climáticas na agricultura brasileira, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sinalizou nesta sexta-feira (31) mudanças urgentes no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). As alterações, previstas para o próximo Plano Safra (2024/2025), buscam ampliar a proteção dos produtores e equilibrar a cobertura entre regiões e culturas. O anúncio foi feito durante o workshop “Seguro Rural e Mudanças Climáticas”, realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS).

    Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do MAPA, destacou que o PSR está desequilibrado: 90% dos recursos concentram-se no Sul do país e nas culturas de soja e milho, deixando outras regiões e produtos vulneráveis. “Estamos desenvolvendo uma proposta moderna para o PSR, com foco em coberturas mais abrangentes e adaptadas aos novos riscos climáticos”, afirmou. O novo modelo deve ser anunciado em junho, junto ao Plano Safra, que define as linhas de crédito e subsídios para o agro.

    Brasil x EUA: a lacuna na proteção agrícola

    Enquanto os EUA destinam US$ 10 bilhões anuais ao seguro rural como política de Estado, o Brasil enfrenta desafios crônicos. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) revelam que apenas 16% da área agrícola nacional está segurada. “Somos o maior produtor de alimentos do mundo, mas a falta de previsibilidade orçamentária do PSR desestimula os produtores”, criticou Guilherme Rios, assessor técnico da CNA.

    Mercado em crise: seguradoras recuam após eventos extremos

    O setor de seguros rurais vive um paradoxo. Embora tenha saltado de 2 para 18 seguradoras na última década, eventos como a seca histórica no Centro-Sul (2021-2022) reduziram o número de empresas ativas para 12 a 14. “Precisamos de políticas estruturadas para atrair resseguradores e capital de risco. Garantindo sustentabilidade ao modelo”, defendeu Glaucio Toyama, presidente da Comissão de Seguro Rural da FenSeg.

    Glaucio Toyama, presidente da comissão de seguro rural da FenSeg. Foto: Piti Reali

    Especialistas apontaram caminhos para modernizar a gestão de riscos:

    • Seguro paramétrico: Cobertura baseada em índices climáticos (ex.: volume de chuvas), agilizando indenizações;
    • Banco de dados unificado: Integração de informações sobre clima, solo e produtividade para calibrar apólices;
    • Fundo Catástrofe: Projeto de Lei 2.951/2024, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), propõe criar um fundo emergencial para desastres naturais.

    Toyama alertou que, para o agricultor, o seguro ainda é “o último item no planejamento anual”. “Precisamos de produtos mais acessíveis e políticas públicas que garantam preços justos, aliando rentabilidade e sustentabilidade”, reforçou.

    O MAPA promete detalhar as mudanças do PSR nas próximas semanas. Enquanto isso, o workshop reuniu nomes como Maria Netto (iCS), Eduardo Assad (FGV Agro), Paulo Artaxo (USP) e representantes da Embrapa, IRB Brasil RE e Syngenta, reforçando a necessidade de colaboração entre setor público, privado e academia.

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  • Abelhas na produção de café aumentam lucro do produtor

    Abelhas na produção de café aumentam lucro do produtor

    A inserção de abelhas manejadas em lavouras de café arábica pode revolucionar a produção brasileira. Um estudo inédito conduzido pela Embrapa Meio Ambiente, em parceria com a Syngenta e outras instituições, revelou que a polinização assistida aumenta a produtividade, melhora a qualidade dos grãos e gera impacto econômico significativo. Os resultados indicam um potencial de acréscimo de R$ 22 bilhões à receita anual da cafeicultura no Brasil, consolidando a técnica como uma ferramenta estratégica para o setor.

    A pesquisa e seus resultados: mais produtividade e qualidade no café

    Entre 2021 e 2023, o estudo foi conduzido em fazendas de São Paulo e Minas Gerais, principais regiões produtoras de café arábica. Colmeias de abelhas africanizadas (Apis mellifera) foram introduzidas estrategicamente nas plantações, com resultados comparados a áreas que dependiam apenas da polinização natural.

    Os dados impressionam: a produtividade aumentou em 16,5%, passando de 32,5 para 37,9 sacas por hectare. Isso representa um acréscimo de 6,5 milhões de sacas na produção nacional.

    Além do volume, a qualidade também subiu de nível. A nota sensorial da bebida — que considera sabor, aroma e outros fatores — aumentou em 2,4 pontos. Em algumas propriedades, os grãos evoluíram da classificação “regular” para “especial”, um mercado que agrega maior valor ao produto. O preço da saca subiu 13,15%, gerando um ganho adicional de US$ 25,40 por unidade.

    Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa e coautor do estudo, destaca os benefícios múltiplos da técnica. “A integração de abelhas manejadas na cafeicultura representa uma oportunidade de ganho econômico substancial, enquanto promove práticas agrícolas mais sustentáveis”, afirmou.

    Sustentabilidade e viabilidade: abelhas e defensivos agrícolas podem coexistir

    Uma das grandes preocupações do setor cafeeiro é o impacto dos defensivos agrícolas na saúde dos polinizadores. O estudo investigou os efeitos do tiametoxam, um inseticida amplamente utilizado, sobre as colmeias de abelhas africanizadas e nativas sem ferrão.

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    Os resultados mostram que, quando aplicados conforme as recomendações técnicas, os defensivos não comprometem a saúde das abelhas. Embora resíduos do inseticida tenham sido detectados em pólen e néctar, não houve alterações nos parâmetros avaliados, como mortalidade de larvas, produção de cria e atividade de forrageamento.

    “Esse resultado reforça que é possível equilibrar o uso de defensivos com a preservação dos polinizadores, garantindo produtividade e sustentabilidade”, explicou Menezes.

    Impacto econômico para a cafeicultura nacional

    Caso a polinização assistida fosse adotada em toda a área de café arábica no Brasil, o impacto econômico seria expressivo. De acordo com o estudo, o aumento de 16,5% na produtividade elevaria a produção nacional para 46,1 milhões de sacas em 2024, enquanto o valor total do mercado saltaria de R$ 70,5 bilhões para R$ 92,9 bilhões.

    Integração entre o manejo de polinizadores e a cafeicultura de larga escala tem impactos positivos também na maior sustentabilidade ambiental das lavouras.

    Os benefícios vão além do aspecto econômico, impactando positivamente toda a cadeia produtiva. Jenifer Ramos, pesquisadora da Embrapa e coautora do estudo, ressalta que “a polinização assistida melhora a qualidade do agroecossistema, aumentando a rentabilidade dos produtores e promovendo uma agricultura mais sustentável.”

    A visão do produtor: tecnologia em prática

    Gustavo Facanali, engenheiro agrônomo e produtor rural, já implementou a técnica de polinização assistida em suas lavouras de café. Cultivando 120 hectares entre São Paulo e Minas Gerais, ele relata um aumento de 17% na produtividade, com a colheita passando de 110 para 128 sacas por hectare.

    “Com o preço atual do café, isso representa um ganho de R$ 27 mil por hectare. Além disso, a qualidade do grão melhorou, atingindo até 82 pontos na classificação sensorial”, relatou Facanali.

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    O produtor também destacou a importância da técnica frente às mudanças climáticas. “Com o clima instável, essa tecnologia ajuda a mitigar perdas e a manter a rentabilidade de forma sustentável”, concluiu.

    Um futuro promissor para a cafeicultura e a apicultura

    A adoção em larga escala da polinização assistida poderia beneficiar não só os cafeicultores, mas também o setor apícola. A cafeicultura de arábica no Brasil demandaria cerca de 6 milhões de colmeias, criando novas oportunidades para a apicultura e fortalecendo a sinergia entre agricultura e conservação ambiental.

    Guilherme Sousa, CEO da AgroBee, enxerga na prática uma oportunidade única. “A polinização assistida representa o maior potencial produtivo sustentável para a agricultura brasileira, unindo inovação e preservação da biodiversidade.”

    Em um mercado cada vez mais competitivo, a polinização assistida se mostra uma solução estratégica para aumentar a produtividade, agregar valor ao produto e promover uma agricultura mais sustentável. Os resultados do estudo comprovam que o manejo de abelhas não é apenas viável, mas essencial para a evolução do setor cafeeiro no Brasil.