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  • Castanha-da-amazônia: indígenas são remunerados por cuidar da floresta

    Castanha-da-amazônia: indígenas são remunerados por cuidar da floresta

    A castanha-da-amazônia produzida por povos indígenas da Terra Indígena Rio Branco, em Rondônia, ganhou um diferencial inédito na safra 2025/2026: pela primeira vez, a produção recebeu pagamento por serviços ambientais (PSA). A remuneração adicional reconhece o papel das comunidades na conservação da floresta, na proteção da biodiversidade e na manutenção dos ecossistemas locais.

    Castanha da amazonia
    Foto: Joze Medeiros/Embrapa

    A iniciativa nasceu de uma parceria entre a empresa Castanhas Ouro Verde Importação e Exportação Ltda. e a Cooperativa dos Povos Indígenas do Rio Branco (Coopirb). O acordo se desenvolveu dentro do projeto “Novas soluções tecnológicas e ferramentas para agregação de valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia” (NewCast), coordenado pela Embrapa.

    A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e coordenadora do NewCast, Patrícia da Costa, explica que o projeto desenvolve e articula soluções tecnológicas para agregar valor à cadeia produtiva da castanha. Segundo ela, a experiência mostra que a integração entre tecnologia, organização social e mecanismos de valorização econômica fortalece as organizações locais e reconhece os serviços ambientais prestados pelas comunidades que conservam a floresta.

    A União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) também apoiou as negociações com a empresa compradora. O que fortaleceu o diálogo comercial e a representação da cooperativa indígena no processo.

    Boas práticas elevam a qualidade e reduzem perdas na produção

    A adoção da tecnologia de Boas Práticas para produção de castanha-da-amazônia, desenvolvida pela Embrapa, contribuiu diretamente para a qualidade do produto comercializado. As orientações abrangem desde a coleta até o transporte, a lavagem, a seleção, a pré-secagem e o armazenamento das castanhas, o que reduz perdas e evita contaminações.

    O extrativista indígena Dalton Tupari destaca que essas práticas foram decisivas para a valorização da produção e para a negociação com a empresa compradora. Segundo ele, as recomendações orientam todo o processo, da coleta até a entrega. E agregam qualidade a um produto que já carrega a vantagem de estar associado à conservação da floresta.

    Na safra atual, a Coopirb comercializou cerca de sete toneladas de castanha-da-amazônia com pagamento adicional vinculado ao PSA. Para Tupari, o retorno econômico reforça a importância do trabalho das comunidades indígenas, que coletam e preservam a natureza e agora recebem valor diferenciado por isso. Uma prova de que conservar a floresta também gera renda para as famílias.

    Pesquisa, mercado e conhecimento tradicional se encontram na Amazônia

    A pesquisadora da Embrapa Rondônia Lúcia Wadt avalia que o resultado evidencia a importância de unir pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Ela lembra que a Embrapa apoia os povos Tupari e Aruá da Terra Indígena Rio Branco desde 2015 com a tecnologia de Boas Práticas, primeiro por meio do Pacto das Águas e, mais recentemente, do NewCast. Na safra 2025/2026, essas ações resultaram na valorização do produto pela qualidade e pelo serviço ambiental prestado pelas comunidades.

    Produtores são orientados quanto a cuidados desde a coleta até o transporte, lavagem, seleção, pré-secagem e armazenamento das castanhas. Foto: Lucia Wadt/Embrapa

    O contrato entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb abrange comunidades indígenas de diferentes etnias em uma área de aproximadamente 236 mil hectares. Além do valor comercial da castanha, o acordo prevê pagamento adicional de 20% destinado à organização indígena, como reconhecimento pelos serviços ambientais prestados.

    A cooperativa gerencia os recursos de forma coletiva, com aplicação em ações comunitárias como infraestrutura, saúde, educação, fortalecimento cultural e melhoria das condições de produção. Esse modelo mantém parte do valor gerado pela cadeia produtiva dentro dos territórios indígenas, beneficiando diretamente as famílias extrativistas.

    Cooperativismo amplia o acesso das comunidades ao mercado

    A experiência reforça o papel estratégico das cooperativas na organização da produção e na ampliação do acesso a mercados. A atuação coletiva da Coopirb permite reunir a produção das comunidades, padronizar procedimentos, fortalecer a gestão comercial e ampliar a capacidade de negociação.

    Os resultados demonstram a importância da integração entre pesquisa, conhecimento tradicional, organização social e mercado. Foto: Joze Medeiros/Embrapa

    A iniciativa também demonstra a relevância de compradores comprometidos com práticas sustentáveis e com a valorização da origem dos produtos florestais. Ao reconhecer a qualidade da castanha produzida com boas práticas e remunerar os serviços ambientais ligados à conservação, a Castanhas Ouro Verde ajuda a consolidar um modelo de comercialização que une atividade econômica, inclusão produtiva e conservação ambiental.

    NewCast projeta um novo horizonte para a cadeia da castanha

    O projeto NewCast articula soluções tecnológicas, organizacionais e comerciais para agregar valor à cadeia produtiva da castanha-da-amazônia. A experiência na Terra Indígena Rio Branco mostra que a combinação entre tecnologia, organização social, cooperativismo, mercado estruturado e pagamento por serviços ambientais pode ampliar a renda das comunidades. Além de reduzir perdas, melhorar a qualidade do produto e valorizar os territórios indígenas da Amazônia.

    Válido para a safra 2025/2026, o acordo entre a Castanhas Ouro Verde e a Coopirb representa um avanço concreto na construção de modelos de negócios sustentáveis para produtos da sociobiodiversidade. Mais do que comercializar castanha, a iniciativa reconhece o papel dos povos indígenas na conservação da floresta. E mostra que produzir com qualidade e preservar a Amazônia podem caminhar juntos.

  • Abelha mandaguari eleva em até 67% a produção de café arábica

    Abelha mandaguari eleva em até 67% a produção de café arábica

    Uma pesquisa da Embrapa Meio Ambiente (SP) e de instituições parceiras comprova que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicado na revista científica Frontiers in Bee Science, o estudo posiciona a polinização manejada como estratégia concreta para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura brasileira.

    A espécie estudada é a Scaptotrigona depilis, popular como abelha mandaguari. Social e pertencente ao grupo dos meliponíneos, ela ocorre em diferentes regiões do Brasil. O ganho de até 67% na produção de frutos, registrado em ramos próximos às colônias, confirma a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se autopolinizar sem depender de outra planta.

    Como os pesquisadores conduziram o estudo

    A equipe instalou colônias em fazendas convencionais na densidade de aproximadamente dez colônias por hectare, antes do início da florada. Para medir o efeito da polinização, os cientistas compararam a produção entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, metodologia que permitiu isolar o ganho de rendimento atribuível à atividade das abelhas.

    Os resultados se encaixam numa linha de pesquisa mais ampla iniciada em 2021 em lavouras comerciais de São Paulo e Minas Gerais. Trabalhos anteriores já haviam estimado um ganho potencial de R$ 22 bilhões por ano com a polinização do café no Brasil. O novo estudo com a mandaguari acrescenta dados inéditos sobre a interação entre insumos químicos e polinizadores nativos em ambientes controlados.

    Pesticidas afetam as colônias? Pesquisa responde

    Além da produtividade, os pesquisadores investigaram se inseticidas neonicotinoides, especificamente o tiametoxam, aplicado em safras anteriores nas áreas convencionais, poderiam prejudicar a saúde das colônias. O monitoramento acompanhou indicadores como produção de cria, mortalidade de larvas e atividade de coleta de alimento e materiais de construção dos ninhos. As avaliações ocorreram em cinco momentos: uma semana antes da florada, uma semana após, e cerca de 45, 75 e 105 dias depois da retirada do talhão.

    Imagem: Embrapa

    A equipe detectou resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em folhas de café, néctar e pólen coletados em campo, confirmando exposição real das abelhas aos neonicotinoides. Ainda assim, os parâmetros avaliados nas colônias não apresentaram impactos estatisticamente significativos. Indicadores de produção e mortalidade de crias não mostraram diferenças relevantes entre colônias em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas. A atividade de coleta registrou variações iniciais entre os sistemas, mas as diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

    Duas conclusões centrais para o setor cafeeiro

    Os autores destacam duas implicações práticas diretas. Primeiro: abelhas sem ferrão funcionam como polinizadoras eficazes do café arábica e elevam a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, sem exigir outra variedade compatível no campo. Segundo: nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias — o que indica que produtores podem conciliar proteção fitossanitária e preservação dos polinizadores.

    “O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis”, afirma a bióloga Jenifer Ramos, primeira autora do estudo e ex-bolsista de inovação na Embrapa Meio Ambiente.

    O coordenador da pesquisa, Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, reforça a relevância do achado para o manejo integrado: “A pesquisa traz evidências importantes de que é possível conciliar o manejo fitossanitário com a manutenção da saúde das colônias de abelhas, desde que se sigam as recomendações técnicas.”

    A rede científica por trás do estudo reúne Embrapa Meio Ambiente, Esalq/USP, UFRGS, Natural England e Eurofins Agroscience Services, com apoio da Syngenta.

    Mercado global pressiona por mais produtividade

    O avanço chega num momento crítico para o café no mundo. A Organização Internacional do Café estimou a produção global no ciclo 2023/24 em 178 milhões de sacas de 60 kg. Enquanto o consumo atingiu 177 milhões, margem mínima que torna o setor vulnerável a qualquer oscilação climática ou quebra de safra. Para 2024/25, a estimativa global recuou para 176,2 milhões de sacas, mantendo o cenário de mercado apertado.

    O consumo mundial segue crescendo cerca de 2% ao ano, impulsionado pela abertura de novos mercados e pela consolidação do café em países tradicionalmente importadores. Essa expansão aumenta a pressão por sistemas produtivos mais eficientes e resilientes.

    Imagem: Embrapa

    O clima extremo agrava o quadro. Relatório da FAO aponta que condições adversas em grandes países produtores contribuíram para a alta de 38,8% nos preços internacionais do café em 2024. Tempo seco e quente no Brasil, estiagem prolongada no Vietnã e excesso de chuvas na Indonésia figuram entre os fatores determinantes.

    Nesse contexto, estratégias que elevam a produtividade sem ampliar áreas cultivadas ganham peso econômico e ambiental. O manejo de polinizadores nativos, como sugere o estudo da Embrapa, desponta como alternativa concreta para reforçar a oferta e aumentar a resiliência da cafeicultura brasileira frente às pressões do clima e do mercado.

  • Delta do Parnaíba impulsiona economia do litoral

    Delta do Parnaíba impulsiona economia do litoral

    O Delta do Parnaíba, no Piauí, fechou 2025 com um marco histórico: mais de 100 mil visitantes exploraram sua rede de rios, manguezais e dunas. Dados da Secretaria Municipal de Turismo de Ilha Grande mostram um crescimento sólido de 25% no fluxo de turistas, consolidando a região como um motor do ecoturismo sustentável no Nordeste.

    O Porto dos Tatus, em Ilha Grande, funciona como principal porta de entrada para o único delta em mar aberto das Américas. Somente por este terminal, embarcaram 70 mil pessoas no ano – 14 mil a mais que em 2024. Este movimento responde por 70% de todos os acesso à região.

    Conectividade e hospedagem no limite

    A retomada dos voos entre Parnaíba e Fortaleza fortaleceu a integração do Piauí à famosa “Rota das Emoções”. A melhor conectividade aérea trouxe turistas em busca de comodidade e rapidez para conhecer as paisagens únicas.

    A alta demanda aquece toda a cadeia local. A Associação Luís Correia de Turismo (ALCTUR) informa que a rede hoteleira do município de Luís Correia opera com ocupação superior a 90% durante o período de Réveillon. A taxa reflete o prestígio do destino na alta temporada.

    Experiências únicas atraem visitantes

    O recorde vai além dos números. A combinação de natureza, cultura e gastronomia explica a atração:

    Paisagens icônicas: a Revoada dos Guarás, os labirintos de manguezais do delta, as águas cristalinas da Lagoa do Portinho e monumentos naturais como o Cajueiro Rei.

    Sabores locais: pratos com o caranguejo “Toc-Toc” e camarão seguem como destaques da culinária regional.

    Investimentos colhem frutos

    Para o secretário de Turismo, Daniel Oliveira, o momento celebra o resultado de um planejamento estratégico. “Este crescimento de 25% reflete nossos investimentos diretos em promoção e infraestrutura. Consolidamos o Piauí como um destino de natureza sustentável e de alto valor, provando que nosso litoral, ainda que menor, oferece experiências grandiosas e hospitalidade única”, afirmou o gestor.

    Com infraestrutura reforçada e promoção contínua, o Delta do Parnaíba se firma não apenas como um cartão-postal do Piauí, mas como um dos destinos de ecoturismo mais vibrantes e procurados do Brasil.

  • Crédito rural e apoio técnico impulsionam produção orgânica

    Crédito rural e apoio técnico impulsionam produção orgânica

    Impulsionada pela demanda crescente por alimentos mais saudáveis e sustentáveis, a produção orgânica vem conquistando mercado entre consumidores paulistas. Essa mudança de hábitos, pautada por maior conscientização sobre segurança alimentar e sustentabilidade, também tem gerado novas oportunidades no campo, impulsionando pequenos e médios produtores a adotarem práticas agroecológicas mais responsáveis.

    Para fortalecer esse movimento, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, oferece duas frentes de apoio: o Projeto Orgânicos Agro SP, linha de crédito rural viabilizada pelo Fundo de Expansão do Agronegócio (FEAP), e o Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), desenvolvido em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

    Crédito FEAP impulsiona agricultores

    Criado em 2025, o crédito Orgânicos Agro SP reconhece o papel central da agricultura sustentável para o desenvolvimento econômico e social. A iniciativa oferece condições especiais para financiar insumos, equipamentos e infraestrutura voltados à produção orgânica, tornando o setor mais competitivo e os alimentos mais acessíveis à população.

    Entre os beneficiários, o produtor Samuel Squarize, de São José da Bela Vista, relata como o programa transformou sua rotina. “Graças a este incentivo, estou conseguindo entregar e vender minha mercadoria, além de reduzir a emissão de CO₂. Esse apoio do FEAP está sendo fundamental para o escoamento da minha produção”, afirma.

    Samuel cultiva mandioca e banana com manejo orgânico e destaca que o novo sistema garantiu aumento de produtividade e redução de custos. “Hoje produzo o dobro em áreas que antes tinham baixo rendimento, com apenas 15% dos gastos do sistema convencional”, diz o agricultor.

    Os valores financiáveis pelo FEAP são de até R$ 250 mil por produtor e R$ 800 mil para associações e cooperativas, com juros entre 2% e 4% ao ano. Em 2025, foram destinados R$ 3 milhões à linha de crédito. O prazo de pagamento chega a até 84 meses, podendo alcançar 120 meses com carência de dois anos em projetos que incluam componente florestal.

    Resultados no campo

    Outro exemplo é o produtor Gregório Martins, que há mais de 15 anos cultiva frutas e hortaliças orgânicas em Nazaré Paulista. Com o apoio do FEAP, ele adquiriu um veículo para facilitar o transporte e a comercialização dos produtos em feiras da Capital e da Grande São Paulo, além de fornecer para o programa de merenda escolar local. “Esse investimento foi essencial para manter e ampliar minha presença nas feiras. O crédito chegou na hora certa”, comenta.

    Os produtores interessados podem se informar sobre o acesso às linhas de financiamento nas Casas de Agricultura dos municípios ou nos escritórios do Itesp.

    Transição agroecológica e capacitação

    Além do suporte financeiro, o Estado oferece orientação técnica por meio do Protocolo de Transição Agroecológica (PTA), criado em 2016. A iniciativa visa ajudar agricultores na mudança da produção convencional para o modelo agroecológico, com ênfase em redução de insumos químicos, regularização ambiental das propriedades e manejo sustentável.

    Conforme explica Araci Kamiyama, gestora do PTA, o protocolo garante “assistência técnica, extensão rural e um processo completo para adoção de práticas mais saudáveis”. O produtor que adere ao programa recebe o certificado de transição agroecológica, facilitando o acesso a novos mercados e consumidores conscientes.

    Araci também destaca a importância do crédito do FEAP como apoio durante a etapa inicial, geralmente mais desafiadora. “O processo de conversão pode exigir mais mão de obra e elevar custos. Linhas de crédito com juros acessíveis são fundamentais para dar fôlego ao produtor nessa transição”, explica.

    Encontro reforça compromisso com a agroecologia

    Em dezembro de 2025, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) promoveu o 1º Encontro de Agroecologia, em Nazaré Paulista, com foco em ampliar o suporte técnico e fortalecer a rede de produção sustentável no estado. Durante o evento, a CATI apresentou as oportunidades do FEAP Orgânicos SP e entregou simbolicamente um cheque de apoio ao produtor Gregório Martins, reforçando o compromisso do governo paulista com uma agricultura mais saudável, eficiente e ambientalmente equilibrada.

  • Farinhas de amoreira e ora-pro-nóbis turbinam a imunidade

    Farinhas de amoreira e ora-pro-nóbis turbinam a imunidade

    Um avanço científico promete revolucionar a nutrição animal na piscicultura brasileira. Pesquisas realizadas pela Embrapa Meio Ambiente, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), demonstram que as farinhas das folhas de amoreira e ora-pro-nóbis são poderosos ingredientes para reforçar a imunidade de peixes e reduzir a dependência de proteínas de origem animal, como a farinha de peixe e o farelo de soja.

    Os estudos, conduzidos com as espécies pacu e tilápia-do-Nilo, mostram que a inclusão moderada dessas farinhas nas rações resulta em melhor digestibilidade, fortalecimento do sistema imunológico e baixo impacto ambiental, pavimentando o caminho para uma aquicultura mais sustentável e competitiva.

    Imunidade reforçada e alta sobrevivência contra doenças

    Além do excelente perfil nutricional, os pesquisadores testaram o efeito prático das farinhas na saúde dos animais. Pacus e tilápias alimentados com rações contendo 6% de farinha de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis apresentaram uma resposta imunológica superior e maior resistência à bactéria Aeromonas hydrophila, uma das principais causas de perdas na piscicultura mundial.

    Os resultados foram expressivos: a taxa de sobrevivência dos pacus desafiados pela bactéria chegou a 100%, enquanto as tilápias do grupo alimentado com a dieta vegetal atingiram 66,7% de sobrevida. “Os peixes também mostraram parâmetros sanguíneos mais equilibrados, redução de estresse e boa condição corporal, indicativos de saúde e nutrição adequada”, explicou Márcia Ishikawa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente.

    Vantagens nutricionais, econômicas e ambientais

    De acordo com a doutoranda Patrícia da Silva Dias, autora dos testes, a farinha de ora-pro-nóbis se destacou pela alta digestibilidade de proteína (64,9%). Enquanto a farinha de amoreira teve melhor aproveitamento de lipídios (76,7%). Ambas mantiveram níveis adequados de energia e aminoácidos essenciais.

    “Essas duas plantas oferecem uma alternativa local e econômica para a formulação de rações. Reduzindo a dependência da farinha de peixe e/ou do farelo de soja”, destacou Dias.

    A segurança ambiental das farinhas foi atestada em ensaios ecotoxicológicos, sendo classificadas como “praticamente não tóxicas” para organismos aquáticos. Isso segundo padrões da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA).

    Futuro sustentável para a piscicultura

    Para o professor Fábio Meurer, co-orientador do trabalho, o cultivo da amoreira e do ora-pro-nóbis em pequenas propriedades pode reduzir custos e fortalecer a produção familiar, aproveitando insumos locais.

    A inclusão moderada dessas farinhas nas rações comerciais representa, portanto, um marco. “É um avanço na busca por uma piscicultura mais competitiva, sustentável e menos dependente de insumos químicos”, afirma o pesquisador Julio Queiroz, membro da equipe. A descoberta não apenas melhora a saúde dos peixes. Mas também consolida um modelo de produção mais alinhado com as demandas ambientais e econômicas do Brasil.

  • São Paulo recebe R$ 1,1 bilhão do Banco Mundial para agricultura sustentável

    São Paulo recebe R$ 1,1 bilhão do Banco Mundial para agricultura sustentável

    O Governo de São Paulo conquistou um investimento de R$ 1,1 bilhão para fortalecer a agricultura sustentável no estado. O Banco Mundial financiará R$ 800 milhões do montante total. O Tesouro Estadual complementará o restante.

    A Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX) oficializou a aprovação do Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III. O programa representa um dos maiores investimentos em desenvolvimento rural sustentável já realizados em São Paulo.

    O projeto beneficiará mais de 120 mil produtores rurais durante seis anos de execução. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento coordenará as ações por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI).

    A iniciativa priorizará o aumento do valor de venda dos produtos da agricultura familiar. O programa investirá na infraestrutura produtiva de agroindústrias, cooperativas e associações rurais.

    “Em 2024, apresentamos ao Banco Mundial o potencial do agro paulista em tecnologia, sustentabilidade e segurança alimentar”, declarou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento. “Vamos transformar a realidade dos produtores e fortalecer as propriedades rurais paulistas.”

    Metas ambiciosas para sustentabilidade

    O Microbacias III estabeleceu objetivos ousados para os próximos anos. O programa recuperará 1 milhão de hectares com sistemas produtivos sustentáveis. A iniciativa ampliará a conectividade e geolocalização no campo.

    O projeto investirá em infraestrutura hídrica e saneamento rural em 500 propriedades. Capacitará 15 mil produtores para uso de tecnologias sustentáveis. Apoiará a gestão econômica e ambiental de 20 mil propriedades rurais.

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    A iniciativa fortalecerá 420 associações e cooperativas. Promoverá a inclusão produtiva de 5 mil mulheres e jovens. Apoiará 80 projetos comunitários de povos tradicionais.

    Capacitação e desenvolvimento técnico

    O programa capacitará 400 extensionistas rurais. Elaborará 200 planos de negócio coletivos e 200 individuais. Formará 300 redes de comunidade solidária.

    A CATI liderará a implementação do projeto. Contará com apoio da Diretoria de Defesa Agropecuária e da Fundação Instituto de Terras (Itesp).

    “Obtivemos uma aprovação grandiosa no mês em que a CATI completa 58 anos”, celebrou Ricardo Pereira, diretor da coordenadoria. “Continuamos transformando vidas e caminhando com as famílias rurais paulistas.”

    Histórico de sucesso

    O Microbacias III representa a terceira fase de um programa consolidado. A primeira fase durou de 2000 a 2008. Envolveu quase 70 mil produtores em ações de conservação ambiental. Abrangeu 970 microbacias em 514 municípios.

    A segunda fase ocorreu entre 2011 e 2018. Focou no acesso ao mercado. Beneficiou 293 organizações e executou 355 projetos estruturantes. Modernizou a própria CATI e recuperou estradas rurais estratégicas.

    “A iniciativa representa um impulso transformador”, avaliou João Brunelli Júnior, responsável técnico do projeto. “Integra tecnologia, sustentabilidade e organização social para dinamizar economias regionais.”

    O programa seguirá as normas do Banco Mundial. Garantirá rigor técnico e transparência na execução. Promete impacto duradouro na agricultura paulista.

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  • Inovação brasileira: café combate larva do mosquito da dengue

    Inovação brasileira: café combate larva do mosquito da dengue

    Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) desenvolveram uma solução baseada em extratos de café verde e torrado de qualidade inferior capaz de eliminar até 99,2% das larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A formulação, intitulada “Solução Inovadora 5”, foi criada com apoio do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa,. E representa uma alternativa sustentável aos tradicionais inseticidas sintéticos.

    Nos testes laboratoriais, o composto mais eficiente combinou extrato de café torrado com o emulsificante Tween 80®, atingindo quase 100% de mortalidade das larvas em 72 horas. Especialmente na fase de terceiro instar, considerada uma das mais resistentes ao controle químico. A análise química desses extratos revelou a presença de cafeína, ácido cafeico e ácido clorogênico, com destaque para a catequina — encontrada apenas no café torrado — sugerindo efeito sinérgico dos compostos na eliminação das larvas.

    Café: um aliado sustentável e acessível

    Além da altíssima eficácia, o estudo ressalta o reaproveitamento de subprodutos da cafeicultura, valorizando resíduos rurais e promovendo uma abordagem de economia circular. Segundo a coordenadora Joziana Barçante, transformar restos da produção cafeeira em larvicida natural pode reduzir custos e gerar menos impacto ambiental que os inseticidas convencionais. Portanto, trazendo benefício tanto para a saúde pública quanto para o produtor rural.

    O projeto da UFLA já rendeu prêmios nacionais, gerou trabalhos de graduação e pós-graduação e se ampliou para um grupo interdisciplinar. Que inclui pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os cientistas agora testam a fórmula em populações de mosquito resistentes, com expectativa de registrar patente e ampliar a produção em larga escala nos próximos anos.

    Por que o café funciona?

    Estudos anteriores apontam que a cafeína bloqueia o desenvolvimento das larvas do Aedes aegypti, impedindo que cheguem à fase adulta e reduzindo a capacidade de reprodução dos mosquitos. Pesquisa publicada pela Universidade Estadual Paulista destaca que a cafeína, mesmo em borra de café, consegue eliminar larvas em até 48h, sem causar impacto negativo para plantas ou outras formas de vida em recipientes naturais. Outros compostos fenólicos presentes nos extratos, como ácido clorogênico e catequina, também contribuem para esse efeito larvicida.

    Além da formulação de café, outros centros de pesquisa brasileiros e internacionais já investem no desenvolvimento de larvicidas sustentáveis e naturais para controle do Aedes. Com abordagens que utilizam óleos essenciais, extratos vegetais e até fungos biofungicidas em processos biotecnológicos. Sempre com ênfase em segurança ambiental.

    A inovação brasileira com extratos de café demonstra como soluções simples e sustentáveis podem reposicionar resíduos agrícolas como ferramentas eficazes no combate a doenças tropicais. E reduzir o uso de químicos e promovendo benefícios ambientais, econômicos e sociais.

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  • Oportunidade: Finlândia busca talentos brasileiros

    Oportunidade: Finlândia busca talentos brasileiros

    A Finlândia, reconhecida como um dos países mais inovadores e sustentáveis do mundo, está ampliando sua cooperação internacional e convidando profissionais brasileiros a integrar seu ecossistema de inovação verde. Com metas ambiciosas, como alcançar a neutralidade de carbono até 2035, o país nórdico busca especialistas em tecnologias limpas, economia circular e bioeconomia para fortalecer sua transição ecológica.

    A edição de 2025 do World Circular Economy Forum (WCEF), realizada pela primeira vez na América Latina (São Paulo), destacou a parceria entre Brasil e Finlândia, reforçando a troca de conhecimentos e oportunidades de negócios sustentáveis.

    “A Finlândia está comprometida com uma mudança sistêmica rumo à sustentabilidade. Queremos atrair talentos globais, especialmente em áreas onde ciência ambiental, inovação digital e economia circular se conectam”, afirma Heidi Virta, Diretora Sênior para a América Latina da Business Finland.

    Da política à prática: o modelo finlandês

    A Finlândia foi o primeiro país do mundo a lançar um roteiro nacional para a economia circular em 2016, atualizado em 2019 e consolidado em 2021 como um programa estratégico liderado pelos ministérios do Meio Ambiente e Assuntos Econômicos. O plano se baseia em quatro pilares:

    • Tomada de decisão baseada em ciência
    • Colaboração multissetorial
    • Autonomia para inovação sustentável
    • Aprendizado contínuo por meio da prática

    Metas para 2035:

    Manter o consumo de matérias-primas nos níveis de 2015 (exceto para exportação).

    Dobrar a produtividade de recursos e a taxa de uso circular de materiais (CMU).

    95% da eletricidade já é livre de CO₂, com 56% proveniente de fontes renováveis.

    Economia circular e bioeconomia

    A Finlândia é referência em:

    • Bioeconomia – Transforma recursos naturais em produtos de alto valor (alimentos, cosméticos, materiais de construção), gerando €29,3 bilhões em 2023 e empregando 11% da força de trabalho.
    • Mineração sustentável – Inova em extração sem desperdício e reciclagem de minerais críticos.
    • Tecnologia verde – Liderança em 5G/6G, cidades inteligentes e eficiência energética.

    “A Finlândia tem uma vontade política clara e recursos para financiar a transição energética, algo que faz diferença para empresas e profissionais”, destaca Mariana Lyra, pesquisadora brasileira na LUT University.

    Oportunidades para brasileiros

    A Finlândia enfrenta uma escassez de 130 mil especialistas em tecnologia até 2030, abrindo portas para profissionais estrangeiros, especialmente em:

    • TI e desenvolvimento de software
    • Energias renováveis
    • Games e inteligência artificial
    • Engenharia e bioeconomia

    Vantagens de trabalhar na Finlândia:

    • Equilíbrio entre vida pessoal e profissional (jornada de 7-8h/dia).
    • Salários competitivos (ex.: Engenheiro de Software ganha em média €51.622/ano).
    • Igualdade de gênero e hierarquia horizontal.

    Como se candidatar?

    A plataforma Work in Finland lista vagas e auxilia no processo de imigração. Em 2023, 2.611 brasileiros já viviam no país.

    A Finlândia não apenas lidera a sustentabilidade global, mas também oferece um ambiente inovador e acolhedor para talentos internacionais. Para brasileiros que desejam trabalhar com impacto positivo, o país nórdico é um destino estratégico.

    Quer saber mais? Acompanhe as iniciativas da Business Finland e explore oportunidades no site www.workinfinland.com.

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  • Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    Sustentabilidade: Chocolate icônico dos anos 80 está de volta

    A Nestlé anunciou o relançamento do icônico Chocolate Surpresa, que fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990. O produto foi atualizado com inovações que aliam nostalgia, interatividade e sustentabilidade.

    A marca retornará aos supermercados de todo o Brasil em janeiro de 2025, atendendo à demanda dos consumidores que pediram seu relançamento ao longo dos anos.

    A Nestlé produz a nova versão do chocolate com cacau sustentável, obtido por meio do programa Nestlé Cocoa Plan (NCP), que incentiva práticas agrícolas responsáveis no Brasil.

    Novidades do Chocolate Surpresa

    O relançamento traz uma série de inovações, incluindo cards colecionáveis em versão virtual. As embalagens do chocolate apresentam QR Codes que permitem aos consumidores acessar uma experiência em realidade aumentada, onde podem visualizar animais emblemáticos da fauna brasileira, como a onça-pintada, o tucano e o lobo-guará.

    Jogo “Mundo Surpresa” no Roblox

    Uma das principais novidades é o jogo “Mundo Surpresa”, desenvolvido em parceria com a Rogue Unit na plataforma Roblox. O jogo simula a gestão de uma fazenda de cacau sustentável e aborda conceitos de agricultura regenerativa. Os jogadores podem plantar, cultivar e aprender sobre práticas sustentáveis enquanto enfrentam desafios e acumulam pontos para conquistar novos cards colecionáveis.

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    Objetivos Sustentáveis

    Além disso, o relançamento do Chocolate Surpresa também reflete o compromisso da Nestlé com a sustentabilidade. O NCP já conta com a parceria de 6 mil produtores e recebeu investimentos significativos para promover práticas agrícolas sustentáveis. A empresa tem como meta portanto atingir 50% de suas principais matérias-primas provenientes de práticas regenerativas até 2030.

    A diretora de marketing de chocolates da Nestlé, Tatianna Perri, destacou a importância de resgatar a memória afetiva dos consumidores enquanto traz inovação e interatividade para as novas gerações. “Sabíamos da responsabilidade que tínhamos ao trazê-lo de volta. Por isso, trabalhamos para resgatar a memória afetiva do seu público fiel, mas também para trazer inovação e interatividade para as novas gerações”.

    Com o relançamento do Chocolate Surpresa, a Nestlé não apenas revive um produto querido por muitos, mas também reforça sua estratégia de marketing voltada para a sustentabilidade e inovação, engajando tanto Millennials quanto a Geração Z em uma experiência divertida e educativa sobre a preservação ambiental.

  • ONU e IFPA contra Mudanças Climáticas

    ONU e IFPA contra Mudanças Climáticas

    A International Fresh Produce Association (IFPA) alcançou um marco importante ao obter o status de observadora na Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima (UNFCCC). A conquista foi anunciada pela CEO da IFPA, Cathy Burns, durante a sessão de abertura da reunião Global Produce & Floral Show. Com o novo status, a associação poderá representar a comunidade global de produtos frescos e flores em negociações climáticas de relevância internacional.

    Tamara Muruetagoiena, vice-presidente de sustentabilidade da IFPA, assumirá a responsabilidade de representar a associação em negociações e eventos globais, como a próxima Conferência das Partes (COP29), que acontecerá no Azerbaijão. Burns destacou que “a mudança climática é uma das maiores preocupações dos membros da IFPA” e que o reconhecimento do trabalho da associação em sustentabilidade reflete o compromisso da entidade com práticas agrícolas inteligentes para o clima.

    Atuação na UNFCCC e parcerias estratégicas

    A IFPA assume seu novo papel na UNFCCC, que abrange importantes acordos internacionais, como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. Ambos os tratados buscam estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera. Desta forma, garantindo um equilíbrio que permita o desenvolvimento sustentável e a adaptação natural dos ecossistemas. A presença da IFPA como observadora reforça sua posição na formulação de políticas e normas globais voltadas para a sustentabilidade na produção de alimentos frescos e flores.

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    Muruetagoiena liderou diversos projetos de sustentabilidade na IFPA, como o desenvolvimento de padrões ambientais dentro da Iniciativa da Cadeia de Suprimentos Sustentável (SSCI) do Fórum de Bens de Consumo. A IFPA lançou recentemente esses padrões para o setor de produtos frescos, demonstrando seu compromisso com práticas inovadoras e alinhadas às demandas climáticas.

    Projetos futuros e desafios

    A IFPA considera seu envolvimento na próxima COP29 estratégico para garantir a representatividade do setor nas discussões globais sobre o clima. Na COP anterior, a ONU reconheceu a agricultura como parte fundamental dos planos climáticos. A associação destaca que, sem ações climáticas urgentes, um aumento global de temperatura entre 1,5°C e 4,5°C poderia levar a agricultura além dos limites administráveis. Portanto, trazendo impactos significativos para a produção de alimentos frescos.

    Com foco em soluções práticas, a IFPA planeja iniciar, em dezembro, testes de campo na Califórnia como parte do programa “Um Futuro Vibrante”. O projeto é financiado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O objetivo é incentivar práticas agrícolas inteligentes para o clima, criando um mercado que priorize a sustentabilidade em frutas e vegetais.

    Ao alcançar o status de observadora da ONU, a IFPA reforça sua liderança em sustentabilidade e seu compromisso com práticas agrícolas climáticas. Esse novo papel permitirá à associação influenciar políticas globais, proteger suas indústrias de produtos frescos e flores e fomentar um futuro mais resiliente ao clima.