Tag: sustentabilidade rural

  • Financiamento verde impulsiona agricultura de baixo carbono em SP

    Financiamento verde impulsiona agricultura de baixo carbono em SP

    Especialistas, autoridades e produtores discutiram soluções para financiar a agricultura de baixo carbono durante o Summit Agenda SP+Verde, realizado no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. O painel “Investimentos em Sistemas Alimentares de Baixo Carbono para um Futuro Regenerativo” integrou o palco temático de Finanças Verdes do evento.

    O debate foi moderado por Lia Palm, coordenadora de Agricultura do município de São Paulo. Ela destacou o programa Sampa+Rural, iniciativa da prefeitura que conecta agricultura urbana, periurbana e rural, turismo e alimentação saudável em uma única plataforma. O programa incentiva a criação de hortas e práticas agroecológicas, reforçando o compromisso da cidade com o desenvolvimento rural sustentável.

    Pacote estadual

    O secretário-executivo de Agricultura de São Paulo, Alberto Amorim, apresentou o pacote estadual de investimentos em agricultura de baixo carbono. Ele afirmou que o Estado se consolidou como referência nacional em agricultura regenerativa e apoio aos pequenos produtores rurais. Entre 2023 e 2025, o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) aplicou mais de R$ 800 milhões em crédito rural sustentável.

    Amorim destacou ainda as linhas de apoio do FEAP Mulher e outras subvenções voltadas à transição energética no campo. Os incentivos incluem projetos com bioinsumos, biodigestores, biogás e biometano, além da expansão de práticas agrícolas de baixo carbono.

    Do setor produtivo, a Cooperativa Agroecológica dos Produtores Rurais e de Água Limpa da Região Sul (Cooperapas) participou com sua presidente, Valéria Macoratti. Ela apresentou o trabalho da cooperativa, localizada no extremo sul da capital paulista, voltada à agricultura familiar agroecológica e à proteção dos mananciais. Valéria ressaltou os desafios e avanços da comercialização coletiva e a importância das políticas públicas de apoio às pequenas propriedades.

    O painel também contou com representantes do setor privado global. Eija Hietavuo, diretora de Sustentabilidade da Tetra Pak, e Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade da MBRF, apresentaram ações empresariais voltadas a sistemas alimentares sustentáveis. Eles destacaram metas de redução de emissões, uso de materiais certificados e inovação em embalagens de baixo impacto ambiental.

    Carbono, floresta e água: integração ambiental

    O Estado de São Paulo avança na integração entre produção e conservação ambiental. Por meio do programa Integra SP, já foram alcançados 1,3 milhão de hectares com sistemas integrados de produção. A meta é expandir em mais 1 milhão de hectares até 2030, restaurando áreas degradadas e promovendo práticas regenerativas.

    Outros programas, como o PSA Berços d’Água e o Águas Rurais, já investiram R$ 18 milhões entre 2023 e 2025. As iniciativas remuneram agricultores pela proteção de mananciais e recursos hídricos. O avanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR) também foi destaque, com 198 mil cadastros validados e 16 mil hectares em recomposição de áreas de preservação e reservas legais.

    Evento reforça compromissos climáticos

    O Summit Agenda SP+Verde é um evento internacional pré-COP promovido pelo Governo de São Paulo, Prefeitura de São Paulo e USP. O encontro reúne especialistas, lideranças e representantes da sociedade para debater desenvolvimento sustentável e economia verde.

    Montado no Parque Villa-Lobos, o evento conta com cinco palcos temáticos, rodada de negócios, área de inovação, Casa da Circularidade e espaço gastronômico. A programação inclui debates sobre Finanças Verdes, Resiliência Urbana, Justiça Climática, Sociobiodiversidade e Transição Energética.

    Uma trilha de economia circular conecta todos os palcos e atividades da Casa da Economia Circular, com vivências e workshops sob curadoria do Movimento Circular. Na área de inovação, universidades e institutos tecnológicos debatem o papel da pesquisa e da tecnologia na transformação climática de São Paulo.

    No palco principal, a economia verde domina as discussões, com lideranças políticas e convidados internacionais defendendo soluções para o futuro sustentável da agricultura brasileira.

  • Produtores rurais de Anápolis ganham apoio para proteger recursos hídricos

    Produtores rurais de Anápolis ganham apoio para proteger recursos hídricos

    O Programa Produtor de Água de Anápolis (PPA Anápolis) busca ampliar a disponibilidade e a qualidade da água, com ações como recuperação de vegetação nativa, conservação do solo e saneamento rural.

    Até agora, o programa já atuou em 88 hectares nas bacias do Ribeirão Piancó, Rio das Antas e Rio Caldas, em Anápolis. A meta é conservar mais de 2 mil hectares até 2029, beneficiando diretamente 100 propriedades rurais.

    Várias instituições fecharam um Acordo de Cooperação Técnica para impulsionar o programa. Entre elas estão Seapa, Semad, Emater Goiás, Saneago e a ONG TNC Brasil. O objetivo é consolidar Goiás como referência em práticas agrícolas de baixo impacto ambiental.

    O PPA Anápolis surgiu para reduzir os riscos de escassez de água na região, que já enfrentou crise no abastecimento. As bacias atendidas são essenciais para Anápolis, incluindo o Distrito Agroindustrial (DAIA), polo econômico do estado.

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    A adesão ao programa é voluntária. Os participantes recebem assistência técnica e podem ter acesso a pagamentos por serviços ambientais (PSA). Uma das primeiras propriedades beneficiadas, a Fazenda Três Pontas, já adotou medidas como terraceamento e recuperação de estradas.

    “O programa une produção sustentável, recuperação do Cerrado e segurança hídrica. Queremos expandi-lo para mais cidades”, afirmou Pedro Leonardo Rezende, secretário de Agricultura de Goiás.

    Para Stella Miranda, gerente de Sustentabilidade da Seapa, as ações conservacionistas evitam crises hídricas e valorizam o trabalho no campo. “Além de preservar, garantimos água para todos e agregamos valor à produção rural”, destacou.

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  • Programa Tabaco é Agro completa 40 anos

    Programa Tabaco é Agro completa 40 anos

    O Programa Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades, lançado oficialmente durante a Expoagro Afubra, no Rio Grande do Sul, marca quatro décadas de esforços do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e empresas associadas para impulsionar a diversificação agrícola. A iniciativa amplia ações históricas do setor, que desde 1985 promove o uso eficiente de recursos e a renda complementar em propriedades rurais.

    Tabaco: 20% da Área, 56% da Receita

    Na safra 2023/2024, o tabaco ocupou 20,5% da área média das propriedades (cerca de 3 hectares), mas foi responsável por 56,3% da receita dos produtores, A receita total com a diversificação alcançou R$ 9,15 bilhões, sendo R$ 3,83 bilhões de outras culturas, com destaque para milho, soja, batata doce e hortifrutigranjeiros, e R$ 5,32 bilhões referente à criação de animais e produtos granjeiros.

    Para Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, os números comprovam o papel estratégico do tabaco na agricultura familiar: “É o alicerce econômico em muitos municípios. Com alta rentabilidade em pequenas áreas e sazonalidade favorável, permite uma segunda safra na mesma terra, fortalecendo a segurança alimentar e a diversidade de renda”, afirma.

    O novo projeto substitui o antigo Programa Milho, Feijão e Pastagens após a Colheita do Tabaco, mantendo o foco em:

    • Orientação Técnica: produtores recebem capacitação sobre cultivos complementares e manejo integrado.
    • Parcerias Estratégicas: apoio de entidades governamentais e dos governos do RS, SC e PR.

    Rotação de culturas reduz pragas, doenças e erosão do solo.

    Segundo Fernanda Viana, assessora técnica do SindiTabaco, a diversificação vai além da renda. “Grãos como milho aproveitam resíduos de fertilizantes do tabaco e servem para alimentação animal, cortando custos. É um ciclo sustentável que prepara o solo para a próxima safra”.

    Com 40 anos de trajetória, o programa reforça seu compromisso com:

    • Redução de Riscos: menos dependência do tabaco como monocultura.
    • Segurança Alimentar: produção de alimentos para consumo e comercialização.
    • Resiliência Climática: práticas que preservam solos e recursos hídricos.

    A indústria tabaqueira, que envolve 135 mil famílias no Sul do Brasil, mira agora na expansão de mercados para produtos diversificados, como hortifrútis e proteína animal.

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  • Startup usa IA para reduzir custos de energia de produtores rurais

    Startup usa IA para reduzir custos de energia de produtores rurais

    Em um cenário onde os custos energéticos consomem até 30% do faturamento de pequenos produtores rurais, a startup Gridly surge como solução inovadora. Desenvolvida pela lab solutions Orbital, a plataforma utiliza Inteligência Artificial (IA) para identificar desperdícios e otimizar o consumo de energia no campo, promovendo sustentabilidade e economia.

    A Gridly, primeiro spin-off da Orbital após reestruturação estratégica, integra a vertical Energy, focada em soluções energéticas para setores sob pressão por eficiência e gestão sustentável. A ferramenta analisa contas de luz, dados de geradores e questionários personalizados, mapeando o perfil de consumo de cada usuário.

    Por meio de um dashboard intuitivo, produtores recebem recomendações claras para reduzir gastos, como ajustes em horários de pico ou substituição de fontes energéticas. A startup já chamou a atenção de gigantes: foi pré-selecionada pelo programa de aceleração do Itaipu ParqueTec, vinculado à usina hidrelétrica recordista mundial em produção de energia.

    Como funciona a plataforma?

    • Upload de dados: usuários inserem contas de energia ou registros de consumo.
    • Análise de IA: algoritmos identificam padrões, desperdícios e oportunidades.
    • Recomendações personalizadas: sugestões práticas são exibidas em tempo real, desde mudanças operacionais até adoção de energias renováveis.

    A solução será gratuita para consumidores residenciais (até 200 kWh) e terá planos acessíveis para produtores rurais e grandes empresas. Atualmente em fase de validação, a Gridly está testando o sistema com usuários pilotos e liberando acesso gradualmente.

    Impacto econômico e sustentável

    Para Vini Luiz, diretor de inovação da Orbital, a tecnologia responde a um desafio urgente: “A energia representa até 30% dos custos operacionais de pequenos produtores. Com a Gridly, queremos transformar esse gasto em eficiência, alinhando economia e sustentabilidade”.

    O projeto receberá aporte financeiro do Itaipu ParqueTec para finalizar testes e escalar sua entrada no mercado. A iniciativa também usará dados de consumidores residenciais (via plano gratuito) para aprimorar seus algoritmos, tornando as análises cada vez mais precisas.

    A reestruturação da Orbital permitiu a verticalização de negócios, concentrando esforços em nichos como energia. Segundo Luiz, a estratégia posicionará a empresa como “player relevante em soluções sustentáveis”, com planos de expandir para outros setores.

    “A Gridly é só o início. Nosso ecossistema de inovação combina expertise técnica, agilidade e visão estratégica para transformar ideias em realidade”, afirma o executivo.

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  • Agro da Bahia registra crescimento histórico

    Agro da Bahia registra crescimento histórico

    A Bahia consolida-se como um dos principais polos agrícolas do país, com R$ 55,4 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária em 2024 e crescimento acumulado de 25,6% entre 2015 e 2024. O destaque é a soja, que lidera o setor com 59% de expansão no período e 8% de aumento em 2024, segundo dados da Secretaria de Agricultura (Seagri).

    Safra 2024/25: novos patamares

    Para a atual safra, 3,9 milhões de hectares serão cultivados com grãos, alta de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada é de 13,7 milhões de toneladas, com destaque para:

    • Soja: 60,8% do total (8,58 milhões de toneladas, segundo a Aiba)
    • Milho: 18,1%
    • Algodão: 13,4%
    • Café: previsão de 11,3% de aumento em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas.

    As vendas externas do estado saltaram de US$ 4,05 bilhões em 2020 para US$ 6,71 bilhões em 2024, crescimento de 65,4%. A soja responde por 73,5% desse avanço, reforçando sua posição como principal produto exportador.

    Cacau e frutas: novas fronteiras

    A Bahia recuperou a liderança nacional na produção de cacau em 2024, com 139.011 toneladas em 2023 (IBGE). O Oeste baiano emerge como nova fronteira para o produto, com potencial para quase duplicar a safra nacional até 2030. Já o Vale do São Francisco mantém hegemonia na fruticultura, sendo o maior produtor de manga do país. E o  único local do mundo com cinco safras de uva em dois anos.

    Pecuária e aquicultura

    Com 13,3 milhões de cabeças (37,6% do Nordeste), a Bahia ocupa o 7º lugar nacional em bovinocultura e é certificada como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A costa de 1,2 mil km e reservas de 60 bilhões de m³ de água doce também impulsionam projetos de pesca e aquicultura, com apoio da Bahia Pesca em capacitação e infraestrutura.

    O relatório da Seagri destaca sustentabilidade ambiental, logística e mudanças climáticas como obstáculos. Por outro lado, aponta potencial em alimentos orgânicos, agroindústria e turismo rural para modernização do setor.

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