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  • Consumidor brasileiro exige carne sustentável e aceita pagar mais por procedência

    Consumidor brasileiro exige carne sustentável e aceita pagar mais por procedência

    Os hiper e supermercados consolidaram-se como o principal canal de compra de carne bovina no Brasil, concentrando 69% da preferência dos consumidores. Mais do que um ponto logístico, o varejo tornou-se a “vitrine decisiva” onde o cliente busca alinhar o desejo por qualidade com exigências crescentes de sustentabilidade e rastreabilidade.

    O levantamento nacional, encomendado pelo movimento A Carne do Futuro é Animal e realizado pelo Instituto Qualibest, ouviu 1.021 pessoas entre o final de 2025 e o início de 2026. Os dados revelam que o balcão e a gôndola são os locais onde o público espera encontrar informações claras sobre a origem do produto e o bem-estar animal.

    Hábito de consumo e critérios de escolha

    A carne bovina permanece como um item essencial na rotina das famílias. Segundo a pesquisa, 63% dos entrevistados consomem a proteína duas ou mais vezes por semana, enquanto 21% a consomem semanalmente. O almoço em casa é a principal ocasião de consumo para 73% dos brasileiros, seguido pelo tradicional churrasco, citado por 62%.

    Na hora da compra, o bolso e o olhar atento ditam a regra:

    • Preço: Prioridade para 66% dos consumidores.
    • Frescor: Fator decisivo para 45%.
    • Validade: Citada por 40%.

    Apesar do foco no custo-benefício, a responsabilidade ambiental ganha força. Para 78% dos participantes, é fundamental que a carne tenha produção sustentável.

    Valor agregado e certificações

    A confiança na pecuária nacional segue alta, com 80% dos brasileiros avaliando a qualidade da carne como boa ou ótima. Além disso, 91% reconhecem os benefícios do alimento para a saúde, destacando-o como fonte de proteína (82%), ferro e vitaminas (57%).

    Essa percepção positiva reflete na disposição financeira do consumidor em pagar por garantias verificáveis:

    Sustentabilidade: 73% aceitariam pagar mais ou um pouco a mais por certificações.

    Bem-estar animal: 73% também investissem mais em produtos com este selo.

    Origem: 63% pagariam um valor adicional para conhecer a procedência exata da carne.

    Tendências e novas proteínas

    No quesito preferência de raças, a Angus lidera com 37% da predileção dos entrevistados. O mercado de proteínas alternativas também desperta curiosidade, embora ainda enfrente resistência. Sobre a carne cultivada (laboratório), 37% já conhecem o conceito, e uma parcela relevante demonstra abertura para experimentar o produto no futuro. Já a carne vegetal divide opiniões: 24% consomem ocasionalmente, enquanto 26% não têm interesse.

    Nicholas Vital, coordenador do movimento A Carne do Futuro é Animal, destaca que o protagonismo dos supermercados aumenta a responsabilidade dos varejistas. “O desafio é combinar operação impecável e comunicação simples, visível e verificável sobre sustentabilidade e bem-estar animal”, afirma. Portanto, para o especialista, o ponto de venda é o local onde a credibilidade da categoria é construída por meio de evidências concretas.

  • Preço do azeite despenca 25% em 11 meses, aponta APAS/FIPE

    Preço do azeite despenca 25% em 11 meses, aponta APAS/FIPE

    O azeite de oliva registrou uma das maiores deflações entre os produtos vendidos nos supermercados do estado de São Paulo em 2025. Segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o produto acumulou queda de 25,02% no ano, após 11 meses consecutivos de recuo nos preços.

    Apenas em dezembro de 2025, o azeite apresentou retração de 3,02%, contribuindo para a deflação de 4,93% na subcategoria de óleos. Portanto, o resultado representa um alívio para o consumidor, após anos marcados por aumentos expressivos no preço do produto.

    De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a redução é explicada pela normalização da oferta internacional e por medidas adotadas pelo governo federal. “O movimento de queda vem sendo observado desde o início de março. Principalmente devido à retomada da produção europeia e à isenção da alíquota de importação do azeite”, afirmou.

    O levantamento destaca que a recuperação das safras na Europa, após as perdas registradas em 2024, foi essencial para estabilizar a oferta e amenizar as cotações no mercado interno. Queiroz acrescenta que “a partir de março de 2025, os preços começaram a recuar gradualmente. Impulsionados pela melhora na produção externa e pelos incentivos fiscais aplicados no Brasil”.