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  • Exportações do agro avançam em julho, enquanto açúcar e café recuam

    Exportações do agro avançam em julho, enquanto açúcar e café recuam

    O agronegócio brasileiro exportou US$ 16,338 bilhões em julho de 2026, alta de 5,4% em relação aos US$ 15,500 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. As importações do setor somaram US$ 1,748 bilhão, queda de 2,8% na comparação anual.

    Com esse resultado, o agronegócio gerou um superávit de US$ 14,590 bilhões em julho. O saldo cresceu 6,5% ante os US$ 13,702 bilhões registrados um ano antes, segundo os dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Os números integram o levantamento da balança comercial do agronegócio brasileiro, elaborado pelo Mapa com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os dados foram extraídos em agosto de 2026 e estão sujeitos a alterações.

    Complexo soja lidera exportações

    O complexo soja foi o principal destaque entre os produtos exportados pelo agronegócio em julho. As vendas externas alcançaram US$ 7,148 bilhões, avanço de 22,4% na comparação com julho de 2025.

    A soja em grãos respondeu por US$ 5,874 bilhões, alta de 17,4%. O volume embarcado aumentou 9,3%, para 13,401 milhões de toneladas, enquanto o preço médio subiu 7,4%, para US$ 438 por tonelada.

    O óleo de soja apresentou o crescimento mais expressivo dentro do complexo. As exportações aumentaram 163,1%, para US$ 383 milhões, com alta de 130,1% no volume embarcado.

    O farelo de soja também teve desempenho positivo. As vendas externas somaram US$ 891 milhões, crescimento de 28,6%, impulsionadas por aumentos de 17,6% no volume e de 9,3% no preço médio.

    Carnes mantêm ritmo positivo

    As exportações de carnes totalizaram US$ 2,905 bilhões em julho, alta de 5,2% sobre o mesmo período do ano anterior. O volume embarcado avançou 8,4%, para 922 mil toneladas.

    A carne de frango liderou o crescimento entre os principais segmentos, com exportações de US$ 972 milhões, aumento de 35,5%. O volume vendido ao exterior cresceu 31%, para 505 mil toneladas.

    As exportações de carne bovina recuaram 5,8% em valor, para US$ 1,566 bilhão. O volume caiu 16,8%, para 258 mil toneladas, mas o preço médio avançou 13,2%, para US$ 6.069 por tonelada.

    Já a carne suína registrou queda de 5,7% no valor exportado, para US$ 295 milhões. O volume, contudo, subiu 3,4%, enquanto o preço médio recuou 8,8%.

    Açúcar e café registram queda

    O complexo sucroalcooleiro apresentou um dos principais resultados negativos do mês. As exportações recuaram 27,6%, para US$ 1,127 bilhão, acompanhadas por quedas de 15,5% no volume e de 14,3% no preço médio.

    As vendas externas de açúcar somaram US$ 1,026 bilhão, redução de 30,1%. O volume embarcado caiu 16,6%, enquanto o preço médio diminuiu 16,2%.

    O café também registrou queda. As exportações atingiram US$ 937 milhões, recuo de 18,2%, com redução de 2,4% no volume e de 16,1% no preço médio.

    O café verde respondeu pela maior parte do resultado negativo: as vendas caíram 21,8%, para US$ 816 milhões.

    Celulose e produtos florestais avançam

    As exportações de produtos florestais alcançaram US$ 1,622 bilhão em julho, aumento de 16,5% na comparação anual. O preço médio também subiu 16,5%, enquanto o volume permaneceu estável em 2,763 milhões de toneladas.

    A celulose foi o principal destaque do segmento, com exportações de US$ 1,063 bilhão, alta de 30,8%. O volume cresceu 2,9% e o preço médio avançou 27,1%.

    Em sentido contrário, as vendas externas de madeira e suas obras recuaram 8%, para US$ 327 milhões. As exportações de papel ficaram praticamente estáveis, com alta de 1,3%, para US$ 225 milhões.

    Resultado acumulado no ano

    De janeiro a julho de 2026, o agronegócio brasileiro exportou US$ 103,395 bilhões, alta de 6% em relação aos US$ 97,497 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

    As importações do setor somaram US$ 11,713 bilhões, queda de 1,4%. Com isso, o saldo acumulado da balança comercial do agronegócio chegou a US$ 91,682 bilhões, crescimento de 7,1% sobre o resultado do ano anterior.

    No acumulado de 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 175 bilhões, avanço de 6,6%. O saldo comercial do setor alcançou US$ 155,011 bilhões.

    Participação nas exportações brasileiras

    O agronegócio respondeu por 47,9% das exportações totais do Brasil em julho de 2026. No mesmo mês, o setor representou 6,5% das importações brasileiras.

    No acumulado de janeiro a julho, a participação do agronegócio nas exportações do país ficou em 47,3%. Considerando o período de 12 meses encerrado em julho, o setor respondeu por 47,4% das vendas externas brasileiras.

    Fonte: Mapa

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  • Agronegócio paulista supera US$ 6,45 bilhões de superávit

    Agronegócio paulista supera US$ 6,45 bilhões de superávit

    O agronegócio paulista fechou os quatro primeiros meses de 2026 com superávit de US$ 6,45 bilhões no comércio exterior. O setor exportou US$ 8,47 bilhões e importou US$ 2,02 bilhões entre janeiro e abril, consolidando São Paulo como o segundo maior exportador do agro nacional, com 15,5% de participação. Atrás apenas de Mato Grosso (20,7%).

    O agronegócio também respondeu por 39% do total das exportações do estado no período, enquanto as importações do setor representaram 7,1% do total estadual.

    “O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

    Abril cresce 10,4% na comparação anual

    Só em abril de 2026, o agro paulista exportou US$ 2,40 bilhões, resultado 10,4% superior ao do mesmo mês de 2025. O diretor da APTA, Carlos Nabil, destacou a recuperação do setor: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”

    O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações, com US$ 1,85 bilhão (21,8% do total). O açúcar dominou o segmento, com 94,1% das receitas, e o etanol respondeu pelos demais 5,9%.

    Fonte: elaborado pelo IEA-APTA a partir dos dados do COMEXSTAT do MDIC.

    Na sequência, o setor de carnes movimentou US$ 1,42 bilhão (16,7%), com a carne bovina correspondendo a 82,9% desse valor. Os produtos florestais geraram US$ 1,14 bilhão (13,5%), impulsionados pela celulose (66,3%) e pelo papel (27,9%).

    O complexo soja somou US$ 1,08 bilhão (12,8%), com a soja em grão representando 85,3% e o farelo de soja, 9,1%. Os sucos alcançaram US$ 671,82 milhões (7,9%), com o suco de laranja respondendo por 96,5% do total.

    Juntos, esses cinco grupos concentraram 72,9% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,6% de participação e US$ 556,52 milhões em receitas. Sendo 68,4% de café verde e 27,5% de café solúvel.

    O que cresceu e o que recuou?

    Na comparação com o mesmo período de 2025, os produtos florestais avançaram 18,7%, as carnes cresceram 16,8% e o complexo soja subiu 9,2%. No lado negativo, os sucos recuaram 39,7%, o café caiu 14,9% e o setor sucroalcooleiro recuou 14,8%. As oscilações refletem tanto variações de preço quanto mudanças nos volumes exportados.

    A China segue como principal destino, absorvendo 27% das exportações do agro paulista, especialmente soja, carnes, produtos florestais e fibras têxteis. A União Europeia ocupa o segundo lugar, com 15,3% de participação, seguida pelos Estados Unidos, com 10,3%.

  • Exportações do agro de SP crescem e atingem US$ 3,76 bilhões no 1º bimestre

    Exportações do agro de SP crescem e atingem US$ 3,76 bilhões no 1º bimestre

    O agronegócio de São Paulo alcançou superávit de US$ 2,79 bilhões no primeiro bimestre de 2026. As exportações do setor totalizaram US$ 3,76 bilhões no período, enquanto as importações somaram US$ 970 milhões.

    As vendas externas do agro representaram 40,2% de tudo o que o estado exportou nos dois primeiros meses do ano. Já as importações do setor corresponderam a 7,5% do total comprado por São Paulo no período.

    “O resultado confirma a força e a diversidade do agro paulista no comércio internacional. São Paulo reúne produção, indústria e tecnologia, o que permite ao estado manter desempenho sólido nas exportações mesmo em cenário global desafiador”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

    Cinco setores concentram 76% das vendas

    O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações paulistas no bimestre. O setor respondeu por 28% do total vendido ao exterior, com US$ 1,05 bilhão. O açúcar representou 94,7% desse montante, e o etanol, 5,3%.

    As carnes ocuparam a segunda posição, com US$ 623 milhões em vendas (16,6% do total). A carne bovina respondeu por 82,1% das exportações do segmento.

    Produtos florestais alcançaram US$ 576,34 milhões (15,3% de participação). Celulose representou 67,8% desse valor, e papel, 26,9%.

    O setor de sucos exportou US$ 337,70 milhões (9% do total), com o suco de laranja respondendo por 96,8% das vendas. O café completou o grupo dos cinco principais, com US$ 279,17 milhões (7,4% de participação). Café verde representou 72,9% das exportações do segmento, e o solúvel, 24%.

    O complexo soja apareceu na oitava posição, com US$ 120,48 milhões em vendas (3,2% do total). A soja em grão respondeu por 57,9% desse valor, e o farelo, por 24,1%.

    Produtos florestais e carnes puxam alta

    Na comparação com o primeiro bimestre de 2025, produtos florestais registraram crescimento de 16,5% nas vendas externas. O setor de carnes avançou 9,8% no período.

    Por outro lado, sucos apresentaram queda de 44,3% na receita com exportações. O complexo soja recuou 39,4%, seguido por sucroalcooleiro (-8%) e café (-5,9%).

    China mantém liderança entre compradores
    A China seguiu como principal destino das exportações do agro paulista no bimestre. O país asiático respondeu por 20,5% das vendas, com destaque para produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja.

    A União Europeia apareceu na segunda posição, com 16,9% de participação. Os Estados Unidos ficaram em terceiro, com 9,7% das compras.

    No ranking nacional, o agronegócio paulista ocupou a segunda posição no primeiro bimestre. O estado respondeu por 16,6% das exportações do setor no Brasil, atrás apenas de Mato Grosso (20,5%).

  • Exportações do agronegócio batem recorde em fevereiro

    Exportações do agronegócio batem recorde em fevereiro

    As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor resultado da série histórica para o mês, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho responde por 45,8% de todas as vendas externas do Brasil no período e garantiu superávit de US$ 10,5 bilhões na balança comercial do setor.

    Em relação a fevereiro de 2025, o avanço foi de 7,4%, impulsionado principalmente pelo aumento de 9% no volume exportado. A alta reflete o esforço conjunto do Mapa com instituições governamentais e o setor privado para ampliar e diversificar mercados do agro brasileiro.

    Apesar do crescimento expressivo em volume, o preço médio dos produtos exportados caiu 1,5%, acompanhando o movimento de queda nos índices globais de alimentos medidos por organismos como o Banco Mundial e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).

    As importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, retração de 9,1% na comparação anual, reforçando o saldo positivo das exportações.

    China segue como principal parceira

    A China manteve a liderança entre os destinos, com US$ 3,6 bilhões em compras do agro brasileiro (30,5% do total). Na sequência vieram a União Europeia (US$ 1,8 bilhão; 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões; 7%).

    Outros países asiáticos também ampliaram suas importações. O Vietnã comprou US$ 372,6 milhões (+22,9%), e a Índia destacou-se com US$ 357,3 milhões (+171,1%), ocupando o 4º e 5º lugares no ranking dos principais importadores do agro nacional.

    Mercados como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido e Filipinas também registraram altas expressivas em suas compras de produtos brasileiros.

    Soja, carnes e café puxam exportações

    Entre os setores que mais contribuíram para o resultado, o complexo soja liderou com US$ 3,78 bilhões (31,4% do total e alta de 16,4%). As proteínas animais vieram em seguida, somando US$ 2,7 bilhões (+22,5%).

    Os produtos florestais, o café e o complexo sucroalcooleiro completam a lista dos principais grupos exportadores, com participações de 10,5%, 9,3% e 7,1%, respectivamente.

    Além dos produtos tradicionais, o agronegócio brasileiro também se destacou com o crescimento de itens de nicho, como:

    • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
    • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
    • Farinhas e extratos de carne: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
    • Manteiga e gordura de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
    • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

    Governo destaca ampliação de mercados

    De acordo com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o resultado mostra a força do aumento produtivo do país. “O Brasil caminha para uma safra recorde e reforça sua capacidade de atender à demanda global com regularidade, qualidade e confiança”, afirmou.

    Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, destacou o avanço na agenda de acesso a mercados. “Foram nove novas aberturas em fevereiro e 544 desde o início de 2023. O Brasil não apenas aumenta a oferta, mas também suas oportunidades de comércio”, disse.

  • Agronegócio garante superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial de janeiro

    Agronegócio garante superávit de US$ 4,3 bilhões na balança comercial de janeiro

    A balança comercial brasileira iniciou 2026 com superávit de US$ 4,3 bilhões em janeiro, alta de 85,8% frente ao mesmo período de 2025. O agronegócio garantiu o resultado positivo ao registrar saldo de US$ 9,1 bilhões, enquanto os demais setores acumularam déficit de US$ 4,8 bilhões.

    As importações totais recuaram 9,8% na comparação anual, queda mais intensa que a retração de 1,0% das exportações. Essa combinação explica a expansão do superávit.

    As vendas externas do agronegócio somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro, recuo de 2,2% ante o mesmo mês de 2025. Apesar da queda generalizada em itens como café, suco de laranja e açúcar, a carne bovina in natura despontou como principal produto exportado. O segmento registrou alta de 42,5% e alcançou o maior valor da história para o mês.

    As exportações de bovinos vivos também bateram recorde histórico, com crescimento expressivo de 158,2%. O complexo soja, mesmo em período de entressafra, apresentou avanço significativo nas vendas externas.

    São Paulo tem déficit, mas agro paulista contribui com US$ 1,3 bi

    Em São Paulo, a balança comercial total fechou janeiro com déficit de US$ 2,2 bilhões, ampliando em 34,2% o saldo negativo em relação ao ano anterior. O agronegócio paulista, no entanto, reverteu parte desse resultado ao registrar superávit de US$ 1,3 bilhão.

    As exportações do agro do estado totalizaram US$ 1,84 bilhão no mês, retração de 16,6% na comparação anual. O complexo sucroalcooleiro e o setor citrícola puxaram a queda. Em contrapartida, a celulose apresentou crescimento de 57,9% nas vendas externas, alcançando US$ 261,2 milhões, o maior valor já registrado para o produto no estado.

    A carne bovina também avançou em São Paulo: as exportações de carne in natura cresceram 10,3%, enquanto a versão industrializada do produto registrou alta de 41,4%.

    Mercosul-UE: bloco europeu responde por 15% das exportações do agro

    O relatório analisou ainda o fluxo comercial entre Mercosul e União Europeia, em um mês marcado pela assinatura do acordo comercial entre os blocos. Em 2025, a União Europeia respondeu por 15% das exportações do agronegócio brasileiro e por 19% das importações do setor.

    São Paulo exportou US$ 4,1 bilhões em produtos do agro para o bloco europeu no ano passado, o equivalente a 14% do total vendido pelo estado. Suco de laranja e café lideraram os embarques paulistas para a região.

  • Agronegócio brasileiro conquista superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

    Agronegócio brasileiro conquista superávit de US$ 9,2 bilhões em janeiro

    O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com resultados expressivos, registrando US$ 10,8 bilhões em exportações durante janeiro e garantindo um superávit comercial de US$ 9,2 bilhões no período. Os números consolidam o setor como principal motor das vendas externas do país, representando 42,8% do valor total exportado pelo Brasil no primeiro mês do ano.

    Apesar da ligeira queda de 2,2% no valor exportado em relação a janeiro de 2025, o volume de produtos embarcados cresceu 7,0%, demonstrando a crescente aceitação dos produtos brasileiros no mercado internacional. A redução no faturamento reflete principalmente a queda de 8,6% nos preços médios das commodities, tendência acompanhada pelo Índice de Preços de Alimentos da FAO, que recuou em janeiro na comparação com dezembro de 2024.

    China lidera compras e mercados asiáticos expandem participação

    A China manteve a liderança como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, adquirindo US$ 2,1 bilhões em produtos (20% do total). A União Europeia aparece em segundo lugar, com US$ 1,7 bilhão (11%), seguida pelos Estados Unidos, que importaram US$ 705 milhões (6,6%).

    Um destaque importante foi o desempenho nas vendas para países da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior, sinalizando a diversificação de mercados em uma região estratégica que inclui Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietnã, entre outros.

    Entre os mercados que mais ampliaram suas compras destacam-se Emirados Árabes Unidos (+58,5%), Filipinas (+90%), Turquia (+72,18%), Irã (+21,5%) e Iêmen (+336,9%).

    Recordes em carnes e diversificação de produtos

    O setor de carnes liderou as exportações, movimentando US$ 2,58 bilhões (24% do total) com crescimento de 24% em relação a janeiro de 2025. A carne bovina in natura foi o principal produto exportado, gerando US$ 1,3 bilhão em receitas com 231,8 mil toneladas destinadas a 116 países. Destaque para o aumento de 93% nas compras dos Estados Unidos.

    O complexo soja registrou US$ 1,66 bilhão (15,4% do total) com crescimento de 49,4%, seguido por produtos florestais (US$ 1,38 bilhão), cereais e preparações (US$ 1,12 bilhão), café (US$ 1,10 bilhão) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão).

    Novos produtos alcançam marcas históricas

    Janeiro de 2026 registrou recordes de exportação para diversos produtos que ampliam o portfólio do agronegócio brasileiro:

    • Glicerina em bruto: US$ 46,9 milhões (+114,9%)
    • Óleo de milho: US$ 21,8 milhões (+335,8%)
    • Cerveja: US$ 19,86 milhões (+3,6%)
    • Ovos: US$ 14,7 milhões (+9,2%)
    • Mamão papaia: US$ 6,36 milhões (+17,3%)
    • Pargos: US$ 5,84 milhões (+29,1%)

    Abertura de mercados e reconhecimento sanitário impulsionam resultados

    Segundo o ministro Carlos Fávaro, as ações de sanidade e negociação comercial do governo federal têm sido fundamentais para o desempenho positivo. O Brasil conquistou o reconhecimento da OMSA como livre de febre aftosa sem vacinação e recuperou rapidamente o status de livre de influenza aviária.

    No campo comercial, o país avançou em tratativas que resultaram na retirada da tarifa adicional dos Estados Unidos para produtos brasileiros, incluindo a carne bovina in natura.

    Conforme destacou o secretário Luis Rua, desde 2023 foram abertos 535 novos mercados para produtos do agronegócio brasileiro, sendo 10 apenas em janeiro de 2026. Iniciativas como AgroInsight, webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado produtores e exportadores de oportunidades internacionais. E estimulando a participação de pequenos e médios empresários no mercado global.

  • Preço do chocolate pode cair; mercado aponta superávit recorde no cacau

    Preço do chocolate pode cair; mercado aponta superávit recorde no cacau

    O mercado global de cacau encerra um período de escassez e começa um novo ciclo de superávit. A consultoria StoneX, em seu Relatório de Saldo Global de Cacau, projeta um excedente de 287 mil toneladas na safra 2025/26 e de 267 mil toneladas na safra seguinte. As duas projeções indicam que a oferta supera a demanda pela primeira vez em dois anos.

    A recuperação da oferta depende principalmente de quatro países: Costa do Marfim, Equador, Gana e Indonésia. Cada um deles aumenta a produção por razões específicas, desde investimentos em área plantada até condições climáticas favoráveis.

    Rafael Borges, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, explica que a consultoria revisou a safra 2025/26 com base no aumento da oferta na Costa do Marfim, ajuste negativo em Gana e redução da demanda global. A produção mundial e a demanda foram revisadas para baixo, mas o saldo global permanece em 287 mil toneladas.

    O cenário pressiona os preços do cacau, que chegam atualmente a US$ 4.185 por tonelada. Os efeitos no preço do chocolate ao consumidor devem aparecer gradualmente, à medida que os estoques se normalizam após a forte destruição registrada em 2023/24.

    Gana: otimismo crescente com a safra

    Até a primeira metade de novembro, cerca de 220 mil toneladas de cacau já chegaram aos portos de Gana, alimentando um clima de otimismo para a safra 2025/26. As expectativas iniciais apontavam para uma produção abaixo de 600 mil toneladas, mas as boas condições das lavouras levaram analistas a revisar essa estimativa para cima.

    Foto: Divulgação – Mapa

    O preço farmgate pago aos produtores ganenses representa outro fator relevante. O valor superou as cotações internacionais e alcançou patamares acima de US$ 5.000 por tonelada, dependendo da taxa de câmbio do cedi ganense. Esse diferencial reduz o incentivo ao contrabando para países vizinhos e sustenta a perspectiva de uma safra volumosa.

    Equador consolida expansão produtiva

    O Equador destaca-se como um dos principais produtores fora da África. Borges aponta que a expansão da produção reflete condições climáticas favoráveis nos últimos dois anos, além da maturação de investimentos em ampliação de área e uso intensivo de fertilizantes. Além disso, a predominância de variedades híbridas, mais resistentes a pragas e doenças, também contribui para maior estabilidade dos rendimentos.

    Os altos preços internacionais estimularam novos investimentos no país, com apoio dos setores público e privado. Estimativas oficiais indicam que a produção equatoriana pode superar 650 mil toneladas em 2026/27, com potencial de crescimento adicional ao longo da década.

    Indonésia e Peru avançam com cautela

    Na Indonésia, a StoneX projeta uma recuperação moderada, com produção em torno de 230 mil toneladas nas próximas duas safras. Os elevados preços ampliaram a capacidade de investimento dos produtores, mas o declínio estrutural do parque cacaueiro limita ganhos mais expressivos. Chuvas acima da média e o risco de um evento de El Niño em 2026 permanecem como fatores de atenção.

    O Peru compartilha características estruturais com o Equador, como clima tropical úmido e desafios fitossanitários semelhantes. A safra 2024/25 já beneficiou-se de chuvas regulares e preços elevados, que impulsionaram investimentos em manejo e fertilização. As perspectivas para as próximas temporadas permanecem favoráveis.

    Demanda segue pressionada, mas mostra sinais de estabilização

    Os dados de moagem, o principal indicador de consumo de cacau, registraram forte queda nos últimos três trimestres. No primeiro trimestre da safra 2025/26, a moagem recuou 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    Ainda assim, o trimestre apresentou moagem superior ao período imediatamente anterior, contrariando a sazonalidade histórica. A StoneX avalia que a recente queda nos preços pode permitir uma estabilização ou leve recuperação do consumo até o final de 2026. A consultoria estima uma moagem global de 4,663 milhões de toneladas em 2025/26, com avanço de 2,4% na safra seguinte, para 4,774 milhões de toneladas.

    Estoques caminham para normalização

    Os superávits estimados devem elevar a relação entre estoques e demanda para patamares próximos de 40% ao final de 2026/27. Portanto, indicando uma recomposição gradual após a crise do ano anterior.

    Rafael Borges, analista de Inteligência de Mercado. Foto: Divulgação

    Borges conclui que o mercado global de cacau passa por um processo de reorganização e caminha para uma nova normalidade de preços. Essa normalidade depende do equilíbrio entre atratividade e destruição da demanda, além dos incentivos e desestímulos aos investimentos no cultivo, não apenas na África, mas também em países como o Equador.

  • Saiba como o agro paulista alcançou superávit bilionário em 2025

    Saiba como o agro paulista alcançou superávit bilionário em 2025

    O agronegócio paulista consolidou-se como o motor das exportações estaduais e um pilar fundamental para a economia brasileira em 2025. Em um ano marcado por instabilidade internacional e a imposição do “tarifaço” norte-americano, o setor fechou o exercício com um superávit comercial robusto de US$ 23,09 bilhões. Os dados, compilados pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, revelam a resiliência e a força do campo paulista.

    As exportações do agro somaram US$ 28,82 bilhões no ano, respondendo por 40,5% de tudo o que São Paulo vendeu ao exterior. Já as importações do setor foram de US$ 5,73 bilhões, equivalentes a apenas 6,6% do total estadual. “As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica.

    São números bastante expressivos, que geram desenvolvimento, empregos e fortalecem a economia do estado”, destacou Carlos Nabil Ghobril, diretor da APTA.

    No ranking nacional do agronegócio, São Paulo reafirmou sua importância ao ser responsável por 17% das exportações do setor no Brasil, ocupando a segunda colocação entre todos os estados, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%).

    Açúcar, carne e laranja no topo da Pauta

    A pauta de exportações foi liderada pelo complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com 31% do total e US$ 8,95 bilhões, seguido pelo setor de carnes (15,4% / US$ 4,43 bi) e pelos sucos (10,4% / US$ 2,98 bi), com predomínio esmagador do suco de laranja. Produtos florestais (celulose e papel) e o complexo soja completam o top 5, que, juntos, concentraram 75,1% das vendas externas do agro paulista.

    O café foi o grande destaque em crescimento, com aumento de 42,1% nas exportações na comparação com 2024. As carnes também tiveram desempenho forte (+24,2%). Por outro lado, grupos como o sucroalcooleiro (-28,4%) e produtos florestais (-5,2%) registraram retração, reflexo das oscilações nos mercados internacional e de preços.

    China consolida liderança; EUA sofrem com tarifas

    A China se manteve como o principal destino das exportações, absorvendo 23,9% do total. A União Europeia (14,4%) aparece em segundo lugar. Já os Estados Unidos (12,1%) sentiram diretamente o impacto das tarifas impostas a partir de agosto, com quedas mensais acentuadas nas exportações a partir daquele mês – chegando a uma retração de 54,9% em novembro.

    A estratégia de diversificação de mercados mitigou parte do prejuízo, com aumento de vendas para países como México, Canadá e Argentina. A perspectiva para 2026 é de recuperação, especialmente após o anúncio da retirada das tarifas para itens como café, sucos, frutas tropicais e carne bovina em novembro. “Nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente. O que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

  • Agronegócio de São Paulo acumula superávit de US$ 16,8 bilhões em 2025

    Agronegócio de São Paulo acumula superávit de US$ 16,8 bilhões em 2025

    O agronegócio de São Paulo registrou um superávit de US$ 16,81 bilhões no comércio exterior entre janeiro e setembro de 2025, de acordo com análise da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado. As exportações do setor somaram US$ 21,15 bilhões, representando expressivos 40,3% do total exportado por São Paulo no período. As importações ficaram em US$ 4,34 bilhões.

    O complexo sucroalcooleiro liderou as vendas externas, com US$ 6,32 bilhões, apesar de uma retração de 33,6% na comparação com igual período de 2024. Na sequência, aparecem os setores de carnes (US$ 3,15 bilhões) e produtos florestais (US$ 2,21 bilhões). Sucos (US$ 2,15 bilhões) e o complexo soja (US$ 2,10 bilhões) completam os cinco principais grupos, que, juntos, concentram 75,4% do total exportado pelo agro paulista.

    Destaque para o desempenho do café, que registrou alta de 43,4% nas exportações, e das carnes, com crescimento de 26,3%.

    China mantém liderança como principal destino

    A China se consolidou como o principal parceiro comercial, respondendo por 24,2% do total exportado, com aquisições principalmente de soja, carnes, açúcar e produtos florestais. A União Europeia vem em seguida (14,4%), e os Estados Unidos (12,7%) aparecem na terceira posição.

    As vendas para os EUA, no entanto, sofreram impacto de medidas tarifárias. Embora tenham crescido 13% no acumulado de janeiro a setembro, as exportações caíram 14,2% em agosto e 32,7% em setembro, após a imposição de tarifas de 50% pelo governo americano em agosto. Itens como carnes, café e produtos florestais sentiram o efeito imediato. O diretor da Apta, Dr. Carlos Nabil Ghobril, explicou que parte do volume afetado foi redirecionado para outros mercados, como China, México e Argentina.

    No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve a segunda posição no ranking de exportações, com participação de 16,7% no total do Brasil, ficando atrás apenas de Mato Grosso (17,4%) e à frente de Minas Gerais (11,5%).

  • Goiás atinge superávit de US$ 5,5 bilhões na balança comercial

    Goiás atinge superávit de US$ 5,5 bilhões na balança comercial

    Goiás registrou um superávit comercial de US$ 5,5 bilhões entre janeiro e agosto de 2025. O resultado representa um aumento de 8% em comparação com o mesmo período de 2024.

    As exportações totalizaram US$ 9 bilhões, posicionando o estado como o oitavo maior exportador do Brasil. As importações somaram US$ 3,5 bilhões, colocando Goiás na décima primeira posição entre os estados que mais importam no país.

    O secretário de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel de Sant’Anna Braga Filho, destacou a competitividade de Goiás no mercado internacional. “Trabalhamos para ampliar ainda mais a presença goiana no comércio exterior, focando na abertura de novos mercados para nossos produtos”, afirmou.

    Em agosto de 2025, o estado registrou um saldo positivo de US$ 637 milhões na balança comercial, com exportações de US$ 1 bilhão e importações de US$ 405 milhões, um crescimento de 48,80% em relação a agosto de 2024.

    Principais produtos exportados

    O complexo soja liderou a pauta exportadora, representando 54,42% das vendas externas do estado. Em seguida, vieram as carnes (18,15%), ferroligas (6,17%), açúcar (4,27%) e o complexo milho (4,24%).

    Rio Verde destacou-se como o principal município exportador, responsável por 27,59% das vendas externas de Goiás. Jataí (7,8%), Mozarlândia (4,52%), Palmeiras de Goiás (4,02%) e Alto Horizonte (3,19%) completam a lista dos maiores contribuintes.

    A China consolidou-se como o principal destino das exportações goianas, absorvendo 48,51% do total exportado. O país asiático também foi a principal origem das importações, com Anápolis concentrando 39,15% das compras internacionais do estado.

    Os resultados reforçam a força da economia goiana no cenário internacional. O estado continua a expandir sua participação no comércio exterior, com foco em diversificar mercados e produtos. O crescimento das exportações de carnes (28,31% em junho de 2025) e a solidez do complexo soja são fatores-chave para o desempenho positivo.