Tag: Sudeste

  • Leite UHT sobe mais de 20% e encarece cesta básica

    Leite UHT sobe mais de 20% e encarece cesta básica

    A alta do leite UHT puxou o aumento dos preços de alimentos básicos no Sudeste em abril de 2026, segundo levantamento da Neogrid. O produto registrou valorização de 20,2% na região e 18,3% na média nacional, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril.

    O avanço reflete a queda na produção nacional de leite. Dados do Índice de Captação de Leite (ICAP-L) indicam retração de 3,9% na coleta entre fevereiro e março e queda acumulada de 11,1% no primeiro trimestre. A menor oferta ocorre em meio à sazonalidade, com redução das pastagens, além da cautela dos produtores após margens apertadas ao longo de 2025.

    Outros itens essenciais também registraram alta no período. O preço dos queijos subiu 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12, enquanto o feijão avançou 2,1%, de R$ 7,51 para R$ 7,67. Legumes tiveram aumento de 2% e o pão registrou alta de 1,8%.

    Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, a pressão se concentra em categorias sensíveis à oferta e ao clima. “Os dados mostram aumento em itens essenciais, como lácteos e hortifruti, o que mantém o consumidor mais atento aos preços e à composição da cesta de compras”, afirma.

    Inflação de alimentos no acumulado

    No acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes lideram a inflação no varejo alimentar, com alta de 25,3%, passando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Na sequência aparecem leite UHT (21,7%), feijão (20,5%), ovos (13,4%) e carne bovina (6,6%).

    A tendência, segundo a Neogrid, aponta para continuidade da volatilidade nos próximos meses, especialmente em categorias ligadas à oferta e às condições climáticas, como lácteos e hortifruti. Já produtos industrializados e algumas proteínas devem apresentar maior estabilidade, impulsionados pela competitividade no varejo e acomodação de custos.

    Sudeste: altas e quedas em abril

    No Sudeste, além do leite UHT (20,19%), os maiores aumentos de preços em abril ocorreram em pão (4,1%), creme dental (1,6%), água sanitária (1,6%) e arroz (1,4%).

    Por outro lado, algumas categorias registraram queda. Carne suína caiu 5,9%, ovos recuaram 4,8%, açúcar teve baixa de 3,1%, enquanto café (em pó e em grãos) caiu 3%. O desinfetante também apresentou redução de 1,8%.

  • Portos do Sudeste movimentam 575,5 milhões de toneladas e registram crescimento de 4,97% em 2025

    Portos do Sudeste movimentam 575,5 milhões de toneladas e registram crescimento de 4,97% em 2025

    Os portos da região Sudeste movimentaram 575,5 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado representa crescimento de 4,97% em relação ao mesmo período de 2024 e consolida a região como principal eixo logístico do país.

    A Antaq registrou desempenho positivo em todas as principais categorias de carga. Os granéis sólidos lideraram o volume total com 299,7 milhões de toneladas, alta de 4,20% na comparação anual. Os granéis líquidos alcançaram 187,3 milhões de toneladas e cresceram 7,74%, impulsionados pela movimentação de petróleo e derivados. As cargas em contêineres somaram 60 milhões de toneladas, expansão de 2,17%, enquanto a carga geral atingiu 28,6 milhões de toneladas, avanço de 1,60%.

    Sudeste concentra principais terminais portuários do Brasil

    “O Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, sustentado pela diversidade de cargas, pela integração entre portos públicos e terminais privados e por uma agenda contínua de investimentos em infraestrutura”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    O Porto de Santos (SP) lidera a movimentação regional com 119,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,05% frente a 2024. O maior terminal do país responde por 20,8% de toda a carga movimentada no Sudeste até outubro. O Terminal de Tubarão (ES) aparece na segunda posição com 70,4 milhões de toneladas, alta de 9,12%, seguido pelo Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), que movimentou 57,9 milhões de toneladas e registrou crescimento de 8,26%.

    O Porto de Itaguaí (RJ) mantém papel estratégico no escoamento de minério de ferro com 51,7 milhões de toneladas movimentadas. Já o Terminal de Petróleo TPE/TOIL (SP) registrou 49,6 milhões de toneladas, expressivo crescimento de 15,43%, e reforça a relevância da região na logística energética nacional.

    Minério de ferro lidera ranking de mercadorias

    O minério de ferro permanece como principal mercadoria da região e representa 33,7% do total movimentado. O levantamento da Antaq aponta 194,2 milhões de toneladas do produto, crescimento de 7,46%, consolidando o Sudeste como base do escoamento mineral brasileiro.

    O petróleo e derivados (óleo bruto) alcançaram 152,2 milhões de toneladas, alta de 10,35%, refletindo a força do setor energético. As cargas em contêineres somaram 60 milhões de toneladas, avanço de 2,17%. A soja movimentou 37,3 milhões de toneladas, expressivo crescimento de 16,47%, impulsionada pelo agronegócio. Os derivados de petróleo (sem óleo bruto) totalizaram 27,2 milhões de toneladas e mantiveram volumes relevantes na matriz regional.

    Navegação de longo curso cresce 5,23%

    A navegação de longo curso, que conecta o Brasil a outros países, movimentou 435,6 milhões de toneladas nos portos do Sudeste. O modal registrou crescimento de 5,23% em relação a 2024 e demonstra o fortalecimento da integração da região com mercados internacionais.

    A cabotagem, transporte de cargas entre portos brasileiros, somou 114,1 milhões de toneladas no período, alta de 5,25% na comparação anual. A modalidade é fundamental para a logística nacional, pois permite o deslocamento de grandes volumes de mercadorias ao longo da costa, reduz custos e complementa o transporte rodoviário.

    Exportações crescem 6,63% enquanto importações recuam

    Os dados da Antaq indicam que as exportações pelos portos do Sudeste cresceram 6,63%, enquanto as importações registraram leve retração de 2,41%. O movimento indica ajustes pontuais no volume de mercadorias que entram e saem do país pela região.

    Costa Filho destaca que a concentração de grandes terminais é um diferencial competitivo. “Estamos falando de portos que operam em alta escala, com vocações bem definidas, o que garante eficiência, previsibilidade e competitividade ao comércio exterior brasileiro”, conclui o ministro.

  • Ciclone extratropical traz temporais ao Sul e Sudeste com impactos severos no agro

    Ciclone extratropical traz temporais ao Sul e Sudeste com impactos severos no agro

    Um ciclone extratropical de forte intensidade atingiu as regiões Sul e Sudeste do Brasil entre os dias 8 e 10 de dezembro, trazendo chuvas volumosas, ventos intensos e transtornos generalizados. O sistema se organizou na madrugada de segunda para terça-feira (8 e 9/12), provocando impactos diretos nas atividades agrícolas e na logística do setor.

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou acumulados de chuva entre 50 e 140 mm em estações do oeste do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, além do sul e interior de São Paulo e áreas de Mato Grosso do Sul. A estação de Canguçu (RS) registrou 190 mm em menos de 24 horas, volume considerado extremo para o período.

    Ventos fortes e alertas meteorológicos

    As rajadas de vento atingiram entre 60 e 90 km/h, causando quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia e danos estruturais. O ciclone alcançou pressão atmosférica abaixo de 1.000 hPa, condição que intensifica tempestades severas e favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas.

    O Inmet emitiu avisos meteorológicos de tempestades, ventos costeiros e vendavais para toda a região afetada. Os avisos indicavam acumulados acima de 100 mm e ventos acima de 100 km/h, queda de granizo, grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

    Impactos severos no setor agrícola

    As atividades agrícolas sofreram prejuízos significativos durante o evento climático extremo. O sistema influenciou diretamente o tempo no Sul e Sudeste, com chuva volumosa, vento intenso e diversos transtornos à população e às atividades agrícolas.

    Os produtores rurais enfrentam o dilema entre o excesso de água em algumas regiões e o déficit hídrico em outras. No Rio Grande do Sul, já são três semanas sem precipitações nas principais regiões produtoras, o que travou totalmente o plantio do milho. A semeadura permanece em 89% da área estimada, sem evolução.

    O temporal atingiu lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento. Plantações em fase de floração e formação de espigas não conseguem reverter os danos mesmo com o retorno das chuvas. As áreas encharcadas impedem o acesso de máquinas e equipamentos, atrasando manejos essenciais.

    Prejuízos nas principais culturas

    As principais culturas de verão sentem os reflexos do fenômeno climático. Plantações no Sul e Centro-Oeste enfrentam granizo e excesso de água, atrasando safras e elevando preços de alimentos. Eventos semelhantes em 2024 geraram perdas de R$ 2 bilhões apenas no Rio Grande do Sul.

    A Emater alerta que a onda de calor intensifica a evapotranspiração e reduz a umidade do solo, provocando estresse hídrico em lavouras de todas as fases. Nas áreas em estádio reprodutivo, que representam 60% do total, os produtores já observam perdas no potencial produtivo e na qualidade dos grãos.

    Logística comprometida

    O transporte de insumos e produtos agrícolas enfrenta sérias dificuldades. Rodovias e pontes interditadas impedem o escoamento da produção e a chegada de rações, embalagens e defensivos agrícolas às propriedades rurais.

    Em áreas do Sudeste, tempestades atingiram partes de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Campina Verde (MG), o volume chegou a 79,8 mm, acompanhado de rajadas intensas que provocaram alagamentos e quedas de árvores.

    Previsão para os próximos dias

    A partir da quinta-feira (12), o ciclone já se afastou da costa brasileira, mas seus efeitos ainda influenciam o tempo em diversas regiões. Na Região Sudeste, haverá uma variação espacial das chuvas ao longo da semana devido às instabilidades provocadas pelo deslocamento de um sistema sobre o oceano.

    O Inmet prevê chuvas localmente significativas no Mato Grosso do Sul e em grande parte de Goiás, com acumulados acima de 40 mm, podendo atingir 100 mm em algumas localidades. No Mato Grosso, os acumulados ao longo da semana variam entre 10 mm e 40 mm.

    Alerta para dezembro: déficit hídrico no Sul

    A Região Sul deve registrar precipitação abaixo da média, com exceção de áreas localizadas no leste de Santa Catarina e norte do Paraná. No Rio Grande do Sul, o cenário preocupa especialmente os produtores que ainda realizam a semeadura da soja.

    As previsões climáticas indicam que o estado gaúcho enfrenta restrição hídrica e, com pouca chuva prevista para os próximos 15 dias, o solo segue sob forte déficit de umidade, elevando o risco para a safra. A situação representa a sexta safra consecutiva com perdas consolidadas em diversas regiões.

    Centro-Oeste e Sudeste recebem mais umidade

    Em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, dezembro traz elevação dos níveis de umidade no solo. A previsão de chuvas mais regulares favorece o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

    Algumas áreas podem sofrer com má distribuição das chuvas, como o sudoeste do Mato Grosso, sul do Mato Grosso do Sul, oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. A formação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) pode ocorrer no mês, trazendo chuvas frequentes e volumosas para o centro-norte do Sudeste e do Centro-Oeste.

    Monitoramento constante

    Os meteorologistas recomendam que produtores rurais acompanhem diariamente as atualizações dos serviços meteorológicos e das defesas civis estaduais. A variabilidade climática exige adaptação rápida das estratégias de manejo e planejamento agrícola.

    As condições atmosféricas permanecem favoráveis à formação de temporais isolados nas próximas semanas, com possibilidade de rajadas de vento, chuvas intensas e granizo em áreas específicas. O planejamento das operações agrícolas deve considerar essas instabilidades para minimizar perdas e otimizar os resultados da safra 2024/2025.

  • Ciclone intenso avança pelo Brasil e preocupa meteorologistas

    Ciclone intenso avança pelo Brasil e preocupa meteorologistas

    Um ciclone atípico e de grande intensidade começou a atingir o Brasil nesta segunda-feira (8), com previsão de fortes impactos até quinta (11). Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno alcançará as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, trazendo chuva volumosa, ventos intensos e risco de transtornos como quedas de energia e alagamentos.

    O Rio Grande do Sul deve sentir os efeitos mais severos. O estado enfrentará tempestades, precipitação acima da média e ventos ciclônicos por até 36 horas. A pressão atmosférica pode cair para valores entre 985 hPa e 990 hPa, índices raros para o mês de dezembro e semelhantes aos de sistemas subtropicais mais típicos do inverno.

    O deslocamento lento do ciclone aumenta o potencial de estragos. Após cruzar a Argentina, o sistema deve atuar com força sobre o Rio Grande do Sul entre terça e quarta-feira, afastando-se apenas na quinta. Essa lentidão prolonga o período de instabilidade e eleva o risco de inundações e deslizamentos.

    As chuvas devem ser intensas

    Modelos meteorológicos indicam acumulados superiores a 100 milímetros em áreas do Sul e de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em locais isolados, os volumes podem chegar entre 150 mm e 300 mm, provocando enxurradas e transtornos em zonas urbanas e rurais.

    Os temporais mais fortes devem ocorrer na terça-feira (9), quando há chance de granizo, vendavais e formação de supercélulas, tempestades altamente severas. O Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo estão entre as regiões com maior risco.

    O vento também preocupa. No Sul e no Leste gaúcho, rajadas podem ultrapassar 100 km/h, alcançando até 130 km/h em áreas próximas ao litoral e à Lagoa dos Patos. Em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, a previsão é de ventos entre 70 km/h e 100 km/h, suficientes para derrubar árvores, causar danos em estruturas e interromper o fornecimento de energia em parte das cidades.

  • Final de semana terá chuvas intensas no Centro-Sul e Sudeste

    Final de semana terá chuvas intensas no Centro-Sul e Sudeste

    Uma frente fria estacionária mantém o tempo instável no Brasil e provoca chuvas em grande parte do Sudeste, além de Goiás e Bahia. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade permanece elevada na região, aumentando o risco de pancadas de chuva até sábado (22/3).

    Portanto, hoje a baixa pressão começa a formar nebulosidade e chuvas leves no Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde o tempo estava seco e ensolarado. No domingo (23/3), esse sistema se intensifica e provoca chuvas mais fortes no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

    Além disso, o Sudeste e o Centro-Oeste seguem com condições favoráveis para pancadas de chuva, principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás, os estados mais atingidos. Os volumes acumulados podem chegar a 100 mm nas áreas mais afetadas até o fim do domingo. O cenário instável deve persistir nos primeiros dias da próxima semana.

    No Norte, chuvas intensas atingem o Pará e o extremo-oeste do Acre, acompanhadas de ventos que podem superar 60 km/h. No Nordeste, a chuva se espalha por quase toda a região, mas a Bahia tem risco de tempestades.

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  • Sudeste sob alerta vermelho para fortes chuvas, avisa Inmet

    Sudeste sob alerta vermelho para fortes chuvas, avisa Inmet

    Chuvas intensas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho de ‘grande perigo’ para fortes chuvas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    Sudeste

    O aviso para a região sudeste começa às 15h desta quinta-feira (30) e segue até as 10h de sexta-feira (31).

    A previsão indica volumes superiores a 60 mm por hora ou mais de 100 mm ao dia. Segundo o Inmet, as áreas afetadas enfrentam alto risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas.

    Além do alerta vermelho, o instituto mantém três avisos laranja de ‘perigo’ para chuvas intensas em diferentes estados. Um deles, válido até a manhã de sexta-feira (31), cobre partes de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

    O Inmet também emitiu um alerta amarelo de ‘perigo potencial’, vigente até sexta-feira (31), para outras regiões do país. Nessas áreas, as chuvas podem alcançar até 50 mm por dia.

    Os detalhes sobre as regiões atingidas estão disponíveis no site do instituto.

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  • Chuva e calor extremo dividem o Brasil nesta quarta-feira

    Chuva e calor extremo dividem o Brasil nesta quarta-feira

    A quarta-feira (15) será marcada por chuvas fortes em diversas regiões do Brasil. O Nordeste deve registrar os maiores volumes de precipitação, com destaque para o semiárido. Também há previsão de chuva intensa no norte de Minas Gerais, sul do Pará, Mato Grosso, Goiânia e Brasília. Ao mesmo tempo, no Norte, a chuva se concentra na porção sul da região, abrangendo áreas entre o Pará e o Acre.

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), sistemas meteorológicos típicos do verão estão impulsionando as chuvas. Entre eles estão a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Ou seja, esses sistemas combinados devem gerar altos volumes de chuva no norte do país nos próximos dias.

    Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia devem registrar os maiores acumulados de chuva. Por outro lado, no leste do Nordeste, as precipitações serão mais leves. No Sudeste, o clima permanece úmido, especialmente nas áreas litorâneas e no norte da região. No Sul, a chuva fica restrita ao litoral.

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    Alerta de calor extremo no Rio Grande do Sul

    Enquanto isso, o Rio Grande do Sul enfrenta uma onda de calor intensa. A Defesa Civil estadual alertou para temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. Ou seja, hoje, quarta-feira, regiões como oeste, missões, noroeste, campanha, centro, vales e áreas metropolitanas de Porto Alegre devem registrar máximas entre 34ºC e 42ºC. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 35%.

    Na quinta-feira (16), o calor deve aumentar nas mesmas áreas. A Defesa Civil alerta para população evitar exposição prolongada ao sol e a se hidratar frequentemente.

     

  • Chuva ganha força do Norte ao Sudeste com corredor de umidade

    Chuva ganha força do Norte ao Sudeste com corredor de umidade

    A última semana da primavera será marcada por chuvas intensas em diversas regiões do país. Um corredor de umidade, formado com a chegada de uma nova frente fria, vai levar precipitações do Norte ao Sudeste.

    Chuva e vento

    Na metade norte do Brasil, as chuvas ganharam intensidade nesta segunda-feira. Pancadas foram registradas nos Estados do Pará, Amazonas, Acre, Mato Grosso e Minas Gerais. Enquanto isso, rajadas de vento de até 50 km/h se destacaram no Sul, em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

    Previsão do Inmet

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê volumes superiores a 50 milímetros no Sudeste, no centro-norte do Sul, no Centro-Oeste e no Norte. Em contrapartida, no norte da região Norte e em grande parte do Nordeste, as chuvas devem ficar abaixo de 20 milímetros. Em muitas áreas, não há previsão de precipitação.

    Norte

    A combinação de calor e alta umidade deve intensificar as chuvas no Norte. Os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no centro-oeste do Amazonas, no oeste do Acre e em áreas isoladas do sul do Pará e do Tocantins. No Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve provocar volumes superiores a 100 milímetros. Em contrapartida, no norte do Pará e em Roraima, os acumulados devem ficar abaixo de 10 milímetros.

    Nordeste

    No Nordeste, a previsão é de chuvas fracas na faixa leste e norte. Já no interior, o tempo permanece seco, quente e com baixa probabilidade de chuva. No oeste da Bahia e no sudoeste do Maranhão, os acumulados ficam abaixo de 20 milímetros.

    Centro-Oeste

    Ao mesmo tempo, no Centro-Oeste, a instabilidade persiste, e chuvas fortes estão previstas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso. Além disso, os acumulados devem superar 40 milímetros e podem passar de 100 milímetros em pontos isolados.

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    Sudeste

    Já no Sudeste, as chuvas já atingem o Espírito Santo e o norte de São Paulo. Minas Gerais e Rio de Janeiro, porém, devem registrar os maiores volumes da região nesta semana.

    Sul

    Em relação ao Sul do país, o tempo chuvoso predomina apenas no leste da região e segue firme até quinta-feira. A previsão indica que as chuvas retornam na sexta-feira (20) em Santa Catarina, Paraná e centro-norte do Rio Grande do Sul.

    Portanto, com a chegada do verão no próximo sábado, 21 de dezembro, a tendência é de que o clima siga instável em grande parte do Brasil.

     

  • Chuvas fortes devem atingir várias regiões do Brasil nesta semana

    Chuvas fortes devem atingir várias regiões do Brasil nesta semana

    Volumes significativos de chuva estão previstos para diversas regiões do Brasil nos próximos dias. Em resumo, as maiores precipitações devem ocorrer no Sul, além de áreas do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. No Sudeste, as chuvas tendem a ser menos intensas.

    Região norte

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na Região Norte, o calor e a alta umidade manterão áreas de instabilidade, provocando chuvas frequentes. Além disso, os volumes podem ultrapassar 100 milímetros (mm) no centro-oeste do Amazonas e no Tocantins. No entanto, acumulados abaixo de 50 mm são esperados no Acre, Roraima e sul do Pará. Já no norte do Pará e no centro-sul do Amapá, as precipitações ficarão abaixo de 20 mm.

    Nordeste

    No Nordeste, uma área de instabilidade deve atingir o nordeste da Bahia e Sergipe, com volumes superiores a 50 mm entre os dias 26 e 29 de novembro. Chuvas isoladas devem atingir o oeste da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste de Pernambuco, com acumulados abaixo de 50 mm. Ou seja, nas demais áreas da região, o tempo permanecerá seco e quente.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste, as chuvas continuarão significativas em Mato Grosso e oeste de Goiás, onde os volumes podem superar 100 mm em algumas localidades. Ao mesmo tempo, no Mato Grosso do Sul e centro-leste de Goiás, as precipitações ficarão abaixo de 20 mm durante a semana.

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    Sudeste

    Para o Sudeste, o tempo firme deve predominar nos próximos dias, mas chuvas podem ocorrer no leste de São Paulo e sul do Rio de Janeiro a partir do dia 29. Nos dias seguintes, as instabilidades aumentarão em quase toda a região, com exceção do centro-norte de Minas Gerais. Os maiores acumulados, abaixo de 50 mm, são esperados para o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Sul

    No Sul, a semana começará com instabilidades no Rio Grande do Sul, provocando chuvas intensas em grande parte do Estado, com volumes acima de 50 mm. A passagem de um sistema frontal intensificará as precipitações, com acumulados acima de 100 mm previstos para áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

    Acompanhar a previsão do tempo é essencial para planejar atividades e evitar transtornos.

  • Saiba a relação entre crédito de carbono e recuperação de pastagens

    Saiba a relação entre crédito de carbono e recuperação de pastagens

    Um estudo realizado pela Embrapa Meio Ambiente analisou o impacto da recuperação de pastagens degradadas no sudeste do Brasil sobre o balanço de carbono e as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Realizado ao longo de cinco anos, a pesquisa abrangeu desde uma pastagem degradada até sua renovação com fertilização nitrogenada, destacando os desafios na implementação de programas de créditos de carbono em pastagens.

    O levantamento alerta para os desafios da implementação de programas de créditos de carbono em pastagens. E destaca que fatores como mudanças nas práticas agrícolas e eventos climáticos extremos podem comprometer a eficácia e a permanência do sequestro de carbono.

    Impacto da recuperação de pastagens

    De acordo com Osvaldo Cabral, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente que coordenou o experimento, a assimilação de dióxido de carbono observada na pastagem degradada não compensou o carbono removido pelo pastejo. Dessa forma, contribui para a continuidade do processo de degradação do solo.

    Por outro lado, a pastagem reformada e adubada conseguiu fixar carbono a uma taxa superior à meta estabelecida pela Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil. No entanto, essa taxa não foi suficiente para neutralizar as emissões geradas durante o processo de renovação, quando o solo foi arado e permaneceu sem cobertura.

    Importância do monitoramento e práticas de manejo

    O estudo enfatiza a importância do monitoramento contínuo do balanço de dióxido de carbono, principalmente em anos de baixa precipitação. Isso ajuda a avaliar o impacto das práticas de manejo sobre as emissões líquidas de GEE, incluindo óxido nitroso e metano.

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    A adoção de práticas adequadas de manejo pode evitar e até reverter a degradação das pastagens, melhorando a capacidade de armazenamento de carbono e contribuindo com os compromissos climáticos do Brasil.

    Política de Agricultura de Baixo Carbono e desafios futuros

    A pesquisa destaca o papel crucial da Política de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do Governo brasileiro, que visa recuperar milhões de hectares de pastagens degradadas. No entanto, apenas um terço das áreas-alvo foi reabilitado, e a falta de monitoramento formal dificulta a avaliação dos impactos.

    Para o novo ciclo do Plano ABC+ (2020-2030), o foco será a governança e o uso de critérios científicos para mensuração e relatórios.  Isso visa superar os desafios identificados no estudo e potencializar os benefícios da recuperação de pastagens no sudeste do Brasil.

    Os resultados completos do estudo estão disponíveis na publicação “Eddy covariance fluxes of greenhouse gasses observed in a renewed pasture in the southeast of Brazil”.

    Com esse estudo, fica evidente a necessidade de práticas contínuas e bem monitoradas para alcançar uma recuperação sustentável das pastagens. E sua importancia  para contribuir significativamente para a mitigação das mudanças climáticas.