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  • Produtores de cachaça aumentam vendas com certificação de qualidade

    Produtores de cachaça aumentam vendas com certificação de qualidade

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo impulsiona a produção de cachaça no estado com o selo de qualidade concedido pelo Concurso Paulista de Qualidade da Cachaça. A iniciativa, realizada em 2024 e 2025, reconhece tecnicamente os produtores, fortalece o mercado e estimula a excelência produtiva.

    O programa integra um conjunto de ações que valorizam o produtor, ampliam a competitividade dos rótulos paulistas e consolidam a imagem do destilado como produto de alto padrão. A certificação funciona como diferencial estratégico tanto para quem produz quanto para quem consome.

    Da plantação à garrafa: qualidade total

    O selo certifica a excelência em todas as etapas produtivas. Os avaliadores acompanham desde a plantação e colheita da cana-de-açúcar até o envase final. O consumidor adquire confiabilidade no produto, enquanto o produtor conquista valorização no mercado.

    Charles Tilhaque, produtor de Votuporanga, comprova os resultados concretos da certificação. Sua Cachaça Taboado Amburana conquistou ouro na categoria armazenada na última edição do concurso estadual. O reconhecimento transformou o negócio.

    “O selo é um indicador muito importante para a consolidação do nosso produto. Primeiro por ter a certificação do Ministério da Agricultura (MAPA), além dos concursos, e isso nos traz uma grande visibilidade, que nos faz buscar sempre manter a qualidade da produção. Após o concurso, o nosso negócio mudou do dia para a noite, e nossas vendas aumentaram significativamente”, afirma Charles.

    Laura Vicentini, presidente da Câmara Setorial da Cachaça, destaca o processo completo que o destilado percorre até receber a certificação. “O selo vem com um atestado de que a gente consegue ter toda rastreabilidade, desde a origem do canavial até a produção do destilado. E ele garante que a cachaça acesse mercados especiais, garante uma boa precificação na venda e aumenta a confiabilidade do consumidor na compra. Então, o selo traz toda essa chancela de altíssima qualidade do produto produzido aqui em São Paulo”, explica.

    Acordo Mercosul-UE promete expandir exportações

    O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia abre perspectivas positivas para o setor. A abertura de novos mercados beneficia especialmente os produtores que já contam com certificações de qualidade, expandindo a competitividade da cachaça paulista no exterior.

    Tilhaque enxerga oportunidades neste acordo entre os dois blocos econômicos. “Os dois mercados são grandes consumidores da cachaça, sobretudo Paraguai e Alemanha. Isso vai aproximar cada vez mais os produtores dos clientes finais, e quem ganha com isso tudo é a cachaça paulista”, comenta.

    Mais de 100 produtores e 200 rótulos premiados

    São Paulo abriga atualmente mais de 100 unidades produtoras de cachaça registradas, com ampla diversidade de sabores, estilos, embalagens e faixas de preço. As duas edições do Concurso Paulista de Qualidade da Cachaça, realizadas em 2024 e 2025, avaliaram e premiaram cerca de 200 rótulos, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

    As Rotas da Cachaça SP representam outra iniciativa estratégica para o setor. O projeto conecta produtores, consumidores e turistas, promovendo a cultura, a história e a diversidade da cachaça paulista. A iniciativa estimula o turismo rural, amplia a visibilidade dos produtores e contribui para a valorização regional do destilado.

  • Safra de laranja cresce e SP reforça apoio ao setor

    Safra de laranja cresce e SP reforça apoio ao setor

    A safra de laranja 2025/26 promete recuperação no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro.
    Nesta sexta-feira (09), o Fundecitrus divulgou a nova estimativa: 314,60 milhões de caixas de 40,8 kg.
    O volume representa alta de 36,2% em relação à safra anterior, afetada por problemas climáticos.

    O estado de São Paulo lidera a citricultura brasileira e mundial. Ou seja, responde por 80% da produção nacional e 90% do suco processado no país. Em geral, a cadeia produtiva movimenta mais de US$ 3 bilhões por ano. Também gera cerca de 200 mil empregos, diretos e indiretos. Em 2024, o grupo de sucos representou 9,6% das exportações do agro paulista. O suco de laranja respondeu por 98,1% dos R$ 17,78 bilhões exportados.

    Estado amplia combate ao greening

    Para fortalecer a produção, o governo de São Paulo lançou a linha de crédito “Combate ao Greening”.
    A iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento destinou mais de R$ 6 milhões a 32 produtores em 2024. Em resumo, o objetivo é apoiar medidas preventivas e de controle da doença que ameaça os pomares.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) atua na linha de frente contra o greening e o cancro cítrico.
    A equipe realiza fiscalizações, orientações técnicas e ações sanitárias em todo o estado. A legislação paulista proíbe o comércio ambulante de mudas cítricas, para proteger os pomares comerciais. Somente neste ano, a CDA realizou 1.743 fiscalizações e retirou mais de 4,5 milhões de mudas irregulares. Além disso, promoveu 37 palestras educativas para o público externo.

    A Coordenadoria mantém também um canal de denúncias sobre pomares abandonados ou mal manejados.
    Em abril, foram atendidas 57 ocorrências. Essas áreas, sem controle do psilídeo ou erradicação das plantas contaminadas, favorecem a propagação da doença.

    Pesquisa integra inovação e políticas públicas

    Para impulsionar soluções duradouras, o estado investe em ciência e inovação. Em parceria com o Fundecitrus, a FAPESP e a Esalq/USP, criou o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA).
    Sediado em Piracicaba (SP), o CPA receberá R$ 90 milhões nos próximos cinco anos.

    O centro quer formar novos grupos de pesquisa e fortalecer ações já existentes. O foco principal é o combate ao greening, que segue como maior desafio da citricultura. Portanto, a expectativa é que o CPA seja um marco estratégico para o setor, unindo ciência, tecnologia e políticas públicas.

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  • Governo de SP fortalece agro paulista com novos programas

    Governo de SP fortalece agro paulista com novos programas

    Com o objetivo de impulsionar o agro paulista no interior, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apresentou seus principais programas e ações para as 645 prefeituras paulistas no evento “Diálogo com Municípios”, realizado no Palácio dos Bandeirantes na última quinta-feira (06/02).

    O governador Tarcísio de Freitas ressaltou a importância da parceria com os municípios para o desenvolvimento do setor: “É importante falar um pouco do cenário e dos principais programas de governo para começar essa aproximação. Queremos estar ao lado dos municípios, das prefeituras, para levar à população a melhor gestão possível”.

    Ações e programas em destaque:

    • Regularização Fundiária: O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) apresentou os avanços na regularização fundiária, com 3,4 mil propriedades regularizadas desde 2023, totalizando mais de 130 mil hectares em 2024.
    • Agro SP + Seguro: Foram apresentados os kits de combate a incêndio para auxiliar na vigilância, prevenção e combate a queimadas em áreas rurais.
    • Município Agro: O programa que premia as melhores iniciativas municipais na agropecuária, disponibilizou R$ 5 milhões para 117 cidades em 2024.
    • Cozinhalimento: A iniciativa que promove segurança alimentar e capacitação, já conta com 251 cozinhas espalhadas pelo estado. A meta é alcançar 305 até o final de 2026.
    • Novo Programa de Logística Rural: Visando melhorar a infraestrutura rodoviária rural, foi apresentado um novo programa de agrologística.
    • Catálogo de Compostagem Orgânica Sustentável: Um equipamento capaz de gerar 300 quilos de adubo por dia de forma sustentável foi apresentado.

    O secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes, enfatizou a importância da plataforma digital para que as prefeituras conheçam os programas da Secretaria. E também identifiquem os principais problemas da produção agropecuária em suas cidades.

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  • SP lança programa para incentivar produção de Café Canephora

    SP lança programa para incentivar produção de Café Canephora

    Nesta quinta-feira (31), o Governo do Estado de São Paulo lança um programa que busca fortalecer o setor cafeeiro e impulsionar a economia rural. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a iniciativa privada, lança o Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora, uma ação que visa aumentar a competitividade da produção cafeeira no estado.

    Canephora

    Com foco nas regiões Centro-Oeste, Oeste e Noroeste de São Paulo, o programa busca incentivar produtores a cultivar o grão Canephora. Em resumo, ele é mais resistente a altas temperaturas e com demanda crescente no mercado nacional e internacional. Ou seja, nova iniciativa pode fomentar o desenvolvimento agrícola sustentável e a geração de empregos e renda no campo.

    Aposta da expansão do cultivo do café no estado

    Tradicionalmente, São Paulo destacou-se como produtor de café arábica no Brasil, mas agora aposta na produção de Canephora para aumentar sua participação no setor cafeeiro. O programa é resultado de uma colaboração entre a Secretaria de Agricultura e a Câmara Setorial do Café, além de apoio técnico de instituições como a APTA, CATI e ITESP.

    “O envolvimento do setor público com a iniciativa privada é uma prioridade para o governo paulista. Nossa expectativa é de uma cafeicultura mais resiliente, sustentável e adaptada às mudanças climáticas”, afirmou o secretário de Agricultura Guilherme Piai.

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    Objetivos e ações do programa

    O Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora inclui várias diretrizes para estimular a produção sustentável do grão no estado. Entre as metas, destacam-se a validação e difusão de tecnologias específicas para o cultivo do Canephora em condições edafoclimáticas da região Oeste paulista. Outro foco é a produção de mudas de alta qualidade genética e fitossanitária para garantir a sustentabilidade dos cultivos.

    Além disso, a Secretaria pretende implementar áreas piloto e vitrines tecnológicas, além de capacitar técnicos e produtores por meio de palestras, treinamentos e dias de campo.

    Café Canephora

    O café Canephora, que inclui as variedades conilon e robusta, representa cerca de 40% da produção mundial de café, com o Vietnã liderando a exportação global. No Brasil, a produção de Canephora está em expansão, especialmente nos estados do Espírito Santo, Bahia e Rondônia, que atualmente representam 30% do mercado interno de café. Com o novo programa, São Paulo almeja tornar-se uma referência também na produção desse tipo de grão.

    A demanda mundial pelo Canephora, especialmente no mercado de café solúvel e blends, está em crescimento. Com maior produtividade e preço competitivo em relação ao arábica, a produção de Canephora se torna uma alternativa viável para os produtores paulistas, segundo dados da Conab.

    Lançamento do programa

    O lançamento oficial do Programa Estadual de Incentivo ao Cultivo de Coffea Canephora acontecerá no Instituto Biológico, na Vila Mariana, em São Paulo, às 14h. A programação inclui atividades como plantio de mudas, palestras sobre as diretrizes do programa e apresentações de especialistas do setor.

    O evento reunirá produtores, técnicos e representantes do setor privado para discutir desafios e oportunidades na produção do café Canephora em São Paulo. Ou seja, o objetivo é fortalecer a integração e o desenvolvimento de uma cafeicultura sustentável e competitiva.

  • Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    Combate ao greening retira 25 mil mudas irregulares em SP

    O Governo de São Paulo intensificou o combate ao greening, uma doença que ameaça a citricultura no estado. Entre os dias 2 e 4 de julho, agrônomos e técnicos agropecuários atuaram em Herculândia e Tupã, onde retiraram de circulação 25.040 mudas cítricas produzidas e comercializadas de forma irregular. A ação, coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Saa) e a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), atendeu a denúncias e resultou na fiscalização de seis locais.

    “Nesta ação, identificamos mudas cítricas armazenadas a céu aberto. Coletamos amostras para diagnóstico de Cancro Cítrico e greening, além de destruir e apreender as mudas”, explica Valentim Scalon, engenheiro agrônomo e gerente do Programa Estadual de Sanidade na Produção de Materiais de Propagação. Ele acrescenta que essas ações se tornarão rotineiras até que a produção seja regularizada e o comércio irregular cesse.

    A operação contou ainda com o apoio da Polícia Militar Ambiental, resultando em quatro autos de infração baseados nas legislações vigentes. Ou seja, essas leis estabelecem medidas de defesa sanitária vegetal para coibir o comércio ambulante de mudas, que causa graves danos econômicos às lavouras e pomares comerciais.

    A equipe técnica da Defesa Agropecuária retornou à região após coordenar uma ação no final de 2023, quando apreenderam mais de 9 mil mudas.

    Canal de denúncia

    Para conter o avanço do greening, a Defesa Agropecuária lançou em outubro um canal direto para denúncias de pomares de citros abandonados ou mal manejados. Esses pomares, sem controle do psilídeo (Diaphorina citri), vetor do greening, ou sem erradicação de plantas contaminadas, representam uma ameaça à citricultura.

    O greening, causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., afeta todas as plantas cítricas e não tem cura. Ou sejam uma vez contaminada, a planta torna-se uma fonte de infecção para outras. Portanto, o greening é a doença mais ameaçadora para a citricultura global atualmente.

    O canal de denúncia visa informar a Defesa Agropecuária sobre a localização de pomares abandonados ou mal manejados. Isso permite ações de educação e conscientização dos produtores para adoção de medidas necessárias ao controle do greening, por exemplo. A legislação vigente exige o controle eficiente do psilídeo em todos os pomares e a eliminação de plantas sintomáticas em pomares com até oito anos de idade.

    Relatório cancro/greening

    A Defesa Agropecuária alerta os produtores de citros sobre a necessidade de entregar o relatório Cancro/Greening até 15 de julho. O documento deve ser enviado pelo sistema Gedave. Ele deve conter os resultados das vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2024.

    A entrega dos relatórios com dados precisos permite à Defesa Agropecuária direcionar melhor as ações de defesa fitossanitária e políticas públicas. Em São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores, independentemente da idade das plantas. Ou seja, atraso ou a não entrega do relatório sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

     

  • Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

    A irregularidade das chuvas comprometeu o desenvolvimento das laranjeiras. Em São Paulo, chuvas abaixo da média no início do ano causaram uma floração irregular, resultando em frutos de tamanhos variados e menor qualidade. Em Minas Gerais, as chuvas intensas em períodos críticos provocaram doenças fúngicas, como a pinta preta, afetando a produção e o rendimento das colheitas.

    A seca prolongada e as altas temperaturas, especialmente durante o verão, aumentaram o estresse hídrico nas plantas. As laranjeiras, submetidas a essas condições, reduziram a produção de frutos e apresentaram queda prematura das laranjas, comprometendo a safra. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a previsão é de uma redução significativa na colheita deste ano.

    Repercussão no Mercado

    Com a redução na oferta de laranjas, o preço dos produtos derivados, como suco de laranja, pode aumentar. “A diminuição da produção impacta diretamente o mercado interno e externo. Enquanto eleva os preços, e diminui a competitividade do Brasil no cenário internacional”, afirma João Sampaio, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista recente.

    Para mitigar os efeitos climáticos adversos, produtores têm adotado práticas de manejo mais sustentáveis, como a irrigação eficiente e o uso de técnicas de controle biológico de pragas. No entanto, essas medidas requerem investimentos significativos, nem sempre acessíveis a todos os produtores.

    Safra afeta a qualidade da laranja disponível.

    Especialistas apontam que a adaptação às mudanças climáticas é crucial para a sustentabilidade da produção de laranja no Brasil. “Precisamos investir em pesquisa e desenvolvimento de cultivares mais resistentes às condições climáticas extremas e em tecnologias de manejo que garantam a produtividade mesmo em anos difíceis”, ressalta Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, em declaração ao jornal Estadão.

    A combinação de fatores climáticos adversos e a necessidade de adaptação tecnológica coloca os produtores  de SP e MG diante de grandes desafios, com impactos na safra de laranja que se estendem do campo até o mercado global.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/precos-das-laranjas/