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  • Goiás lidera produção de sorgo no Brasil e cresce 40% na safra 2025/26

    Goiás lidera produção de sorgo no Brasil e cresce 40% na safra 2025/26

    Goiás confirmou, pelo oitavo ano consecutivo, a liderança na produção de sorgo no Brasil. Dados do 8º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que o estado deve colher 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 40,3% em relação ao ciclo anterior.

    O volume representa 29,3% da produção nacional, estimada em 7,5 milhões de toneladas. Com o resultado, Goiás segue à frente dos principais polos agrícolas do país e mantém posição isolada no ranking da cultura.

    A expansão do sorgo no estado também aparece na área plantada. Os produtores ampliaram a semeadura em 59,9%, alcançando 631,1 mil hectares, ante 394,7 mil hectares na safra passada. A produtividade média chega a 3,5 toneladas por hectare.

    O avanço ocorre principalmente pela resistência do sorgo ao déficit hídrico e pela adaptação à safrinha. Além disso, o cereal ganha espaço na nutrição animal, devido ao alto valor nutricional e à competitividade frente a outros grãos.

    Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Leal, o desempenho reflete a capacidade dos produtores em diversificar o sistema produtivo. “O sorgo fortalece a segunda safra, contribui para o abastecimento das cadeias de proteína animal e abre oportunidades para a agroindústria e a bioenergia”, afirma.

    Os dados também mostram que Goiás responde por 30,7% dos cerca de 2 milhões de hectares cultivados com sorgo no Brasil, reforçando o protagonismo do estado no avanço da cultura.

    Municípios impulsionam produção

    A produção de sorgo já alcança 128 municípios goianos, com maior concentração no Sul do estado e no entorno do Distrito Federal. Cristalina e Rio Verde lideram o ranking nacional e, juntas, respondem por 28,3% da produção estadual.

    Novos polos também ganham força. Montividiu ampliou a produção de 3,6 mil para 49,5 mil toneladas em apenas um ano. Regiões como São Domingos e São Miguel do Araguaia também registram expansão da cultura.

    No desempenho por produtividade, Itapaci lidera com média de 4,0 toneladas por hectare, seguido por Rio Verde e Flores de Goiás, com 3,8 t/ha.

    Bioenergia abre nova frente de mercado

    O avanço do sorgo em Goiás também impulsiona o setor de bioenergia. O estado, líder na produção de sorgo granífero, começa a ampliar o uso do sorgo sacarino como matéria-prima para etanol.

    A variedade apresenta alta concentração de açúcares e ciclo curto, o que permite abastecer usinas durante a entressafra da cana-de-açúcar. Além disso, produtores aproveitam a mesma estrutura operacional dos canaviais, o que reduz custos e facilita a adoção.

    A integração entre produção de grãos e biocombustíveis também amplia a oferta de coprodutos, como os DDGs (Distillers Dried Grains), utilizados na nutrição animal por seu alto teor proteico e energético.

    Com isso, Goiás fortalece a integração entre as cadeias de proteína animal e bioenergia, diversifica a matriz produtiva e cria novas oportunidades de investimento no agronegócio.

  • Minas Gerais registra salto de 61% na produção de grãos na última década

    Minas Gerais registra salto de 61% na produção de grãos na última década

    Minas Gerais consolidou um avanço histórico no agronegócio nos últimos dez anos. Um estudo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seapa) revela que a produção mineira de milho, feijão, sorgo e soja saltou de 11,8 milhões de toneladas, no ciclo 2015/2016, para uma estimativa de 18,9 milhões de toneladas na safra 2025/2026. Esse crescimento de 61% posiciona o estado como o 6º maior produtor nacional, detendo cerca de 6% do total brasileiro.

    Embora Minas já lidere mercados tradicionais como café, leite, batata e frutas, os grãos ganharam terreno de forma acelerada. Apenas em 2025, o estado exportou 6,8 milhões de toneladas de soja, o que gerou uma receita de US$ 2,7 bilhões.

    Tecnologia e inovação impulsionam o campo

    Para o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, o uso de tecnologias da agricultura de precisão, como drones e sensores, e a expansão da agricultura irrigada explicam o sucesso das colheitas. Ele também destaca o papel da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no desenvolvimento de sementes mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas.

    “A tendência é que o melhoramento genético e a adaptação tecnológica avancem para culturas de grãos mais sustentáveis”, afirmou Fernandes, mencionando lavouras de soja, trigo, milho, feijão e sorgo.

    Estratégia da “safrinha” garante eficiência produtiva

    A otimização do solo também foi determinante para os resultados recordes. Muitos produtores mineiros adotaram o sistema de rotação: plantam soja na primeira safra e milho na segunda, a chamada safrinha. Essa técnica permite colher mais na mesma área, utilizando o terreno de forma eficiente durante quase todo o ano.

    Como resultado dessa estratégia, a produção de soja saltou de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas no período. Atualmente, a oleaginosa ocupa o posto de segundo produto mais importante da pauta exportadora de Minas Gerais, superada apenas pelo café. As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste lideram esse desempenho no estado.

    Apesar do otimismo, o governo mineiro monitora fatores que podem impactar a safra 2026/2027. O secretário Thales Fernandes aponta preocupações com os juros altos e a chegada do fenômeno El Niño, que pode atrasar o período de chuvas. Além disso, o cenário geopolítico, como o bloqueio no Estreito de Ormuz, gera incertezas sobre o fornecimento global de fertilizantes para o Brasil.

  • Sorgo vira matéria-prima de cerveja artesanal sem glúten

    Sorgo vira matéria-prima de cerveja artesanal sem glúten

    O brasileiro bebe, em média, 69 litros de cerveja por ano. Com o aumento da conscientização sobre a doença celíaca, cresce também a demanda por cervejas artesanais sem glúten. E cervejarias buscam substituir trigo e cevada por ingredientes alternativos como arroz, milho, milheto e, mais recentemente, o sorgo. Nutritivos, sustentáveis e capazes de gerar novos sabores, esses grãos impulsionam o potencial de crescimento desse nicho de mercado.

    Para explorar esse cenário, a Advanta Seeds Brasil firmou parceria técnica com a cervejaria paulista X Craft Beer e desenvolveu um lote experimental de cerveja à base de sorgo. Com receita exclusiva, o projeto comprova, na prática, a versatilidade do cereal como ingrediente estratégico para a indústria de bebidas.

    Mudar a percepção do sorgo

    O principal objetivo da iniciativa foi demonstrar o potencial técnico e sensorial do grão ancestral, ampliando sua percepção além dos usos tradicionais. Aline Silva, responsável pela área de inteligência de mercado da Advanta, explica a motivação: “O sorgo ainda é muito associado a uma cultura secundária, utilizada em safrinha, com destinação a ração ou biocombustíveis. Com essa iniciativa, buscamos provocar uma mudança de percepção, mostrando que ele também pode ser protagonista em produtos inovadores, conectando agricultura, indústria e consumidor final.”

    A cerveja experimental não está disponível comercialmente, mas cumpre seu papel como demonstração técnica das possibilidades do cereal.

    Parceria nasceu em evento do agronegócio

    Presente na história da humanidade há milênios, o sorgo já serve de base para bebidas fermentadas em regiões da África e da Ásia. No Brasil, a ideia de produzir uma cerveja com o grão era um projeto antigo da Advanta, inspirado em uma iniciativa realizada pela empresa na Argentina. E encontrou o momento ideal para tomar forma após a conexão com a X Craft Beer em um evento do agronegócio em São Paulo.

    A X Craft Beer atua há 12 anos no mercado, possui fábrica própria há cinco e conta com um portfólio de mais de 30 rótulos registrados. Alexandre Lewis Xerxenevsky, cervejeiro com 16 anos de experiência e formação no Canadá e nos Estados Unidos, lidera a empresa e assumiu o desafio técnico do projeto.

    Desafio técnico exigiu processo específico

    A parceria resultou em uma cerveja experimental com mais de 50% de sorgo não maltado. A meta é chegar a um produto final com 100% do cereal. “Esse projeto vai além do produto: trata de inovação e sustentabilidade. Ao explorar o sorgo em uma bebida artesanal moderna, unimos tradição e tecnologia, valorizando um grão com herança cultural e grande potencial para cadeias produtivas sustentáveis”, destaca Aline.

    O processo utilizou condução enzimática e técnicas modernas de brassagem. Xerxenevsky explica o desafio: “O sorgo não maltado não possui naturalmente as enzimas necessárias para converter o amido em açúcares fermentáveis. Foi preciso desenvolver um processo específico, com controle rigoroso de temperatura, pH e uso de enzimas, garantindo eficiência na conversão e qualidade final da cerveja.”

    Para o estilo, o cervejeiro optou por uma Pale Ale com lúpulos americanos e adição mínima de cevada. “O resultado foi surpreendente. Chegamos a uma cerveja leve, refrescante, com baixo teor alcoólico e características únicas de aroma e sabor”, afirma.

    Receptividade positiva abre caminho para novos lotes

    Os primeiros lotes chegaram a colaboradores, parceiros e fornecedores durante eventos da Advanta e geraram receptividade positiva, incluindo pedidos por novas produções.

    Foto: Divulgação

    Aline ressalta que a intenção da empresa não é entrar no mercado de bebidas em escala, mas sim movimentar a cadeia produtiva. “Demonstramos que, quando a indústria identifica oportunidades, é possível desenvolver produtos inovadores e diferenciados. Além disso, o sorgo representa uma alternativa interessante para o público que busca opções sem glúten mais acessíveis e de qualidade”, conclui.

  • Tecnologia inédita contra nematoides é destaque na Tecnoshow

    Tecnologia inédita contra nematoides é destaque na Tecnoshow

    A Corteva Agriscience apresentou, nesta terça-feira (7), durante a 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), o Reklemel, nova tecnologia voltada ao manejo de nematoides no solo. O produto surge como resposta a um problema bilionário no campo. Segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia, as perdas podem chegar a R$ 35 bilhões por ano no Brasil. Os nematoides atacam as raízes e comprometem o desenvolvimento das plantas.

    Além disso, a proposta da empresa é oferecer controle seletivo dos fitonematoides. Dessa forma, a tecnologia preserva a biota do solo e contribui para o aumento da produtividade. O lançamento foi apresentado como uma nova ferramenta dentro do manejo integrado.

    Durante coletiva, o Líder de Portfólio de Inseticidas e Nematicidas da Corteva para Brasil e Paraguai, Thomas Scott, destacou que o Reklemel representa um avanço importante. Isso ocorre porque o produto atua com um novo modo de ação e um grupo químico inédito no mercado. “Hoje, muitos produtores ainda não diferenciam nematoides benéficos dos prejudiciais. O diferencial da tecnologia é eliminar o fitonematoide e manter os organismos que contribuem para a saúde do solo”, afirmou.

    Os nematoides são vermes microscópicos, de corpo cilíndrico, presentes no solo. No entanto, nem todos causam danos. Cerca de 70% são de vida livre e exercem papel importante na decomposição da matéria orgânica. Além disso, ajudam na ciclagem de nutrientes. Por outro lado, os fitonematoides parasitam plantas. Eles formam galhas nas raízes e reduzem a absorção de água e nutrientes.

    Manejo integrado ganha reforço com nova tecnologia

    A cientista de campo da Corteva, Marina Gomes, que participou do desenvolvimento da solução, explicou que o Reklemel atua como uma ferramenta complementar. Segundo ela, o produto protege o sistema radicular da planta. Ao mesmo tempo, mantém a microbiota do solo ativa. “Isso permite que fungos e outros agentes biológicos continuem contribuindo para o controle natural das pragas”, disse.

    Além disso, o uso combinado com soluções biológicas já adotadas pelo produtor potencializa os resultados. A aplicação do produto é feita diretamente no sulco de plantio. Dessa forma, a tecnologia permanece próxima à raiz. Isso aumenta a eficiência e reduz a quantidade utilizada por hectare.

    “Como a aplicação é concentrada no local de desenvolvimento da planta, o manejo se torna mais eficiente. Além disso, há redução de custos e maior sustentabilidade no sistema produtivo”, acrescentou Scott.

    O lançamento contempla diferentes culturas agrícolas. A molécula chega ao mercado sob três marcas. Lormelo é voltado para soja, milho, algodão e sorgo. Já o Salibro atende hortifrúti e café. Por fim, o Yeldana foi desenvolvido para a cultura da cana-de-açúcar.

    Problema generalizado exige estratégia contínua

    Atualmente, todas as culturas agrícolas são suscetíveis aos nematoides. No entanto, o nível de impacto varia conforme a espécie e a região. Por isso, o manejo adequado depende da identificação correta do tipo de nematoide presente na área.

    Além disso, o avanço da praga tem exigido maior adoção de tecnologias no campo. Regiões do Cerrado, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso, já apresentam uso mais intensivo das soluções. Dessa forma, o controle se torna mais eficiente ao longo do tempo.

    Marina e Thomas durante apresentação do Reklemel na 26ª Tecnoshow Comigo – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A recomendação técnica é manter o manejo de forma contínua. Ou seja, ao longo dos ciclos produtivos e nos diferentes talhões da propriedade. “Quanto mais longo o manejo, melhores são os resultados. Não é uma solução pontual, mas um trabalho contínuo de construção da saúde do solo”, explicou Marina.

    Por fim, o uso de práticas integradas segue como estratégia essencial. Entre elas, estão a rotação de culturas, o uso de produtos biológicos e o monitoramento constante. Assim, o produtor consegue reduzir os impactos dos nematoides e manter a produtividade.

    Com o Reklemel, a Corteva aposta em uma abordagem mais equilibrada. A tecnologia alia eficiência no controle dos fitonematoides à preservação dos organismos benéficos. A expectativa é ampliar as possibilidades de manejo e fortalecer sistemas produtivos mais sustentáveis no longo prazo.

  • Silagem de sorgo cresce no Brasil e reduz custos da pecuária

    Silagem de sorgo cresce no Brasil e reduz custos da pecuária

    O sorgo começa a ocupar terreno no Brasil como alternativa viável para a silagem em áreas onde o milho não se desenvolve bem. A cultura, mais resistente à seca e de menor custo de produção, vem despertando o interesse de pecuaristas em regiões áridas, principalmente no Centro-Oeste e no leste do país.

    Arthur Behling Neto, professor da Universidade Federal de Mato Grosso, explica que o sorgo entrega segurança produtiva e bom desempenho nutricional para o gado, mesmo em condições climáticas adversas.

    “No Brasil e nos Estados Unidos o milho ainda domina na ensilagem por sua excelente qualidade, mas o sorgo tem se mostrado eficiente em áreas de pouca chuva e menor fertilidade”, aponta Neto.

    Além da tolerância ao clima, o sorgo garante vantagens econômicas. As sementes custam menos, exigem menos pesticidas e menor quantidade de fertilizantes. Portanto, fatores que pesam no bolso do produtor. Conforme os insumos sobem de preço, o sorgo se consolida como alternativa estratégica para reduzir os custos da alimentação animal.

    Tipos e usos mais comuns

    O Brasil cultiva diferentes tipos de sorgo, com destaque para as variedades graníferas, forrageiras e de biomassa. Segundo Neto, o sorgo forrageiro e o de biomassa se destacam na produção de silagem pela alta produtividade.

    “Estamos estudando híbridos que mantenham boa qualidade nutricional e ao mesmo tempo gerem rendimentos superiores”, explica o pesquisador.

    Na pecuária de corte, o sorgo forrageiro e o de biomassa suprem as dietas com volume e fibra a baixo custo. Já os produtores de leite costumam utilizar o sorgo granífero, por possuir maior teor energético e menos fibra. O que o torna comparável ao milho.

    Desafio de equilibrar produtividade e qualidade

    A principal dificuldade da silagem de sorgo é conciliar volume e valor nutricional. Plantas graníferas são mais curtas e oferecem até 35 toneladas por hectare, mas apresentam maior concentração energética. Já o sorgo forrageiro pode alcançar até 80 toneladas por hectare, e o tipo biomassa supera 120 toneladas, embora com maior teor de fibra e menor proteína.

    Para melhorar esse equilíbrio, a equipe da UFMT busca híbridos que mantenham alto rendimento sem comprometer a nutrição do rebanho.

    Manejo e fermentação

    O sorgo biomassa pode atingir até seis metros de altura e normalmente é colhido em dois cortes, realizados entre dezembro e abril, após o plantio de outubro. O ponto ideal para ensilagem ocorre com 28% a 30% de matéria seca, evitando grãos excessivamente duros.

    O teor de açúcares naturais favorece a fermentação. As variedades forrageiras apresentam até 18% de carboidratos solúveis em água, enquanto o sorgo sacarino pode chegar a 35%. Esses açúcares geram fermentação eficiente, mas podem provocar formação de etanol, problema que pode ser controlado com aditivos adequados.

    Mesmo com o avanço do sorgo, Neto defende que ele não substitui o milho, apenas complementa a silagem tradicional. “Ele é uma alternativa quando o milho não produz bem”, resume.

    Em tempos de clima irregular e insumos caros, o sorgo surge como aliado da pecuária brasileira, garantindo flexibilidade e segurança alimentar para o rebanho.

  • Novo sorgo forrageiro gigante eleva produtividade

    Novo sorgo forrageiro gigante eleva produtividade

    A Embrapa Milho e Sorgo (MG), em parceria com a empresa Latina Seeds, lança no mercado o novo sorgo forrageiro gigante BRS 662, de nome comercial LAS6002F. A cultivar combina precocidade, estabilidade produtiva e sanidade elevada, demonstrando ótimo desempenho em condições variadas de cultivo na primeira e na segunda safra.

    Com potencial superior a 80 toneladas de forragem por hectare em um único corte e ciclo de até 125 dias, o híbrido garante produtividade recorde e capacidade de rebrota que pode atingir 60% da produção inicial. O sorgo é indicado para as principais regiões produtoras, incluindo o Centro-Oeste (DF, GO, MT e MS) e o Sudeste (ES, MG, RJ e SP).

    Segundo o pesquisador Rafael Parrella, da Embrapa Milho e Sorgo, a cultivar reúne “elevado rendimento e ótima sanidade frente a doenças fúngicas severas, como antracnose, helmintosporiose e cercosporiose”, problemas que desafiam a cultura no país. As plantas, de 4 a 5 metros de altura, produzem forragem rica em celulose e hemicelulose, com baixo teor de lignina. Ideal para alimentação animal, produção de biogás e cogeração de energia.

    O lançamento oficial do BRS 662 acontecerá no dia 11 de março de 2026, durante a celebração dos 50 anos da Embrapa Milho e Sorgo, em Sete Lagoas (MG).

    Mercado e competitividade

    O diretor-executivo da Latina Seeds, William Sawa, destaca que o híbrido é fruto de uma parceria inédita entre duas instituições com foco em inovação. “Decidimos unir nossos recursos genéticos e tecnológicos para oferecer ao agronegócio um produto disruptivo, de alta performance e adaptado às condições do campo brasileiro”, afirma.

    A empresa estima triplicar a produção de sementes na próxima safra, ampliando o alcance para mais de 30 mil hectares de plantio. Na safra 2026, a produção inicial de 10 mil sacas já foi comercializada em todo o Brasil e exportada ao Paraguai. Cada embalagem contém 150 mil sementes tratadas com inseticida e fungicida, e a recomendação de plantio é de 120 a 130 mil sementes por hectare.

    Sawa reforça a importância de analisar o solo, ajustar a fertilização e realizar manejo de lagartas, pulgões e fungos para alcançar o máximo potencial produtivo e qualidade na silagem.

    As sementes do sorgo BRS 662 (LAS6002F) podem ser adquiridas com representantes da Latina Seeds, pelo WhatsApp (34) 99189-0001 ou no site da empresa.

    Expansão do sorgo no Brasil

    O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, Frederico Botelho, afirma que o sorgo vem ganhando espaço em várias regiões do país graças à resistência ao estresse hídrico e alto potencial produtivo. “O sorgo garante segurança alimentar no campo e reforça a base da pecuária nacional”, destaca.

    Foto: Latina Seeds

    Para Botelho, o novo híbrido confirma o papel estratégico da pesquisa pública no desenvolvimento agropecuário. “O BRS 662 é resultado de décadas de investimento em genética. Sua combinação de produtividade, qualidade e estabilidade atende às exigências do mercado e fortalece a parceria entre Embrapa e Latina Seeds”, conclui.

  • Brasil retoma exportação de sorgo para a China após 12 anos

    Brasil retoma exportação de sorgo para a China após 12 anos

    O Brasil voltou a exportar sorgo para a China, encerrando um hiato de 12 anos. A remessa, feita em janeiro, totalizou 25,83 toneladas, suficiente para encher apenas um contêiner, segundo dados do governo brasileiro.

    O embarque ocorreu logo após dez tradings receberem autorização, em novembro de 2025, para enviar o grão ao mercado chinês. Essa foi a primeira venda desde 2014, quando o país asiático importou 1.374 toneladas de sorgo brasileiro.

    Expansão do mercado e nova oportunidade

    A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) acredita que novos embarques devem ocorrer nos próximos meses, com a China interessada em diversificar o fornecimento de grãos para ração animal. O país asiático busca reduzir a dependência de importações dos Estados Unidos, seu principal fornecedor tradicional.

    Segundo o diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, o avanço nas exportações aconteceu após a inspeção sanitária de técnicos chineses, que validaram as condições das lavouras brasileiras.

    “Com as exigências fitossanitárias resolvidas, começamos a ver novos embarques de sorgo para a China”, explicou Silveira.

    Sustentação do consumo interno

    Apesar do avanço comercial, o Brasil ainda não tem grandes volumes disponíveis para exportação, já que parte significativa da produção abastece o mercado interno. O setor de etanol de milho, em expansão, também consome sorgo como matéria-prima.

    “Não temos excedente, porque o consumo interno está forte. O etanol de milho também puxa a demanda”, disse Silveira.

    Uma fonte do setor, que preferiu não se identificar, afirmou que a carga enviada pode ter sido teste de qualidade ou uma venda pontual para um pequeno importador chinês.

    Mesmo com exportações modestas, o sorgo ganha importância na pauta agrícola brasileira. A Conab prevê que a safra 2025/26 cresça quase 10%, chegando a 6,7 milhões de toneladas. O avanço reflete o aumento da área plantada e o uso do sorgo como alternativa em regiões mais secas, especialmente no Cerrado.

  • Demanda por etanol impulsiona expansão histórica do sorgo

    Demanda por etanol impulsiona expansão histórica do sorgo

    O sorgo ganhou protagonismo na segunda safra de Mato Grosso do Sul e se firmou como peça estratégica no planejamento agrícola do Estado. O avanço da cultura, impulsionado pela demanda das usinas de etanol de milho, transformou o sorgo em uma escolha econômica planejada, e não mais em solução emergencial.

    Dados do SIGA (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), ferramenta gerida pelo Governo do Estado por meio da Semadesc em parceria com a Aprosoja, mostram que a área cultivada saltou de pouco mais de 5 mil hectares para quase 400 mil hectares em apenas cinco safras. Um crescimento superior a 7.700%.

    Expansão estratégica guiada pelo mercado

    O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destaca que o avanço do sorgo “não é casual, é estratégia”. Segundo ele, a expansão reflete a força do mercado e a demanda das usinas de etanol instaladas em Mato Grosso do Sul. “O fator decisivo foi o surgimento de uma demanda estruturada, com contratos de compra que garantem previsibilidade e segurança econômica ao produtor”, afirma.

    De acordo com o SIGA, o salto mais expressivo começou na safra 2021/2022, quando o sorgo passou a ocupar áreas maiores e ganhar escala rapidamente. Após ajustes de adaptação, a cultura voltou a crescer com força em 2024/2025, praticamente dobrando sua área. Verruck explica que essa consolidação mostra que o sorgo já faz parte do planejamento da safrinha, especialmente em regiões de maior risco climático e janela curta após a soja.

    A consolidação das usinas de etanol de milho no Estado foi um divisor de águas para a cultura. Antes limitada pela falta de mercado, a produção de sorgo encontrou sustentação nas indústrias que agora firmam contratos diretos, garantem escala e oferecem condições logísticas adequadas. “O mercado passou a dar sustentação e a criar um ciclo virtuoso de crescimento”, ressalta Verruck.

    Mapa do avanço: regiões com maior expansão

    Os dados mais recentes do SIGA mostram que dez municípios concentram metade da área plantada de sorgo na segunda safra sul-mato-grossense. Entre os principais estão Ponta Porã, Maracaju, Bonito, Bela Vista e Sidrolândia.

    Esses polos agrícolas correspondem justamente às regiões onde o milho enfrenta maiores restrições de clima ou janela de plantio, e o sorgo surge como ferramenta eficaz de gestão de risco produtivo.

    Resistência e viabilidade garantem espaço

    Para o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, o crescimento do sorgo comprova sua viabilidade técnica e econômica na segunda safra. “Por ser mais resistente às intempéries e doenças, o sorgo se adapta melhor a áreas marginais, onde o milho teria mais dificuldade”, explica.

    Beretta acrescenta que a estrutura proporcionada pelas usinas, com contratos, mercado garantido e armazenagem, eliminou os maiores obstáculos históricos da cultura. “Essas condições dão segurança ao produtor e consolidam o sorgo como uma opção sólida dentro da rotação agrícola”, afirma.

    Mato Grosso do Sul entre os maiores produtores

    No cenário nacional, a Conab projeta que o Brasil ultrapasse 6,6 milhões de toneladas de sorgo na safra 2025/2026, com Mato Grosso do Sul ocupando a quarta posição entre os principais estados produtores.

    Para Verruck, o caso de sucesso do sorgo em MS reflete o potencial da integração entre produção agrícola, bioenergia e sustentabilidade. “Quando há mercado, contratos e visão de longo prazo, a produtividade cresce, o risco cai e o desenvolvimento se consolida”, resume.

  • Produção de sorgo cresce 400% em dez anos

    Produção de sorgo cresce 400% em dez anos

    A cultura do sorgo granífero consolida sua posição estratégica no agronegócio brasileiro, especialmente nas regiões do Oeste da Bahia e de Balsas, no Maranhão. A Embrapa e a empresa Inpasa Brasil realizaram dois eventos técnicos em dezembro para capacitar produtores, técnicos e profissionais do setor sobre as oportunidades que a cultura oferece, principalmente para a produção de bioetanol.

    O Simpósio do Sorgo aconteceu em 2 de dezembro, em Luís Eduardo Magalhães, no Clube Rio das Pedras, em parceria com a Círculo Verde. Já o Seminário da Cultura do Sorgo – a escolha certa para sua safrinha ocorreu em 4 de dezembro, na sede do Sindicato dos Produtores Rurais de Balsas (Sindibalsas).

    Crescimento expressivo na produção nacional

    Os dados da Conab revelam um crescimento robusto: entre as safras 2015/16 e 2024/25, a produção nacional de sorgo aumentou mais de 400%. O engenheiro agrônomo Frederico Botelho, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, coordena o projeto de cooperação técnica entre Embrapa e Inpasa, que visa o desenvolvimento sustentável da produção de sorgo.

    “O sorgo desponta como uma cultura complementar aos sistemas de produção brasileiros, principalmente por sua resiliência e adequação às demandas crescentes frente às mudanças climáticas e à necessidade de diversificação da matriz energética”, explica Botelho.

    Bioetanol transforma sorgo em matéria-prima estratégica

    A demanda por etanol de cereais elevou o sorgo de cultura secundária a matéria-prima estratégica. Usinas localizadas no Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Maranhão fomentam o cultivo e compram o grão para impulsionar a produtividade industrial.

    Foto: Sandra Brito/Embrapa

    Irineu Piaia Junior, gerente comercial da Inpasa, destacou a importância da produção de sorgo na segunda safra. “A Inpasa, juntamente com demais consumidores, contribui para que o produtor encaixe a cultura no melhor cenário. O simpósio traz debates técnicos fundamentais para o crescimento sustentável”, afirma.

    Produtividades recordes no Oeste da Bahia

    Celito Breda, sócio proprietário da Círculo Verde, comenta os resultados obtidos na região. “Estamos com média de produção em torno de 85 sacas por hectare na segunda safra porque investimos e plantamos em áreas muito férteis”, relata.

    As perspectivas são ainda mais otimistas. “Daqui a cinco anos, as fazendas produzirão 140 sacas por hectare. Para os pivôs plantados em fevereiro, a perspectiva é de 200 sacas por hectare nos próximos 3 a 5 anos”, projeta Breda, atribuindo esses resultados à parceria com pesquisadores da Embrapa.

    O produtor rural Haroldo Uemura, que possui fazendas nas regiões Oeste da Bahia, extremo Sul do Piauí e no Maranhão, alcançou média de 90 sacas na segunda safra de 2025, com picos de 120 sacas por hectare nas áreas de maior produção. “O sorgo oferece boa margem de rentabilidade. Hoje temos mais segurança de liquidez, com a destinação dos grãos para a produção de etanol”, celebra.

    Região Oeste da Bahia amplia área cultivada

    A Região Oeste da Bahia abrange 31 municípios em 14,5 milhões de hectares. A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) prevê 200 mil hectares de sorgo para a safra 2025/26, junto com 2,218 milhões de hectares de soja, 403 mil de algodão e 195 mil de milho.

    Jaime Aroldo Cappelesso, Secretário de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães, mostra confiança no futuro da cultura. “O sorgo é uma cultura rústica em termos de manejo de água e de pragas. Tenho certeza de que, no máximo em cinco anos, o sorgo será a segunda cultura em área. Para esta safra 2025/2026, prevemos aumentar 25% da área”, projeta.

    Maranhão registra expansão na segunda safra

    No Maranhão, a Conab estima 54,1 mil hectares de sorgo para a safra 2025/2026, com produtividade de 2.465 kg/ha, totalizando 1.271 mil toneladas.

    Jean Henrique Martins, proprietário da Imperial Agro-Nutrição e produtor de grãos, ressalta os benefícios. “Com o sorgo, conquistamos a diversificação de culturas, o aproveitamento da janela de plantio e o aumento de área plantada. Quanto mais áreas cultivadas, maior a receita.”

    Cleonésio Luís Marques, sócio proprietário da Setor Agro e agricultor nas regiões do Maranhão e do Pará, planeja expandir. “O sorgo aguenta mais o tempo de estiagem na minha região. Consigo aproveitar a janela para fazer a safrinha. Pretendo, com o consorciamento de braquiária e sorgo, fazer a terceira safra para produção de proteína animal.”

    Adubação adequada garante altas produtividades

    A pesquisadora Flávia Cristina dos Santos, da Embrapa Milho e Sorgo, abordou a adubação do sorgo em Luís Eduardo Magalhães. “É preciso considerar o balanço de nutrientes. Em termos de solo de fertilidade construída, devemos considerar o que os grãos exportam durante a colheita”, orienta.

    Em Balsas, o pesquisador Álvaro Vilela de Resende explicou que as exigências nutricionais do sorgo granífero são similares às do milho. “O fornecimento de nutrientes deve ser concluído em até 30 dias após a semeadura, realizando todas as adubações no início da fase vegetativa. Quanto maior a expectativa de produtividade, maior deve ser o nível de adubação”, ensina.

    Manejo de pragas e doenças requer atenção constante

    A pesquisadora Simone Mendes apresentou as principais pragas da cultura. “No início do desenvolvimento, destaca-se o percevejo Barriga Verde, que requer cuidado até os 25 dias após a germinação. Em seguida, a lagarta-do-cartucho e o pulgão do sorgo, uma praga específica dessa cultura”, alerta.

    Dagma Silva abordou as estratégias de manejo de doenças. “O controle pode ser realizado com práticas integradas. Híbridos com genética resistente, controle químico e época de plantio garantem uma boa produção. Associar o controle químico ao nível de resistência é parte do manejo integrado”, recomenda.

    Controle de plantas daninhas exige planejamento estratégico

    O pesquisador Alexandre Ferreira da Silva enfatizou a importância do manejo preventivo. “É uma estratégia simples que busca evitar a introdução e a dispersão de plantas daninhas em áreas ainda não infestadas”, explica.

    Silva destaca práticas essenciais: controle de áreas adjacentes, limpeza minuciosa de colheitadeiras entre talhões e uso de sementes certificadas. “Muitos produtores deixam a desejar no controle de áreas adjacentes, o que causa transtornos muito grandes”, alerta.

    O efeito “carryover” — residual de herbicidas da cultura anterior — representa um dos maiores desafios. “É muito importante conhecer os herbicidas residuais na soja que podem prejudicar o sorgo semeado em sucessão. O planejamento é a palavra-chave”, adverte Silva.

    “Um dos grandes segredos para o sucesso é realizar o plantio de sorgo no limpo. Este é o primeiro passo para o sucesso da lavoura”, conclui o pesquisador.

    Perspectivas favoráveis impulsionam investimentos

    Luiz Antônio Pradella, diretor vice-presidente da Cooperfarms e da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, destacou o papel do sorgo na diversificação do sistema de produção. “O consórcio com sorgo é uma alternativa para intensificar de forma sustentável o sistema, produzindo grãos e forragem em duplo propósito, o que melhora a qualidade do sistema de plantio direto.”

    Claudio Zago, gerente comercial da Helix Sementes, confirma o interesse crescente. “Esta região apresenta uma das maiores taxas de crescimento dessa cultura em comparação a todas as regiões do Brasil. Temos um programa de melhoramento, híbridos prontos e muito interesse em participar comercialmente da cultura do sorgo.”

    O sorgo consolida sua posição como cultura estratégica, oferecendo rentabilidade, segurança hídrica e sustentabilidade para os sistemas de produção do Maranhão e do Oeste da Bahia

  • China abre mercado para DDGs e sorgo brasileiro

    China abre mercado para DDGs e sorgo brasileiro

    O Brasil alcançou um marco importante nas exportações agrícolas ao receber autorização da China para que 15 estabelecimentos comercializem DDGs (grãos secos de destilaria) e sorgo ao mercado chinês. A habilitação contempla cinco plantas de etanol de milho para exportação de DDGs e dez unidades especializadas em sorgo, fortalecendo a posição brasileira no mercado global de grãos e biocombustíveis.

    A aprovação resulta da assinatura de acordos bilaterais entre Brasil e China: o Protocolo Fitossanitário do Sorgo, firmado em novembro de 2024, e o Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho, assinado em maio de 2025. Ambos os documentos estabelecem os padrões sanitários necessários para o comércio entre os países.

    Sorgo brasileiro ganha acesso ao maior importador mundial

    O Centro-Oeste brasileiro, responsável por mais de 60% da produção nacional de sorgo, lidera as habilitações aprovadas. Das dez unidades autorizadas, quatro estão localizadas no Mato Grosso, quatro em Minas Gerais, uma em Rondônia e uma na Bahia.

    Em 2024, conforme dados do IBGE, o Brasil produziu 4 milhões de toneladas de sorgo, exportando 178,4 mil toneladas (4% da produção total). A China representa mais de 80% das importações globais de sorgo, movimentando US$ 2,6 bilhões anualmente, segundo dados do mercado internacional.

    DDGs: coproduto do etanol ganha mercado bilionário

    Os DDGs, coprodutos gerados no processamento de milho para produção de etanol, representam uma oportunidade estratégica para o Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho. Em 2024, o país exportou aproximadamente 791 mil toneladas desse insumo utilizado na fabricação de rações animais.

    As cinco unidades habilitadas para exportação de DDGs estão concentradas no Centro-Oeste: quatro no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul. No mesmo período, a China importou mais de US$ 66 milhões em DDGs do mercado global.

    Parceria estratégica alcança US$ 49,6 bilhões

    A China mantém sua posição como principal destino das exportações agropecuárias brasileiras. Em 2024, o gigante asiático importou US$ 49,6 bilhões em produtos do agronegócio nacional, consolidando uma parceria comercial estratégica entre os países.

    As novas habilitações garantem maior previsibilidade aos contratos de exportação e abrem espaço para ampliação dos volumes nas próximas safras, beneficiando toda a cadeia produtiva de grãos e biocombustíveis.

    Trabalho coordenado entre governo e setor privado

    O resultado foi obtido através da articulação entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes do setor privado, em conformidade com as exigências técnicas estabelecidas pelas autoridades sanitárias chinesas.

    Foto: Sandra Brito/Embrapa

    Além do impacto econômico, a exportação de DDGs reforça a agenda de sustentabilidade do Brasil ao promover a economia circular. A valorização de coprodutos industriais do processamento de milho transforma resíduos em insumos de alto valor para a indústria global de alimentação animal, demonstrando o potencial do agronegócio brasileiro em aliar produtividade e práticas sustentáveis.