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  • Jurada do MasterChef Brasil abre as portas de sítio vintage onde vive

    Jurada do MasterChef Brasil abre as portas de sítio vintage onde vive

    Acostumada ao ritmo intenso das cozinhas profissionais e das gravações do MasterChef Brasil, Helena Rizzo encontra a paz em um refúgio que pouca gente imagina. A chef mantém um sítio em Piracaia, no interior de São Paulo, cercado pela natureza e pensado para receber amigos e familiares.

    Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Helena abriu as portas do refúgio rural e mostrou detalhes da propriedade. A casa preserva características da construção original e reúne móveis reaproveitados, objetos de valor afetivo, muita madeira e espaços integrados.

    E é claro, no centro de tudo está, como não poderia deixar de ser na casa de uma chef, uma grande cozinha.

    https://www.instagram.com/reel/DUEYkm2iQSj/?igsi=MTNnbnQzaGI2MTYyNQ==

    Helena Rizzo preservou estrutura original do sítio

    A residência já estava construída quando Helena adquiriu a propriedade. Durante a reforma, a jurada do MasterChef decidiu evitar grandes interferências na estrutura existente.

    “Quando eu comprei esse sítio, essa casa já existia e eu reformei, mas mantive as paredes existentes e não quebrei nada. Eu acho que um ambiente precisa ter a nossa cara, e para isso eu acho que ele tem que ser ir se compondo aos poucos. Eu gosto de ir sentindo a casa e habitando ela com objetos, com arte, conforme eu vou sentindo”, contou.

    Essa ideia acabou determinando a estética da residência. Em vez de montar todos os cômodos de uma só vez, Helena foi preenchendo os espaços aos poucos, incorporando objetos que já faziam parte de sua história.

    Cozinha é o coração da propriedade

    Entre todos os espaços, a cozinha ganhou protagonismo.

    Integrada às outras áreas sociais, ela permite que quem esteja cozinhando continue participando das conversas e da movimentação da residência.

    A escolha combina com a profissão de Helena, mas também com a proposta do sítio: ser um lugar onde amigos e familiares possam passar longos períodos juntos.

    A madeira aparece com frequência nos acabamentos e móveis. Até a geladeira recebeu um revestimento que a integra visualmente ao restante da cozinha, preservando o aspecto rústico do ambiente.

    Móveis de família ganharam novas funções

    Outra característica da casa é o reaproveitamento de móveis e materiais.

    Helena não comprou uma mobília completamente nova para decorar o sítio. Sofás, tapetes, luminárias e outros objetos que acompanharam diferentes momentos de sua vida encontraram novos lugares na propriedade.

    Entre as peças de maior valor sentimental está uma poltrona herdada da avó. O móvel foi renovado com tecidos trazidos de uma viagem ao Peru e passou a integrar a decoração da casa.

    Até materiais que sobraram da reforma foram aproveitados. Madeiras remanescentes da obra viraram prateleiras e um rack, reduzindo o desperdício e acrescentando novos elementos à decoração.

    “Mobiliei a casa do sítio praticamente com coisas que já tinha. Uma poltrona que era da minha avó, forrada com panos que trouxe do Peru, o sofá da casa antiga, tapetes que carreguei de outras mudanças, luminárias que nunca instalei. Fui levando tudo! As prateleiras e rack, fizemos com madeiras que sobraram da obra. E aos poucos, tudo foi se acomodando”, contou a famosa.

    Lareira gigante chama atenção na sala

    Se a cozinha ocupa o coração da casa, outro elemento rouba a atenção na sala.

    Uma grande lareira metálica preta em formato de cone ocupa posição de destaque no ambiente. Além do desenho marcante, ela é utilizada para aquecer a residência nos períodos mais frios.

    Ao redor dela, a proposta continua sendo incentivar a convivência.

    As janelas amplas permitem a entrada de iluminação natural e mantêm os espaços internos conectados visualmente à vegetação que cerca a propriedade.

    Helena mantém uma horta em seu sítio, onde planta e colhe hortaliças (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Quadros, discos de vinil e um toca-discos ajudam a completar a decoração.

    Onde fica o sítio de Helena Rizzo?

    O refúgio de Helena Rizzo fica em Piracaia, município do interior paulista localizado em uma região marcada pela presença de vegetação e represas.

    O sítio é cercado por vegetação de Mata Atlântica e funciona como um contraponto à rotina profissional da chef em São Paulo.

     

  • José Mujica e sua chácara que se transformou em símbolo do Uruguai

    José Mujica e sua chácara que se transformou em símbolo do Uruguai

    José “Pepe” Mujica, ex-presidente do Uruguai e referência mundial por sua vida austera, faleceu hoje, deixando como parte de seu legado a relação única com seu sítio em Rincón del Cerro, que se tornou símbolo de seu governo e de sua filosofia de vida. Localizada a cerca de 20 minutos do centro de Montevidéu, em um bairro operário, a propriedade de 20 hectares foi não apenas sua morada, mas também a residência oficial do governo uruguaio durante seu mandato.

    Ao assumir a presidência em 2010, Mujica recusou-se a viver no tradicional palácio presidencial Suárez y Reyes, situado em um bairro aristocrático da capital. Preferiu permanecer em sua chácara de paredes descascadas, tetos de zinco verde e quintal povoado por galinhas, flores e hortaliças. A única adaptação feita no local foi a construção de uma pequena casa para os seguranças, contrastando com a estrutura luxuosa da residência oficial, que ele usava apenas para reuniões de trabalho.

    Mujica justificava sua escolha como uma defesa da sobriedade: “Minha maneira de viver é consequência da evolução da minha vida. Lutei até onde é possível pela igualdade e equidade dos homens”, afirmou em entrevista. Ele rejeitava a ideia de que sua vida simples fosse uma valorização da pobreza, preferindo defini-la como “valorização da sobriedade no viver”.

    O cotidiano no sítio presidencial

    A rotina de Mujica na chácara era marcada por hábitos simples. Dirigia seu próprio Fusca azul, lia jornais em um iPad por falta de distribuição na região, cozinhava seu prato favorito – carne com cebola – e fazia compras no mercadinho do bairro ao lado da esposa, Lucía Topolansky. A segurança era discreta, limitada a uma pequena guarita e poucos policiais. E a convivência com vizinhos e animais, como a cadela Manuela, reforçava o clima de normalidade.

    Reprodução: Redes Sociais

    Mesmo presidente, José Mujica mantinha o cultivo de flores e hortaliças, tradição herdada da infância, quando ajudava a mãe na lavoura após a morte do pai. O ex-guerrilheiro tupamaro também destinou parte da propriedade para projetos sociais. Como a doação de cinco hectares e meio à Direção Nacional de Apoio aos Libertos, para construção de moradias para ex-presidiários.

    O sítio como mensagem política

    A decisão de transformar o sítio em residência oficial foi vista como uma mensagem política poderosa. Mujica defendia que “o mundo está prisioneiro da cultura da sociedade de consumo”. E que “as pessoas não compram com dinheiro, compram com o tempo que tiveram que gastar para ter esse dinheiro”. Seu modo de vida reforçava a crítica ao consumismo e à desigualdade, tornando-se referência internacional como “o presidente mais pobre do mundo”.

    Reprodução: Redes Sociais

    Durante seu governo, Mujica também vendeu a residência presidencial de verão em Punta del Este, destinando o valor arrecadado a programas de moradia popular.

    Após deixar o poder, Mujica continuou vivendo no sítio, planejando criar uma escola de ofícios rurais para jovens da região. Agora, com sua morte, o local se consolida como símbolo de um estilo de liderança raro: próximo do povo, avesso a privilégios e fiel aos próprios valores até o fim.

    A chácara de José Mujica não foi apenas cenário de sua vida. Mas expressão concreta de seu pensamento político e de sua visão de mundo – um legado que ultrapassa fronteiras e inspira gerações.

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