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  • Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    A Corteva Agriscience levou à 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), um conjunto de soluções pensadas para facilitar a rotina do produtor rural e melhorar os resultados da lavoura. Durante o evento, a empresa apresentou tecnologias em sementes, defensivos químicos e biológicos, além de ferramentas voltadas às Boas Práticas Agrícolas e ao manejo de pastagens.

    O Paraná, segundo maior produtor de grãos do País, deve registrar crescimento superior a 1% na produção da safra 2025/26, segundo a Conab. Diante desse cenário, a presença da Corteva na feira reforçou a importância de investir em tecnologia para manter produtividade e rentabilidade no campo.

    Com um estande de cerca de 5 mil metros quadrados, sendo 1 mil de área construída e 4 mil de campo demonstrativo, a empresa mostrou, na prática, como suas soluções atuam desde o planejamento do plantio até a colheita. A proposta foi aproximar a tecnologia da realidade diária do agricultor.

    Segundo Felipe Daltro, diretor de Marketing e Efetividade Comercial da Corteva para Brasil e Paraguai, o foco da companhia é apoiar a tomada de decisão no campo. “O produtor precisa de soluções que funcionem na prática. Por isso, trabalhamos com tecnologias integradas, que entregam resultado e segurança”, afirmou.

    Conhecimento técnico aliado à tecnologia

    Além dos produtos, a Corteva apostou fortemente em capacitação. Ao longo da feira, dois espaços receberam palestras sobre manejo de pragas, doenças, plantas daninhas, tratamento de sementes e uso de biológicos. Dessa forma, o produtor teve acesso a informação técnica aplicada à realidade da lavoura.

    Também houve experiências imersivas, como cinema e realidade virtual, que mostraram a jornada do agricultor desde antes do plantio. Assim, os visitantes puderam entender como cada decisão impacta o desempenho da cultura ao longo do ciclo.

    De acordo com Carlos Landerdal, diretor de Marketing para Proteção de Cultivos e Biológicos da Corteva Brasil e Paraguai, informação e produto caminham juntos. “Quando o produtor entende o modo de ação das tecnologias, ele consegue extrair mais produtividade e reduzir riscos”, explicou.

    Sementes, biológicos e proteção no centro da estratégia

    No segmento de sementes, a Brevant Sementes apresentou seu portfólio completo de milho, com híbridos adaptados às condições do Paraná. Já a Pioneer, que completa 100 anos no mundo e mais de 50 no Brasil, levou materiais voltados ao alto teto produtivo e à estabilidade, especialmente para a safrinha.

    Enquanto isso, a Cordius destacou suas cultivares de soja com as tecnologias Enlist E3 e Conkesta E3. Essas soluções ajudam no controle de plantas daninhas resistentes e no manejo de lagartas, desafios cada vez mais comuns nas lavouras do Estado.

    Executivos da Corteva durante apresentação na 38ª Show Rural Coopavel

    O Sistema Enlist, por exemplo, foi apresentado como aliado no controle do picão-preto, invasora que já apresenta resistência ao glifosato e pode causar perdas severas. Dessa maneira, o manejo correto contribui diretamente para a rentabilidade da soja.

    Na área de biológicos, a Corteva reforçou sua liderança com soluções como o Utrisha N, que auxilia no fornecimento de nitrogênio às plantas. A empresa utilizou realidade aumentada para explicar o funcionamento do produto, facilitando o entendimento do produtor.

    Por fim, a Linha Pastagem mostrou tecnologias voltadas à recuperação de áreas degradadas, com destaque para os herbicidas Navius e Juvix. Segundo Anelcindo Souza Jr., líder comercial da Área Sul do Brasil e Paraguai, pastagens bem manejadas resultam em mais produtividade no rebanho e melhor retorno ao pecuarista. No encerramento, a Corteva apresentou o Programa Lidera, que amplia o poder de compra do produtor por meio de pontos e benefícios.

  • Soja e algodão em sucessão cortam custos com pragas e revitalizam o solo do Cerrado

    Soja e algodão em sucessão cortam custos com pragas e revitalizam o solo do Cerrado

    Com a colheita da soja 2025/26 em andamento, produtores de regiões como o Mato Grosso já direcionam a atenção para a cultura sucessora: o algodão. A rotação entre soja e algodão consolida uma estratégia eficiente para manter o solo produtivo durante quase todo o ano, mas exige planejamento detalhado para superar desafios como plantas daninhas, soqueiras e a pressão de pragas.

    Especialistas afirmam que o sucesso desse sistema depende, em grande parte, da escolha correta da biotecnologia aplicada à semente de soja. A rotação adequada promove uma redução significativa na incidência de doenças, pragas como o bicudo-do-algodoeiro e plantas invasoras, melhorando também a saúde e a estrutura do solo.

    Janela curta e escolha estratégica da semente

    A principal limitação para o produtor que adota a sucessão soja-algodão é a estreita janela de plantio. Para contornar esse obstáculo, a seleção de variedades de soja de ciclo precoce e com a biotecnologia correta torna-se uma decisão fundamental.

    Pedro Borges, gerente de Marketing de Licenciamento para a Região Norte na Corteva Agriscience, explica que a escolha errada da semente pode criar problemas na cultura seguinte. “O produtor deve evitar variedades de soja STS nessa rotação. O controle de plantas voluntárias de soja no algodoeiro fica comprometido, pois os herbicidas mais usados para esse manejo são do grupo ALS, os mesmos da tecnologia STS”, detalha Borges.

    Ele destaca que o Sistema Enlist® oferece uma solução, com um portfólio de variedades de soja não-STS desenvolvidas para esse cenário. A tecnologia auxilia no controle eficaz de plantas daninhas de difícil manejo e das soqueiras do algodão, preparando o terreno para a próxima safra.

    Controle de “ponte verde” e inimigos da produtividade

    Eliminar as soqueiras (restos de caule e raiz) e as plantas voluntárias que nascem após a colheita é uma etapa crucial. Essas plantas funcionam como uma “ponte verde”, hospedando pragas e doenças que atacam a cultura subsequente.

    “O controle da soqueira do algodão é vital para reduzir a pressão do bicudo e da ramulária. Da mesma forma, plantas daninhas como o capim pé-de-galinha e a vassourinha-de-botão, muito comuns no Centro-Oeste, causam grandes perdas produtivas se não forem manejadas na entressafra”, avalia o especialista da Corteva.

    A rotação de culturas com biotecnologias compatíveis, portanto, não só otimiza o uso da terra, mas também quebra o ciclo de pragas e patógenos, reduzindo a dependência de intervenções corretivas e gerando economia para o produtor.