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  • Controle do psilídeo-dos-citros é chave contra avanço do greening nos pomares 

    Controle do psilídeo-dos-citros é chave contra avanço do greening nos pomares 

    O Fundecitrus atualizou a previsão para a safra de laranja 2025-26, apontando que cerca de 100 milhões de árvores no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais estão contaminadas pelo greening, transmitido pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri). A doença deve causar uma queda na produção, que passará de 314,60 milhões para 306,74 milhões de caixas, redução de 2,5%.

    Apesar do impacto, houve uma queda significativa de 51,4% na população do psilídeo em pomares mais jovens, segundo o Fundecitrus. O controle do inseto vetor tornou-se uma estratégia indispensável para conter o avanço da doença.

    Um estudo recente feito pela Sipcam Nichino Brasil em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) demonstrou que os inseticidas fenpiroximato e buprofezina podem reduzir entre 75% e 100% as populações do psilídeo. A combinação dos produtos atua especialmente nas fases jovens do inseto, interrompendo seu ciclo de desenvolvimento.

    A pesquisa foi conduzida na Estação Experimental Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP). Os resultados indicaram um controle efetivo do vetor, considerado um dos mais rápidos disseminadores da doença.

    O engenheiro agrônomo Marcelo Palazim é coordenador de marketing da Sipcam Nichino. E destaca que os inseticidas devem ser aplicados via solo e na parte aérea da planta assim que os primeiros psilídeos forem detectados no monitoramento.

    Palazim reforça que o greening é a maior preocupação fitossanitária da citricultura atualmente. E recomenda a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos para aumentar a eficácia no combate ao vetor e retardar a resistência.

    Esta abordagem integrada é vista como essencial para proteger a produção de laranja no cinturão de São Paulo e Minas Gerais diante dos desafios impostos pelo greening.

  • Safrinha começa com ataques da cigarrinha-do-milho

    Safrinha começa com ataques da cigarrinha-do-milho

    O início da safrinha 2025 traz desafios significativos para os produtores de milho no Brasil, com o avanço da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) sendo um dos principais problemas fitossanitários enfrentados. O engenheiro agrônomo José de Freitas, da Sipcam Nichino Brasil, alerta que a praga tem se espalhado por diversas regiões do país. Assim, exigindo uma nova abordagem no manejo.

    Freitas destaca que o controle da fase ninfa da cigarrinha é crucial para o sucesso das lavouras. “Estudos demonstram que focar na ninfa se tornou central na estratégia de manejo do produtor, permitindo a quebra do ciclo da praga e promovendo uma colheita mais produtiva”, afirma. Essa conclusão é resultado de quase 80 trabalhos de campo realizados em parceria com 24 consultorias e instituições de pesquisa, incluindo a Unesp de Botucatu.

    <h4>Inovação no manejo

    A Sipcam Nichino lançou recentemente o inseticida Fiera®, que visa combater efetivamente a cigarrinha em todas as suas fases, não apenas na fase adulta. “Historicamente, o manejo focava apenas na fase adulta do inseto. Agora, oferecemos um novo olhar técnico que considera todas as fases jovens da praga”, explica Freitas. Os testes mostraram que o produto pode controlar ninfas com eficácia entre 95% e 100%. “As reduções observadas foram significativas: 66% na postura de ovos e 92% na eclosão”, ressalta Freitas.

    A cigarrinha-do-milho se destaca como uma das pragas mais vorazes da agricultura. Ela é responsável pela disseminação de doenças que podem levar a perdas significativas nas lavouras. Portanto, com seu ciclo de vida rápido e alta capacidade de migração, a praga representa um desafio constante para os agricultores.

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  • Ácaro-rajado impõe perdas de até 20% na cultura do algodão

    Ácaro-rajado impõe perdas de até 20% na cultura do algodão

    O ácaro-rajado (Tetranychus urticae) emergiu como um dos principais desafios na cultura do algodão em Mato Grosso, causando perdas de até 20% nas lavouras. O alerta vem de Jacob Crosariol Netto, pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA), que destaca a crescente relevância dessa praga, antes considerada secundária.

    “Há cinco anos, o ácaro-rajado aparecia principalmente no final do ciclo do algodão, em condições secas. Hoje, ele está presente durante todo o ciclo, e se não for controlado adequadamente, pode causar perdas severas, chegando a mais de 1.000 kg de fibra por hectare em uma área com potencial de produção de 5.200 kg/ha”, explica Crosariol Netto.

    Uso excessivo de defensivos como agravante

    A intensificação do problema, especialmente nas regiões de Campo Verde e Primavera do Leste, está associada ao uso excessivo de fungicidas e inseticidas de baixa seletividade, conforme apontado por estudos de campo. “Esses produtos acabam eliminando inimigos naturais do ácaro, acelerando seu ciclo reprodutivo e favorecendo sua multiplicação descontrolada”, afirma o pesquisador.

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    O desequilíbrio ecológico resultante desse manejo incorreto está tornando o controle da praga mais difícil e custoso.

    Cresce a necessidade de acaricidas

    A resposta a essa nova realidade é o aumento no uso de acaricidas. “Antes, aplicávamos esses produtos duas ou três vezes por safra. Hoje, dependendo da região, são necessárias até 12 aplicações”, revela Crosariol Netto. Ele coordenou ensaios com o acaricida fenpiroximato, recentemente registrado no Brasil pela Sipcam Nichino. O produto demonstrou eficácia superior a 80% no controle do ácaro-rajado, quando aplicado corretamente.

    Pesquisador Jacob Crosariol Netto, do IMA, alerta para avanço da praga, que se tornou uma das principais ameaças ao algodoeiro em Mato Grosso. Divulgação.

    “Para ser eficaz, é preciso aplicar o acaricida no momento certo, com 10% das plantas infestadas. Além disso, a tecnologia de aplicação é crucial, já que o ácaro-rajado se alimenta na parte inferior das folhas. Uma boa distribuição de gotas é essencial para atingir o alvo”, alerta o especialista.

    Monitoramento e manejo integrado são essenciais

    Crosariol Netto destaca a importância de monitoramento constante das lavouras e do uso de alternativas que previnam a infestação. Ele defende a escolha de cultivares com maior sanidade, reduzindo a necessidade de fungicidas, o que favorece o equilíbrio dos inimigos naturais da praga. “O ácaro-rajado é uma ameaça crescente, mas com um manejo estruturado, incluindo a rotação de ativos, é possível minimizar os danos e manter a produtividade do algodão”, conclui o pesquisador.

    A rotação de ingredientes ativos é essencial para evitar a seleção de populações resistentes, uma vez que o ciclo de vida da praga é rápido, e aplicações repetidas do mesmo produto podem reduzir a eficácia do controle químico.

  • Novas estratégias para o controle do greening

    Novas estratégias para o controle do greening

    A Expocitros 2024, principal feira citrícola do Brasil, realizada em Cordeirópolis (SP), destacou novas estratégias para o controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença greening. A equipe técnica da Sipcam Nichino celebrou a aceitação de sua nova estratégia para controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri). Esse é o vetor da doença ‘greening’. A nova abordagem, que utiliza os compostos buprofezina e fenpiroximato, mostrou-se altamente eficaz, com controle de 80% a 100% das populações do inseto.

    evento expocitrus
    Reprodução – divulgação

    De acordo com pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), a combinação desses compostos oferece uma solução economicamente viável e agronomicamente eficaz para os citricultores. “Buprofezina atua por contato e vapor em todas as etapas de desenvolvimento do psilídeo, recomendando-se duas aplicações com intervalos de sete dias nos períodos de maior ocorrência de brotações”, explicou Marcelo Palazim, engenheiro agrônomo e um especialista do setor.

    Previsão de Avanço do Greening na Safra 2024-25

    Especialistas apontam que a prevalência de preços baixos para a caixa de laranja nos últimos anos tem desmotivado produtores a investir no controle do greening, resultando em um aumento significativo do inseto-vetor. Gilberto Tozatti, da Citrus Consulting, estima que a doença deverá avançar de 38% para mais de 50% dos pomares do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais na safra 2024-25.

    Dados do Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) indicam prejuízos de até R$ 3,5 milhões em 2023 devido à intensidade da doença em determinadas fazendas. “O greening representa hoje a principal preocupação dos citricultores, causando grandes perdas de produtividade e aumento no preço da laranja. Medidas eficazes de manejo são essenciais para reduzir os danos e garantir a rentabilidade dos produtores”, concluiu um especialista do setor.

    Greening no Brasil

    O greening, ou Huanglongbing (HLB), é uma das doenças mais devastadoras da citricultura brasileira, comprometendo a produtividade dos pomares e a qualidade das frutas. Transmitido pelo psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), o greening afeta grandes áreas de cultivo, especialmente em São Paulo e Minas Gerais. A falta de controle adequado, impulsionada por baixos investimentos, agrava a disseminação da doença. Medidas integradas de manejo e novas estratégias de controle são cruciais para mitigar os impactos econômicos e preservar a saúde dos pomares brasileiros.