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  • Paloma Venturelli assume liderança do Sinditrigo Paraná

    Paloma Venturelli assume liderança do Sinditrigo Paraná

    Paloma Venturelli, presidente do Moinho Globo, foi eleita para presidir o Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Paraná (Sinditrigo-PR). A eleição ocorreu em outubro com chapa única, e a posse está marcada para 23 de novembro. É a primeira vez em mais de 70 anos que uma mulher assume o comando da entidade responsável pelo maior parque moageiro do Brasil.

    Foto: Wesley Manini

    Com uma trajetória pioneira, Paloma também foi a primeira mulher a presidir um moinho de trigo no Brasil, em 2021. Ela atuou como vice-presidente do Sinditrigo-PR por 12 anos e assumiu a direção interinamente em abril, após a renúncia de Daniel Kümmel, que passou a integrar o Conselho Deliberativo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

    O nome Venturelli tem forte ligação histórica com o sindicato. O pai de Paloma, Mário Venturelli, foi peça-chave na consolidação do Sinditrigo durante os anos 1960, quando o setor esteve sob intervenção federal e a comercialização passou a ser controlada pelo governo. Ao lado de lideranças como Roland Guth e Romeu Massignan, Mário ajudou a fortalecer a entidade, que é referência no setor até hoje.

    Planos para a gestão e desafios prioritários

    Paloma destaca a importância do Sinditrigo-PR, que reúne atualmente 35 associados entre moinhos e empresas parceiras, representando o maior parque moageiro do Brasil. Ela ressalta que o Paraná responde por 30% da produção nacional de farinha de trigo, com mais de quatro milhões de toneladas processadas anualmente em mais de 50 moinhos.

    A nova presidente promete dar continuidade ao legado de Kümmel, valorizando a integração da cadeia produtiva e fortalecendo os vínculos entre produtores e consumidores para gerar valor a todos os associados.

    Entre os principais desafios da gestão está a reforma tributária, tema que Paloma considera crucial. Ela pretende oferecer conteúdo e orientação para que as empresas realizem a transição tributária de forma saudável, mantendo a rentabilidade e modernização do setor.

    Participação em comitê consultivo da Embrapa Trigo

    Além do comando do Moinho Globo e do Sinditrigo, Paloma integrou o Comitê Assessor Externo (CAE) da Embrapa Trigo, que está em fase de formação e tem caráter consultivo. O comitê reúne representantes do setor agropecuário para colaborar com a instituição, referência em pesquisa agrícola no Brasil.

    “A primeira reunião foi uma oportunidade valiosa para trocar ideias e fortalecer a parceria com a Embrapa”, afirmou Paloma sobre sua participação no comitê.

  • Moatrigo 2025 reuniu mais de 400 profissionais em Curitiba

    Moatrigo 2025 reuniu mais de 400 profissionais em Curitiba

    Com recorde de público e inscrições esgotadas, o Moatrigo 2025, promovido pelo Sinditrigo-PR (Sindicato da Indústria do Trigo no Paraná), reuniu mais de 400 participantes no Centro de Convenções da Fiep, em Curitiba, nesta terça-feira (18). O evento, que chega à sua quarta edição presencial, consolidou-se como o principal encontro nacional do setor moageiro, reunindo moinhos, fornecedores e especialistas para discutir inovação, cenários econômicos e estratégias para a safra de 2025.

    A edição deste ano destacou-se pela diversidade de temas, incluindo palestras sobre trade marketing, inteligência de dados, tendências de consumo e gestão de micotoxinas. Um dos diferenciais foi a estrutura das Salas de Soluções, com nove workshops simultâneos sobre:

    • Estratégias de moagem de alta eficiência
    • Segurança em silos industriais
    • Controle de qualidade e rotulagem
    • Legislação sanitária
    • Engenharia estrutural para moinhos

    “O Moatrigo não é apenas um evento, mas um espaço de reflexão para planejar o futuro. O Paraná, responsável por 30% da moagem nacional, precisa estar à frente nessas discussões”, afirmou Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo-PR.

    Desafios da safra 2025 e dependência de importações

    Um dos painéis mais aguardados, “Desafios do Setor Moageiro: O que Esperar para 2025”, reuniu presidentes de sindicatos estaduais, incluindo Rogério Tondo (Abitrigo) e representantes de SC, RS, GO, SP e MG. O debate destacou a dependência de importações de trigo, já que o Brasil produz apenas 60% do que consome.

    Max Piermartiri, diretor do Sinditrigo-PR, Paloma Venturelli, vice-presidente, e Daniel Kümmel, presidente do Sinditrigo-PR.

    No Paraná, maior produtor nacional, a previsão é de redução de 0,7% na área plantada na safra 2025, segundo a Safras & Mercado, totalizando 1,142 milhão de hectares. “Mesmo com avanços, o déficit persistirá. Precisamos de logística eficiente e políticas que equilibrem produção e importação”, explicou Kümmel.

    Próximos passos: Moatrigo 2026 já confirmado

    Ao final do evento, o Sinditrigo-PR anunciou a edição de 2026, mantendo Curitiba como sede. “Temos uma indústria resiliente, mas os desafios exigem união. Eventos como este são vitais para fortalecer a cadeia produtiva”, reforçou Kümmel.

    Destaques do Moatrigo 2025:

    • Participação 20% maior que em 2024
    • Presença de moinhos de 12 estados brasileiros
    • Discussões técnicas alinhadas às demandas do Mercosul
    • Networking com fornecedores de tecnologia e insumos

    Para mais informações sobre o setor moageiro e as próximas edições do Moatrigo, acesse o site do evento.

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